CPERS e FSP cruzam o estado na luta em defesa do IPE Saúde e por valorização salarial


O CPERS e a Frente dos Servidores(as) Públicos (FSP) seguem cruzando o estado para debater dois assuntos urgentes e de extrema relevância: a proposta cruel de Eduardo Leite (PSDB) de reforma do IPE Saúde e a Revisão Geral dos salários dos educadores(as) e demais servidores(as).

As cidades de Cachoeira do Sul (4º Núcleo), Erechim (15º Núcleo), Canoas (20º Núcleo), São Borja (16º Núcleo) e Três Passos (27º Núcleo) sediaram os debates, nesta terça-feira (13), que marca a quarta semana de plenárias e audiências em defesa do Instituto e por salário digno.

O projeto desumano do governo (PLC 259), que será votado pelos deputados(as) nos próximos dias, na Assembleia Legislativa, é uma séria ameaça ao bolso das famílias que mais precisam deste serviço essencial de saúde, sobretudo os quase 10 mil aposentados(as) sem paridade e os 25 mil funcionários(as) de escola, que ficaram sem nem um centavo de reajuste. Já são nove anos com os salários congelados e com o poder de compra corroído para mais da metade da inflação.

“Segundo a Cage, o governo acumula uma dívida impressionante de R$ 356,6 milhões em precatórios e RPV retidos pelo IPE Saúde. Fica evidente que a crise atual foi intencionalmente criada pelas gestões anteriores. É inadmissível que o governo penalize quem menos ganha”, asseverou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, durante audiência pública na Câmara de Vereadores(as) de Cachoeira do Sul (4º Núcleo).

Em plenária que movimentou o Sindicato dos Municipários de Erechim (SIME), o 1° vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, deixou claro a urgência da luta em defesa do IPE Saúde e pela Revisão Geral dos Salários.

“O congelamento salarial é o cerne do problema, levando à crise financeira que assola o Instituto. É imperativo que o governo estabeleça um diálogo franco com os trabalhadores para discutir uma revisão justa dos salários, considerando a inflação atual”, frisou Alex.

Participaram ainda da atividade, Magda Schmitt, vice-diretora do 15°Núcleo do CPERS e Representante Estadual das Aposentadas(os), Marisa De Marchi, diretora do Sindicaixa, e Natalino da Silva, diretor regional do Planalto/Sindiagua.

“É revoltante comprovar que há dinheiro disponível. O superávit orçamentário, as isenções fiscais bilionárias e o reajuste dos altos salários demonstram claramente que é possível e viável agir, basta ter vontade política”, frisou o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, durante plenária em Canoas (20º Núcleo).

Já em São Borja, o debate ocorreu na Câmara Municipal de Vereadores(as) da cidade.

A diretora Sandra Régio, a secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, e a diretora do 16° Núcleo (São Borja), Elizabeth dos Santos Braga, expuseram as graves consequências que o projeto representa para todo o funcionalismo público gaúcho.

“Este é o espaço que temos que fazer forte pressão, como mais um passo na mobilização para que o projeto desumano do governo não seja aprovado. Se um dia as educadoras e os educadores que estão aqui lutaram para os seus cônjuges serem dependentes no IPE, está na hora de trazê-los junto para nossa justa luta”, conclamou Suzana.

A proposta de reforma de Eduardo Leite (PSDB) revela a sua verdadeira intenção: abrir caminho para a gradual privatização do IPE Saúde, prejudicando a qualidade e o acesso aos serviços do Instituto para os educadores(as) e demais servidores(as).

“Desde o governo Sartori, o IPE Saúde vem sendo precarizado. O objetivo é bem claro: privatizar. O CPERS, junto com a Frente dos Servidores, vem realizando plenárias por todo o estado para fortalecer a mobilização e barrar, no dia da votação na Assembleia Legislativa, esse projeto cruel apresentado pelo governo”, frisou Sandra.

“O congelamento salarial dos servidores públicos impacta diretamente na situação em que o IPE Saúde encontra-se atualmente. Se esse projeto passar, vamos ter que escolher entre colocar comida na mesa ou seguir no IPE”, observou a representante do Sindcaixa, Maria da Glória Sampaio.

Participaram também representantes da Polícia Civil e do Sindcaixa.

Em Três de Maio, integraram a plenária a diretora do CPERS e representante do Conselho de Administração do IPE Saúde, Vera Lessês, e a diretora Juçara Borges.

Para a diretora Vera, a dificuldade em lidar com o aumento das contribuições ao IPE Saúde pode levar um grande número de servidores(as) a migrarem para o já sobrecarregado SUS, o que comprova que o desmonte do Instituto afeta a sociedade como um todo.

“Um milhão de gaúchos, o equivalente a 10% da população, estão correndo o risco de ficarem desamparados, sem acesso à assistência médica e hospitalar do Instituto. Os novos custos se tornarão insustentáveis”, frisou.

O CPERS e a FSP seguem incansáveis cruzando o Rio Grande do Sul e movimentando a sociedade em defesa de salário digno para todos(as) os trabalhadores(as) e por um IPE Saúde público e solidário. Participe das plenárias em sua região! Contate o seu núcleo e mobilize-se!

Em Porto Alegre, o tema será debatido em audiência pública, nesta quarta-feira (14), às 10h, na Assembleia Legislativa. Pela tarde, haverá Assembleia Geral Unificada, às 14h, na Praça da Matriz.

Já nos dias 15, 16 e 19 de junho, das 9h às 17h, estaremos todos(as) em vigília, na Praça da Matriz, para barrar mais esse ataque do governo. Junte-se ao CPERS e à FSP para barrar mais esse ataque do governo Eduardo Leite (PSDB).

   

 

      

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