Desrespeito: deputados aprovam reajuste vergonhoso de míseros 6% aos servidores


A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, nesta terça-feira (3), o PL 52/2022, que concede o vergonhoso reajuste de 6% ao funcionalismo.

Servidores(as) públicos de todas as esferas traçaram uma luta unificada nos últimos meses pela alteração do valor exigindo, no mínimo, a recomposição da inflação do último ano (10,06%).

Também pressionaram os deputados(as) para que, ao menos, votassem as emendas com a alteração do percentual, mas o projeto foi aprovado por 48 a 2 votos; os dois deputados do Partido Novo votaram contrários, ou seja, acreditam que o funcionalismo não merecia nem esses míseros 6%.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destaca que é preciso lembrar quem apoia e quem é contra qualquer tipo de valorização do funcionalismo. 

“Servidores estão há sete anos sem nem um centavo de reajuste, isso significa que receberemos menos de 1% ao ano, quando as nossas perdas inflacionárias já chegam a 58%. Tivemos deputados que lutaram ao nosso lado pelo reajuste de 10,06%, mas é importante que a gente guarde os nomes dos deputados – como os do Partido Novo – que atacam os servidores públicos”.

Desde 2014, ano em que ocorreu o último reajuste da maioria dos servidores(as) estaduais, tudo ficou mais caro.

De 2018 para cá, o óleo subiu 182,5%, a carne 80,6%, o Feijão 74,4%, o arroz 68,8%. Um botijão de gás, que custava R$ 70, hoje custa mais de R$ 120. O último índice de inflação divulgado (março/2022) foi a maior em 28 anos.

Neste cenário, 6% é mais que injusto, esse valor representa a desvalorização e o massacre do funcionalismo, iniciado no governo Sartori (MDB) e perpetuado pelo governo Eduardo Leite/Ranolfo Vieira Júnior (PSDB)

Agora, a luta continua para impedir o fim dos serviços públicos no estado, visto que, nesta terça (3), não foi votado o PLC 48/2022, que altera o congelamento dos investimentos previstos na Lei do Teto de Gastos.

Seguiremos pressionando e cerrando fileiras por valorização, pelos serviços públicos e pelos gaúchos e gaúchas que dependem desses serviços.

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