Escola de Novo Hamburgo está sem aulas presenciais devido à morosidade do governo Leite


Os mais de 700 estudantes da EEEM Osvaldo Aranha, de Novo Hamburgo, estão sem aulas presenciais desde o dia 20 deste mês devido à falta de energia elétrica, causada pela queda de um poste de luz, localizado em frente à instituição.

A estrutura desabou no último dia 18, mas foi condenada ainda em 2017 e a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) estava ciente do problema e do risco de queda.

Desde que o desabamento ocorreu, os alunos(as) dos três turnos da instituição estão com aulas remotas. “Atualmente, como não temos nenhuma rede elétrica na escola, estamos com aulas online pelo classroom. A equipe da secretaria e demais funcionários estão trabalhando com as condições que temos”, relata a diretora da instituição, Verônica Paz de Oliveira.

Os alimentos conservados nas geladeiras e freezer precisaram ser armazenados em outro local para que não estragassem. “Armazenamos no mercado que fornece as compras para a escola”, explica Verônica.

A diretora também destaca que no último dia 20 foi colocado um poste de concreto no lugar do antigo, de madeira, para instalação da rede de baixa tensão elétrica. O serviço foi concluído no dia seguinte, mas a RGE detectou que havia necessidade de um transformador para viabilizar uma rede que atenda as reais necessidades da escola.

O governo havia se comprometido em instalar o transformador nesta quarta-feira (29), porém, não cumpriu com o prazo prometido. A nova previsão de instalação, de acordo com Verônica, é dia três de abril. 

“Ontem o chefe do administrativo da 2ª Coordenadoria de Educação me passou detalhes técnicos da substituição do poste e do transformador. Agora, aguardamos a nova data informada”, relata Verônica.

O CPERS seguirá acompanhando a situação e cobrando do governo Eduardo Leite (PSDB) que a estrutura necessária para o restabelecimento de energia da instituição ocorra com a máxima urgência. Não é possível admitir que estudantes, educadores(as) e comunidade escolar sejam prejudicados(as) pelo descaso e morosidade do Executivo estadual.

Notícias relacionadas