Educadores protestam contra o governo Sartori que visa a destruição da educação e das políticas públicas


Conforme deliberado pela Assembleia Geral do CPERS, no dia 18 de março, os educadores gaúchos realizam, neste mês, uma série de manifestações (veja calendário abaixo) em repúdio ao parcelamento do salário de março, confirmado pelo governo no último dia 30, em defesa do pagamento do Piso e pela conquista de um calendário de reposição salarial.
Nesta sexta-feira, dia 08, Núcleos do CPERS realizarão o trancamento de rodovias em várias regiões do Estado. O objetivo é o de chamar a atenção da sociedade quanto ao desrespeito do governo Sartori (PMDB) com professores e funcionários de escola que ao final de um mês de trabalho não têm o direito, garantido por Lei, de receber seus salários em dia e na sua integralidade e ressaltar a luta contra as políticas do governo Sartori que visam a destruição da educação e das políticas públicas.
O Sindicato orienta aos Núcleos para que se articulem de forma a organizarem, no mínimo, 8 trancamentos de rodovias no Estado. Esse número simboliza o percentual de 8,13% de reajuste concedido pelo governo ao Judiciário. “É fundamental a união dos Núcleos para que o dia 08 seja muito forte e decisivo na construção da nossa forte greve”, destaca o Diretor de Comunicação, Enio Manica.
Nos dias de manifestações dos educadores, as aulas serão suspensas.

Períodos reduzidos até a integralização dos salários

O CPERS orientou as direções de seus 42 Núcleos e também das escolas, respeitando a autonomia de ambos, que realizem períodos reduzidos por, no mínimo, uma vez por semana até que os salários sejam pagos na sua integralidade. A orientação do Sindicato é a de que esse tempo seja aproveitado para realizar reuniões, debates e organizar Aulas de Cidadania que destaquem aos pais, aos alunos e a toda a comunidade escolar o desrespeito do governo Sartori com os educadores e a educação pública gaúcha. O objetivo é o de trazer toda a comunidade escolar e a sociedade para essa importante luta dos educadores. Para tanto, o CPERS subsidiou seus 42 Núcleos e as escolas do Estado com a última edição da Sineta que traz relevantes informações sobre o que está por trás do golpe que pode trazer sérias consequências aos direitos históricos de todos os trabalhadores. Especificamente sobre os ataques do governo do Estado, foi enviado um panfleto que fornece dados que desmascaram a política do governo que age para criar o caos e agir contra todos os direitos sociais e trabalhistas.
Outras ações previstas para os próximos dias são o Ato em Defesa do IPE e Atos nas Coordenadorias Regionais de Educação – CREs.

Calendário de mobilizações:

-Dia 08/04: trancamento de rodovias;

-Dia 13/04: ato em defesa do IPE;

-Ato nas CRES;

-Organizar Aulas de Cidadania;

-Realizar períodos reduzidos com foco no Piso e calendário de reposição salarial.

Construção da greve é forte em todo Estado
Atualmente, os educadores estão em Estado de Greve. Na Assembleia do dia 18 de março, um público de mais de 3 mil professores e funcionários de escola decidiu pela construção da greve no mês de abril. “Nossa categoria está cansada do terrorismo e da humilhação que este governo impõe. Nosso caminho sempre foi o do diálogo e da negociação, mas não tivemos, até hoje, retorno sobre a nossa pauta de reivindicações. Assim, o governo não nos deixa escolha. Estamos sim, construindo uma forte greve para barrar os ataques e as ameaças aos professores e funcionários de escola”, afirma a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Notícias relacionadas