Estado ignora situação de calamidade em Porto Xavier e determina retomada das aulas presenciais


Desconsiderando os índices críticos de contaminações e mortes por Covid-19 em Porto Xavier, o governo Eduardo Leite (PSDB), por meio da 32ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), determinou a retomada das aulas presenciais na rede estadual do município já nesta segunda-feira (3).

Educadores(as) encontram-se apreensivos. A cidade, com apenas 10,2 mil habitantes, já conta com mais de 1,3 mil casos confirmados, o equivalente a 13% dos moradores(as).

Para fins comparativos, a incidência média no Rio Grande do Sul é de 8,6% da população.

Nesta semana, sobretudo, os casos se agravaram rapidamente. A Prefeitura decretou estado de calamidade e determinou toque de recolher, restrições mais severas e um “lockdown completo” durante o final de semana.

“Somente em três dias, de segunda até quarta, foram registrados 132 casos. Isso significa que o potencial de contaminação é enorme e o risco de a doença se alastrar descontroladamente na população é grande”, comunica o Executivo em nota.

Apesar disso, a 32ª CRE informou que as aulas presenciais seriam retomadas.

O CPERS Sindicato fez contato com a Prefeitura para compreender se o Município permitirá a abertura da rede estadual, uma vez que tem competência para gerir o funcionamento das escolas em seu território.

De acordo com a assessoria, o tema está em discussão. A despeito da pressão da CRE, os prefeitos da região defendem a retomada a partir do dia 10, mas ainda não há uma decisão definitiva quanto ao tema.

Com índices elevadíssimos de contaminação comunitária, sem vacinas, EPIs insuficientes, recursos humanos escassos e nenhuma estratégia de testagem e rastreamento, funcionários(as) e estudantes de Porto Xavier serão colocados no corredor da morte – podendo acarretar em perdas irreparáveis. 

 

 

O CPERS defende a ampla imunização dos trabalhadores(as) da educação, mais recursos humanos, físicos e financeiros para as escolas e estratégias de testagem, rastreamento e monitoramento dos casos de covid-19 como condicionantes mínimos de um retorno seguro às aulas presenciais. 

 

 

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