Encontro debate igualdade racial e combate ao racismo no mês da Consciência Negra


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Nesta terça-feira, dia 8, ocorreu o encontro do Coletivo de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS. Professores e funcionários de escola reuniram-se, às 9h, no 9º andar da sede do Sindicato para debater a discriminação racial e os meios e ações para combater o racismo.
“Desde que foi lançado, o Coletivo é um espaço de construção, de debate e combate ao racismo. Um espaço para discutirmos as questões que envolvem professores (as), funcionários (as) e alunos (as) negros (as)”, observou o diretor do Departamento de Igualdade Racial e secretário-geral do CPERS, professor Edson Garcia. Edson também fez uma análise das políticas antissociais a qual a população está enfrentando com o governo Michel Temer (PMDB), destacando que os negros ainda são os mais atingidos. “Nós somos um povo que é massacrado diariamente”, ressaltou.
A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, parabenizou Edson pelo trabalho do Coletivo e falou sobre a importância de falar do racismo. “Que possamos dizer que o Brasil é um país racista sim, e possamos trazer o assunto para debate. E a escola tem que ser também um espaço de resistência e transformação em combate ao racismo”, afirmou.

Palestrantes destacam a importância de falar sobre o Racismo em todos os espaços
A pedagoga Ieda Leal, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, destacou que a pauta “combate ao racismo” deve ser permanente em todos sindicatos assim como a luta pela homofobia, diversidade e todas outras formas de discriminação. “Temos que passar para o Coletivo a segurança política para que esse assunto vá para frente, e que o combate ao racismo seja diariamente debatido em nossos meios. Esse espaço é de fortalecimento, para voltarmos para nossas casas mais fortes e revigorados para a luta em combate ao racismo”, finalizou.
O ativista social, Waldemar Moura Lima (Pernanbuco), relatou a importância de fazer com que os educadores entendam a importância deste assunto. “Não é fácil se assumir negro ou negra em uma sociedade que coloca toda a culpa de criminalização nos negros”. Pernambuco ainda falou da importância da data Consciência Negra. “Permite uma reflexão no histórico do nosso passado. E é uma data que ufaniza, dá ao povo negro esse valor de autoestima, de saber que nossos antepassados não foram escravos como está dito nos livros didáticos. Eles não nasceram com essa pecha da escravidão, foram escravizados, traídos, violentados desde a vinda da África para cá. Isso é importante”, finalizou.
O escritor Luis Cláudio de Oliveira relatou os casos de racismo que sofreu na sua infância e adolescência. Oliveira apresentou estudos importantes sobre identidade, racismo, pedagogia negra, famílias negras, tradição africana, entre outras. Também destacou o racismo dentro do espaço escolar. “No ambiente escolar está atravessado essas condições impostas que não conseguimos nos libertar. Para fazermos uma educação democrática temos que rever todos nossos conceitos e discutir e entender o racismo”, observou.

Espaço para debate e conscientização
Os educadores debateram os assuntos abordados  trazendo as experiências que têm diariamente nas escolas. E também destacaram a importância da iniciativa do CPERS de oferecer um espaço como esse com o objetivo de debater e combater o racismo.
À tarde, a pedagoga Ieda Leal ministrou oficina para os educadores com o objetivo de cada um conhecer o significado  e a importância do seu nome e não aceitar nem um tipo de apelido pejorativo. “O racismo é perversidade, retira do negro a possibilidade de se ver no outro. Precisamos desconstruir o racismo, não podemos mais fazer coro para os racistas. Não podemos mais aceitar”, afirmou.
Os educadores divertiram-se com a banda Kalunga, com ritmos africanos, logo depois ocorreu um momento de confraternização entre os participantes.
No mês da consciência negra o CPERS em parceria com o SindBancários fará várias atividades em comemoração à data, serão realizadas sessões de cinema, rodas de samba e atividades culturais.  Fique ligado em nosso site para obter mais informações.

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