A cesta básica de Porto Alegre é a quarta mais cara do país, mesmo com a redução de (-1,08), em janeiro de 2023, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, conduzida mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O conjunto básico de alimentos custou R$ 757,33, no primeiro mês do ano, aos bolsos dos gaúchos e gaúchas.
As capitais onde os alimentos básicos apresentaram maior custo foram São Paulo, com o valor de R$ 790,57, seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 770,19), Florianópolis (R$ 760,65) e, logo após, a capital gaúcha.
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O estudo mostra que a comparação dos valores da cesta, entre janeiro de 2022 e janeiro de 2023, todas as capitais tiveram alta de preço, com variações que oscilaram entre 7,19%, em Vitória, e 16,11%, em Belém.
Aumento dos produtos
Dos 13 produtos pesquisados, nove itens registraram alta: a batata (13,49%), o feijão (8,05%), o arroz (4,04%), o leite (3,45%), o café (1,01%), a carne (0,76%), o pão (0,62%), a manteiga (0,54%) e o açúcar (0,22%), e quatro registraram queda de preço: o tomate (-20,19%), a banana (-4,30%), o óleo de soja (-1,49%) e a farinha de trigo (-0,41%).
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em 12 dos 13 produtos da cesta: na batata (76,92%), na farinha de trigo (32,33%), na manteiga (28,42%), no leite (27,66%), no pão (21,34%), no arroz (17,83%), no café (16,34%), no tomate (12,87%), na banana (10,84%), na carne (3,85%), no feijão (1,54%) e no açúcar (0,67%). O único item que ficou mais barato foi o óleo de soja (-1,12%).

Cesta Básica X Salário Mínimo
O Dieese estima que, em janeiro de 2023, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.641,58, ou 5,10 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.302,00. Em dezembro de 2022, quando o salário mínimo era de R$ 1.212,00, o valor necessário era de R$ 6.647,63 e correspondeu a 5,48 vezes o piso mínimo. Em janeiro de 2022, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 5.997,14, ou 4,95 vezes o piso em vigor.
O estudo ainda apresenta que, quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo Piso Nacional comprometeu em média, em janeiro de 2023, 57,18% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos. Em dezembro de 2022, com o salário mínimo em R$ 1.212,00, o trabalhador precisou usar 60,22% da renda líquida. Em janeiro de 2022, o percentual ficou em 55,20%.




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