Aula Pública no Acampamento da Resistência debate desmonte da educação


Na manhã desta quarta-feira (20), terceiro dia da Greve dos educadores(as), o 2º vice-presidente Edson Garcia e as diretoras do CPERS, Rosane Zan e Alda Bastos, conduziram uma aula pública com estudantes e trabalhadores(as) do Colégio Parobé. Em pauta, as consequências desastrosas do pacote de Eduardo Leite para a escola pública.

Os presentes debateram os pontos mais críticos do projeto que visa alterar as carreiras da categoria, como o ajuste zero por tempo indeterminado, fim das gratificações e vantagens, fim das vantagens temporais (triênios, quinquênios e avanços) e fim da incorporação de gratificações para a aposentadoria. “A greve é o nosso último recurso, tentamos de todas as formas o diálogo com  Eduardo Leite, falamos do nosso repúdio aos seus projetos. Mas de nada adiantou, agora é guerra, agora é greve”, concluiu.

A diretora Alda agradeceu o apoio de todos presentes e destacou a importância da união de educadores(as), estudantes e comunidade escolar. “Professores, funcionários de escola, estudantes, pais e a comunidade escolar tem que estar unidos neste momento para termos força de barrar esse pacote. Esse pacote que é a destruição da escola pública.”

Rosane também falou da 4ª Mostra Pedagógica, que será realizada no próximo dia 29, das 9 às 18h na Praça da Matriz. Nesse dia serão expostos mais de 100 projetos que foram selecionados em 32 núcleos do Sindicato.  “O governador está convidado para a Mostra. Vamos mostrar quem faz a educação pública deste estado. Que mesmo com esses 47 meses de salários atrasados fazemos o nosso melhor dentro da escola”, concluiu Rosane.

“Agradecemos o carinho e a presença de todos. Temos muitos alunos que têm mais consciência que muito adulto da importância e significado da nossa luta. Não deixaremos passar esse pacote que retira nossos direitos e acaba com os nossos sonhos”, destacou o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, agradecendo a presença dos estudantes e colegas de escola onde leciona.

Estudantes, vereadores e servidores unidos na luta pela Educação Pública

O estudante Pedro Possas do 2º ano do Colégio Parobé falou em nome de todos estudantes da instituição prestando apoio e carinho à luta dos trabalhadores em educação. “Estamos aqui para dizer que nós apoiamos os professores e funcionários de escola. Estamos juntos na luta, a luta de vocês é a nossa luta. A escola pública é nossa e não vamos permitir a destruição dela.”

“A greve e luta dos professores é muito importante. Eu quero ser professora, e acho importante lutar pela educação pública neste momento. Espero que o movimento fique ainda mais forte. Precisamos de força e união”, destacou a estudante do Colégio Parobé, Carolina Alves.

“Nós alunos temos que lutar juntos, sem os professores não somos ninguém.  Sem professores e estudantes o Rio Grande do Sul não cresce. A educação pública é prioridade”, frisou a estudante do Colégio Parobé, Raquel Barbosa.

A estudante Cássia Piedade também apoia a luta dos educadores. “É válida e justa greve dos professores, é um absurdo o que o governador está fazendo com eles. É ruim só ser no final do ano, mas mesmo assim eu apoio.”

Os vereadores de Santa Maria, Alexandre Vargas, Jorge Trindade, Adelar Vargas e Marion Mortari também passaram pelo acampamento para levar solidariedade e apoio para os professores e funcionários de escola.  A Câmaras de Vereadores de Santa Maria aprovou nesta terça-feira (19) por unanimidade a Moção de Repúdio às alterações no Plano de Carreira do Magistério, no Estatuto dos Servidores(as) e na Previdência do Estado. Até este momento 140 cidades gaúchas já debateram e aprovaram moções de apoio aos educadores(as).

Representantes da Organização sindical que congrega os trabalhadores da extinta Caixa Econômica Estadual do Rio Grande do Sul (Sindicaixa), do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul (Sindsepe RS) e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Afagro) passaram pelo acampamento para comunicar que a partir de terça-feira (26) os educadores terão companhia na praça, pois essas três categorias também entrarão em greve.

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