Centenas de educadores participam do Dia Nacional de Paralisação, em Porto Alegre


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Fotos: Caco Argemi

Centenas de educadores de diversas regiões do Estado participaram, nesta quinta-feira, dia 22, dos atos que marcaram o Dia Nacional de Paralisação, em Porto Alegre. A mobilização, chamada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, teve a participação de diversas centrais sindicais e representações do funcionalismo público estadual, que protestaram contra a retirada de direitos dos trabalhadores, pelos governos Sartori e Temer, ambos do PMDB. Os Núcleos do CPERS, no interior do Estado também aderiram a manifestação em suas regiões.
Protestos e paralisações ocorreram em todo o país com o objetivo de esquentar a construção da greve geral dos trabalhadores.
Na capital, a manifestação iniciou ainda de madrugada com o bloqueio das garagens de empresas de ônibus. Um ato de bloqueio da Ponte do Guaíba também foi realizado no início da manhã. A partir das 7h, os manifestantes iniciaram caminhadas por diversos pontos de Porto Alegre. Professores e funcionários de escola concentraram-se em frente ao CPERS às 9h e em seguida realizaram caminhada que passou pela Delegacia Regional do Trabalho e Secretaria da Fazenda, culminando em frente ao Palácio Piratini.
Ao longo do caminho, eram denunciados o descaso dos governos Sartori e Temer com a população, alertando para os riscos que os projetos propostos por ambos representam para os direitos trabalhistas, conquistados historicamente através de muita resistência.
“Sartori está deixando o povo gaúcho à mingua e ainda coloca a culpa nos servidores. Sartori está alinhado com o governo Temer. Ambos pretendem sucatear o serviço público, rasgar a CLT e, assim, acabar com os direitos dos trabalhadores”, observou a vice-presidente do CPERS, Solange Carvalho.
Em frente ao Palácio Piratini, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou que o governo Sartori diminuiu em 56% os investimentos na educação público, 58% na saúde e 78% na segurança. “Quando se corta investimento e se congela salários, temos um governo totalmente de costas para a população gaúcha. E que hoje tem a parceria do governo federal. Não basta parcelar nossos salários, Sartori ainda nos paga pingadinho para atingir nossa autoestima. É uma tortura psicológica que esse governo impõe aos trabalhadores. É contra isso que temos que lutar. Hoje, demos o primeiro passo para a greve geral. Precisamos, mais do que nunca, estarmos unidos para impedir que retirem nossos direitos”, destaca agora a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, em frente ao Palácio Piratini.

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