Descaso: EEEF Antônio Vieira aguarda há seis anos reforma no telhado


Retrato da negligência do governo Eduardo Leite/Ranolfo Vieira Junior (PSDB) com a educação, a EEEF Antônio Vieira, em Novo Hamburgo, aguarda há seis anos pela reforma necessária para acabar com as goteiras e infiltrações, que se alastraram por todo o prédio.

No momento, as turmas do 7º e 9º anos têm aula na sala do audiovisual. Baldes são colocados nas salas na tentativa de evitar que o local alague novamente. O forro, que já tem 55 anos, está cedendo por causa das infiltrações.

Além de prejudicar o andamento das aulas, afetando o processo de aprendizagem, a situação também coloca em risco a saúde dos alunos(as) e educadores(as), podendo causar, por exemplo, doença respiratória em decorrência do mofo.

Sem nenhuma solução por parte governo, a direção da instituição tentou evitar o agravamento dos problemas com medidas paliativas. “Restauramos o telhado através de uma operação que chamamos de tapa buraco, mas as goteiras e infiltrações se deslocaram para outras salas”, explica a diretora da escola, Eunice Werner Moeller.

O diretor do CPERS, Cássio Ritter, esteve na escola nesta quinta-feira (7) para verificar de perto a situação. “É uma escola com mais de 80 anos, muito procurada pela comunidade pela excelência de ensino. É inadmissível ver a extrema precariedade da instituição e o tempo inaceitável em que aguarda a solução dos graves problemas que enfrenta. Seguiremos atentos e pressionando para que a urgente reforma se concretize”, afirmou.

Problema foi oficiado e documentado à Seduc

Todos os problemas da instituição foram detalhados em vídeos e fotos e também através de ofício enviado à Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

O projeto para a reforma das estruturas já havia sido aprovado, mas a não liberação dos recursos, solicitados ainda em 2016, impediu a realização das obras.

O CPERS segue acompanhando e denunciando o descaso do governo Leite/Ranolfo (PSDB) com a educação pública gaúcha e com os professores(as) e funcionários(as) de escola. É urgente que a atual gestão providencie as reformas necessárias para garantir um ambiente de aprendizagem seguro e adequado a educadores(as) e estudantes.

Segundo a própria Seduc, a reforma prevista inicialmente referia-se a cobertura e acessibilidade e estava orçada em R$ 546.849,82. No entanto, com a piora da estrutura da instituição, este valor está defasado.

Secretaria de Obras faz novo laudo, mas ainda não prevê início das reformas

Uma equipe técnica da 3ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas do Estado (CROP – Estrela), esteve na escola nesta quarta-feira (6).

Pela análise técnica, os danos devem ter ocorrido em função de um temporal. Cerca de 50% do telhado precisa ser substituído, assim como 100% das cummeiras, que servem para proteger as frestas que são formadas pelo encontro das telhas.

Um novo laudo técnico deve ser concluído até a próxima terça-feira (12), conforme afirmou o coordenador regional de obras, Wilian Orth.

Concluído o laudo, o documento será encaminhado à secretaria para análise e aprovação. Mas, para que o conserto de fato ocorra, ainda será necessário que o orçamento seja aprovado para que assim a empresa que realizará os reparos, seja contratada pela escola.

“Estamos esperançosos, mas já beiramos o desespero quando tivemos duas salas completamente alagadas e outras tantas com infiltrações. Graças a mobilização dos pais conseguimos algum retorno de todos os nossos pedidos de socorro. Temos fé que em breve poderemos atender os alunos da forma que merecem e tem direito”, desabafa Eunice

Pais farão mutirão de limpeza

Além de prejudicar o andamento das aulas, afetando o processo de aprendizagem, a situação também afeta a saúde dos alunos(as) e educadores(as), podendo causar, por exemplo, alguma doença respiratória em decorrência do mofo.

Preocupados, os pais uniram-se para realizar um mutirão de limpeza e tentar acabar com os focos de mofo. A ação ocorrerá no final deste mês, durante o recesso escolar. A escola tem apenas dois funcionários(as) para fazer a limpeza dos ambientes, número insuficiente para dar conta da demanda atual.

 

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