Centrais sindicais pressionam parlamentares para que o reajuste do mínimo regional seja de 15,58%


Nesta terça-feira (6), dirigentes das centrais sindicais foram à Assembleia Legislativa conversar com parlamentares sobre o Projeto de Reajuste do Mínimo Regional que tramita na casa.

A proposta, enviada no dia 17 de novembro, em regime de urgência para a Assembleia, pelo governador Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), prevê um reajuste de apenas 7,7% com vigência a partir de 1º de fevereiro de 2023.

A reivindicação das centrais, a qual o CPERS apoia, é de 15,58% de reajuste, que considera a reposição de 10,6% referente à variação do INPC de 2021 até janeiro deste ano e a recuperação de 4,5% correspondente ao INPC de 2019, que não foi pago em 2020, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A data-base do chamado piso regional é 1º de fevereiro.

O presidente da CTB, Guiomar Vidor e o secretário de Organização e Política Sindical da CUT, Claudir Nespolo, conversaram com o líder do governo, deputado Mateus Wesp (PSDB), com o deputado Frederico Antunes (PP) e parlamentares das bancadas do PDT e do PMDB.

“Esse reajuste proposto pelo governo é totalmente insuficiente. O piso regional é recebido pelo setor público estadual, domésticas, motoboys, assalariados rurais e das mais diversas categorias que somam mais de um milhão e meio de trabalhadores que precisam que haja, pelo menos, a reposição da inflação”, frisou Vidor.

“Queremos o reajuste da inflação de forma retroativa a fevereiro deste ano. Os trabalhadores mais vulneráveis aguardam a sensibilidade do governo do Estado e da Assembleia Legislativa para repor as perdas inflacionárias”, destacou Nespolo.

O CPERS segue acompanhando e apoiando a justa e necessária luta das centrais pela retificação do PL do Piso Regional e pelo reajuste já de 15,58%.

Piso mais baixo e menor saldo de empregos entre os três estados do Sul

Atualmente, as cinco faixas salariais do piso regional variam de R$ 1.305,56 a R$ 1.654,50. Com o reajuste de 7,7%, os valores ficariam de R$ 1.406,09 a R$ 1.781,90. Mesmo assim, o RS continuaria na lanterna, pagando o mais baixo piso regional entre os três estados do Sul do Brasil.

Segundo pesquisa do Dieese, Santa Catarina paga hoje R$ 1.416,00 e o Paraná, R$ 1.617,00. Nos dois estados vizinhos haverá novos reajustes em janeiro de 2023.

Além do achatamento do piso regional, o RS também gerou menos empregos em 2022, ao contrário da ladainha de poderosas federações empresariais de que o piso regional gera desemprego.

Conforme dados do Dieese, até outubro, o Paraná apresentou saldo de 147.955 postos de trabalho; Santa Catarina, 124.642 postos; e o Rio Grande do Sul, 116.568 postos.

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