A última atividade coletiva de 2024 da Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação (CNTE) aconteceu nesta quinta-feira (31), em Fortaleza, no Ceará.
O encontro do Conselho Nacional de Entidades (CNE) reuniu representantes de todo Brasil, entre eles a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, e o 2º vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia, para debater resultados e lições das eleições municipais deste ano.


Mestre em políticas públicas, Antônio Augusto Queiroz palestrou a respeito do contexto político brasileiro, argumentando que as novidades tecnológicas, as mudanças climáticas e o ambiente polarizado afetam diretamente as decisões e estruturas eleitorais.
“Vivemos em um mundo caótico, confuso e conflagrado, onde opiniões se formam sem controle ou mediação. A presença de tecnologias como a inteligência artificial amplificam o impacto da desinformação, facilitando a manipulação de seitas fundamentalistas no campo político, ideológico e antidemocrático”, destacou.
Segundo Queiroz, forças de centro e direita dominam o cenário devido ao uso estratégico dos fundos partidários e eleitorais. “Quando os partidos de direita têm 70% do parlamento, automaticamente controlam esses recursos”, explicou, acrescentando que esse dinheiro beneficia candidatos e partidos no exercício do mandato, onde o índice de reeleição foi de 80%.

Outro dado apontado foi o crescimento da representatividade feminina e indígena nas câmaras e prefeituras: de 12% para 13% nas prefeituras e de 16% para 18% entre vereadoras(es).
Na sua avaliação, a influência econômica no processo eleitoral fortaleceu partidos de centro, como PSD e MDB, e de direita, incluindo PL e Republicanos. Para Antônio, os próximos rumos políticos dependerão de alianças estratégicas, já que não há hipótese de se vencer uma eleição presidencial sem o apoio de parceiros do centro.
“O reflexo dessa eleição para a sucessão presidencial está em aberto, porque depende de para onde o centro vai”, concluiu.
Fonte e fotos: CNTE




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