CPERS participa de lançamento do manifesto contra os cortes na educação e ciência


Nesta quinta (30), o CPERS participou, junto a mais de 20 entidades, do lançamento de manifesto em defesa das universidades e institutos federais e contra cortes na educação, protagonizado pelo governo Jair Bolsonaro (PL). A atividade, promovida pela ADUFRGS-Sindical, ocorreu na FACED/UFRGS.

>> Leia a íntegra do manifesto aqui.

Os cortes orçamentários já somam mais de R$ 1 bilhão no Ministério da Educação (MEC) e R$ 3 bilhões no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC), incluindo verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Verbas estas que são carimbadas por lei para o financiamento da pesquisa científica e tecnológica no Brasil.

“A medida do governo se sobrepõe a um orçamento que já se apresentava insuficiente, devido a várias reduções gradativas nos últimos anos”, diz o documento apresentado na ADUFRGS-Sindical.

As universidades e institutos federais gaúchos alertam que o corte pode inviabilizar o funcionamento de serviços essenciais de várias instituições no Rio Grande do Sul e atingir diretamente atividades fundamentais de ensino, pesquisa e extensão, visitas técnicas e insumos de laboratórios, assim como todos os serviços prestados por meio de contratos de terceirizados, como limpeza, vigilância, serviços agropecuários, portaria e auxiliares.

As instituições destacam ainda que é causa especial de preocupação a dificuldade de permanência dos estudantes socioeconomicamente vulneráveis, que dependem de recursos da universidade.

O contexto se torna ainda mais alarmante, já que o corte ocorre nos recursos destinados à manutenção das instituições e se somam a um orçamento que já era insuficiente, devido a várias reduções gradativas nos últimos anos.

Para o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt, é preciso denunciar os ataques do governo Bolsonaro (PL) com a educação, sobretudo os escândalos de corrupção no Ministério da Educação (MEC) e no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

“Precisamos que a CPI do MEC ganhe força. A realidade desse governo é traduzida pela violência institucional e política, porque Bolsonaro não está atendendo ao que é de mais urgente para a educação. Essa mesa nos reforça para construirmos mais unidade para fazermos o enfrentamento nas ruas, nas redes e nas urnas, contra o governo neoliberal de Bolsonaro”, afirmou Alex.

O presidente da ADUFRGS-Sindical, Lúcio Olímpio de Carvalho Vieira, afirma que “a partir de setembro, possivelmente, não haverá mais dinheiro para a manutenção de bolsas, para o pagamento de segurança e das tarifas de água e energia”.

“Eu sou um jovem cotista, o primeiro a entrar na minha família em uma universidade pública e não serei o último, porque estamos juntos na defesa intransigente de uma educação pública para todos”, explanou Airton Silva, presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE).

“Temos um desafio: as universidades são parte da mudança para derrotarmos Bolsonaro, cujo governo ataca a educação e aprofunda a miséria dos trabalhadores”, afirmou Amarildo Pedro Cenci, presidente da CUT/RS.

Assinam o manifesto e participam da mobilização Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), CPERS e demais sindicatos, representações estudantis, além do Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS).

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