Cesta Básica de Porto Alegre fecha o ano como a terceira mais cara do país


De acordo com levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2022, a cesta básica aumentou nas 17 capitais, onde a entidade faz a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.

Porto Alegre fechou o ano como a terceira cesta básica mais cara do país, em R$ 765,63, mesmo com uma retração de 2,03% em relação ao mês de novembro que registrou o valor de R$ 781,52.

A pesquisa mostra que oito dos 13 produtos da cesta básica apresentaram alta de preço, entre dezembro de 2021 e o mesmo mês de 2022, em todas as capitais: leite integral, pão francês, café em pó, banana e manteiga, farinha de trigo e batata – ambas pesquisadas nas regiões Centro-Sul – e farinha de mandioca, no Norte e no Nordeste. Já o óleo de soja subiu em 16 cidades, e o arroz em 15.

>> Confira aqui o levantamento completo do Dieese.

O Dieese aponta que os aumentos de preços, em geral acima da média da inflação, obrigaram as famílias brasileiras, por mais um ano, a substituir alimentos habitualmente consumidos por outros mais baratos ou similares. A ausência de políticas – de estoques reguladores, de subsídios aos preços dos produtos ou mesmo a falta de investimento em agricultura familiar – fez com que a trajetória dos preços continuasse em alta.

Salário Mínimo X Cesta Básica

Com base no valor da cesta básica mais cara, a de São Paulo (R$ 791,29), o Departamento mostra que em dezembro de 2022, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 6.647,63, ou 5,48 vezes o mínimo de R$ 1.212,00. Em novembro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 6.575,30, ou 5,43 vezes o piso vigente. Em dezembro de 2021, o salário mínimo necessário foi de R$ 5.800,98, ou 5,27 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 1.100,00.

Em dezembro de 2022, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 122 horas e 32 minutos. Em novembro, a jornada necessária foi calculada em 121 horas e 2 minutos. Em dezembro de 2021, a média foi de 119 horas e 53 minutos.

Segundo o Dieese, quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo Piso Nacional comprometeu, em dezembro de 2022, 60,22% do rendimento para adquirir os mesmos produtos que, em novembro, demandavam 59,47%. Em dezembro de 2021, a média foi de 58,91%.

Foto capa: Revista Exame

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