Contra a privatização das escolas e todo apoio à greve das educadoras do Paraná


Uma grande marcha de professoras(es), funcionárias(os) da educação, estudantes e movimentos sociais tomou o centro de Curitiba, na segunda-feira (3). Educadoras(es) unidas(os) gritaram um forte NÃO ao programa “Parceiro da Escola” que Ratinho Júnior (PSD) quer empurrar para a sociedade.

O governo do Paraná busca aprovar, na Assembleia Legislativa, a privatização e a terceirização da gestão escolar (Projeto de Lei nº 345/2024) – sem sequer ouvir as comunidades escolares.

No começo, Ratinho Júnior (PSD) dizia que a imposição ia afetar “apenas” 200 escolas estaduais (cerca de 9% das instituições de ensino). Mas, pelo PL 345, fica evidente que ele praticamente autoriza a privatização de todas as escolas regulares do estado.

A privatização da gestão escolar foi o estopim da greve das educadoras(es) da rede estadual no Paraná.

Aqui no Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) segue uma linha semelhante. Leite (PSDB) já afirmou que as educadoras(es) são “gasto” e defendeu a privatização da Educação Primária e Básica.

Mentiroso nato, o governador gaúcho prometeu que não privatizaria a CEEE e a CORSAN, mas vendeu ambas as instituições públicas, com a CEEE sendo vendida a preço de banana.

Seu intento é evidente: sucatear para privatizar. É o que ocorre com as escolas públicas, abandonadas e em estado precário, enquanto recursos estatais são injetados para instituições privadas.

Neste momento de crise climática, Leite (PSDB) aproveita para transferir – sem qualquer diálogo com as comunidades escolares – a responsabilidade pela reestruturação das instituições de ensino públicas para o SESI, empresa controlada pela cúpula industrial do país.

O CPERS solidariza-se com a APP-Sindicato e as colegas em greve no Paraná. O dinheiro da educação deve ser investido para melhorar as escolas públicas do estado. A educação pública precisa ser valorizada e respeitada, não privatizada e terceirizada!

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