Em Congresso, educadores aprovam unidade de todas as forças contra Sartori e definem os rumos da luta para os próximos anos


Foto Congresso Final 1
Fotos: Caco Argemi

Reunidos durante três dias (01, 02 e 03 de julho), no Fundaparque, em Bento Gonçalves, mais de 1800 educadores, eleitos delegados do IX Congresso do CPERS, definiram, através de votação, os rumos das mobilizações do Sindicato para os próximos anos. Através de debates, plenárias e trabalhos em grupo, foi discutido qual o melhor caminho a ser seguido pelo Sindicato nos próximos anos, tanto na área pedagógica quanto na sindical.
As teses, resoluções e moções discutidas durante o Congresso compreenderam as seguintes questões: educacional, salarial, sindical, conjuntura (estadual, nacional e internacional), previdenciária, funcional, cultural, pauta de reivindicações e plano de luta.
Para aprovar as teses foram apresentadas as defesas das resoluções sobre cada um dos temas de discussão do Congresso e, em seguida, realizada votação.
“Agradecemos o voto de confiança dos nossos delegados. Não nos calarão, continuaremos na luta pelos nossos direitos. E não vamos aceitar a criminalização de toda e qualquer manifestação democrática. Estamos em greve, estamos em luta”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Moções Aprovadas

 Após a apresentação da defesa das resoluções sobre a conjuntura nacional e internacional os delegados do Congresso elegeram as moções unificadas apresentadas pela Direção Central nas teses de números 6, 9, 12, 13, 16 e 17.
Sobre a conjuntura estadual, os educadores demonstraram a união da categoria ao aprovarem a unidade de todas as resoluções apresentadas. Nesse sentido, os congressistas aprovaram a proposta “Fora Sartori, inimigo da educação”, a qual precisa ser referendada em Assembleia Geral da categoria.
Já no tema Balanço, os educadores aprovaram a moção apresentada pela Direção Central  referentes as teses de números 6, 9, 12, 13, 16 e 17.
Sobre a Reforma Estatutária foram analisados, defendidos e votados dois pontos: proporcionalidade e órgãos colegiados. Por 850 votos a 602 venceu a proposta da Direção Central que mantém o Estatuto do CPERS.
Foi aprovado também o aumento do número de representantes dos aposentados no Conselho Geral do CPERS, de 6 para 10.
Quanto ao Movimento Sindical foi aprovada a proposta de construção de um embate de toda a classe trabalhadora contra Temer e todas as tentativas de retirada de direitos trabalhistas. Também foi aprovada a realização de um debate, na base da categoria, sobre as centrais sindicais.
Os congressistas encaminharam as questões sobre o Plano de Lutas da categoria para serem analisados no Conselho Geral do CPERS, conforme acordado no Congresso.

congresso final 3

Notícias relacionadas