Em debate sobre situação do IPE, CPERS expõe descaso e cobra melhorias nos atendimentos


A diretora do Departamento de Saúde do CPERS, Vera Lessês, acompanhou, na manhã desta quarta-feira (21), a reunião da subcomissão da Assembleia Legislativa que debateu a situação do IPE/Saúde no Rio Grande do Sul. A iniciativa, realizada durante reunião da Comissão de Segurança e Serviços Públicos, contou com a presença de representantes da União Gaúcha, do SINAPERS, da UGEIRM, da ASJ, do SIMERS, do CREMERS,  da  Federação de Hospitais do RS,  da Federação das Santas Casas do RS e do SINDIHOSPA, de Porto Alegre.

Os representantes das entidades de prestadores de serviços expuseram as dificuldades que sentem em relação ao IPE/Saúde destacando problemas como o atraso nos  repasses, a defasagem das  tabelas de honorários médicos e as diárias hospitalares, entre outros. Todos foram unânimes ao afirmar que o plano de saúde é primordial para a manutenção de toda a rede que oferece os serviços do IPE/Saúde.

Os representantes do funcionalismo público gaúcho também expuseram as dificuldades e angústias vivenciadas pelos mais de um milhão de segurados.

“O projeto de especialização do IPERGS, que aconteceu no governo Sartori, não trouxe melhorias para a autarquia que cuida da saúde. Desde abril do ano passado, acentuou-se o descaso com o Instituto, uma vez que o estado ainda não implementou a autarquia, pois ainda faltam membros para a diretoria executiva, a nomeação do Conselho de Administração e o quadro de Recursos Humanos para atender os segurados e dependentes, que, no caso da nossa categoria, corresponde a cerca de 12% dos segurados”, frisou Vera.

A diretora também destacou que é mais do que necessário que o IPE/Saúde volte a ter a qualidade que tinha, com especialistas e equipamentos credenciados por todo o Estado para atender as necessidades dos associados. “Enquanto sindicato tememos muito que esse descaso, que iniciou no governo Sartori e que agora segue com Eduardo Leite, seja proposital para levar à privatização do nosso plano de saúde público e solidário. É fundamental nos unirmos, tanto prestadores de serviços quanto entidades de classe, na luta pela garantia e manutenção do IPE/Saúde público e de qualidade”, afirmou.

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