Descaso do governo coloca em risco a segurança de alunos da escola Promorar de Montenegro


Quatro anos. Esse é o tempo que a EEEF Junto ao Núcleo Habitacional Promorar, de Montenegro, aguarda a finalização de obras essenciais para o funcionamento e a segurança da escola.

O muro está caindo, o telhado apresenta problemas e os banheiros antigos não estão em condições de uso. A diretora da escola, Mônica Andrade, relata que a situação é preocupante.

“Nós ganhamos a reforma do muro no final de 2018 e até hoje não iniciaram as obras e ele está caindo cada vez mais. Nós temos a obra do telhado que iniciaram, mas o Estado retirou o dinheiro da conta do BIRD e a empresa parou e não finalizou o serviço. Ainda temos a reforma dos banheiros que estão em uma situação deplorável”.

Mônica destaca que a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) não dá previsão de retorno para a execução do trabalho: “São todas obras ganhas e que até o momento não tivemos nenhum retorno de como está o processo para saber quando é que elas vão iniciar. São três obras paradas e nada de retorno da Seduc”.

Além das obras interrompidas, a instituição sofre ainda com a falta de calhas e parte do forro, principalmente nos dias de chuva e frio.

O CPERS vem denunciando a situação e a urgência das obras na escola há anos. A denúncia consta em mais de um dos dossiês desenvolvidos durante as Caravanas do Sindicato. Nesta quarta-feira (7), o 1° vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, retornou à Promorar para verificar a situação e constatou que nada mudou. 

“A nossa visita revelou aquilo que nós mais temíamos e criticávamos, que a propaganda do governo não passa disso. É mera propaganda. Continuam os mesmos problemas, os atrasos, as omissões e continuam professores, funcionários e alunos, trabalhando e estudando em um ambiente insalubre, que não permite a realização de uma boa educação”. 

Saratt ressalta ainda que este não é um caso isolado. “O descaso do governo é notório e nos preocupa, porque não é só em Montenegro e região, isso se repete em todo o estado. O CPERS segue na luta, seja por salário, seja pelos direitos, mas também por boas escolas, pois esse conjunto é que garante uma boa educação para os filhos e filhas dos trabalhadores gaúchos”. 

Em junho, em uma das visitas à escola, a diretora Mônica gravou um vídeo fazendo um apelo: “estamos aguardando imensamente que retornem essas obras e que a gente tenha um pouco mais de segurança para os nossos alunos”.

A diretora do 5° Núcleo do CPERS, Elisabete de Vargas Pereira, também acompanhou a visita à escola. 

A Promorar é reflexo do descaso da gestão Leite/Ranolfo (PSDB) e da secretária de Educação, Raquel Teixeira, com a educação pública gaúcha. É urgente que o governo providencie as reformas necessárias para garantir um ambiente de aprendizagem seguro e adequado aos educadores(as) e estudantes.

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