Cobrar juros é lucrar em cima da tragédia


É revoltante e inaceitável que o Banrisul esteja se aproveitando da crise para lucrar com o sofrimento das servidoras(es) estaduais. No dia 6 de junho, o CPERS demandou esclarecimentos do banco acerca dos problemas com os empréstimos consignados. A entidade solicitou uma audiência com o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, após inúmeras reclamações sobre a prorrogação dessas operações de crédito, mas até o momento, não obteve qualquer retorno.

O Banrisul havia prometido uma suspensão dos pagamentos dos empréstimos consignados por 180 dias, numa tentativa de dar um fôlego às trabalhadoras impactadas pela crise climática. Entretanto, essa promessa de alívio se revelou uma farsa. Em vez de ajuda, os servidoras(es) foram surpreendidas com um aumento abusivo nas parcelas, decorrente da aplicação de juros exorbitantes.

Este comportamento do Banrisul é um ato cruel de exploração em um momento de extrema vulnerabilidade. Lucrar em cima da tragédia alheia é um ato de desumanidade e completa falta de ética. É inaceitável que aqueles que já estão lutando para sobreviver sejam ainda mais sufocados por dívidas injustas.

Exigimos uma resposta imediata e ações concretas para corrigir essa injustiça. O Banrisul deve cumprir sua promessa e proporcionar o alívio prometido sem penalizar as servidoras(es) com juros abusivos. Chega de explorar quem já está sofrendo! O Banrisul precisa ser responsabilizado por suas ações desumanas!

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