Com problemas elétricos, escola de Fontoura Xavier está há nove meses sem luz


“Palavras não expressam o quão difícil é passar por esta situação, pois já ultrapassou todos os limites. Nossas câmeras de monitoramento e porta eletrônica, que são para a segurança de todos, não podem ser usadas. Os pais estão preocupados. Vivemos um dia de cada vez”.

Esse é o desabafo da Eliane da Rosa Baptista, diretora do IE Ernesto Ferreira Maia, de Fontoura Xavier, que desde julho do ano passado está sem energia elétrica. Devido à instalação ser muito antiga, ocorreram curtos-circuitos e para evitar o risco de incêndio, a energia precisou ser desligada. Agora, os mais de mil alunos(as) da instituição precisam estudar apenas com a luz do dia.

“Com 78 anos, a escola nunca passou por reformas na rede elétrica. Os disjuntores começaram a se desligar e depois incendiavam. Então, os engenheiros da 3ª CROP verificaram as instalações e constataram que realmente havia o risco de incêndio.  Por isso, desde o dia 27 de julho de 2022 fizeram o auto de interdição da rede elétrica”, relata a diretora.

Segundo ela, em outubro do ano passado, após a Seduc ter autorizado uma ordem de serviço, a empresa vencedora da licitação das obras iniciou os trabalhos de reforma, que iriam até fevereiro deste ano. Porém, os reparos foram encerrados em dezembro, pois a empresa solicitou um aditivo de R$ 64 mil para prosseguir com os consertos e melhorias no ginásio e em um dos prédios. Além disso, uma parte da obra, orçada em R$ 441 mil, está finalizada, mas a ligação da energia esbarra em uma autorização da Seduc.

As aulas para os alunos(as) dos turnos da manhã e da tarde seguem presenciais, porém, ocorrem na penumbra. Para os quase 300 estudantes do turno da noite, são entregues apostilas. E para manter a merenda, foi preciso armazenar os alimentos no ginásio, onde há energia elétrica.

“As dificuldades são em dobro. A todo momento nos deparamos com os entraves porque a luz é necessária em todos os ambientes”, expõe Eliane.

A falta de energia elétrica no Instituto não é uma exceção, pelo contrário, segundo levantamento da própria Seduc, há pelo menos 970 escolas estaduais que precisam de reparos na parte elétrica. Conforme o mesmo levantamento, de cada 100 instituições estaduais, 95 apresentam algum tipo de problema estrutural. Esse é o cenário desolador das escolas da rede estadual. 

O CPERS segue atento à situação do Instituto e de todas as instituições que enfrentam problemas estruturais e/ou de falta de RH. Está mais do que na hora do governador Eduardo Leite (PSDB) cumprir com a promessa de campanha e priorizar, de fato, a educação.

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