Direção do Núcleo de Caxias leva liminar às escolas e verifica condições das instituições


Representantes do 1° Núcleo do CPERS (Caxias do Sul) visitaram, nesta quarta-feira (28) diversas escolas para verificar as condições das instituições. Em todas, eles ressaltaram a importância de observar a liminar conquistada pelo sindicato, que impede o retorno das aulas presenciais nas instituições que não tiverem declaração de conformidade sanitária por agente técnico da área.

Segundo o diretor do núcleo, David Orsi Carnizella, das 55 instituições de Caxias, apenas nove reabriram. Das escolas da região, apenas em São Marcos foi constatado que poucas receberam alunos.

“A realidade que encontramos foi a de colegas desinformados e com medo. Nos informaram que as escolas receberam a autorização da CRE para reabrir, com o argumento de que a liminar tinha sido suspensa. Isso gerou uma grande desinformação”, relata David.

O diretor e a vice-diretora do núcleo, Ana Paula Santos, deixaram uma cópia da liminar em todas as escolas visitadas. “Basta entrar no site do Ministério Público Estadual para verificar que a liminar está valendo e que as escolas que não apresentam laudo técnico não podem reabrir para aulas presenciais”, destacou David.

“Abrir agora e sem as condições necessárias para a segurança de todos é assumir uma responsabilidade de grande risco. A CRE está usando de má fé e sendo antiética quando mente ao afirmar que a liminar não está valendo. As escolas não podem abrir sem que um técnico da vigilância sanitária faça a vistoria e autorize a abertura. Os colegas precisam estar atentos e não colocar suas vidas e a dos estudantes em risco”, salienta Ana.

Ela conta que das escolas que reabriram, nenhuma tinha o laudo técnico da vigilância sanitária, que autoriza o retorno presencial das aulas. “Em apenas algumas constatamos protocolos como aferição de temperatura na chegada, tapetes higienizadores e álcool gel. Além disso, um número mínimo de estudantes retornou”.

Ana também cita como exemplo de resistência e responsabilidade as escolas Cavalheiro Aristides Germani e Irmão José Otão, que estão atentas à liminar do CPERS e seguem sem o retorno presencial por não ter as condições exigidas nos protocolos de segurança.

Outra situação observada pelos representantes do 1º núcleo foi a de que educadores do grupo de risco estão voltando ao trabalho por medo de serem demitidos. “Há uma pressão muito grande do governo e os colegas acabam se expondo por terem medo de ficar sem emprego”, observa Ana.

O CPERS reafirma que a liminar continua valendo, uma vez que o recurso do Estado não obteve qualquer efeito suspensivo. Portanto, qualquer escola com estudantes em sala de aula e sem laudo externo está, hoje, descumprindo a ordem judicial e sujeita a penalidades.

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