Nesta quinta-feira (12), foi a vez das educadoras e educadores dos núcleos de Canoas (20º), Gravataí (22º) e Lagoa Vermelha (25º) receberem a Caravana do CPERS em Defesa da Escola Pública e da Democracia. A iniciativa tem levado informações sobre as lutas da categoria para professoras(es) e funcionárias(os) de escola, além de promover escuta e acolhimento às(aos) trabalhadoras(es) da educação.

A Caravana também tem o objetivo de conferir de perto, no chão da escola, a realidade enfrentada pelas instituições da rede estadual, como os problemas de infraestrutura e a falta de profissionais, que acabam gerando sobrecarga de trabalho e contribuindo para o adoecimento físico e mental de quem sustenta, diariamente, a educação pública gaúcha.

Durante as visitas às escolas e os encontros com a categoria, as direções estadual e regionais do Sindicato dialogaram com educadoras(es) sobre as principais demandas das comunidades escolares, entre elas a necessidade urgente de mais investimentos na educação pública, valorização da categoria, a realização de concursos públicos e a nomeação de profissionais para suprir a carência de professoras(es) e funcionárias(os) de escola.

Na Caravana, as(os) dirigentes também mobilizam a categoria para o dia de luta e vigília por valorização salarial, que será realizado na próxima terça-feira (17), a partir das 9h, em frente ao Palácio Piratini.

Nesta data, a Assembleia Legislativa votará o PL 38/2026, que prevê reajuste de 5,4% no subsídio do magistério estadual, conforme portaria do governo Lula (PT). O CPERS estará mobilizado para garantir que esse percentual seja estendido de forma linear a todas(os) as(os) trabalhadoras(es) da educação — professoras(es) e funcionárias(os), da ativa e aposentadas(os), com e sem paridade —  prática já adotada em governos anteriores.

>> Saiba mais: 17 DE MARÇO É DIA DE LUTA PELA VALORIZAÇÃO DE TODA A CATEGORIA

Estudo do DIEESE comprova: há margem financeira e possibilidade dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal para que o reajuste seja concedido a toda a categoria. Por isso, estaremos em vigília durante a tramitação e votação do projeto, cobrando dos parlamentares compromisso real com quem sustenta a escola pública todos os dias.

Para o diretor do CPERS, Leandro Parise, a sobrecarga de trabalho e as obras inacabadas nas instituições é o que mais chama a atenção nesta segunda semana da atividade. “O que temos recebido são muitos relatos sobre o acúmulo de trabalho enfrentado por professores e funcionários, consequência direta da falta de profissionais nas instituições. Também constatamos uma situação preocupante em diversas escolas: obras que começam, mas são abandonadas pelas empresas poucos dias depois, deixando a comunidade escolar sem respostas e com estruturas inacabadas.”

Ao longo das visitas às escolas temos sido muito bem recebidos pela categoria. Esse momento também tem sido importante para que professores e funcionários possam tirar dúvidas e compartilhar as dificuldades do cotidiano escolar. Entre os principais relatos estão a sobrecarga de trabalho, o excesso de burocratização nas escolas e a falta de autonomia pedagógica. Esses temas aparecem com muita força nas conversas e mostram o quanto é urgente valorizar e ouvir quem está todos os dias construindo com a educação pública”, destaca a diretora da entidade, Sandra Santos.

Qual o projeto de educação pública queremos para o futuro do RS?

Em Lagoa Vermelha (25º Núcleo), no período da tarde, foi realizada uma plenária na sede do Núcleo. O espaço reuniu educadoras(es), da ativa e aposentadas(os), para dialogar, trocar informações e compartilhar experiências sobre a realidade das escolas e da educação pública estadual.

Durante os encontros, também foi proposta uma reflexão coletiva: que projeto de educação pública queremos para o futuro do Rio Grande do Sul? Com a aproximação das eleições para presidente, governador e deputadas(os) estaduais, este é um momento fundamental para que a categoria pense e debata os rumos que deseja para a educação e para a sociedade gaúcha.

A diretora do CPERS Sindicato, Vera Maria Lessês, aponta a importância da Caravana como espaço de escuta e construção coletiva com a categoria. “A Caravana tem cumprido o papel de fazer o debate do projeto de escola pública que queremos junto com a nossa categoria. A iniciativa está sendo muito bem aceita nas escolas e, por onde passamos, as educadoras e educadores se posicionam, contribuem e ajudam a enriquecer o debate sobre o futuro da educação pública no nosso Estado ”.

O diretor do Sindicato, Luiz Henrique Becker, destaca que, nas conversas com educadoras e educadores durante as visitas às escolas, tem percebido uma grande preocupação da categoria com as eleições que se aproximam, diante da necessidade urgente de mudança no projeto político para a educação no estado. “A categoria não está aguentando mais tanta sobrecarga de trabalho, aliada à falta de valorização e de perspectiva para o futuro. E quando entramos na questão dos aposentados, a situação também preocupa muito, porque se aposentar hoje se tornou algo extremamente difícil do ponto de vista financeiro.”

No 20º Núcleo (Canoas), estiveram representando a Direção Central do Sindicato as(os) dirigentes Andrea da Rosa, Luiz Henrique Becker e Amauri da Rosa. Já em Gravataí (22º), estiveram presentes as(os) diretoras(es) Mari Andréia Oliveira, Juçara Borges, Elbe Belardinelli e Leandro Parise. No 25º Núcleo (Lagoa Vermelha), as(os) diretoras(es) Joara Dutra, Sandra Silveira, Sandra Santos, Celso Dalberto e Vera Lessês. Todos os roteiros foram acompanhados por representantes dos Núcleos regionais.

A Caravana também tem reforçado a importância da mobilização da categoria diante dos desafios enfrentados pela rede estadual. Ao percorrer diferentes regiões do Rio Grande do Sul, a iniciativa fortalece a organização das(os) trabalhadoras(es) e amplia o diálogo com a sociedade sobre a defesa da escola pública, gratuita, democrática e de qualidade para todas e todos.

A atividade segue percorrendo o estado, levando informação, escuta e mobilização, nesta sexta-feira (13), a Caravana estará nos seguintes núcleos: Osório (13º), Vacaria (30º) e Taquara (32º). Mobilize-se e participe! 

>>> Confiras as escolas visitadas nesta quinta-feira (12):

>>Escolas visitadas em Canoas (20º Núcleo):

> Canoas:
CE Marechal Rondon
IE Dr. Carlos Chagas
EEEM Bento Gonçalves
EEEM  Profª Margot T. N. Giacomazzi
EEEM Affonso Charlier

> Sapucaia do Sul:
IEE Rubén Dário
EEEM Vila Prado
CE Guianuba

>Nova Santa Rita
EEEB Santa Rita

> Esteio:
Colégio Estadual Augusto Meyer
EEEM Bernardo Vieira de Mello

>> Escolas visitadas no 22º Núcleo (Gravataí):

> Gravataí:
EEEF Ponche Verde
EEEM Barbosa Rodrigues

> Viamão:
EEEM Setembrina
Retomada Nhengathu (FEPAGRO)
EEEM Nísia Floresta

> Alvorada:
IEE Júlio César Ribeiro de Souza
CE Castro Alves

> Cachoeirinha:
Retomada Mato do Júlio
EEEM Mario Quintana
IEE Princesa Isabel
EEEM Daniel de Oliveira Paiva (CADOP)

> Glorinha:
EEEM Deoclécio Ferrugem

>> Escolas visitadas no 25º Núcleo (Lagoa Vermelha): 

> Lagoa Vermelha:
EEEM Francisco Argenta (POLI)10h
EEEF Prof Alda De Lourdes Seben Pereira
EEEM Dr. Araby Augusto Nácul
EEEM Presidente Kennedy

> Sananduva:
CE de Sananduva

> Ibiaçá:
EEEM Profª Adelaide Picolotto

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O sexto dia da Caravana do CPERS em Defesa da Escola Pública e da Democracia foi marcado pela reafirmação de uma certeza que ecoa nas escolas de todo o estado: diante dos ataques à educação pública, é na organização coletiva que nasce a força para resistir e transformar. Nesta quarta-feira (11), a Caravana percorreu os núcleos de Passo Fundo (7º), São Leopoldo (14º) e Porto Alegre (39º), visitando cerca de 50 escolas e dialogando com educadoras(es) sobre os desafios enfrentados no cotidiano da rede estadual. Ao longo das atividades, a defesa do caráter público da escola apareceu como uma necessidade urgente, diante do cenário de desmonte da educação, nos últimos anos.

Em Porto Alegre, a agenda contou com um café-reunião que reuniu direções de escolas da região no CE Júlio de Castilhos (Julinho). Estiveram presentes integrantes da Direção Central do Sindicato, e direções do 39º Núcleo (Porto Alegre) e do 20º Núcleo (Canoas). Durante as falas, as direções de escolas apresentaram os principais problemas enfrentados no cotidiano escolar. 

Na atividade, a presidente do CPERS, Rosane Zan, demarcou a posição que cada educadora(or) comprometida(o) com a educação pública deve assumir neste ano eleitoral, diante da amarga situação atual:  “Os tempos são brutos. Acho que todos vocês estão vendo o quanto nós estamos sendo atacados desde 2018, quando o fascismo e a extrema direita passaram a atacar cada vez mais diretamente a classe trabalhadora, e, em especial, nós educadores, que no último período fomos taxados como doutrinadores. Hoje há dois projetos em disputa. E um deles é o projeto daquele que mercantiliza e privatiza a educação, retira direitos, mexe no nosso plano de carreira, desrespeita totalmente os aposentados e amplia a precarização por meio dos contratos emergenciais nas escolas“, argumenta a dirigente. 

A Caravana vem ao encontro da necessidade de organização da categoria, escutando as bases, fortalecendo a mobilização e construindo coletivamente as pautas da nossa luta. Durante a atividade em Porto Alegre, a diretora da EEEF Mané Garrincha, Resplande de Sá, utilizou do espaço para expor o abandono das escolas por parte do governo Eduardo Leite (PSD): “O investimento não chegou. A minha escola foi a primeira escola de turno integral aqui em Porto Alegre, e não vejo nada diferente além da falta de recurso humano e falta de estrutura. Então, quando alguém fala vou abrir o turno integral na minha escola’, eu falo: não abre. Não tem condições para isso. A gente tá sempre trabalhando, sempre funcionando“.

Ao contrário do que o governador divulga para a sociedade, a educação e as(os) educadoras(es) estão longe de serem prioridade para o Estado. Para a diretora do CE Júlio de Castilhos (Julinho), Paola Cavalcante, a valorização das(os) educadoras(es) é uma pauta urgente: “É um absurdo a forma como nos tratam. Ser professora não é uma missão de vida. Eu sou uma profissional e devo ser respeitada como uma profissional. Ninguém está aqui porque está pagando o pecado de outra vida. Então, acho que o trabalho fundamental é fazerem nos respeitar nesse sentido“. 

Durante as visitas, as direções do Sindicato também reforçaram que os problemas encontrados nas escolas se repetem em diferentes regiões do estado. Para a diretora do CPERS, Andrea da Rosa, que esteve na região de São Leopoldo (14º Núcleo), a Caravana tem evidenciado, na prática, aquilo que a categoria já denuncia há anos: o abandono da educação pública pelo governo estadual. “Com a Caravana, estamos confirmando o que há muito tempo denunciamos: a educação pública não é prioridade para o governo Leite. A cada município e a cada escola visitada, os problemas se repetem. Falta infraestrutura, faltam funcionários, faltam professores, mas não faltam cobranças absurdas, metas inatingíveis e sobrecarga de trabalho”, afirma.

Para o diretor Celso Dalberto, o percurso da Caravana cumpre um papel fundamental de denúncia e debate sobre o projeto de educação em disputa no Rio Grande do Sul: “Estamos na segunda semana da Caravana e podemos constatar, diretamente com a categoria, a não-prioridade do governo Leite com a educação. Falta professores, funcionários e estrutura para as escolas. Portanto, a Caravana cumpre esse papel de denúncia e debate sobre qual projeto queremos pro Rio Grande do Sul. Nós não queremos esse projeto de privatização e terceirização, mas sim um projeto de educação pública, de qualidade e gratuita”.

A importância da Caravana está justamente nesse movimento de escuta e construção coletiva. É ao lado das bases, dialogando com educadoras(es) em cada escola, que fortalecemos a organização da categoria e criamos as condições para ampliar nossas mobilizações e arrancar conquistas para a educação pública. Por isso, o CPERS seguirá percorrendo os 42 núcleos do Sindicato, levando adiante esse processo de encontro, debate e fortalecimento da luta. Afinal, é confiando na força da nossa categoria e na convicção de que a educação pública é um caminho para construir um futuro mais justo para o povo, que seguimos em movimento. Nos próximos dias, a Caravana continuará cruzando o estado, levando essa esperança organizada a novas escolas e comunidades.

Nas atividades do 39º Núcleo (Porto Alegre), estiveram presentes a presidente do CPERS, Rosane Zan, a tesoureira Dulce Delan, e as(os) diretoras(es) Juçara Borges, Leonardo Preto, Leandro Parise e Elbe Belardinelli. Em São Leopoldo (14º Núcleo), estiveram presentes o 2º vice-presidente Edson Garcia e as(os) dirigentes Andrea da Rosa e Luiz Henrique Becker. Já em Passo Fundo (7º Núcleo), acompanharam o roteiro as(os) diretoras(es) Vera Maria Lessês, Joara Dutra, Sandra Santos, Sandra Silveira e Celso Dalberto, além de representantes dos Núcleos regionais.

>>> Confiras as escolas visitadas nesta quarta-feira (11):

>> Escolas Visitadas no 7º Núcleo (Passo Fundo):

> Passo Fundo:
EEEM Mario Quintana
CE Joaquim Fagundes dos Reis
EEEF Wolmar Salton
EEEF Gervásio Lucas Annes
EEEM Prestes Guimarães
EEEF Lucille Fragoso Alburquerque
IE Cecy Leite Costa
EEEM Alberto Pasqualine
EEEF Anna Willig
Mato Castelhano:
Escola Indígena Mato Castelhano

> Tapejara:
EEEM Senhor dos Caminhos
EEEM Valeriano Ughini

> Coxilha:
EEEM Visconde de Aráguaia

> Vila Lângaro:
EEEM Marques de Maricá

>> Escolas Visitadas no 14º Núcleo (São Leopoldo):

> São Leopoldo:
IEE Pedro Schneider
EEEM CAIC Madezatti
EEEM Olindo Flores da Silva
EEEM Villa Lobos
EEEF Firmino Acauan
EEEF Dr. Mário Sperb
Ceepro Visconde de São Leopoldo

> Novo Hamburgo:
EEEM Antônio Borges de Medeiros
CE 25 de Julho
CE Eng.º Ignácio Christiano Plang
EEEF no Bairro Santo Afonso
EEEF Jair Henrique Foscarini (Boa Saúde)
EEEF Prof. Alfredo Clemente Pinto

> Portão:
ETE Portão – ETEP
Estância Velha:
CE 8 de Setembro
EEEM 9 de outubro, Portão 

> Ivoti:
EEEB Professor Mathias Schütz

> Campo Bom:
ETE 31 de Janeiro

> Sapiranga:
IEE Sapiranga
IE Cel. Genuíno Sampaio

> Feliz:
EEEF Maria Saturnina Ruschel

>> Escolas Visitadas no 39º Núcleo (Porto Alegre):

CE Inácio Montanha
NEEJA Menino Deus
EEEF Mané Garrincha
EEEM Glicério Alves
EEEF São Caetano
EEEF Vice-Presidente da Fontoura
EEEF Evarista Flores da Cunha
Escola Prisional Miguel Dario
EEEM Paraná
EEEM José do Patrocínio
EEEM Raul Pilla
EEEF Henrique Farjat
EEEM Oscar Tollens
EEEF Sylvio Torres
EEEF Desidério Torquato Finamor
EEEM Presidente Roosevelt

 

 

 

 

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Educadoras e educadores das escolas estaduais do RS, é hora de novamente ocuparmos as ruas e defendermos nossos direitos! Na próxima terça-feira (17), a partir das 9h, em frente ao Palácio Piratini, o CPERS convoca toda a categoria para um grande dia de mobilização e vigília pela valorização salarial.

Na mesma data, a Assembleia Legislativa votará o PL 38/2026, que prevê reajuste de 5,4% no subsídio do magistério estadual, conforme portaria do governo Lula (PT). O CPERS estará mobilizado para garantir que esse percentual seja estendido de forma linear a todas(os) as(os) trabalhadoras(es) da educação — professoras(es) e funcionárias(os), da ativa e aposentadas(os), com e sem paridade —  prática já adotada em governos anteriores.

Estudo do DIEESE comprova: há margem financeira e possibilidade dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal para que o reajuste seja concedido a toda a categoria. Por isso, estaremos em vigília durante a tramitação e votação do projeto, cobrando dos parlamentares compromisso real com quem sustenta a escola pública todos os dias.

Este é um ano decisivo para o futuro da educação pública no Rio Grande do Sul.
A valorização das educadoras e educadores não pode esperar.
Participe, mobilize sua escola e venha para a luta!

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Realizada simultaneamente em 10 países e em 10 estados do Brasil, além do Distrito Federal, entre os dias 9 e 14 de março, a Jornada Continental “Pelo Direito à Migração e em Defesa da Soberania” também terá espaço em Porto Alegre. A capital gaúcha recebe o evento nesta quinta-feira (12), às 19h, na Sala Adão Pretto, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

A jornada é fruto de uma conferência continental realizada ainda em 2025, na Cidade do México, onde representantes políticos, sindicais e de movimentos sociais se reuniram para debater o cenário geopolítico mundial.

A relevância do evento se dá pelo atual momento vivido por imigrantes em todo o mundo, especialmente nos Estados Unidos, onde migrantes têm sofrido perseguições violentas por parte da Immigration and Customs Enforcement (ICE), força que atua sob ordens de Donald Trump.

Além do tema da migração, a jornada também aborda a soberania dos povos. Atualmente, diversos países sofrem sanções econômicas por não se alinharem politicamente a nações hegemônicas.

Pela defesa do direito à migração, pelo fim da violência aplicada contra brasileiras(os), trabalhadoras(es) e estudantes de diversas nacionalidades, e pela soberania de todos os povos, o CPERS é parceiro deste evento.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Com o objetivo de fortalecer a luta por valorização profissional e defender a escola pública e a democracia, apontando os projetos em disputa para a educação nas próximas eleições, o CPERS deu início, nesta terça-feira (10), à segunda semana da Caravana do Sindicato. A mobilização percorrerá escolas dos 42 núcleos da entidade em todo o estado, promovendo diálogo com a categoria sobre os desafios e as perspectivas da educação pública no Rio Grande do Sul, além de construir um diagnóstico da realidade das instituições neste início de ano letivo.

Neste primeiro dia da nova etapa, a Caravana esteve em três regiões: Montenegro (5º Núcleo), Erechim (15º Núcleo) e Porto Alegre (38º Núcleo). Durante as visitas, um problema recorrente voltou a aparecer com força: a insuficiência de trabalhadoras e trabalhadores da educação nas escolas estaduais, cenário que evidencia o abandono e a falta de compromisso do governo Eduardo Leite (PSD) com a rede pública de ensino.

Na EEEB Almirante Bacelar, na capital, a situação é emblemática. A instituição funciona em três turnos, ocupa dois prédios e atende quase 900 estudantes, mas conta com apenas duas funcionárias responsáveis pela limpeza de toda a estrutura. Além disso, faltam professoras e professores de inglês e de ciências nos três turnos.

A presidente do CPERS, Rosane Zan, que acompanhou a agenda em Porto Alegre, ressaltou que a carência de funcionárias e funcionários de escola, especialmente nas áreas de merenda e manutenção, se tornou ainda mais crítica nas instituições de tempo integral. “Isso só comprova o faz de conta que o governo Eduardo Leite e Gabriel Souza querem vender para a sociedade de que a educação pública é prioridade. O CPERS continuará vigilante e denunciando os problemas de infraestrutura das escolas públicas estaduais até que todas essas situações sejam resolvidas”, afirma.

Na região do 5º Núcleo, em Montenegro, o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, destacou que as visitas às escolas também evidenciaram o desgaste enfrentado pelas equipes docentes já no início do ano letivo. Segundo o dirigente, além do excesso de cobranças administrativas e de tarefas burocráticas, como o preenchimento de documentos e planilhas, a Caravana identificou problemas estruturais que impactam diretamente o funcionamento das instituições, entre eles a falta de professoras(es) e funcionárias(os) e até bibliotecas fechadas. “É preciso olhar com mais cuidado para essas demandas, garantindo condições adequadas para que a escola pública cumpra seu papel”, afirmou.

Na região do 15º Núcleo, em Erechim, a diretora do Sindicato, Joara Dutra, destacou que a precarização das condições de trabalho também se reflete na sobrecarga enfrentada pelas(os) profissionais da educação. Segundo ela, o excesso de burocracia e o número insuficiente de servidoras(es) têm provocado desgaste físico e emocional nas equipes escolares. “A realização imediata de concurso público e de nomeações é urgente na rede estadual, onde 60% dos professores são contratados e um percentual ainda maior de funcionários de escola também atua em regime de contratação ou terceirização, já que não há concurso desde 2014”, pontua.

A Caravana mobiliza dirigentes estaduais e regionais do Sindicato em diferentes regiões do estado:

>> Em Porto Alegre (38º Núcleo), participaram da atividade a presidente do CPERS, Rosane Zan, a tesoureira Dulce Delan, e as(os) diretoras(es) Sandra Regio, Leonardo Preto, Amauri da Rosa e Leandro Parise.
>> Em Montenegro (5º Núcleo), estiveram presentes o 2º vice-presidente, Edson Garcia, e as(os) dirigentes Andrea da Rosa, Elbe Belardinelli e Luiz Henrique Becker.
>> Já em Erechim (15º Núcleo), acompanharam o roteiro as(os) diretoras(es) Vera Maria Lessês, Joara Dutra, Sandra Santos, Sandra Silveira e Celso Dalberto, além de representantes dos Núcleos regionais.

Mais do que um conjunto de visitas às escolas, a Caravana se consolida como um instrumento de escuta, mobilização e organização da categoria. A iniciativa busca reunir informações sobre a realidade da rede estadual e fortalecer a luta coletiva em defesa de condições dignas de trabalho e de aprendizagem, fundamentais para garantir um futuro melhor para a educação pública no Rio Grande do Sul.

A mobilização continua nesta quarta-feira (11), quando o roteiro passará pelas regiões dos núcleos de Passo Fundo (7º), Três Passos (27º) e Porto Alegre (39º). A orientação do Sindicato é que educadoras e educadores acompanhem as atividades e participem dos encontros promovidos durante a passagem da Caravana!

>>> Confiras as escolas visitadas nesta terça-feira (10):

>> Escolas visitadas no 5º Núcleo (Montenegro):

> Montenegro:
CE A J Renner
EEEF Januário Correa
ETE São João Batista
EEEF Álvaro de Moraes
EEEF. Tanac
CE Dr. Paulo Ribeiro Campos
EEEF Dr. Jorge G Moojen
CE Ivo Bühler Ciep
EEEF Delfina Dias Ferraz
EEEF Adelaide Sá Brito
EEEF Aurélio Porto
EEEF Osvaldo Brochier

> São José do Sul:
EEEF São José do Maratá

> Harmonia:
EEEF Jacob Hoff

> Brochier:
EEEM Erni Oscar Fauth

> Maratá:
CE Eng. Paulo Chaves

>> Escolas visitadas no 15º Núcleo (Erechim):

EEEM Dr. João Caruso
EEEF Santo Agostinho
CE Haidée Tedesco Reali
EEEF Victor Issler

>> Escolas visitadas no 38º Núcleo (Porto Alegre – Norte):

EE Normal 1° de Maio
CE Cândido José de Godói
IEE General Flores da Cunha
IE Dom Diogo de Souza
IE Rio Branco
CE Arthur da Costa e Silva
EEEM Santa Rosa
EEEB Almirante Bacelar

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

NÃO VENDA A MINHA ESCOLA! Na tarde desta terça-feira (10), a presidenta do CPERS, Rosane Zan, acompanhada por integrantes da assessoria jurídica do Sindicato, esteve na sede do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), em Porto Alegre, para cobrar explicações sobre a decisão que abriu caminho para o avanço das Parcerias Público-Privadas (PPPs) na educação estadual.

O encontro ocorreu com o presidente do Tribunal, Iradir Pietroski, após a sessão plenária realizada em 19 de janeiro, quando o TCE analisou um pedido da Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul (PGE) para cassar a liminar que suspendia o leilão das PPPs voltadas à manutenção de escolas da rede estadual. Na ocasião, Pietroski acatou a solicitação do governo Eduardo Leite (PSD), derrubando a decisão que havia interrompido o processo e liberando o Estado para dar continuidade ao projeto.

Para o CPERS, a decisão representa um grave precedente e ignora os alertas técnicos e jurídicos já apresentados sobre o tema. “Estamos aqui para reforçar a nossa contrariedade à forma arbitrária como vem sendo conduzido esse processo, desrespeitando a Constituição e a Lei que regula a administração democrática das escolas públicas. Nós lutamos pela educação pública e não podemos concordar que o TCE, que é um órgão fiscalizador da despesa pública, permita a entrega das nossas escolas à iniciativa privada”, afirmou Rosane na abertura da reunião.

>> Leia também: CPERS realiza mobilização em frente ao TCE contra as PPPS

A preocupação do Sindicato também se apoia em análises técnicas recentes. Estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) aponta fragilidades econômicas, legais, fiscais e administrativas no projeto de PPP apresentado pelo governo estadual. O levantamento recomenda aprofundamento das análises antes de qualquer contratação, especialmente em relação à viabilidade econômica, à legalidade do modelo de financiamento e aos critérios utilizados para selecionar as escolas que poderão ser incluídas no programa.

Segundo o advogado da assessoria jurídica do CPERS, Marcelo Fagundes, a decisão que derrubou a liminar também levanta questionamentos sobre a condução do processo dentro do próprio Tribunal: “Nos causou estranheza essa decisão. O Conselheiro havia apresentado um parecer baseado nas próprias normas do TCE e a Primeira Câmara havia mantido a tutela cautelar, proibindo a publicação do edital. Acompanhamos esse processo há muito tempo e ele sempre esteve respaldado tecnicamente. Por isso estamos aqui, pedindo que se olhe a questão técnica e o cuidado que essa casa deve ter com o gasto público”, destacou.

Durante a reunião, a assessoria do Sindicato também lembrou que a própria área técnica do TCE já apontou que o modelo de PPPs proposto pelo governo pode sair mais caro para os cofres públicos do que a manutenção direta das escolas pelo Estado — o que, na avaliação do CPERS, contradiz o argumento de eficiência econômica utilizado para justificar o projeto.

Jorge Garcia, também integrante da assessoria jurídica da entidade, reforçou que há indícios de prejuízo à sociedade e desvio de finalidade na proposta. “O alerta do CPERS é para que o Tribunal não permita que avance um projeto que apresenta elementos claros de desvio de finalidade e risco de prejuízo à população”, afirmou.

A partir da agenda desta terça, o CPERS solicitará uma reunião técnica com o TCE para que o DIEESE apresente o estudo sobre o projeto de PPPs, elaborado a partir da análise dos documentos disponibilizados ao órgão e de referências contidas nas manifestações preliminares da auditoria externa do Tribunal.

Para o Sindicato, o debate ultrapassa a esfera administrativa e se insere em uma disputa mais ampla sobre o futuro da educação pública no estado. As PPPs abrem caminho para um processo de privatização disfarçada da rede estadual, que pode comprometer a autonomia das escolas e a gestão pública da educação, em benefício do enriquecimento de empresas privadas.

O CPERS reafirma que seguirá mobilizado nas ruas, nas escolas e nos espaços institucionais para impedir que a educação pública seja transformada em negócio. Seguiremos na luta contra todas as formas de mercantilização e intervenção privada que venham a comprometer a autonomia escolar e o caráter público da educação no Rio Grande do Sul. 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O CPERS manifesta seu veemente repúdio à ação da Brigada Militar na noite desta segunda-feira (9), quando manifestantes foram apreendidos durante um ato realizado em frente ao Consulado dos Estados Unidos, em Porto Alegre. A mobilização, organizada pela Frente Gaúcha em Solidariedade ao Povo Palestino, denunciava os bombardeios e a violência que vitimam populações civis, especialmente crianças e mulheres, além de protestar contra a escalada da guerra e o genocídio em curso.

A repressão policial ocorreu ainda no início da manifestação, quando agentes da Brigada Militar apontaram armas para os participantes e realizaram abordagens e detenções arbitrárias. No momento, agentes da Brigada Militar escolheram “aleatoriamente” o único palestino presente para prender e tentar enquadrá-lo por vários crimes. Os manifestantes que tentaram impedir a prisão foram detidos, entre eles estavam o diretor do CPERS, Guilherme Bourscheid, e a representante do Sindicato no Conselho de Base da CNTE, Neida de Oliveira, que participavam do ato de forma pacífica, exercendo o direito democrático de manifestação.

A ação representa um grave ataque às liberdades democráticas e ao direito de organização e protesto. A criminalização de movimentos sociais e de manifestações políticas é incompatível com um Estado que se pretende democrático, ainda mais quando ocorre diante de um ato legítimo de denúncia contra a guerra, o genocídio e as violações de direitos humanos.

O CPERS reafirma sua histórica defesa da democracia, da liberdade de expressão e do direito à livre manifestação. A entidade repudia com firmeza qualquer forma de opressão, violência ou repressão contra trabalhadoras(es), ativistas e movimentos sociais que se mobilizam em defesa de direitos. Não aceitaremos a criminalização da luta popular e seguiremos firmes ao lado de quem resiste e luta por justiça social, dignidade e direitos para todos os povos.

Não ao genocídio! Do rio ao mar, Palestina Livre! 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Foto: Assufrgs

O CPERS manifesta seu apoio e solidariedade à greve das(os) servidoras(es) técnico-administrativas(os) (TAEs) em Educação da UFRGS, UFCSPA e IFRS, organizada pela ASSUFRGS Sindicato, que teve seu início no dia 26 de fevereiro.

A decisão da categoria, aprovada democraticamente em assembleia, expressa a indignação das(os) trabalhadoras(es) diante do não cumprimento de pontos fundamentais do acordo firmado com o governo federal após a greve de 2024, além da ausência de avanços em pautas estruturais da carreira e da recomposição salarial. Entre as reivindicações estão o reposicionamento de aposentadas(os) e pensionistas, a implementação da jornada de 30 horas sem redução salarial, o reconhecimento de saberes e competências (RSC) e a garantia de uma data-base para negociação permanente.

A mobilização das(os) TAEs faz parte de um movimento nacional que já reúne trabalhadoras(es) de dezenas de universidades e institutos federais em todo o país, condição indispensável para o fortalecimento das instituições públicas de ensino.

O CPERS reafirma que nenhuma universidade, instituto ou escola pública se sustenta sem o trabalho comprometido de suas(seus) servidoras(es). Técnicas(os) administrativas(os), professoras(es) e estudantes são parte de um mesmo projeto de educação pública, gratuita, democrática e socialmente referenciada.

Neste momento de luta, estendemos nossa solidariedade à categoria e defendemos que as reivindicações apresentadas sejam tratadas com seriedade e diálogo. Defender os direitos das(os) trabalhadoras(es) da educação é defender o presente e o futuro do ensino público no Brasil. Quando uma categoria se levanta em defesa de seus direitos, toda a educação avança.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Nesta segunda-feira (9), o CPERS lança o Radar 2026 sobre a realidade das escolas da rede estadual, uma iniciativa que busca ouvir professoras(es), funcionárias(os), estudantes, responsáveis e comunidades escolares de todo o Rio Grande do Sul.

O objetivo é construir um diagnóstico atualizado das condições de trabalho, ensino e infraestrutura nas escolas estaduais, a partir de quem vive o cotidiano da educação pública. As informações coletadas irão fortalecer a atuação do Sindicato na defesa da valorização profissional, de melhores condições de trabalho e de uma escola pública de qualidade.

Nesta edição, o Radar terá foco em três eixos centrais que marcam a realidade das escolas em 2026:

➡️ Déficit de profissionais: falta de professoras(es), funcionárias(os) e especialistas em diversas áreas, impactando diretamente o funcionamento das escolas e o direito à educação.

➡️ Sobrecarga de trabalho e assédio moral: o aumento das demandas, a falta de pessoal e as pressões no ambiente escolar têm afetado cada vez mais a saúde e as condições de trabalho das(os) educadoras(es).

➡️ Problemas estruturais: infiltrações, obras inacabadas, precariedade elétrica e falta de manutenção seguem sendo desafios enfrentados diariamente pelas comunidades escolares.

O levantamento permitirá sistematizar dados concretos sobre a realidade da rede estadual, dando visibilidade aos problemas e fortalecendo a luta do CPERS por políticas públicas que garantam condições dignas de trabalho e aprendizagem.

Todas as informações serão tratadas com sigilo e responsabilidade, e os dados de identificação servirão apenas para assegurar a confiabilidade das respostas.

Os resultados do Radar serão divulgados posteriormente e irão subsidiar ações políticas, denúncias públicas e mobilizações em defesa da educação pública.

Participe! Sua resposta é fundamental para fortalecer a luta coletiva.
Preencha o formulário abaixo e ajude a mostrar a realidade da sua escola!

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Nos 29 primeiros dias de 2026, o Rio Grande do Sul registrou 11 mulheres vítimas de feminicídio. O primeiro mês do ano, que deveria simbolizar recomeços e esperança, foi atravessado pelo luto. Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher,  o Estado já registra 20 mulheres vítimas de feminicídio em 2026. São mães, filhas, irmãs, amigas. São mulheres que deixam famílias devastadas, crianças órfãs e histórias interrompidas de forma brutal.

Não são números. São vidas! E a sociedade não pode, em hipótese alguma, naturalizar essa tragédia.

O feminicídio não é um fato isolado: é a expressão mais extrema de um sistema que historicamente controla, silencia e violenta mulheres. É o desfecho de um ciclo contínuo de agressões físicas, psicológicas, morais e sexuais — muitas vezes dentro de casa, cometidas por companheiros ou ex-companheiros. É a face mais cruel do patriarcado, que insiste em tratar nossas vidas como descartáveis.

Diante desse cenário, o Estado tem a obrigação de proteger. Garantir políticas públicas eficazes de prevenção, acolhimento e segurança não é favor — é dever constitucional. No entanto, o que vemos no Rio Grande do Sul está longe do necessário.

O governador Eduardo Leite (PSD) celebra a recriação da Secretaria da Mulher, mas silencia sobre o fato de que essa conquista é fruto da histórica mobilização do movimento feminista, após a extinção da pasta no governo José Ivo Sartori (MDB). Mais grave: a recriação formal não resolve o problema central: a falta de recursos. De um orçamento estadual de R$ 92 bilhões para 2026, apenas R$ 18 milhões foram destinados à Secretaria Estadual da Mulher. Trata-se de uma escolha política. E escolhas revelam prioridades.

Enquanto o enfrentamento à violência permanecer no campo do discurso, a realidade seguirá sendo escrita com sangue. O número de órfãs e órfãos continuará crescendo. E nós não aceitaremos isso como normal.

Reforçamos que o enfrentamento à violência contra as mulheres também passa, necessariamente, pela educação. É urgente educar meninos com perspectiva de gênero, promovendo o respeito, a igualdade e a autonomia das mulheres desde a infância. Transformar padrões culturais machistas que naturalizam o controle, a agressividade e a desigualdade é parte essencial da prevenção ao feminicídio. A escola tem papel estratégico na construção de novas masculinidades, baseadas no cuidado, na responsabilidade e no reconhecimento das mulheres como sujeitas de direitos.

O CPERS representa uma categoria majoritariamente feminina. Somos milhares de mulheres que constroem a educação pública todos os dias. Por isso, nossa luta é também pela nossa própria vida. O Departamento de Mulheres do Sindicato reafirma: seguiremos mobilizadas, organizadas e incansáveis na exigência de uma resposta firme, coordenada e urgente do Estado.

Não queremos mais desculpas. Queremos ações concretas. Queremos orçamento adequado, políticas efetivas, responsabilização dos agressores e uma rede de proteção que funcione na prática.

A lei está do nosso lado

Conhecer a lei é um passo fundamental para romper o silêncio, exigir proteção e afirmar, com firmeza: nenhuma violência contra a mulher será tolerada.

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), reconhecida pela ONU como uma das legislações mais avançadas do mundo no enfrentamento à violência doméstica, reconhece cinco formas de violência — física, psicológica, sexual, patrimonial e moral — e autoriza a concessão de medidas protetivas de urgência em até 48 horas.

A Lei 13.104, sancionada em 9 de março de 2015 e conhecida como Lei do Feminicídio, classifica o assassinato de mulheres por razões de gênero como crime hediondo no Brasil. Ela altera o Código Penal para incluir o feminicídio como qualificador do homicídio, com penas de 12 a 30 anos, além de aumentar as punições em casos agravantes.

Em 2023, a Lei 14.550/2023 ampliou essa proteção ao permitir a concessão imediata de medidas protetivas, mesmo sem boletim de ocorrência ou inquérito policial, considerando a vulnerabilidade da vítima.

A Lei 14.994/2024 — conhecida como Pacote Anti-Violência — elevou a pena de feminicídio para 20 a 40 anos de prisão, a mais alta prevista no Código Penal. Também foi ampliada a pena para lesão corporal em contexto de violência de gênero, que passou para 2 a 5 anos.

Informar-se, denunciar e exigir a aplicação da lei são passos essenciais para que nenhuma mulher fique desprotegida e para que a violência de gênero seja enfrentada com a seriedade que exige.

A denúncia pode salvar vidas

Se você ou alguma mulher próxima está enfrentando qualquer tipo de violência, existem diversos serviços que podem ajudar. Confira os principais canais:

– Se a violência está acontecendo neste momento, ligue imediatamente para o 190. A Brigada Militar será acionada e enviada ao local para prestar socorro.

– A Central de Atendimento à Mulher, pelo Disque 180, funciona 24 horas por dia. Por meio do serviço, é possível denunciar casos de violência e buscar orientação sobre direitos e locais de apoio. As denúncias podem ser anônimas e serão apuradas. A vítima receberá suporte e, se necessário, poderá ter acesso a medidas protetivas.

– O que fazer quando a violência já aconteceu? A vítima deve procurar a Delegacia da Mulher ou qualquer Delegacia de Polícia para registrar o boletim de ocorrência. O atendimento também está disponível pela Delegacia Online, possibilitando o registro de agressões sem a necessidade de comparecimento presencial.

Denunciar é romper o silêncio. E romper o silêncio salva vidas.
Basta de feminicídios!

SEGUIMOS JUNTAS, VIVAS, LIVRES E SEM MEDO, TRANSFORMANDO A DOR EM LUTA E A INDIGNAÇÃO EM MOBILIZAÇÃO. NENHUMA A MENOS!

Departamento de Mulheres do Sindicato

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES