Em Recife, CPERS debate Educação e Democracia no Encontro de Coletivos da CNTE


Nesta quinta-feira (17), o CPERS esteve presente no primeiro dia do Encontro de Coletivos da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em Recife, cidade natal de Paulo Freire.

O evento, que pauta o tema Educação e Democracia, reúne cerca de 500 educadoras e educadores na Sala de Convenções do Mar Hotel Conventions, e ocorre até sexta-feira (18). O objetivo central é aprofundar o debate sobre os rumos da educação pública no país e enfrentar, de forma coletiva, os desafios estruturais que afetam a categoria e a escola pública brasileira.

A presidente do Sindicato, Rosane Zan, o 1º vice-presidente, Alex Saratt, o 2º vice-presidente, Edson Garcia, a secretária-geral, Suzana Lauermann, a tesoureira, Dulce Delan, e as(os) diretoras(es) Daniela Peretti, Leonardo Preto, Joara Dutra, Elbe Belardinelli, Guilherme Bourscheid, Leandro Parise, Luis Henrique Becker, Vera Maria Lessês e Andréa Nunes participam da atividade. 

Durante o Encontro, a presidente do CPERS, Rosane Zan, enfatizou o desmonte de políticas públicas que o Congresso Nacional vem realizando e destacou a importância das(os) professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas, tanto da ativa quanto aposentadas(os), estarem mobilizadas(os). 

“Nós temos uma defesa única, que é a defesa da educação pública, laica e, principalmente, gratuita. Em 2026, Lula precisará muito da força de todas e de todos que estão aqui neste momento e farão as discussões nos mais diferentes coletivos. A educação e a democracia têm que andar juntas!”, reiterou. 

O 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt, por sua vez, refletiu sobre a urgência da classe trabalhadora ir em peso para as ruas e exigir seus direitos. “Tivemos ganhos no debate sobre a isenção do Imposto de Renda, tivemos ganhos no debate sobre o aumento do número de deputados e temos tido uma posição boa da sociedade brasileira em relação à intervenção do Trump na justiça nacional, mas precisamos transformar essa mobilização social em mobilização popular”, argumentou.

O 2º vice-presidente da entidade, Edson Garcia, discursou a respeito da relevância de abordar as questões de classe, gênero e raça no Encontro de Coletivos da CNTE. “Falar em toda e qualquer discriminação em um espaço em que se debate educação é fundamental. Temos, sim, que nos despir de algumas coisas para podermos nos conscientizar, pois só vamos mudar a educação pública que tanto defendemos, se olharmos para todas as diversidades”, sublinhou. 

Hoje, dirigentes das entidades detiveram-se às conjunturas nacionais e internacionais. Amanhã, estarão concentradas(os) em discussões acerca das tecnologias na educação, do papel das(os) pedagogas(es) e funcionárias(os), da acessibilidade para pessoas com deficiência (PCDs), da saúde mental, do feminismo, do combate ao racismo e da comunicação sindical. 

Fotos: Pericles Chagas e João Carlos Mazella

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