Nesta terça-feira (22), o CPERS fez-se presente da Roda de Conversa Comunicação Antirracista, que integra a programação do #NovembroAntirracistaUnificado, que reúne dezenas de entidades dos movimentos sindicais e sociais.
A atividade, que ocorreu na sede do SindiCaixa, em Porto Alegre, contou com a participação de Caique Oliveira, publicitário e social media da Fenajud, e Jeanice Dias Ramos, jornalista e diretora do Sindjors, além de representantes do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS, entre outras entidades.

Para o 2º vice-presidente e coordenador do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS, professor Edson Garcia, é imprescindível dar a devida importância a esta luta tão necessária não apenas neste mês de novembro, mas também durante o ano inteiro com ações que efetivamente combatam o racismo no dia a dia.
“O Novembro Antirracista, como batizamos este de 2022, está sendo construído por várias mãos e contempla atividades específicas a alguns grupos e também coletivas. Isto dialoga com a prática do nosso povo e, principalmente, do nosso Coletivo Estadual, que segue as trilhas de Zumbi e Dandara, que sempre foi a do trabalho coletivo, do aquilombamento”.

De acordo com Caique Oliveira, publicitário e social media da Fenajud, uma pessoa preta quando fala de racismo automaticamente se machuca, porque se trata de suas dores.
“Cada vez que tiver que entrar em um lugar e tiver que falar sobre o racismo, eu vou me machucar. Eu preciso que os meus filhos e os meus netos não sintam a dor que eu sinto. Eu me machuco e luto por aqueles que ainda não nasceram”, destacou.

“O antirracismo de fato é na ação que você faz no dia a dia. Se você é uma pessoa branca sempre parta do ponto que você é racista. Se você está num local de trabalho e ninguém é preto, onde você vai trabalhar o seu antirracismo? Por que não podemos ocupar os mesmos espaços que vocês?”, questionou.

Já para Jeanice Dias Ramos, jornalista e diretora do Sindjors, o racismo é perverso, ele mata e te faz adoecer.
“Precisamos entender a perversidade do racismo sobre corpos negros e combatê-lo com muita força, a partir de uma luta diária antirracista, praticada em todos os campos da sociedade”, frisou.

O evento foi organizado pelo Coletivo pela Igualdade Racial do Sindjus (CIRS) e pelo Sindjus/RS, dentro da programação do Novembro Antirracista Unificado.
As atividades culturais e de formação que integram a 2ª edição do Encontro do CIRS, em Porto Alegre, iniciaram no dia 21 e seguem até 23 de novembro.
Confira, abaixo, as atividades deste 23 de novembro (quarta-feira):
12h: Almoço no Quilombo Areal da Baronesa
Local: Quilombo Areal da Baronesa (Rua Luiz Guaranha – Bairro: Praia de Belas)
14h: Debate sobre resistência e territorialidade
Local: Quilombo Areal da Baronesa (Rua Luiz Guaranha – Bairro: Praia de Belas)
– Criselen da Rosa Silva – Representante do Quilombo Areal da Baronesa
– Onir Araújo – advogado e integrante da Frente Quilombola/RS
– Ubirajara Carvalho Toledo – Instituto de Assessoria às Comunidades Remanescentes de Quilombo (Iacoreque)
– Regina da Silva Miranda 0 Coordenadora Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural com Comunidades Remanescentes de Quilombos do RS na Emater/RS-ASCAR
16h: Marcha da Resistência e Cultura
Trajeto: Quilombo Areal da Baronesa até o Largo Zumbi dos Palmares
19h: Roda de Samba – Projeto Estude, Trabalhe e Sambe*
Local: Boteko do Caninha (Largo Eduardo Zácaro Faraco, 439 – Santana -Sede da Ashclin)
*Sugestão de atividade: Consumo à parte e ingresso solidário (contribuição espontânea ou doação de alimentos ou produtos de higiene)
#NovembroAntirracistaUnificado #MêsDaConsciênciaNegra #20N






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