Dia do trabalhador e da trabalhadora: enquanto houver coragem, haverá luta!


O ano de 2022 será decisivo para o futuro da classe trabalhadora no Brasil. No dia 2 de outubro, teremos a oportunidade única de mudar o projeto em curso, que massacra nossa existência e usurpa nossos direitos.

É preciso mobilização e união para confrontarmos nossos algozes, atacando a raiz dos nossos males.

Desde 2017, com a aprovação da reforma Trabalhista do ilegítimo governo de Michel Temer (MDB), nos defrontamos com o aumento do desemprego, taxas recordes de trabalhadores(as) sem nenhum direito e salários ainda mais baixos.

Cinco anos depois, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstra que o mercado de trabalho não criou os “milhões” de empregos prometidos pelos defensores do projeto, ao contrário, o emprego encolheu neste período.

Em 2021, o país fechou o ano com mais de 12 milhões de brasileiros(as) desempregados(as) e procurando trabalho. Outros 4,8 milhões de pessoas haviam desistido da procura devido à falta de perspectiva em encontrar uma vaga. Portanto, quase 17 milhões gostariam de trabalhar, mas não conseguem.

Em 2018, com a eleição de Jair Bolsonaro (PL) – que votou a favor da reforma quando era Deputado Federal – e a chegada de Paulo Guedes no comando da economia brasileira, esse cenário se tornou ainda mais desolador.

Tudo ficou mais caro. De 2018 para cá, o óleo subiu 182,5%, a carne 80,6%, o Feijão 74,4%, o arroz 68,8%. Um botijão de gás custava 70 reais hoje custa mais de 120. O último índice de inflação divulgado (março/2022) registrou a maior inflação em 28 anos.

Enquanto isso, maior parte dos trabalhadores(as) ou tiveram reajustes abaixo da inflação do período, ou nem tiveram reajuste, como os servidores(as) do Rio Grande do Sul.

Neste 1° de maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, precisamos refletir sobre que futuro queremos, porque essa crise não é nossa. Essa crise é do projeto neoliberal que impera em nosso país.

É primordial a revogação do atual modelo, que já nasceu fracassado e não traz as respostas às principais demandas da população.

Classe trabalhadora, uni-vos!

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