Educadores e estudantes pressionam prefeito de São Lourenço do Sul para vetar o projeto Escola sem Partido


Em frente à prefeitura de São Lourenço do Sul, educadores, estudantes, representantes da Direção Central do CPERS, dos Núcleos do Sindicato e de universidade realizaram, na manhã de hoje, um protesto para exigir que o prefeito Rudinei Harter (PDT) vete o projeto Escola sem Partido. Na última segunda-feira (16), a Câmara Municipal de Vereadores aprovou o projeto por 6 votos a 4. Agora, precisa passar pela sanção de Harter.

A decisão fez com que docentes e alunos de universidades e escolas do município e da região fossem para a frente da prefeitura denunciar, através de cartazes e faixas, as consequências deste projeto que ofende os princípios da liberdade de ensino, do pluralismo de ideias, das concepções pedagógicas e da gestão democrática de ensino.

A professora Carla da Silva Cassais era uma das educadoras que estava no local para demonstrar seu repúdio ao projeto. “É uma afronta muito grande à democracia e à liberdade de cátedra. Temos que impedir que este projeto seja sancionado”, afirmou.

Jéssica Fischer, formada em Gestão Ambiental pela FURG destacou que o projeto é uma afronta ao pensamento crítico. “Sou contra este projeto, conhecido como a lei da mordaça, pois é uma tentativa de silenciar estudantes e professores para impedir que possamos crescer enquanto indivíduos. Pedimos que todos contribuam com a nossa justa luta”, ressaltou.

A pressão dos manifestantes fez com que Harter recebesse uma comissão composta por um integrante de cada representação. Durante a reunião foram entregues moções de repúdio que destacam as consequências do projeto. O prefeito comprometeu-se em analisar todas as documentações recebidas e também de consultar a opinião de outras entidades antes de tomar sua decisão.  “O prefeito mostrou-se sensível ao tema e surpreso com tantas entidades envolvidas na luta contra o projeto. Falou que vai ler as notas das entidades, estudar o processo todo e em até 15 dias se pronunciará. Continuaremos mobilizados”, afirmou a diretora do Departamento dos Funcionários de Escola do CPERS, Sonia Solange dos Santos Viana.

“Se o prefeito rejeitar, o projeto volta para a Câmara de Vereadores. Aí teremos que estar aqui novamente pressionando. É importante que não nos descuidemos e fiquemos todos atentos aos movimentos sobre este projeto que não pode, de forma alguma avançar”, observou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Fotos: Caco Argemi

 

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