Colégio Cândido Godói organiza abaixo-assinado contra fechamento de turmas


A comunidade escolar do CE Cândido Godói, de Porto Alegre, pede socorro. O governo comunicou, por meio de ofício da 1ª Coordenadoria Regional de Educação, o fechamento de três turmas – uma de cada ano do Ensino Médio – para “liberar carga horária” de professores(as).

A escola divulga um abaixo-assinado e pede assinaturas para apoiar a manutenção das turmas. Acesse aqui e fortaleça a luta!

Além de trabalhar com os salários atrasados e congelados, os educadores(as) serão brindados por Eduardo Leite com enturmações: salas de aula lotadas e prejudiciais ao processo de ensino e aprendizagem


O caso, denunciado pelo CPERS na última segunda-feira (23), foi abordado em reportagem do SBT. Para a imprensa, a Seduc nega ter estudos e metas para reduzir turmas. É mentira. O projeto tem até nome, e é irônico: “Aluno Presente”.

Trata-se de uma medida autoritária e tecnicista, que trata estudantes e educadores(as) como números. Na prática, o governo busca resolver a evasão escolar sem políticas para compreender e evitar o problema. Removendo as matrículas de infrequentes, o Estado maquia as taxas de reprovação, um dos índices que influenciam no IDEB.

O CPERS tem denunciado a súbita explosão de casos de enturmações e multisseriações, bem como fechamento de escolas em toda a rede.

Em coletiva na última segunda, o Sindicato comunicou a imprensa sobre a existência de planos para fechar até 5 mil turmas e implantar turno único em 480 instituições, reduzindo drasticamente a capacidade de atendimento da rede estadual.

Somente em Porto Alegre, na última semana, além do Cândido Godói, as escolas Julio de Castilhos, Emílio Massot, Santos Dumont e Padre Reus foram comunicadas pela Seduc sobre a ordem de reduzir turmas.

Já na escola Alvarenga Peixoto, a orientação é para unir as turmas de 6º e 7º ano do EJA, a chamada multisseriação – quando alunos de níveis diferentes de escolaridade têm aulas na mesma classe.

Apesar da tendência de queda no número de estudantes da rede estadual ao longo dos anos, 2019 aponta para uma possível reversão no quadro. De acordo com o próprio governo, 30 mil estudantes a mais se matricularam na rede para o atual ano letivo.

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