Conselho Estadual de Educação lança recomendações para retomada das aulas no Rio Grande do Sul


O Conselho Estadual de Educação (CEEd) lançou, nesta quarta-feira (15), um documento com recomendações para a retomada das aulas nas escolas do Rio Grande do Sul. O parecer, desenvolvido para orientar as atividades educacionais até o final de 2024, considera os eventos climáticos que passaram a assolar o estado nas últimas semanas.

As orientações são direcionadas a instituições que foram totalmente destruídas, com perda de móveis e imóveis, documentação e registros; instituições que estão parcialmente comprometidas e que carecem de reformas; instituições sem comprometimento físico, mas com a comunidade escolar severamente atingida; instituições com dificuldade na oferta do transporte escolar para o atendimento dos estudantes; e instituições que estejam acolhendo a comunidade desabrigada em suas dependências.

“O documento ficou bastante abrangente, protegendo a comunidade escolar e as escolas que foram atingidas. Ele aponta caminhos importantes, porque, para além do reinício das aulas, as escolas precisarão ter condições e isso requer um acompanhamento da comunidade escolar”, aponta Helenir Aguiar Schürer, presidente do CPERS. “Acho que, para esse momento, o parecer contempla nossas preocupações”.

Entre as orientações apresentadas, está a flexibilização durante o período afetado pelo estado de calamidade pública às instituições escolares de Educação Básica e Educação Superior, observando as diretrizes nacionais, com atividades presenciais ou não. Mesmo flexibilizando os dias letivos, o parecer garante as 800 horas mínimas obrigatórias de trabalho educacional.

“Devido a toda diversidade de casos que nós temos no nosso estado, com escolas que foram destruídas ou que foram afetadas de alguma forma pelas enchentes, recomendamos a reorganização do calendário escolar. Assim, garantiremos o aprendizado e o desenvolvimento do projeto pedagógico da instituição de ensino, que vai ter que ser discutido. Esse calendário, então, será encaminhado para as Coordenadorias Regionais de Educação para aprovação”, explica Simone Goldschmidt, conselheira do CEEd e representante do CPERS no Conselho. Simone também é diretora do 32º Núcleo (Taquara).

Para a presidente do CPERS, o documento, no momento, é uma boa resolução. “A gente só vai poder realmente avaliar quando as enchentes diminuírem e quando voltarmos à realidade de cada comunidade escolar. Nós temos representantes no Conselho Estadual de Educação e, caso precisarmos fazer algum reparo nessas resoluções, teremos ali no espaço acolhimento das nossas propostas”, finaliza.

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Foto: Ingrid Coutinho Page/Arquivo pessoal/GZH

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