Centrais sindicais preparam novo ato em Porto Alegre contra reformas de Temer e por Diretas Já


A CUT, as centrais sindicais e as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo promovem novo ato nesta quinta-feira, dia 1º de junho, em Porto Alegre, contra as reformas da Previdência e Trabalhista, cobrando “Fora Temer”, eleições diretas já e nenhum direito a menos. A mobilização será realizada na Esquina Democrática e a concentração terá início às 17h.
“Os golpistas perderam a vergonha e hoje estão vendendo o Brasil e querem varrer os direitos sociais, trabalhistas e previdenciários do povo brasileiro. Por isso, vamos continuar denunciando o golpe, esclarecendo a sociedade sobre os reais objetivos dos golpistas, que agora preparam o golpe dentro do golpe. Não aceitamos eleições indiretas, pois queremos garantir o direito do povo brasileiro escolher democraticamente o novo presidente da República”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.
Para ele, a nova manifestação faz parte de uma grande jornada de resistência da classe trabalhadora, em defesa da democracia e dos direitos conquistados com muita luta. “Pesquisas mostram que mais de 80% dos brasileiros são contra as reformas do Temer, mas ficar em casa não vai ajudar a barrar os ataques à aposentadoria e o desmonte da CLT. É preciso ir às ruas e se manifestar conosco”, ressalta.
Claudir salienta também que é necessário a sociedade ficar atenta à tramitação das reformas no Congresso Nacional. “Sabemos que a CLT nunca foi problema para gerar empregos e fazer o Brasil crescer. Também temos conhecimento de que a Seguridade Social, onde se encontra a Previdência, é superavitária e, por isso, não existe déficit, ao contrário da propaganda mentirosa do governo golpista na mídia tradicional, nos aeroportos e outros locais públicos”, aponta.
“Apenas com os trabalhadores protestando nas ruas, junto com os movimentos sociais, neste momento histórico que o país atravessa, poderemos resistir ao roubo dos direitos e mudar a correlação de forças para evitar retrocessos”, defende Claudir. “Se não fizermos grandes mobilizações, corremos o risco de termos eleições indiretas, como articulam os golpistas, para continuarem com a agenda de retirada de direitos dos trabalhadores. Além disso, os mais de 14 milhões de desempregados não podem esperar até 2018. Por isso, queremos Fora Temer, Diretas já e nenhum direito a menos”.

 

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