Celebrar a luta e a vida: educadoras comemoram aniversário no Acampamento da Resistência


“Hoje é mais um dia de luta, mais um dia contra esse governo. Por acaso, também é o meu aniversário. Todos os dias da minha vida são dias de luta desde que escolhi ser professora”. Cleusa Teresinha Albuquerque é professora aposentada de Santa Maria (2º Núcleo). Ela escolheu celebrar o seu aniversário ao lado de suas companheiras de luta no Acampamento da Resistência, na Praça da Matriz, nesta terça-feira (29).

Mesmo estando longe de seus filhos e de sua família, a professora explica que estar com suas colegas a faz sentir mais forte. “São tempos muito difíceis em que estar de aniversário e estar na luta se confundem. Estar aqui faz com que eu me sinta muito feliz e valorizada mesmo não tendo muitos motivos para comemorar”, diz Cleusa.

Sócia do CPERS desde 1989, a professora aposentada Liamara Guarda Finamor, de Santiago (29° Núcleo), veio a Porto Alegre  representando não apenas as suas colegas de profissão, mas também toda a sua família, que é de professores. “Eu venho para cá porque já estou aposentada. Meu marido ficou trabalhando em Santiago, ele é professor do Estado. Meu filho e minha nora também são professores”, conta.

Assim como Cleusa, Liamara também comemorou o seu aniversário ao lado das companheiras de luta. “É uma comemoração totalmente atípica, que eu nunca pensei que ia passar na minha vida profissional. Eu e o meu marido estamos de aniversário hoje. Em 30 anos de casados, é o primeiro ano que eu passo longe dele. Mas a causa é justa e merece. A gente faz o sacrifício”, explica a professora.

Mesmo com todas as dificuldades que a categoria enfrenta – salários congelados há mais cinco anos e atrasados há quase 47 meses, e os novos ataques de Eduardo Leite aos educadores(as) e à educação -, Liamara se mantém firme na luta e na esperança de dias melhores. “A luta é nossa, não podemos desistir. Sempre participei das mobilizações. A gente não pode esmorecer porque a esperança é o que nos move”, conclui.

Instalado no Dia do Professor, o Acampamento da Resistência é o marco inicial da greve, a ser deflagrada se Eduardo Leite enviar os projetos de mudança no Plano de Carreira ou na Previdência Estadual. Ao longo desta semana, as atividades são mantidas pelos núcleos de Cachoeira do Sul, Santiago, Santa Maria e São Gabriel.

O dia foi concluído com o tradicional sinetaço para “acordar” Eduardo Leite.

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