Em protesto contra o governo Temer (PMDB), estudantes ocupam Institutos Federais no RS


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Pelo menos dois institutos federais do Rio Grande do Sul registram ocupações de alunos que protestam contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 e a reforma no Ensino Médio. Osório e Alegrete têm estudantes mobilizados divulgando informações e promovendo debates sobre o tema.
Com as aulas suspensas desde a última quinta-feira, os alunos do Instituto Federal Farroupilha Campus Alegrete ocupam o prédio da instituição desde o fim da última quarta. Eles contam com o apoio da direção e da coordenação de assistência estudantil para organizar debates e discussões sobre o corte no orçamento público e a reforma do Ensino Médio.
Nos últimos dias, os secundaristas promoveram debates sobre o que foi o processo de impeachment, a ditadura militar e o papel de resistência que o movimento estudantil desempenhou naquele período. No sábado, os estudantes se reuniram para assistir ao depoimento de Suzana Lisbôa na novela “Amor e Revolução”, produzida pelo SBT em 2011. Pelo Facebook enviaram uma mensagem para a militante de direitos humanos que participou da resistência contra a ditadura militar: “Obrigado por lutar e resistir. É nossa motivação”.
Nesta segunda-feira, os estudantes do Instituto Federal Farroupilha realizam um ato no centro de Alegrete para denunciar a PEC 241, a proposta de Reforma do Ensino Médio e outros retrocessos em curso no país. Também devem ocorrer mobilizações em Santa Maria e em outros campus do Instituto Federal no Rio Grande do Sul.

Campus Osório tem forte mobilização

No Campus Osório, no Litoral Norte, a ocupação começou no fim da tarde de domingo. Cerca de 20 alunos passaram a noite no local e, nesta manhã, ganharam o apoio de mais de 350 colegas. O grupo idealizou a mobilização após um evento proposto pelo próprio instituto federal:
“Isso surgiu no último dia 29, quando convidamos os três turnos para que participassem da discussão sobre a medida provisória e a PEC para que cada um pudesse formar a sua opinião”, relembra o diretor geral da instituição, Claudino Andrighetto.
Depois do debate, os alunos ainda visitaram alguns pontos da cidade com cartazes para conversar com a população e informá-la sobre as propostas.
Desde ontem, o grupo está no campus e já organizou algumas atividades.
“Definimos um cronograma de debates com especialistas e professores para alertar a comunidade externa”, conta a estudante do Ensino Médio Integrado Maria Eduarda Santos de Almeida.

Fonte: Sul21, Zero Hora

 

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