Nesta segunda-feira (20), a Direção Central do CPERS pressionou lideranças de partidos da base do governo para exigir salário digno para todos os educadores(as): professores(as) e funcionários(as), na ativa e aposentados(as).
Na ocasião, foi entregue aos representantes ofício com argumentos e dados levantados pelo Dieese que demonstram que é possível garantir reposição salarial para toda a categoria.

No projeto do governador Eduardo Leite (PSDB), funcionários(as) de escola e aposentados(as) sem paridade estão completamente de fora, e não é garantido o índice de 32% para a grande maioria dos educadores(as).
Caso o texto original seja aprovado, Leite entrará para a história como o primeiro governador que não concederá reposição linear para todos(as).
Trata-se de um ataque a milhares de educadores(as) e suas famílias, que estão há mais de sete anos na miséria, inúmeros descontos no contracheque, dívidas inacabáveis e dificuldades de colocar comida na mesa.
O governo diz que não há recursos para a reposição para todos(as). Mas, de acordo com informações apresentadas pela CAGE/RS, o saldo em conta do Fundeb é de R$ 675 milhões, o que demonstra que seria possível assegurar a reposição linear de 32% para toda a categoria.

“Estamos no limite. Sabemos que é possível que o governo garanta os 32% para toda a categoria. É preciso ter vontade política e que todos os educadores sejam reconhecidos”, asseverou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.
Não contente com tanto desrespeito, Leite ainda quer que os educadores(as) paguem a reposição com dinheiro do próprio bolso, já que pretende absorver a parcela de irredutibilidade no subsídio. Isso significa que quanto mais antigo e com maior tempo de carreira o servidor(a) tenha, menor será a valorização.
Funcionários também são educadores e merecem respeito
Conforme dados levantados pelo Dieese, os funcionários(as) de escola têm um dos piores salários do Rio Grande do Sul, cujo o básico é de R$620, menos que o valor da cesta básica de Porto Alegre, que é de R$ 685.

Para Juçara Borges, diretora do Departamento de Funcionários de Escola, é inadmissível que estes educadores(as) não tenham sequer um centavo de reposição.
“Somos funcionários; somos reconhecidos como educadores pela LDB. No governo Olívio Dutra, fomos incluídos no quadro da educação. Desde então, todos os reajustes que os governos deram para o magistério foram estendidos aos funcionários. É revoltante estarmos de fora do projeto”, cobrou.
O PL 467/2021, que trata da reposição, poderá entrar em votação na Assembleia nesta terça (21). O CPERS convoca toda a categoria para estar em vigília, em frente ao Piratini, amanhã (21) e quarta-feira (22), às 9h. É preciso unidade para que se garanta 32% de reposição para todos(as). Contate o seu núcleo e participe!









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