Com o objetivo de fortalecer a conscientização da necessidade de inclusão social e a garantia de direitos, especialmente nos espaços escolares, nesta sexta-feira (16), o Departamento de Saúde da Trabalhadora do CPERS realizou o lançamento do Coletivo Estadual de Pessoas com Deficiência (PCDs), no salão de Atos Thereza Noronha, na sede do Sindicato, em Porto Alegre.

O evento, que reuniu professoras(es) e funcionárias(os) de escola, além de representantes dos núcleos da entidade, promoveu um importante espaço de aprendizado, debates e diálogos sobre a valiosa contribuição dessas pessoas para a educação pública do Rio Grande do Sul. 

A iniciativa está alinhada com a política da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a qual o CPERS integra, que lançou seu próprio Coletivo em agosto de 2023, para destacar o papel da educação como instrumento de fortalecimento de políticas para pessoas com deficiência.

Durante todo o evento, os participantes tiveram a interpretação da Língua Brasileira de Sinais (Libras) com os intérpretes Luiz Daniel Dinarte e Amanda Alfaia, da empresa “Para Todos Acessibilidade”.

Na ocasião, professoras(es) e funcionárias(os) de escola com deficiência trouxeram suas vivências, os preconceitos sofridos e tiveram trocas fundamentais com os colegas para continuar a luta pela inclusão e equidade. As(os) educadoras(es) também puderam sanar dúvidas com os palestrantes no momento de cada explanação.

A diretora do Departamento de Saúde da Trabalhadora do CPERS, Vera Lessês, conduziu o evento juntamente com a Representante Estadual das Aposentadas(os) do Sindicato, Magda Suzana Schmitt. Ambas representam a entidade no Coletivo de PCDs da CNTE.

“Esse Coletivo, que tem o seu primeiro encontro hoje, vem de uma política da CNTE, que lançou o seu coletivo no ano passado. Magda e eu representamos o CPERS na CNTE e saímos de lá com a tarefa de lançar o nosso coletivo aqui no Rio Grande do Sul. Agradecemos e reconhecemos o compromisso das direções dos núcleos que mandaram os seus respectivos representantes e que vieram aqui fazer trocas e adquirir conhecimentos sobre a inclusão e a luta das pessoas com deficiência nas instituições estaduais de ensino”, ressaltou Vera na abertura da atividade.

“Eu fico muito feliz que o nosso Sindicato esteja construindo esse espaço. No dia de hoje, além de ouvirmos fundamentações sobre o assunto, também vamos discutir políticas que vão construir melhorias para a inclusão das pessoas com deficiência”, destacou Magda.

Ainda durante a abertura do evento, Guilherme Bourscheid, Mestre em Educação e secretário de Políticas Sociais da CNTE, destacou a importância da união para a garantia de direitos para todas e todos. “Com a diversidade que temos, se formos isolar cada um, não teríamos força na luta. Por isso, é tão importante a união. Precisamos entender as coisas de uma forma diferente para que possamos fazer uma luta igualitária”, concluiu.

O desafio da inclusão das pessoas com deficiência nas escolas públicas

O mestre em Educação, Marco Aurélio Freire Ferraz, e a pós-doutoranda em Educação, Karla Fernanda Wunder da Silva, realizaram a primeira palestra durante o evento de lançamento do Coletivo.

Eles debateram sobre os desafios da inclusão de PCDs nas escolas públicas, como a falta de recursos, tanto financeiros quanto humanos, para fornecer acomodações e serviços essenciais para educadoras(es) e estudantes com necessidades individuais.

Para Marco Aurélio, um dos princípios da inclusão é a empatia ou a capacidade de se colocar no lugar do outro. “Como vou me colocar no lugar do outro, se eu não sou o outro? Se colocar no lugar do outro é desenvolver a equidade”. Outro tema abordado pelos professores foi a importância de fazer com que as pessoas com deficiência se sintam pertencentes ao lugar que está. “Não adianta falar que todos são bem-vindos, sem deixar a pessoa pertencente ao lugar”, frisou o palestrante.

Karla apontou que para ter inclusão tem que ter pertencimento: “Para a pessoa sentir que pertence aquele lugar, ele tem que ser convidado para todas as atividades, a gente tem que ter amizades naquele ambiente”. Ela ainda completou: “Eu posso não estar no teu lugar, mas posso te ouvir para tentar te compreender, tentar te ajudar, isso é empatia”.

A educadora também ressalta que a comunicação é ferramenta de extrema importância para a inclusão. “Preciso mudar algumas coisas na minha comunicação para que ela chegue de forma clara até o outro. Escutar o outro vai demandar que eu mude”.

Os educadores também apresentaram o Manual para garantir inclusão e equidade na educação, da Unesco. O material faz parte da Agenda 2030, que se configura como um movimento global para a erradicação da pobreza por meio de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. A Educação, essencial para atingir todos, tem o seu próprio objetivo dedicado (Objetivo 4), o qual pretende “garantir uma educação de qualidade inclusiva e equitativa e promover oportunidades de aprendizagem que permanecerão para o resto da vida para todos”.

O documento enfatiza a inclusão e a equidade como alicerces para uma educação e aprendizagem de qualidade. O ODS 4 também pede pela construção e atualização de instalações educacionais que sejam sensíveis às crianças, às deficiências e às questões de gênero, de forma a proporcionar um ambiente de aprendizagem seguro, não violento, inclusivo e eficaz para todos.

Ao final da palestra, Karla parabenizou o encontro por ter intérpretes de libras e ressaltou que esta é a segunda língua mais importante depois do português no Brasil. “Temos que ter libras nas nossas escolas, assim como nossos estudantes podem escolher em fazer inglês e espanhol, deveriam ter a escolha de aprenderem libras”, defendeu.

A luta anticapacitista: invisibilidade x protagonismo de pessoas com deficiência

O combate à opressão contra as pessoas com deficiência foi o tema da segunda palestra do dia. O capacitismo, ou o preconceito contra PCDs, pode se manifestar de diversas maneiras, como a falta de acessibilidade física em espaços públicos, estereótipos prejudiciais e atitudes condescendentes em relação às pessoas com deficiência.

Para este momento, o evento contou com a palestra da assistente social, Fernanda Vicari, que é presidente da Associação Gaúcha de Distrofia Muscular (AGADIM) e representante da Aliança Distrofia Brasil (ADB) na Comissão Intersetorial de Saúde da Pessoa com Deficiência (CIASPD), no Conselho Nacional de Saúde.

Fernanda explicou que a luta anticapacitista vem de uma luta para demarcar um lugar. “Muitas vezes nós, pessoas com deficiência, somos invizibilizados, por não acharem que temos a capacidade de ocupar aquele lugar, que é passado muita vezes para os pais, professores, parentes, alguém para falar no nosso lugar”, afirmou.

Ela explica que a Classificação Internacional de Doença (CID) da pessoa com deficiência difere-se da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), o qual avalia funcionalidade e participação social com uma abordagem biopsicossocial. “Nem todos vão ter o mesmo CIF, mesmo tendo a mesma deficiência. Eu sou uma mulher negra com distrofia muscular, não vai ser o mesmo CIF de uma mulher branca que tem plano de saúde e mora no Moinhos de Vento, ela vai ter outro CIF, pois, tem outras possibilidades que eu não tenho”, aponta.

Para Fernanda, a luta pela pessoa com deficiência tem que ser construída coletivamente por pessoas com e sem deficiência. “Temos que lutar para que essa pauta não seja esvaziada. Nossa luta não pode ser isolada”.

CPERS, um sindicato comprometido com a inclusão

Em sua constante busca por inclusão e igualdade no ambiente escolar, o CPERS espera que o Coletivo Estadual de Pessoas com Deficiência, se torne um espaço de aprendizagem, não somente para as trabalhadoras(es) em educação PCDs, mas também um ambiente de luta e mobilização conjunta por uma sociedade mais justa.

A presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, destacou essa importância em sua fala: “Estava ali ouvindo as palestras e refletindo como ainda temos muito para aprender, como não conhecemos esse assunto que é tão importante. Vivemos a questão da inclusão nas escolas e lutamos para que a lei se cumpra, mas isso nem sempre acontece”, explicou.

A educadora fez um resgate da história do CPERS ressaltando que, até não muito tempo atrás, quem tinha alguma deficiência era excluído da sociedade. “Hoje, que somos mais civilizados, as pessoas com deficiência ainda são colocadas de lado e não são incluídas na sociedade como deveriam”, analisou.

Helenir reforçou que Vera e Magda terão o compromisso e responsabilidade de reproduzir o que foi ouvido no encontro nos 42 Núcleos do Sindicato e relembrou a importância da participação de todos: “Esse Coletivo não é somente para pessoas com deficiência, aqui, todos são bem-vindos para lutar contra o capacitismo e pela inclusão de todos e todas”, concluiu.

Capacitismo: conceitos e orientações

Compreender para atuar, foi com esse objetivo que a Representante Estadual das Aposentadas(os) do Sindicato, Magda Schmitt, realizou a sua fala no evento.

Magda, que convive com a Hemiplegia à Direita por sequela da Poliomielite (Paralisia Infantil), explicou o termo capacitismo, que é a discriminação ocorrida por meio de determinados tratamentos, formas de comunicação, práticas, barreiras físicas e arquitetônicas que impedem o pleno exercício da cidadania dessas pessoas. “O capacitismo é caracterizado, principalmente, quando se pressupõe que alguém é incapaz apenas pelo fato de possuir alguma deficiência. Não podemos admitir que professores ou funcionários de escola sejam subestimados em sua profissão por ter alguma deficiência. E se vermos isso, temos que denunciar e procurar nossos direitos”, esclareceu.

A educadora conclamou os presentes para, a partir de agora, serem anticapacitistas e acabar com qualquer tipo de preconceito para com as pessoas com deficiência.

A Lei Brasileira da Inclusão

Seguindo o objetivo de fornecer conhecimento para a garantia de direitos, a assessoria jurídica do CPERS, escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, apresentou os principais pontos da legislação brasileira voltada à proteção das pessoas com deficiência.

A advogada Juliane Marchioro Leal, explicou que a Lei 13.146/2015, Lei Brasileira de Inclusão (LBI), tem como objetivo assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais das pessoas com deficiência, visando a sua inclusão social e cidadania. “Essa é uma legislação nova, de 6 de julho de 2015, então ainda tem poucas modificações”, reforçou.

Inclusão é a chave para a garantia de uma educação pública de qualidade 

Ao fim do encontro, Vera e Magda destacaram que, com o lançamento do Coletivo de PCDs, o CPERS intensificará a sua luta por uma educação de qualidade, que só é possível com justiça social e a promoção de igualdade de acesso a recursos, direitos e oportunidades para todas e todos.

“Todos que estiveram aqui hoje terão a tarefa de levar esse debate para os núcleos do CPERS. Nós temos, a partir de agora, um compromisso com a luta pela inclusão das pessoas com deficiência”, ressaltou Vera.

“São os Coletivos Regionais que irão alimentar a luta do Coletivo Estadual. Contem conosco para ajudar a organizar, pois sabemos que muito trabalho nos epera”, finalizou Magda.

Representando a direção estadual do CPERS, também participaram do evento a tesoureira-geral do Sindicato, Rosane Zan, e as(os) diretoras(es) Glaci Weber, Juçara Borges e Cássio Ritter.

>> Confira, abaixo, algumas fotos do Lançamento do Coletivo de PCDs do CPERS ou clique aqui para acessar o álbum completo:

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O CPERS concluiu a primeira fase de uma série de debates voltados para discutir os impactos da Lei 16.165/2024, que reestrutura as carreiras das funcionárias(os) de escola.

Nesta quinta-feira (15), representantes da Direção Central do Sindicato, acompanhadas(os) dos advogados da assessoria jurídica da entidade, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, realizaram plenárias em São Luiz Gonzaga (33º) e Santiago (29º).

Ciente da complexidade e das consequências dessas mudanças nas carreiras, o Sindicato está realizando uma série de plenárias em todo o Rio Grande do Sul para garantir que as servidoras(es) de escola de seus 42 núcleos estejam bem informadas(os) e possam compreender as implicações da Lei 16.165, aprovada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) como PL 243.

Esta semana, o Sindicato também visitou Santo Ângelo (9º), Ijuí (31º), Pelotas (24º), Santa Rosa (10º), Cerro Largo (36º), Três de Maio (35º) e Rio Grande (6º).

“Os encontros têm sido extremamente produtivos para resolver dúvidas relacionadas ao reenquadramento dos funcionários das escolas. Durante essas discussões, fica claro que, apesar dos avanços na compreensão das mudanças de enquadramento, a luta por uma revisão geral dos salários permanece essencial. Isso se deve ao fato de que as perdas acumuladas no último período somam mais de 63%, uma redução significativa no poder de compra e nas condições de vida dos trabalhadores”, asseverou a tesoureira-geral do CPERS, Rosane Zan.

Durante os debates, foram abordados temas como a nova tabela salarial, as implicações das parcelas de irredutibilidade e as perspectivas de progressão na carreira sob o novo regime.

“Nas plenárias, estamos passando as informações jurídicas, e os funcionários estão entendendo bem. Explicamos que o estudo foi feito com base na Lei, pois até o momento o governo não enviou nenhuma tabela. Esclarecemos que alguns vão receber um valor, enquanto outros não, e que haverá parcelas de irredutibilidade. As plenárias têm sido muito proveitosas, e a decisão da direção de realizá-las para discutir com os colegas foi acertada”, destacou a diretora do Departamento de Funcionárias(os) de Escola do Sindicato, Juçara Borges.

A equipe jurídica do Sindicato também apresentou estudos detalhados sobre a legislação e respondeu às dúvidas das participantes. As plenárias também servem como um espaço para que as funcionárias(os) possam expressar suas preocupações e compartilhar experiências, criando um ambiente de solidariedade e união.

Com o encerramento desta primeira semana, o CPERS dará continuidade aos debates nas semanas seguintes, ampliando a discussão para outras regiões e aprofundando a análise dos impactos a longo prazo. A expectativa é de que, ao final desse processo, as servidoras(es) de escola estejam plenamente informadas.

Também participaram das atividades a secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, a diretora do Departamento de Funcionárias(os) de Escola, Sonia Solange Viana, o diretor Leonardo Preto Echevarria, representantes das direções dos núcleos, além dos advogados da assessoria jurídica do Sindicato.

Para aqueles que ficaram de fora da Lei 16.165, uma atividade online está agendada para este sábado (17), com o objetivo de ampliar o debate e fortalecer a mobilização da categoria.

>> Confira abaixo o cronograma das próximas plenárias e contate o seu Núcleo do CPERS para saber como participar! 

  • São Borja – 19/08/2024
  • Uruguaiana – 20/08/2024
  • Alegrete – 21/08/2024
  • Gravataí – 22/08/2024
  • Montenegro – 23/08/2024
  • Cachoeira do Sul – 24/08/2024
  • Porto Alegre/S – 24/08/2024
  • São Gabriel – 27/08/2024
  • Santana do Livramento – 28/08/2024
  • Guaíba – 29/08/2024
  • Camaquã – 30/08/2024
  • São Leopoldo – 31/08/2024
  • Taquara – 31/08/2024
  • Três Passos – 03/09/2024
  • Frederico Westphalen – 04/09/2024
  • Palmeira das Missões – 04/09/2024
  • Passo Fundo – 10/09/2024
  • Erechim – 10/09/2024
  • Lagoa Vermelha – 11/09/2024
  • Vacaria – 11/09/2024
  • Caxias do Sul – 12/09/2024
  • Guaporé – 12/09/2024
  • Bento Gonçalves – 12/09/2024
  • Canoas – 13/09/2024
  • Estrela – 17/09/2024
  • Soledade – 17/09/2024
  • Santa Maria – 24/09/2024
  • Santa Cruz do Sul – 24/09/2024
  • Cruz Alta – 25/09/2024
  • Carazinho – 25/09/2024
  • Osório – 26/09/2024

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

>> ATENÇÃO, FUNCIONÁRIAS(OS) DE ESCOLA, SÓCIAS(OS) DO CPERS: participe da plenária online por valorização para quem ficou de fora do PL 243!

Neste sábado (17), a partir das 13h30, o CPERS convoca as(os) servidoras(es) de escola que ficaram de fora do Projeto de Lei 243/2024 (Lei 16.165/2024), aprovado no dia 30 de julho na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), para garantir valorização salarial às(aos) agentes educacionais III e IV e àquelas(es) que estão nos cargos em extinção.

➡️ Acesse o link e realize a sua inscrição*: https://cutt.ly/PlenariaCPERS

Sua presença é fundamental para debatermos ações e estratégias em defesa dos nossos direitos!

  • Ressaltamos que o evento é voltado às(aos) agentes educacionais que não estão incluídas na reestruturação.
  • Inscrições até as 23:59:00 do dia 15 de agosto (quinta-feira).

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Nesta terça-feira (13), a Advocacia Geral da União (AGU) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer que declara o Programa das Escolas Cívico-Militares no Rio Grande do Sul inconstitucional. De acordo com o chefe da AGU, Jorge Messias, a Lei Estadual 16.128, promulgada em maio de 2024, adentra indevidamente na seara de competência da União. 

Leia um trecho do documento:

“Resta demonstrada a inexistência de fundamento constitucional que permita a criação de escolas cívico-militares da forma como realizada pela legislação sob invectiva, haja vista que a Constituição Federal, mesmo considerando as características do modelo federativo, não outorga aos estados federados a competência legislativa para instituir um modelo educacional distinto daquele delineado pela Lei nº 9.394/1996”.

O CPERS e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) entraram, em julho, com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7682) para barrar a regulamentação das escolas cívico-militares no estado. Agora, o processo vai para a Procuradoria Geral da República (PGR) e, posteriormente, será encaminhado para julgamento no STF. 

>> Clique aqui para acompanhar o andamento da ADI 7682 

Mesmo com o fim do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM), criado durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e descontinuado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023, deputados gaúchos se articularam para dar base legal às instituições de ensino dessa natureza que permaneciam funcionando no Rio Grande do Sul.

No entanto, o programa estadual, aprovado por 30 votos a 14 na Assembleia Legislativa, não encontra respaldo na Constituição Federal. Nem a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) nem o Plano Nacional da Educação (PNE) mencionam a inclusão de militares da reserva em funções pedagógicas. 

A Lei Estadual 16.128/24, sancionada diante do silêncio de Eduardo Leite (PSDB), representa uma afronta às(aos) educadoras(es) e estudantes que têm construído juntas(os), à nível nacional, uma educação pública, inclusiva e democrática. O governador, cujo discurso aponta para o respeito à produção científica e à democracia, afirmou, em julho do ano passado, que manteria as escolas cívico-militares administradas pelo estado com recursos próprios. 

O CPERS seguirá atento aos próximos direcionamentos dados ao processo e celebra a manifestação da Advocacia Geral da União que, enquanto representação judicial do Poder Executivo, demonstra respeito às normativas educacionais consolidadas no país e conquistadas pelas(os) brasileiras(os). Não à Lei Estadual 16.128! Escola é para quem tem formação para educar, não para reprimir!

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O CPERS deu início a uma série de plenárias regionais com o objetivo de esclarecer os impactos e detalhes da Lei 16.165/2024 (PL 243), que reorganiza os quadros, as carreiras e reajusta as remunerações das funcionárias(os) de escola.

Nesta terça-feira (13), representantes da Direção Central do CPERS e da assessoria jurídica da entidade (escritório Buchabqui e Pinheiro Machado) visitaram os núcleos de Santo Ângelo (9º), Ijuí (31º) e Pelotas (24º), onde foram discutidos os principais pontos da nova Lei, que tem gerado dúvidas e preocupações entre as educadoras(es).

As plenárias fazem parte de uma iniciativa do Sindicato de percorrer o Rio Grande do Sul, garantindo que todos os seus 42 núcleos tenham a oportunidade de discutir e entender as implicações do reenquadramento aprovado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS).

Em Santo Ângelo (9º), a tesoureira-geral do CPERS, Rosane Zan, e a diretora do Departamento de Funcionárias(os) de Escola do Sindicato, Juçara Borges, conduziram a plenária na região para esclarecer as principais questões sobre a Lei 16.165 e ouvir as servidoras(es) de escola.

“Esses encontros surgiram de uma necessidade que a direção estadual do CPERS percebeu, como forma de solucionar as muitas dúvidas para esta questão complexa que é a reestruturação da carreira dos funcionários de escola. Por mais que o governo tente nos dividir, o CPERS é um só, e estaremos todos unidos na luta por uma valorização justa e por respeito à educação pública. Estamos aqui para um chamado de unidade, que é o que precisamos para continuar a luta pela Revisão Geral de Salários para todos, tanto para professores quanto para funcionários de escola”, declarou  Rosane.

Já a plenária realizada em Ijuí (31º) contou com a participação da secretária-geral do CPERS, Suzanna Lauermann, e do advogado da assessoria jurídica da entidade, Marcelo Fagundes. O encontro também serviu para coletar feedback e ajustar as estratégias do Sindicato conforme as necessidades e preocupações levantadas pelos profissionais da educação locais.

“O governo Eduardo Leite tem como projeto separar as categorias, ele já fez isso com os professores, e agora faz com os funcionários de escola. Com esse projeto, enquanto alguns terão uma pequena valorização, muitos seguem sem nada. E o mais grave, Leite segue atacando principalmente os aposentados”, expõe Suzana.

O encontro em Pelotas (24º), que contou com a participação da diretora do Departamento de Funcionárias(os) de Escola do CPERS, Sonia Solange, e do advogado da assessoria jurídica do sindicato, Bruno Vinciguerra, ofereceu uma visão abrangente sobre a nova legislação e suas implicações, sendo um importante momento de discussão e esclarecimento para as funcionárias(os) de escola da região.

“Realizamos uma importante plenária no Núcleo de Pelotas, onde mais de mais 50 pessoas apresentaram suas preocupações com a vida funcional e o futuro da educação pública no Rio Grande do Sul. As funcionárias de escola estão angustiadas porque ninguém sabe direito como vai ser no futuro da nossa carreira, então esses momentos são importantes para esclarecermos as dúvidas e mobilizarmos a categoria para as lutas que ainda serão necessárias”, reforçou Sonia.

Contexto da luta

No início de julho, o governo de Eduardo Leite (PSDB) apresentou a primeira versão da proposta que viria a se tornar o Projeto de Lei (PL) 243. Essa versão inicial contemplava apenas um grupo restrito da categoria: os Agentes Educacionais II, que abrangem as funções de Administração Escolar, Assistente Financeiro e Interação com o Educando. Esse grupo representa apenas 18,6% do total de servidoras(es) efetivas(os) e contratadas(os).

A limitação gerou uma forte reação do CPERS e da categoria, que se sentiram excluídos do processo de reorganização e valorização profissional promovido pela proposta. O Sindicato pressionou o governo Leite (PSDB) a ampliar o alcance do projeto, de modo a incluir outros segmentos da educação e garantir uma reestruturação mais justa e abrangente.

Após intensa mobilização, o governo de Eduardo Leite (PSDB) foi obrigado a rever a proposta inicial. No mesmo mês de julho, uma segunda versão do projeto foi apresentada, ampliando a inclusão para os Agentes Educacionais I, que abrangem funções de Manutenção e Infraestrutura, bem como Alimentação nas escolas.

A pressão da categoria continuou a crescer, resultando em uma terceira versão do PL 243, apresentada poucos dias antes da votação na Assembleia Legislativa. Essa última revisão do projeto foi ainda mais abrangente, passando a incluir os Técnicos em Nutrição, Informática e Tradutor e Intérprete de Libras. Além disso, foi introduzido o Adicional de Penosidade no valor de R$ 1.335,60, um benefício que visa compensar as condições adversas enfrentadas por alguns profissionais. Com as inclusões feitas na terceira versão, 76,1% das servidoras(es) efetivas e 100% das contratadas(os) passaram a fazer parte do escopo do PL 243. 

CPERS intensifica o debate em todo o estado

O CPERS continuará incansável na sua jornada, esclarecendo dúvidas e lutando em defesa das educadoras(es). As próximas plenárias já estão programadas. Nesta quarta (14), os dirigentes do Sindicato seguirão rumo a Cerro Largo (36º), Santa Rosa (10º), Três de Maio (35º), São Luiz Gonzaga (33º) e Santiago (29º), onde continuarão a mobilização e o diálogo com as profissionais da educação.

O Sindicato enfatiza a importância da participação ativa das servidoras(es). Com esse objetivo, o CPERS reafirma seu compromisso em defender os direitos das trabalhadoras(es) da educação e em buscar soluções que garantam a valorização de todas as professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os). Contate seu núcleo e mobilize-se!

Mobilização para quem ficou de fora do projeto 

Como de praxe nas reformas efetuadas pela atual gestão, a reestruturação das carreiras das funcionárias(os) de escola excluiu uma parte significativa das agentes educacionais de qualquer reajuste, atual ou futuro. Para estas funcionárias(os) de escola que ficaram de fora do PL 243, o CPERS realizará uma atividade online, neste sábado (17), a partir das 13h30. Inscreva-se aqui!

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Fotos: CPERS e Lucas Kloss/ALRS

A Gestão Democrática e a eleição de diretoras(es) nas escolas públicas foi o tema de encontro promovido pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa (ALRS), nesta terça-feira (13). O evento contou com a presença de representantes de entidades da educação e de educadoras(es) das escolas públicas das redes estaduais e municipais do Rio Grande do Sul.

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, fez uma dura crítica à nova Gestão Democrática aprovada pela ALRS e a falta de transparência da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) nas eleições de diretoras(es) nas escolas da rede estadual de ensino.

“Nós queremos manter aquilo que foi uma luta para conquistar, que é a Gestão Democrática na sua essência. Queremos que as comunidades escolares sejam responsáveis pelo processo de seleção de suas equipes diretivas. Nós queremos que educadores e educadoras sejam aqueles que façam a gestão nas instituições, porque nós conhecemos a educação e não queremos qualquer um dentro das nossas escolas para assediar, perseguir, e criar metas como se a escola fosse uma empresa”, frisou o dirigente.

A deputada estadual e presidente da Comissão de Educação da ALRS, Sofia Cavedon (PT), apontou que o tema foi pautado devido à falta de notícias em relação às eleições nas escolas de toda a rede estadual, o que trouxe inquietação à comunidade escolar e também por denúncias de destituição e substituição de diretoras(es) de escolas.

Sofia destacou ainda que a nova legislação sobre a Gestão Democrática, aprovada na Assembleia Legislativa, contém mudanças que não tinham o apoio das entidades da educação pública e que não foram resultado de debate na Conferência Extraordinária de Educação, realizada no ano passado. “Continuo defendendo veementemente que a escola seja laboratório de cidadania, de democracia, de participação social, de aprendizado, com participação coletiva dos estudantes.”

A professora Julia Soardi, da EMEF João Palma da Silva, de Canoas, relatou que tanto na sua escola, como na Escola Ceará, do mesmo município, as(os) diretoras(es) foram removidas(os), sem diálogo com a comunidade escolar.

“Nós sabemos muito bem que a escola pública não é uma instituição privada, se quer tem um padrão de uma escola privada, então não pode ter um processo de gestão privada. Sabemos muito bem que a nova lei desrespeita a realidade, a cultura escolar de cada bairro, de cada região do estado e isso é muito preocupante”, declarou Ruy Guimarães, vice-diretor da EEEM Padre Réus, de Porto Alegre.

Rosele de Souza, diretora da Atempa, fez uma análise das dificuldades enfrentadas no processo eleitoral de diretoras(es) de escola em Porto Alegre, em razão da legislação atualizada e precária. “As eleições de diretores só não foram pior aqui na capital porque conseguimos incidir na Câmara de Vereadores, colocando em um dos artigos da Lei a falta de recursos humanos. Aqui em Porto Alegre, Sebastião Melo coloca que a cada escola que não atingir índices do Ideb terão seus diretores destituídos”.

Como encaminhamento do debate, foi definido que será realizada uma Audiência Pública na ALRS para tratar sobre o assunto e a Comissão de Educação encaminhará um documento para a Seduc solicitando um calendário da eleição de diretoras(es) para as instituições estaduais com as regras transparentes.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Em 1º de agosto, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) lançou a Cartilha “Eleições Municipais 2024: orientação a eleitores e a candidatos e candidatas”. De acordo com o Diap, a publicação faz parte do acervo do órgão relativo à série Educação Política e tem o propósito de resgatar o sentido da participação cívica no processo eleitoral.

>> CLIQUE PARA ACESSAR A CARTILHA

O material é dividido em dois blocos. O primeiro, destinado à(ao) eleitora(or), reúne dicas que podem contribuir para o voto consciente e o combate à corrupção eleitoral. Nessa parte, a publicação ainda reúne informações sobre a necessidade de uma educação política e da leitura crítica da mídia e das redes sociais.

A segunda parte, dedicada para candidatos e candidatas a prefeitas(os) e vereadoras(os), traz uma visão global e estratégica das etapas da campanha, com informações sobre aspectos como financiamento, prestação de contas, planejamento, propaganda, marketing, além de dados sobre a legislação referente ao pleito eleitoral e ao exercício das funções públicas. “Motivações para o ingresso na vida pública via eleitoral” e os “atributos da candidata ou do candidato para uma campanha vitoriosa” são alguns dos tópicos trabalhados no bloco.

Desde 2008, o Diap tem editado a cartilha para orientar as(os) eleitoras(es), candidatos e candidatas às eleições gerais. A partir de 2016, a organização passou também a se dedicar a publicar e editar orientações para as eleições municipais, sendo esta a terceira edição com esse recorte.

“Tem por objetivo instruir ação de cidadania, incentivando a participação política, a valorização do voto consciente, da transparência, da ética, das práticas republicanas e do próprio processo democrático”, destaca o material.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) é umas das organizações co-editoras do material. Segundo o secretário de Assuntos Municipais da CNTE, Cleiton Gomes da Silva, as eleições de 2024 serão um momento de suma importância para que as(os) educadoras(es) consigam eleger candidatas(os) comprometidas(os) com as pautas da educação.

“Precisamos que todos os trabalhadores em educação de cada município cobrem dos pré-candidatos plataformas que reconheçam e valorizem os profissionais educadores. É de suma importância ter a garantia de que o prefeito vá pagar o Piso Nacional da Educação que, consequentemente, vai valorizar as nossas carreiras. Temos que discutir e construir tudo o que é necessário para ter um bom trabalho e o reconhecimento para trabalhadores em educação”, enfatiza o dirigente.

“Junto a isso, precisamos ter gente nas Câmaras Municipais que garantam a nossa representação. Entendo que é inadmissível, em um país com mais de 5 mil municípios, não termos vereadores que sejam, de fato, ligados à causa da educação. Sem desprezar nenhum outro setor da sociedade dos trabalhadores, mas é importante ter quem é da educação debatendo os assuntos da educação. Essa é a ideia que tem sido trabalhada junto às nossas afiliadas da CNTE, para construirmos nas eleições de outubro uma bancada de vereadores da classe trabalhadora da educação,” completa.

Com informações da CNTE

Foto destaque: TRE/Divulgação

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Os Desafios da Aprendizagem Profissional no Rio Grande do Sul frente à Tragédia Climática foi o foco de debate promovido pela Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Estado (ALRS), na manhã desta segunda-feira (12). O evento, proposto pelo deputado Pepe Vargas (PT) e conduzido pela deputada Sofia Cavedon (PT), presidente do colegiado, reuniu especialistas e autoridades para discutir estes desafios e impactos no setor educacional.

O programa Jovem Aprendiz, regido pela Lei do Aprendiz, é uma iniciativa que visa capacitar, orientar e inserir jovens de 14 a 24 anos no mercado de trabalho. Com o objetivo de reduzir as barreiras enfrentadas por aquelas(es) que ainda não possuem experiência profissional, o programa oferece oportunidades de emprego em empresas públicas e privadas. Para participar, as(os) jovens devem estar matriculadas(os) e frequentando o ensino fundamental ou médio, conciliando os estudos com as atividades práticas desempenhadas nas organizações.

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, compôs a mesa no evento, realizado de forma híbrida na sala Prof. Salzano Vieira da Cunha, na ALRS. Durante sua fala, Garcia criticou a falta de ações efetivas do governo Eduardo Leite (PSDB) em relação ao tema e expressou a preocupação com o futuro das(os) estudantes.

“Após a pandemia, muitos adolescentes se viram obrigados a assumir o sustento de suas famílias. Há estudantes que não conseguem renovar seus contratos de trabalho e enfrentam o fechamento de vagas. Em Porto Alegre, alunos enfrentam a falta de apoio para o transporte escolar. Como resultado, muitos jovens acabam ficando sem estudar e sem trabalhar. Atualmente, a capital não oferece políticas que garantam o benefício da meia passagem para estudantes, agravando ainda mais essa situação”, frisou Edson.

Edson destacou que, embora o governo Leite (PSDB) fale bastante sobre educação integral e formação técnica como meios para garantir a autonomia dos estudantes, na prática, faltam políticas públicas concretas para viabilizar essas iniciativas. “Temos que dar subsídios para essa juventude ir para a escola e se sustentar. Nós não queremos salas de aula vazias e presídios lotados. Queremos que nossos jovens estudem, trabalhem e se sustentem dignamente. Não queremos perder eles para drogadição e para falta de empregos”, destacou.

A auditora Fiscal do Trabalho, Denise Brambilla Gonzalez, informou que, em julho deste ano, o número de aprendizes contratados era de 47.980 alunos, para uma demanda de 64.508 vagas, enquanto que, em abril do mesmo ano, era de 48.757 contatados.

“Entre os desafios atuais, destacam-se a legislação que impede jovens matriculados no ensino médio em tempo integral ou jornada ampliada de participar de programas de aprendizagem profissional, além da cobrança de taxas para empresas que empregam jovens de escolas técnicas de educação, organizações sem fins lucrativos e entidades do Sistema Nacional de Desportos”, afirmou Denise.

Lisiane Costa, representante do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedica), observou que a presença dos jovens aprendizes nos próximos debates é de suma importância. “Os jovens aprendizes precisam estar envolvidos nesse processo, participando ativamente e tendo suas vozes ouvidas. É fundamental que eles estejam ao nosso lado nas discussões, pois é a vida deles que está em jogo”.

“A infrequência e evasão escolar são mais comuns entre os jovens de 14 a 17 anos, exatamente a faixa etária dos nossos aprendizes, o que representa um grande desafio para nós. Estarmos aqui para refletir sobre a segurança desses jovens é essencial. Precisamos evitar que eles se coloquem em situações de risco, garantindo sua permanência tanto na escola quanto nos programas de aprendizagem, que são de extremo interesse para eles”, disse Cristiane Corrales, promotora de justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação, Infância e Juventude do Ministério Público (CAOEIJ).

Sidinei Rossi, representante do Fecomércio, ressaltou que as enchentes afetaram diretamente as escolas da rede. “Essas 24 escolas representam 25% dos alunos afetados pela tragédia, tanto direta quanto indiretamente. Entre os nossos alunos, 90% estão satisfeitos com os cursos, e 89,6% se sentem preparados para ingressar no mercado de trabalho, colocando-se à disposição para ocupar cargos”, frisou.

“Atualmente, diversos setores exigem mão de obra especializada. É crucial continuarmos a lutar e levantar essa bandeira para restabelecermos um novo normal”, asseverou Gerson Pinto, chefe de fiscalização do Ministério Público.

Ao final da audiência, a deputada e presidente da Comissão de Educação da ALRS, Sofia Cavedon (PT), anunciou que uma nova audiência será realizada no dia 2 de setembro. O objetivo é que a Superintendência de Educação Profissional do Estado do Rio Grande do Sul (Suepro/RS) apresente as ações e programas do governo estadual voltados para a ampliação de vagas para Jovens Aprendizes. Além das representantes do governo Leite (PSDB), também serão convidadas(os) para a audiência integrantes dos Jovens Aprendizes, das entidades que representam estudantes e professoras(es), e das organizações que oferecem vagas no mercado de trabalho.

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

A situação das(os) funcionárias(os) de escola após a aprovação do PL 243/2024, que depois da sanção virou a Lei 16.165/2024, o avanço das Parcerias Público Privadas (PPPs) nas escolas estaduais e a mobilização contra os ataques do governo Eduardo Leite (PSDB) às(aos) trabalhadoras(es) da educação, foram alguns dos pontos debatidos no Conselho Geral do CPERS, realizado na manhã desta sexta-feira (9), na sede da entidade em Porto Alegre. 

Na abertura do encontro, a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, destacou a importância do momento, devido à aprovação do projeto de reestruturação das carreiras do funcionalismo estadual.

“A principal pauta deste Conselho será voltada para discutirmos o que foi aprovado na Assembleia Legislativa. Este projeto é extremamente complexo e foi necessário nos debruçarmos sobre o tema nessa última semana. Após uma extensa análise da nova lei, percebemos a importância de abrirmos esse espaço para que todos os nossos conselheiros e diretores de Núcleo saiam daqui sem dúvidas e possam explicar para a categoria todas as questões”, reforçou a presidente. 

Helenir também destacou a necessária mobilização da categoria e de toda a comunidade escolar contra o avanço das PPPs nas escolas estaduais: “No início desta semana, nós participamos de uma audiência pública que tratou sobre as PPPs. Este projeto é um absurdo! Ele custará milhões para os cofres públicos e abrange escolas que sequer foram envolvidas no processo de decisão. Este projeto representa a venda da escola pública e não podemos permitir o seu avanço”. 

>> Leia também: Audiência Pública debate PPPs na educação no RS; CPERS e comunidades escolares se manifestam contra a privatização

O projeto das PPPs planeja transferir a manutenção de 99 escolas estaduais em 15 municípios para a iniciativa privada por um período de 25 anos. O CPERS considera a política de parcerias público-privadas (PPPs) uma ameaça à qualidade do ensino e aos direitos das(os) trabalhadoras(es) da educação, representando um passo perigoso na direção da privatização da educação pública, o que pode levar à mercantilização de um direito fundamental.

Informativo Lei 16.165/2024

Durante o Conselho Geral desta sexta (9), a assessoria jurídica do CPERS, representada pelo advogado Marcelo Fagundes, do Escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, e a economista do Dieese, Anelise Manganelli, realizaram uma apresentação visando esclarecer dúvidas sobre o PL 243/2024, já homologado como a Lei 16.165/2024

Entre os principais pontos destacados na explanação estão as(os) servidoras(es) contempladas(os) pela nova Lei: Agentes Educacionais I e II, que passarão a integrar a nova organização da tabela salarial, e aqueles que ficaram de fora da reestruturação: Agentes Educacionais III e IV e os cargos em extinção, que seguem regidos pela Lei 11.407/2000. 

Devido à complexidade da Lei, as assessorias técnicas do Sindicato dedicaram a última semana, desde a aprovação do projeto, para montar um material explicativo que auxilie no esclarecimento de dúvidas da categoria. Este material servirá de base para Plenárias que serão realizadas nos 42 Núcleos do Sindicato. Esses encontros terão como pauta principal a nova Lei e o debate sobre a defesa dos que foram excluídos do projeto. 

Vale ressaltar que o CPERS está convocando as(os) servidoras(es) de escola que ficaram de fora do Projeto de Lei 243, mencionadas(os) acima, a participarem de uma Plenária Online, no dia 17 de agosto (sábado), a partir das 13h30. Em breve, serão divulgadas mais informações sobre como participar deste importante momento. Fique atenta(o) às nossas redes!

>> Confira o conjunto das propostas aprovadas no Conselho Geral desta sexta (9) <<

1 – Realizar as eleições do CPERS/Sindicato nos dias 05 e 06 de novembro de 2024;
2 – Realizar Plenária Virtual, no dia 17 de agosto (sábado), às 14h, para debater com funcionárias(os) que ficaram de fora do PL 243/2024 (Lei 16.165/2024 – aprovada) os próximos passos da luta;
3 – Lutar pelo reajuste salarial para toda a categoria;
4 – Realizar plenárias nos Núcleos para explicar a Lei 16.165/2024;
5 – Os Núcleos devem realizar plenárias com as escolas atingidas pelas PPPs;
6 – Participar do Grito dos Excluídos no dia 7 de setembro de 2024;
7 – Lutar para reduzir o prazo da aplicação do reenquadramento;
8 – Denunciar a carga de trabalho e o desvio de função das(os) trabalhadoras(es) em educação para atender as demandas do UNIBANCO e elaborar parecer jurídico com as atribuições das(os) trabalhadoras(es) em educação;
9 – Denunciar o uso do patrimônio jurídico dos triênios e avanços como parcela de irredutibilidade, como fez com as(os) professoras(es).

Conselho Geral do CPERS
9 de agosto de 2024.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

A remuneração mínima das(os) servidoras(es) estaduais que recebem completivo foi o tema da Audiência da Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), realizada na manhã desta quinta-feira (8). O CPERS esteve presente, representado pelo 2º vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia e a diretora do Departamento das(os) Funcionárias(os) de Escola, Juçara Borges. A atividade contou ainda com a participação de outros expoentes do funcionalismo público estadual.

Em sessão extraordinária realizada no último dia 30 de julho, a ALRS aprovou, por 48 votos a 2, o Projeto de Lei (PL) 243/2024, imposto por Eduardo Leite (PSDB), que reestrutura as carreiras. Apesar do CPERS garantir avanços através da mobilização e luta de toda a categoria, com a incorporação de agentes educacionais que não estavam incluídos no projeto inicial, muitas(os) agentes educacionais, que ainda recebem o completivo – um valor adicional para que o salário da servidora atinja o Salário Mínimo Regional -, e que também estão alocadas(os) em cargos em extinção, foram excluídas(os) do PL, ficando sem reposição salarial.

Na ocasião, o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, destacou a importância dos servidores em todos os órgãos do Estado, destacando a importância das(os) funcionárias(os) de escola nas instituições estaduais de ensino e da necessidade de um reajuste real para essas(es) servidoras(es).

“São os nossos funcionários de escola que entendem o olhar de um aluno e uma aluna que não recebe a alimentação adequada em casa. São eles que têm um olhar atento para abusos e outras situações que os estudantes enfrentam diariamente e que nós, professores, temos dificuldade de identificar dentro das mais de 2.400 escolas deste estado. E tudo isso recebendo um salário básico de R$ 657,00, isso é uma vergonha.  Temos um governo que fala em novas façanhas, mas que segue logrando os educadores diariamente”, ressaltou o dirigente.

“Se o governo quisesse dar um salário digno para os funcionários de escola, ele dava. Pois, os funcionários são reconhecidos como educadores na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. E o Fundeb atual também contempla os funcionários de escola. Então, se o governo não dá um reajuste digno, é porque sabemos qual é o projeto que tem no Rio Grande do Sul, que é de privatização, de entregar tudo que é público para a iniciativa privada”, analisou a diretora do Departamento das(os) Funcionária(os) de Escola do CPERS, Juçara Borges.

Érico Corrêa, presidente da Sindicaixa, frisou que o governo Leite (PSDB) tenta dividir as categorias quando concede um reajuste para algumas servidoras(es) e outras(os) não. “Sindicalista quando tem que defender, tem que defender o todo, e não uma parte. Porque o governo divide, o governo fraciona, mas o sindicato não”, afirmou.

Aurélia Osório, diretora do Sindsepe/RS, também ressaltou que muitas categorias se dividem quando umas são valorizadas(os), através do reajuste salarial, e outras(os) não. “Nós temos dificuldades de entrosamento de colegas em uma secretaria, pois, alguns se sentem desprezados, e o outros prestigiados. E há os deboches, e isso adoece mais ainda os servidores e distancia um colega do outro. Como uma secretaria vai trabalhar 100% com esse tipo de divisão?”, explica Aurélia.

No encerramento, o deputado Pepe Vargas (PT), proponente do encontro, informou que a Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização da ALRS solicitará uma audiência com o governador Eduardo Leite (PSDB) para tratar sobre a situação destas(es) servidoras(es). “Vamos juntos com um representante de cada entidade que participou desta audiência para reivindicar um reajuste salarial para cada servidor que ficou de fora do PL 243”, concluiu Pepe.

A luta continua!

O CPERS está convocando as(os) servidoras(es) de escola que ficaram de fora do Projeto de Lei 243/2024 (Lei 16.165/2024) a participarem de uma Plenária Online, no dia 17 de agosto (sábado), a partir das 13h30. Em breve, divulgaremos mais informações sobre como participar da plenária. Fique atenta(o) às nossas redes!

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES