Calor sufocante e escolas sem estrutura: Seduc mantém aulas presenciais apesar de exigências do CPERS


A luta continua! Na manhã desta terça-feira (25), o CPERS se reuniu com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e a Secretaria de Obras Públicas (SOP) do Rio Grande do Sul para cobrar do governo Eduardo Leite (PSDB) medidas concretas de enfrentamento à crise climática. Com a onda de calor extremo que atinge o estado, o Sindicato exigiu a implementação de um protocolo para temperaturas extremas, inclusive com a possibilidade de suspensão das aulas presenciais, e um plano de recuperação da infraestrutura escolar, garantindo condições seguras de ensino-aprendizagem e o bem-estar de estudantes, professoras(es) e funcionárias(os) das escolas da rede estadual.

Dados de modelos de clima analisados pela MetSul Meteorologia indicam temperaturas acima e muito acima da média ainda por semanas no estado. Durante a reunião, a presidente do CPERS, Rosane Zan, relembrou que o Sindicato alertou a Seduc desde os primeiros avisos da Metsul sobre a onda de calor: “Lhe chamei no WhatsApp assim que recebemos os primeiros alertas da Metsul. A maioria das escolas não possui a estrutura adequada para esses momentos, portanto, é essencial garantir que essas instituições tenham condições adequadas para enfrentar temperaturas extremas.”

O caos na educação pública do RS é resultado da negligência do governo Leite (PSDB). Há anos, o CPERS denuncia quase diariamente a precariedade de grande parte das escolas da rede estadual. No entanto, a atual gestão do estado insiste em maquiar a realidade, apresentando soluções superficiais para um problema crônico e estrutural.

Governo se recusa a suspender aulas presenciais

Mesmo diante dos riscos à saúde da comunidade escolar, a secretária da Educação, Raquel Teixeira, se recusa a suspender as aulas presenciais e ignora alternativas para garantir o ensino sem expor estudantes e profissionais da educação ao calor insuportável. O CPERS reforçou a necessidade de garantir a autonomia das direções escolares para decidir sobre a viabilidade das atividades presenciais, sem burocracias que limitem a gestão democrática. 

O Sindicato também cobrou que a Seduc reconheça a possibilidade de ensino remoto ou atividades impressas em situações emergenciais, garantindo o direito à educação sem comprometer a saúde da comunidade escolar.

Infraestrutura precária agrava os impactos do calor

Além da recusa em suspender as aulas, o governo segue sem apresentar soluções para o grave problema estrutural das escolas gaúchas. Muitas unidades não possuem ventilação adequada, sequer contam com ar-condicionado ou, quando têm, a rede elétrica não suporta a demanda.

“Não adianta colocar ar-condicionado nas escolas se a estrutura elétrica não aguenta”, alertou Rosane.

Nas próximas semanas, o CPERS lançará duas importantes iniciativas para reforçar as denúncias sobre a precariedade das escolas estaduais. A primeira é o Radar, um levantamento detalhado sobre a situação da rede pública. A segunda será uma caravana que percorrerá o estado para visitar escolas e verificar de perto as condições de ensino e infraestrutura. Ambas as ações fortalecerão a luta do Sindicato por melhores condições de trabalho, ensino e estrutura na rede estadual.

Diante da omissão do governo Eduardo Leite (PSDB), o CPERS reafirma seu compromisso com a defesa intransigente da educação pública e das condições estruturais das escolas. A onda de calor é apenas o começo de um problema que pode se estender durante todo o ano letivo, exigindo medidas urgentes e de longo prazo por parte do governo.

O Sindicato já solicitou uma nova reunião com a Seduc para tratar das demandas da categoria e continuará pressionando por soluções imediatas para enfrentar os impactos da crise climática nas escolas gaúchas. 

>> Confira, no vídeo, a fala da presidente do CPERS, Rosane Zan, durante coletiva de imprensa após a reunião:

>> Confira, abaixo, mais fotos da manhã de mobilização: 

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