Na manhã desta quinta-feira (3), as entidades que compõem a Frente dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul se reuniram na sede do Sindicaixa, em Porto Alegre, para discutir estratégias de mobilização em defesa da valorização salarial das diversas categorias do funcionalismo estadual. O encontro contou com a participação do CPERS, representado pela presidente, Rosane Zan, e pela secretária-geral, Suzana Lauermann.

Durante a reunião, as entidades reforçaram a importância da solidariedade como principal motor da luta, destacando que a união das categorias é essencial para conquistar os direitos e garantir condições dignas às(aos) servidoras(es).

“O governo cria uma divisão na base das categorias, que atinge as mais diferentes frentes de sindicatos. É a nossa unidade que vai fazer a força e mostrar para a sociedade a verdadeira face do Leite”, destacou a presidente do CPERS, Rosane Zan.

>> Confira, abaixo, os principais temas debatidos na reunião: 

> Unidade na luta pela Revisão Geral Anual

A revisão geral anual é um direito constitucional das(os) servidoras(es) públicas(os) do RS e visa repor as perdas salariais acumuladas ao longo dos anos devido à inflação. Algumas categorias estão há mais de uma década sem reajuste, inclusive as(os) educadoras(es), que amargam os piores salários do Estado. Apesar das diferenças estruturais e salariais entre as categorias, há consenso de que a luta conjunta é essencial para garantir a valorização necessária.

A ausência da reposição inflacionária, além de ser uma defasagem financeira, também fere o princípio constitucional da irredutibilidade salarial, uma vez que a perda do valor real dos vencimentos representa, na prática, uma redução salarial.

Vale destacar que, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o Rio Grande do Sul está abaixo do limite prudencial de gastos com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). No último quadrimestre de 2024, o comprometimento da Receita Corrente Líquida com despesas de pessoal foi de 43,69%, inferior ao limite prudencial de 46,55% e ao teto de 49%.

Uma simulação elaborada pelo DIEESE indicou que há espaço fiscal para um aumento salarial nominal de até R$ 3,1 bilhões, sem ultrapassar o limite imposto pela LRF.

> Outras pautas essenciais

A defesa de um IPE Saúde com atendimento de qualidade para todas(os) as(os) servidoras(es) e o fim do confisco previdenciário foram temas amplamente debatidos, visto que impactam diretamente na vida das(os) trabalhadoras(es) do setor público.

> Adoecimento e desvalorização do funcionalismo

As(os) participantes também destacaram as consequências da desvalorização das categorias, como o adoecimento das(os) servidoras(es) e a redução na oferta de serviços públicos de qualidade. 

>> Encaminhamentos da reunião: 

  • Articular reuniões com o presidente da Assembleia Legislativa, Pepe Vargas (PT), e com o líder do governo na Casa, Frederico Antunes (PP), para debater a revisão geral dos salários.
  • Participar ativamente das atividades do 1º de maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora.
  • Lançar a campanha de Iniciativa Popular em maio.
  • Realizar um Ato Público Estadual Unificado em maio.
  • Participar da Marcha das Três Esferas, que ocorrerá em 29 de abril, em Brasília.
  • Intensificar a presença da Frente dos Servidores Públicos nas redes sociais, através da criação de um podcast.

Com uma agenda de mobilização intensa e o fortalecimento da unidade entre as(os) servidoras(es), a Frente busca avançar na luta por direitos e garantir condições dignas de trabalho para todas as categorias do funcionalismo público do Rio Grande do Sul.

>> Confira mais fotos da reunião: 

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A tarefa de escuta, troca e articulação sindical executada pela #CaravanaDoCPERS2025  vem produzindo difíceis constatações que educadoras e educadores, bem como estudantes e responsáveis, gostariam que fossem irreais. O cotidiano da educação gaúcha, tão distante do que a propaganda do governador Eduardo Leite (PSDB) ostenta, evidencia uma conjuntura de abandono das instituições de ensino indígenas e de extrema lentidão na reconstrução dos prédios educacionais abalados pela enchente.

Nesta quarta-feira (2), a Direção Central do CPERS, na companhia de diversas(os) dirigentes regionais do Sindicato, esteve nos núcleos de Estrela (8º), Carazinho (37º) e Gravataí (22°) dialogando com a categoria e convocando professoras(es) e funcionárias(os) para a Assembleia Geral, que acontece no dia 11 de abril, a partir das 13h30, em Porto Alegre.

>> Clique aqui para saber como participar!

Escolas indígenas estão desamparadas sobre a gestão de Leite 

Em Viamão (22º), na Região Metropolitana, a EEIEM Karai Arandu luta há oito anos pela construção de três salas de aula capazes de contemplar todas(os) as(os) educandas(os) da Aldeia Guarani Cantagalo. Além disso, a comunidade reivindica uma estrutura que respeite a cultura dos povos originários, com espaços arredondados e de barro, ao invés de uma escola quadrada, desconectada das tradições indígenas.

“O governo não valoriza a educação e o rico trabalho que fazemos aqui. A gente só se sente desvalorizado e desmotivado trabalhando para o Estado”, desabafa o professor de física, Gustavo Andrade. 

Na retomada Nhen’engathu, também em Viamão, 60 estudantes se dividem em duas barracas de lona para assistir às aulas. A instituição improvisada não tem sequer cadeiras, classes e quadros. “Crianças sem merenda escolar e tendo aulas dentro de barracas, sem nenhuma orientação concreta dada pela Secretaria da Educação. Vamos repassar essas questões para a Seduc, exigindo o encaminhamento de decisões que solucionem esse descaso com a educação pública e com nossos professores, funcionários e alunos Guarani”, informa o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia. 

Indignados com a situação que encontraram nos territórios indígenas, Edson e o diretor Leandro Parise marcaram para quinta-feira (3) uma audiência entre a Assessoria Jurídica do CPERS e o professor na Aldeia Nhen’engathu, Eloir de Oliveira. “O governo do Estado usa marketing para promover sua política na área de educação, mas esquece do básico e do grande número de escolas que representam os povos originários. Queremos que a Seduc solucione esse problema o mais rápido possível”, reivindica Leandro.  

Os dirigentes passaram ainda pela EEEM Setembrina, pela EEEM Brigadeiro Antônio Sampaio e pelo CE Antônio de Castro Alves, também na região do 22º Núcleo, acompanhados da diretora-geral do Núcleo, Rosane Jardim, da vice-diretora, Julia Monteiro, do secretário, Marco Sozo e do diretor José Henrique Fontoura. 

No Vale do Taquari, escolas de cidades arrasadas pela enchente permanecem destruídas

A EEEB Padre Fernando, localizada em Roca Sales (8º Núcleo), precisou trocar de prédio ainda em 2023, quando a cheia do Rio Taquari provocou uma primeira enchente na cidade. Desde outubro daquele ano, a escola encontra-se hospedada nas dependências cedidas pela Igreja Matriz São José, onde 215 alunas(os) estão em salas improvisadas, algumas apenas com uma janela. 

O CE Presidente Castelo Branco, de Lajeado (8º Núcleo), também está com suas atividades limitadas desde 2023, ou seja, antes ainda da inundação histórica de maio do ano passado. Enquanto parte das(os) estudantes têm aula em ambientes emprestados pela Universidade do Vale do Taquari (Univates), a reforma da escola caminha a passos lentos. Durante a visita do CPERS nesta quarta, somente um trabalhador da empresa contratada estava no local.

“Hoje pudemos constatar o descaso dos municípios e do Estado em relação à construção das escolas atingidas pelas enchentes. Atualmente, alunos, professores e funcionários estão em outros espaços, em geral, bastante precários”, revelou a diretora do Sindicato, Sandra Regio.

Ao final do dia, na EEEB Érico Veríssimo, também em Lajeado, a categoria ainda se reuniu em plenária para encaminhar as discussões que serão levadas à Assembleia Geral. 

Junto de Sandra, o diretor Leonardo Preto Echevarria denunciou as condições de trabalho das(os) educadoras(es) gaúchas(os) na Rádio Encantado. Ademais, ambos viajaram por Estrela, Encantado e Arroio do Meio, encontrando-se com servidoras(es) da EEEB Vidal de Negreiros, EEEF Moinhos, EEEF Moisés Cândido Veloso, EEEF Fernandes Vieira, EEEF São João Bosco, EEEF Carlos Fett Filho, EEEF Antonio de Conto, IEE Monsenhor Scalabrini e EEEM Guararapes. Representando a direção do 8º Núcleo, acompanharam o roteiro a diretora-geral, Luzia Regina Pereira Herrmann, e a diretora, Sabrina Silva dos Santos.

No 37º Núcleo, crianças Kaingang aguardam professores há quase dois anos

As diretoras Sandra Santos, Juçara Borges, Vera Lessês e o diretor Celso Dalberto percorreram oito municípios pertencentes ao 37º Núcleo do CPERS (Carazinho) para ouvir educadoras(es) que trabalham em escolas de ensinos fundamental, médio e profissional da região. Em Santa Bárbara do Sul, no CE Blau Nunes e na EEEF 19 de Novembro, o Sindicato realizou um importante debate com as professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), sobre a crescente sobrecarga de trabalho, a farsa do Adicional de Penosidade, o cruel desconto previdenciário e a luta pela valorização salarial e profissional.

Além de mobilizar as(os) trabalhadoras(es), o grupo de diretoras(es) esteve na Aldeia Fag Pá Tŷ În, em Carazinho, onde 28 estudantes Kaingang estão sem aulas por falta de professoras(es) desde 2023. O pedido para a contratação de docentes foi feito há 2 anos, mas até o momento não houve solução efetiva por parte das autoridades. Diante da demora e da incerteza, a comunidade acionou o Ministério Público e aguarda uma resposta oficial. No entanto, a tramitação do pedido já dura mais de 20 dias sem avanço. 

A comunidade reivindica uma solução imediata, como a contratação emergencial de professoras(es) que já moram na aldeia. “A educação indígena precisa ser respeitada. Não podemos mais esperar”, enfatiza Salmista Carvalho, cacique da Aldeia Fag Pá Tŷ În.

A falta de ação do poder público reforça a negligência histórica com a educação indígena no Brasil e no Rio Grande do Sul, colocando em risco o futuro dessas crianças e desrespeitando seus direitos fundamentais. “Até agora, só promessas e nenhuma assistência aos Kaingang. Já estamos em 2025 e os alunos continuam sem aula e fora da escola. O CPERS somará forças para conseguir trazer o mínimo que é de direito dessas crianças, que é a educação indígena” comunica Sandra Santos. 

A equipe ainda registrou sua passagem pela localidade nas rádios Simpatia e Gazeta, criticando o péssimo trabalho da administração estadual. Participaram do roteiro a diretora-geral do 37° Núcleo, Adelia Menezes dos Santos, a vice-diretora, Claudia Regina Schaffer, a secretária, Gelci Teresinha Quevedo Agne, a tesoureira, Dulce Terezinha Silveira Rocha, as diretoras, Liciane Teresinha Piasson e Rosangela Kempf Raber, os diretores, Jacir Antonio Martins e Renan Mattos dos Santos, as aposentadas Adriana Maria Rossetto Foschera e Lizete Terezinha Dal Pra, a representante 1/1000, Sandra Ivanir Schmaedecke Lisboa, a sua suplente, Marines da Rocha e a representante municipal de Santa Bárbara do Sul, Lenira Fatima Soares. 

Nesta quinta (3), o Sindicato segue com a agenda de visitas nas regiões de Passo Fundo (7° Núcleo), Montenegro (5° Núcleo) e Porto Alegre/Norte (38° Núcleo).

>> Confira a lista de escolas visitadas nesta quarta-feira (2):

> Gravataí (22º Núcleo): 

  1. EEEM SETEMBRINA (Viamão)
  2. EEIEM KARAI ANDARU (Viamão)
  3. EEEM BRIGADEIRO ANTÔNIO SAMPAIO (Alvorada)
  4. CE ANTÔNIO DE CASTRO ALVES (Alvorada)

> Estrela (8º Núcleo):

  1. EEEB VIDAL DE NEGREIROS (Estrela)
  2. EEEF MOINHOS (Estrela)
  3. CE PRESIDENTE CASTELO BRANCO (Lajeado)
  4. EEEF MOISES CANDIDO VELOSO (Lajeado)
  5. EEEF FERNANDES VIEIRA (Lajeado)
  6. EEEF SÃO JOÃO BOSCO (Lajeado)
  7. EEEF CARLOS FETT FILHO (Lajeado)
  8. EEEF ANTONIO DE CONTO (Encantado) 
  9. IEE MONSENHOR SCALABRINI (Encantado) 
  10. EEEB PADRE FERNANDO (Roca Sales) 
  11. EEEM GUARARAPES (Arroio do Meio) 
  12. EEEB ÉRICO VERISSIMO (Lageado)

> Carazinho (37º Núcleo):

  1. IEE JÚLIA BILLIART (Chapada)
  2. EEEF ISRAELINA MARTINS SILVEIRA (Chapada)
  3. EEEB JOSÉ GOMES PORTINHO (Coqueiros do Sul)
  4. EEEM ALMIRANTE TAMANDARÉ (Almirante Tamandaré do Sul) 
  5. EEEM PAULO FRONTIN (Carazinho)
  6. IEE SÃO FRANCISCO SOLANO (Não-Me-Toque)
  7. EEEF GENY VIEIRA DA CUNHA (Não-Me-Toque)
  8. EEEB DR. JOSÉ MARIA DE CASTRO (Victor Graeff)
  9. EEEB ÉRICO VERÍSSIMO (Carazinho)
  10. EEEB ALFREDO FERRARI (Saldanha Marinho) 
  11. CE BLAU NUNES (Santa Bárbara dos Sul)
  12. EEEF 19 DE NOVEMBRO (Santa Bárbara dos Sul)
  13. EEEF  CARLINDA DE BRITTO (Carazinho)
  14. EEEM ERNESTA NUNES (Carazinho)
  15. EEEF  MANUEL ARRUDA CÂMARA (Carazinho)
  16. EEEP DE CARAZINHO (Carazinho) 
  17. IEE CRUZEIRO DO SUL ONIVA DE MOURA BRIZOLA (Carazinho)
  18. EEEM  MARQUÊS DE CARAVELAS (Carazinho)

>> Confira mais fotos das visitas: 

>> Gravataí (22° Núcleo): 

>> Estrela (8° Núcleo): 

>> Carazinho (37 Núcleo): 

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O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta terça-feira (1º), os pré-selecionados na lista de espera para bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni) do primeiro semestre de 2025.

Os candidatos já podem conferir online o resultado da seleção no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na aba do ProUni com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha da conta da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

O ProUni oferta bolsas de estudo integrais (100%) e parciais (50%) do valor da mensalidade em cursos de graduação de instituições de educação superior privadas. O público alvo do programa são as(os) estudantes brasileiras(os) sem diploma de nível superior.

Prazo

Todo o processo é gratuito e as informações oficiais são divulgadas nos canais de comunicação do MEC.

Quem estiver na lista de espera do Prouni 2025/1 divulgada nesta terça-feira (1°) deverá comparecer à faculdade privada escolhida de 1º a 11 de abril, para comprovar as informações prestadas no momento da inscrição.

A instituição de ensino superior define se a entrega da documentação pode ser feita virtualmente ou de forma presencial na própria faculdade onde a(o) candidata(o) foi selecionada(o).

De acordo com o edital do Prouni 2025/1, entre os documentos exigidos das(os) estudantes estão o de identificação da(o) candidata(o) e dos membros do grupo familiar, além dos comprovantes de residência; de onde cursou o ensino médio; de rendimentos; e quando for o caso, se é professora(or) da educação básica, se houve separação, divórcio ou óbito dos pais; ou se é pessoa com deficiência.

Para ser beneficiária(o) das bolsas integrais, a(o) inscrita(o) deve ter a renda familiar bruta mensal por pessoa até um salário mínimo e meio, atualmente R$ 2.277. No caso de bolsas parciais (50%), a(o) candidata(o) deve comprovar que a renda familiar bruta mensal per capita não ultrapassa três salários mínimos (R$ 4.554).

As instituições de ensino ainda podem fazer exigências adicionais.

Prouni 2025/1

Nesta primeira edição do Prouni, foram ofertadas 338.444 bolsas em 403 cursos de 1.031 instituições privadas por todo o país. Dessas bolsas, 203.539 são integrais e 134.905 parciais.

A edição de 2025 do Prouni teve 1,5 milhão de inscrições, sendo que cada participante pode escolher até dois cursos para concorrer à bolsa.

Na primeira chamada do Prouni 2025/1, divulgada no início de fevereiro, 197.080 estudantes foram pré-selecionadas(os). Na segunda chamada, no fim de fevereiro, foram convocadas(os) 86.373 pré-selecionadas(os).

Este ano, o Prouni comemora 20 anos de existência, com mais de 3,4 milhões de estudantes beneficiadas(os).

Informações: Agência Brasil
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lançou uma nota, na última segunda-feira (31), manifestando preocupação e indignação com o atraso na divulgação dos microdados do Censo Escolar 2024 e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2023. Os dados deveriam ter sido disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) em 31 de janeiro de 2025, conforme previsto em portarias oficiais.

De acordo com a CNTE, já se passaram 229 dias desde o prazo estipulado para a publicação dos microdados do Saeb e 59 dias do Censo Escolar. O atraso compromete o acompanhamento das políticas educacionais e afeta a formulação e o ajuste de medidas voltadas à valorização das(os) profissionais da educação básica.

A entidade cobra a imediata disponibilização dos dados pelo INEP, ressaltando que a falta de transparência prejudica a gestão da educação pública no país.

>> Confira a nota completa abaixo: 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) manifesta profunda preocupação e indignação com o atraso significativo na divulgação dos microdados do Censo Escolar 2024 e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2023, que deveriam ter sido disponibilizados em 31 de janeiro de 2025, conforme consta na Portaria n.º 181, de 15 de maio de 2024, e 14 de agosto de 2024, respectivamente, conforme previsto na Portaria n.º 267, de 21 de junho de 2023 (DOU n.º 132, seção 1, páginas 22 e 23).

Ressaltamos que já se passaram 229 dias desde o prazo previsto para a publicação dos dados do Saeb e 59 dias do Censo Escolar, prejudicando severamente o acompanhamento sistemático e transparente das políticas públicas educacionais no país.

Esses dados são essenciais para avaliar a educação básica no país, especialmente no que diz respeito às condições de trabalho e valorização dos profissionais da educação básica.

A ausência injustificada desses microdados compromete gravemente o monitoramento necessário à formulação e ajuste das políticas voltadas à educação pública e seus trabalhadores. Dessa forma, reivindicamos ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) a imediata disponibilização dos microdados pendentes, garantindo transparência e compromisso público com a educação brasileira.

Brasília, 31 março de 2025.
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE

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Educação pública em foco! A Caravana do CPERS, que percorre os 42 núcleos do Sindicato, iniciou sua última semana de visitas às escolas da rede estadual, nesta terça-feira (1°), dialogando com educadoras(es) de quase 60 escolas das regiões de Palmeira das Missões (40° Núcleo), Osório (13° Núcleo) e Porto Alegre (39° Núcleo).

O movimento tem como objetivo escutar a comunidade escolar, denunciar a sobrecarga de trabalho e as precárias condições das instituições de ensino da rede, além de mobilizar a categoria para a Assembleia Geral da entidade, marcada para o dia 11 de abril, em Porto Alegre. 

Entre os principais temas abordados na Caravana estão a luta por uma escola pública de qualidade, com infraestrutura adequada, condições dignas de trabalho e ensino, além da valorização salarial para todas(os) as(os) trabalhadoras e trabalhadores da educação, sejam da ativa ou aposentadas(os). O CPERS também denuncia o avanço das Parcerias Público-Privadas (PPPs) como uma tentativa de privatizar a gestão das escolas, comprometendo o caráter público, gratuito e democrático da educação.

“Estamos indo às escolas para mostrar a realidade que o governo Leite tenta esconder: prédios sucateados, falta de profissionais, insegurança e salários arrochados. Não vamos aceitar a política de privatização da educação por meio das PPPs e nem a humilhação que é receber um salário indigno para quem dedica a vida ao futuro do Rio Grande do Sul”, afirma a presidente do CPERS, Rosane Zan, que hoje visitou escolas de Porto Alegre. 

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, destaca a importância da Caravana e a proximidade com a categoria. “Mais uma vez temos êxito em uma Caravana. Cada momento que participamos de debates, ouvindo os colegas nas escolas, faz com que apresentemos com nitidez as informações que eles ainda não tinham. Faz também com que questões que são estruturantes para a nossa luta se tornem comum e entendidas por todos, e faz com que a gente tenha unidade para as próximas lutas e ações do Sindicato”, afirmou o dirigente.

Passagem da Caravana por Porto Alegre denuncia abandono estrutural e situação alarmante das escolas da capital 

A passagem da Caravana do CPERS por escolas da zona sul de Porto Alegre, região do 39º Núcleo do Sindicato, evidenciou uma série de problemas graves, como salas interditadas, risco de desabamento, assaltos frequentes e falta de investimentos em melhorias estruturais.

Entre as escolas da região, diversas fazem parte do programa de Parcerias Público-Privadas (PPPs), uma tentativa do governo Leite (PSDB) de privatizar a gestão das escolas. O CPERS é contra essa iniciativa e defende que os investimentos sejam aplicados diretamente nas escolas públicas, garantindo infraestrutura e qualidade no ensino, e não direcionados ao setor privado, onde os interesses do mercado se sobrepõem às necessidades das(os) estudantes e das(os) educadoras(es).

“No Rio Grande do Sul, assim como em outros estados, a privatização da educação pública já é uma realidade. Ela se dá através da entrega de recursos públicos para as mais variadas empresas: de informática, através das plataformas virtuais, empreiteiras, empresas de alimentação e também para as fundações privadas, com oferta de programas e projetos educacionais. No entanto, no ano passado, o governador Eduardo Leite recebeu o aval do Legislativo para vender escolas através das PPPs. Desde então temos debatido com a comunidade escolar e a nossa categoria o que isto significa para a escola pública. Não só a gestão administrativa, mas também a pedagógica terá o caráter empresarial”, enfatiza a diretora do CPERS, Vivian Zamboni, que acompanhou o roteiro na região. 

A EEEF Desidério Torquato Finamor enfrenta dificuldades estruturais há anos. Duas salas estão interditadas desde 2022 devido a goteiras e problemas na rede elétrica, que aguarda manutenção há quase uma década. A situação se agrava a cada chuva, com vazamentos que atingem até o refeitório. “Nos limita absolutamente em tudo. Tem coisas que a gente quer fazer e não consegue”, lamenta Giany Rodrigues, diretora da escola.

No IEE Paulo da Gama, a situação é ainda mais crítica: o prédio principal está em risco de desabamento e foi interditado em março deste ano. Sem perspectivas de obras, as(os) estudantes foram realocadas(os) para outra estrutura dentro da escola. Já são 15 anos esperando por reformas e perdendo alunas(os).

A EEEF Jerônimo de Ornelas sofreu dois assaltos apenas no último mês de março, além de um roubo ocorrido em 2023. Os criminosos levaram equipamentos eletrônicos e até alimentos da merenda escolar. Apesar dos boletins de ocorrência e da comunicação com a Coordenadoria Regional de Educação (CRE), a direção da escola segue sem respostas sobre um reforço na segurança. “Pedimos vigilância 24 horas e não tivemos retorno”, afirma a diretora Ana Maria Batista.

A EEEM Pe. Rambo enfrenta dificuldades para modernizar a rede elétrica, impedindo a instalação de ar-condicionado nas salas de aula. “Há três anos esperamos uma solução. O governador Eduardo Leite fala que está tudo perfeito, mas essa não é a realidade”, critica Isabel Fraga, diretora da escola.

Já na EEEF Afonso Guerreiro Lima, a falta de um ginásio coberto prejudica as aulas de educação física. A obra, iniciada em abril de 2024, foi interrompida no mesmo mês, e a vegetação tomou conta do pátio.

A comitiva da Caravana do CPERS em Porto Alegre foi composta por Rosane Zan (presidente), Edson Garcia (2° vice-presidente), Vivian Zamboni (diretora) e Leandro Parise (diretor), além das representantes do 39° Núcleo, Neiva Lazzatto (diretora) e Leonor Ferreira (vice-diretora). 

Na região de Palmeira das Missões, Caravana do CPERS encontra condições precárias e sobrecarga de trabalho

Em uma série de visitas a quase 30 escolas estaduais da região de Palmeira das Missões (40° Núcleo), o CPERS ouviu relatos angustiantes de professoras(es) e funcionárias(os) que enfrentam condições precárias de trabalho, salários defasados e uma carga mental e emocional insustentável. A realidade contrasta drasticamente com o discurso do governo Eduardo Leite (PSDB), que insiste em negar a crise na educação.  

As(os) educadoras(es) das escolas visitadas foram unânimes em afirmar que ser educador virou uma profissão de alto risco para a saúde mental. Além disso, o Adicional de Penosidade não se traduziu em melhorias salariais reais, deixando funcionárias(os) de escola indignadas(os) e angustiadas(os).  

“Hoje, em visita às escolas do Núcleo de Palmeira das Missões, o que mais ouvimos dos funcionários foi a frustração em relação ao Adicional de Penosidade, que receberam e foram descontados. Fora isso, os descontos do IPE Saúde e do Imposto de Renda também fazem minguar o salário, fazendo com que os Agentes Educacionais não compreendam seus contracheques”, destacou a diretora do CPERS, Juçara Borges, que acompanhou a passagem por escolas da região.

Na EEEM Dr. Dorvalino Luciano de Souza, em Cerro Grande, o telhado está comprometido. Em dias de chuva, as salas alagam; em dias de calor, o problema fica escondido, mas o risco permanece. 

Já na EEEM Olímpio Garibaldi Vilarinho, em Sagrada Família, a rede elétrica só funciona graças à mobilização da comunidade, que arcou com os custos da troca de fiação após constantes quedas de energia – inclusive quando o ar-condicionado era ligado.  

Na EEEM Padre José Anchieta, em São Pedro das Missões, a enturmação nas séries iniciais foi apontada como um desastre. Professoras(es) lidam com turmas heterogêneas, sem condições de oferecer um ensino adequado, deixando educadoras(es) sobrecarregadas(os) e exaustas(os). Além disso, na instituição de ensino falta monitor e também há a necessidade urgente de uma quadra coberta.

Na EEEB Padre Francisco Goettler, em Jaboticaba, educadoras(es) também desabafaram sobre as Horas de Atividade Extraclasse (AE), que têm sobrecarregado a categoria. Além disso, a necessidade de biblioteca e laboratório de informática são demandas antigas, mas o governo não libera recursos. Enquanto isso, a carga de trabalho só aumenta, e o salário perde valor a cada ano.

Também acompanharam o roteiro na região de Palmeira das Missões as representantes da Direção Central, Sandra Santos (diretora) e Vera Lessês (diretora), além do diretor, Celso Dalberto. Pelo Núcleo, participaram a diretora-geral, Thais Brizola, o vice-diretor, Gerri Sawaris, a secretária, Ercilia Lemes, as diretoras Roselei Santi, Zilo Schmitiz, Beloni Dal Moura e Daniela Sganzerla, e ainda as representantes de aposentadas(os), Marisa Costa e Neuza Lopes, e a agente educacional, Mara de Souza.

Escolas do Litoral Norte do RS recebem a Caravana do CPERS em defesa da educação pública

A Caravana do CPERS passou pela região do 13º Núcleo (Osório), mobilizando a categoria e ouvindo as demandas das(os) trabalhadoras(es) da educação. A iniciativa contou com a presença da Direção Central, representada pela diretora Sandra Régio, a diretora Sandra Silveira e o diretor Leonardo Preto, bem como da Direção do 13º Núcleo, liderada por Marli Aparecida de Souza (diretora-geral), acompanhada por Lucia Nunes dos Santos (Representante de aposentados), Sérgio Moacir Job Lima (Representante 1/1000) e Marcio Dejalmo da Mota (representante municipal).

Durante a passagem pela região, foram visitadas 15 escolas. Entre os relatos colhidos, um dos destaques foi a situação da E.E.E.B. Herlita Silveira Teixeira, um CIEP com uma estrutura imensa, mas que enfrenta sérios desafios devido à falta de autonomia para realizar consertos necessários. A burocracia do Estado impede a gestão eficiente do espaço, comprometendo as condições de trabalho e aprendizagem.

Além disso, professoras(es) e funcionárias(os) relataram a intensa sobrecarga de trabalho causada pela exigência de preenchimento de planilhas e relatórios constantes, o que reduz o tempo dedicado ao trabalho pedagógico em sala de aula. “As educadoras, mais uma vez, demonstraram sua insatisfação com a intensa sobrecarga de trabalho a que estão sendo expostas, com planilhas e mais planilhas, o que faz com que acabem deixando de lado o fazer pedagógico. As mentorias cobrando indicadores e mais indicadores, ao mesmo tempo que o governo não investe realmente na educação pública. A categoria demonstrou que as promessas do governo Leite são bem diferentes das suas propagandas”, afirmou o diretor do CPERS, Leonardo Preto.

A visita também contou com a cobertura da Rádio Osório, garantindo que as vozes da categoria fossem ouvidas pela comunidade local. 

Mobilização rumo à Assembleia Geral

Com denúncias graves de abandono estrutural, sobrecarga de trabalho e desvalorização das(os) profissionais da educação, a Caravana do CPERS reforça a necessidade de uma grande mobilização na Assembleia Geral do dia 11 de abril, em Porto Alegre. Neste dia, definiremos os próximos passos da luta para exigir do governo Leite (PSDB) soluções concretas e o fim das políticas de privatização da educação pública. Clique aqui, contate seu Núcleo e mobilize-se!

Nesta quarta (2), o Sindicato segue com a agenda de visitas nas regiões de Carazinho (37º Núcleo), Estrela (8º Núcleo) e Gravataí (22º Núcleo), ampliando a mobilização em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade para todas e todos.

>> Confira as escolas visitadas nesta terça (1º): 

> Palmeira das Missões (40° Núcleo): 

  1. EEEB Padre Francisco Goettler (Jaboticaba)
  2. EEEM Angelo Beltramin (Pinhal) 
  3. EEM Dr. Dorvalino (Cerro Grande) 
  4. EEEM Lucila Nogueira (Boa Vista das Missões)
  5. EEEM Olímpio Garibaldi Vilarinho (Sagrada Família)
  6. EEEM Eugênio Korsack (Lajeado do Bugre)
  7. EEEM Padre José Anchieta (São Pedro)
  8. EEEM São José (Constantina)
  9. EEEM Gottfried Thomas Westerich (Novo Xingu)
  10. EEEFM Dr. Liberato (Liberato Salzano)
  11. EEEM Floriano Peixoto (Engenho Velho)
  12. EEF Dr. João Carlos Machado (Sarandi)
  13. EEEM Dr. Aldo Conte (Sarandi)
  14. EEEF Padre Manoel Gonzales (Distrito de Barreirinho/Sarandi)
  15. CEEB Conde D’Eu (Rondinha) 
  16. EEEM Antônio Mathias Anschau (Nova Boa Vista)
  17. EEEM São João Batista (Novo Barreiro)
  18. EEEF Vila Velha (Palmeira das Missões)
  19. IEE Borges do Canto (Palmeira das Missões)
  20. EEEB Palmeira das Missões (Palmeira das Missões)
  21. EEEFPresidente João Goulart – CIEP (Palmeira das Missões)
  22. EEEF Carimela Bastos (Palmeira das Missões)
  23. EEEF Cacique Neenguiru (Palmeira das Missões)
  24. EEEM Venina Palma (Palmeira das Missões)
  25. CE Três Mártires (Palmeira das Missões)
  26. EEEF Erci Vargas (Palmeira das Missões)
  27. EEEB Antonio João Zandona (Barra Funda)

> Osório (13° Núcleo): 

  1. E.E.E.F. Cônego Pedro (Osório)
  2. E.E.E.B. Prudente de Morais (Osório)
  3. E.E.E.B. Herlita Silveira Teixeira – CIEP (Cidreira)
  4. E.E.E.B. Raul Pilla (Cidreira)
  5. E.E.E.M. Diogo Penha (Balneário Pinhal)
  6. E.E.E.B. Profa Erica Marques (Terra de Areia)
  7. I.E.E. Angelina Maggi (Três Cachoeiras)
  8. E.E.E.B. Jorge Lacerda (Torres)
  9. IEE Marcílio Dias (Torres)
  10. E.E.E.M. José de Quadros (Arroio do Sal)
  11. E.E.E.M. 9 de Maio (Imbé)
  12. E.E.E.M. Assis Brasil (Tramandaí)
  13. E.E.E.M. Xangri-Lá (Xangri-Lá)
  14. IEE Riachuelo, (Capão da Canoa)
  15. E.E.E.M. Moschetti (Capão da Canoa)

> Porto Alegre (39°  Núcleo): 

  1. CE Júlio de Castilhos
  2. EEEF Vila Jardim Renascença
  3. EEEM Eng° Ildo Meneghetti (PPP)
  4. EEEM José do Patrocínio (PPP)
  5. EEEM Raul Pilla
  6. EEEM Oscar Pereira (PPP)
  7. EEEF Paraíba
  8. EEEF Sylvio Torres
  9. EEEF Desidério Torquato Finamor
  10. EEEM Paulo da Gama (PPP)
  11. EEEF Jerônimo de Ornelas (PPP)
  12. EEEM Pe. Rambo (PPP)
  13. EEEF Afonso Guerreiro Lima (PPP)
  14. EEEF Brigadeiro Silva Paes (PPP)

>> Confira mais fotos das visitas: 

> Porto Alegre (39°  Núcleo): 

> Palmeira das Missões (40° Núcleo): 

> Osório (13° Núcleo): 

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O CPERS manifesta repúdio ao brutal ataque sofrido por uma professora na Escola Municipal João de Zorzi, em Caxias do Sul, nesta terça-feira (1º). A docente foi esfaqueada por três alunos do 7º ano – dois meninos, de 15 e 14 anos, e uma menina, de 13 anos – e precisou de atendimento médico. Lamentavelmente, o impacto psicológico e a sensação de insegurança dentro da escola são incalculáveis.

A violência contra professoras(es) e funcionárias(os) da educação tem se tornado cada vez mais frequente, refletindo o abandono das escolas pelo poder público.

É inadmissível que educadoras(es) saiam de casa sem a certeza de que voltarão em segurança. O ambiente escolar deve ser um espaço de aprendizado, acolhimento e respeito, não de medo e insegurança.

Exigimos que as autoridades adotem medidas urgentes para garantir a segurança de quem ensina e aprende. É fundamental a presença de equipes multiprofissionais nas escolas, o fortalecimento das políticas de prevenção à violência e a valorização das(os) educadoras(es), que lidam diariamente com condições de trabalho cada vez mais precárias.

Toda nossa solidariedade à professora ferida e à comunidade escolar da João de Zorzi. Seguiremos na luta para garantir respeito, segurança e condições dignas de trabalho para todas e todos que constroem a educação pública!

Foto: Porthus Junior / Agência RBS

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Enquanto o governo Eduardo Leite (PSDB) insiste em propagandear sua suposta “modernização” da educação, a terceira semana da #CaravanaDoCPERS revela um cenário diametralmente oposto. A comitiva do Sindicato registrou relatos que desnudam a crueldade do projeto educacional da atual gestão estadual: professoras(es) sobrecarregadas(os) transformadas(os) em analistas de Excel, funcionárias(os) exaustas com múltiplas funções e aposentadas(os) penalizadas(os) com os descontos previdenciários.

Nesta sexta (28), ao concluir sua agenda semanal nos núcleos de Cruz Alta (11°), Frederico Westphalen (26°) e Vacaria (30°), o Sindicato comprovou o padrão de destruição que se repete em todas as regiões já visitadas.

O balanço é contundente: nas mais de 270 escolas em 30 regiões do estado, por onde a Caravana passou nas últimas três semanas, encontrou-se sempre o mesmo cenário de abandono. Onde o governo prometeu investimento, encontram-se cortes; no lugar de valorização, excesso de burocracia; e no espaço reservado ao diálogo, apenas portas fechadas.

Um dos casos mais emblemáticos ocorreu na EE Indígena de Ensino Fundamental  Almerinda de Mello, em Salto do Jacuí, onde o abandono histórico do poder público evidencia a negligência de Eduardo Leite (PSDB) com as comunidades tradicionais. A situação se repete em outras instituições, como na EEEF Afonso Pena, em Frederico Westphalen, onde uma única funcionária é responsável pelo atendimento de 464 estudantes – um cenário que beira o absurdo, mas que vem sendo ignorado pelo Palácio Piratini.

Por isso, o CPERS convoca todas(os) as(os) educadoras(es) para a Assembleia Geral no dia 11 de abril, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre.

Caravana do CPERS em Cruz Alta denuncia sobrecarga de trabalho e avanço da privatização na educação

A #CaravanaDoCPERS chegou ao Núcleo de Cruz Alta (11º) com uma missão clara: ouvir as(os) educadoras(es), fortalecer a mobilização e alertar sobre os graves ataques do governo Eduardo Leite (PSDB) à educação pública. A Direção Estadual e Regional do Sindicato percorreu escolas e concedeu entrevistas a veículos locais, como a Rádio Geração FM, Rádio Cruz Alta e o Jornal Diário Serrano, para ampliar o debate sobre os desafios enfrentados pela categoria.

Suzana Lauermann, secretária-geral do CPERS, não escondeu sua preocupação com os relatos colhidos durante a Caravana. “Encerramos mais uma semana da Caravana e cada encontro reforça uma triste realidade: a sobrecarga de trabalho não só esgota fisicamente os educadores, mas também mina sua saúde mental”, afirmou. “O cansaço, devido à burocracia sem fim imposta por coordenadorias e pela própria Seduc, é evidente. Em vez de facilitar o trabalho das escolas, o governo parece empenhado em sufocá-las com exigências desconexas da realidade.”

Ela também alertou sobre o perigo das Parcerias Público-Privadas (PPPs) na educação pública. “As PPPs são um ataque direto à educação pública. Elas transferem dinheiro que deveria ser investido em salários, infraestrutura e qualidade de ensino para os bolsos de empresários, enquanto colocam o destino de escolas e trabalhadores nas mãos de empresas cujos interesses são o lucro, não a educação.”

A dirigente questionou: “O que será dos funcionários das escolas terceirizadas? Que garantias têm? Nenhuma. O que será das comunidades que perderão o controle sobre suas próprias escolas? Silenciadas.” E completou: “A resistência que vimos em cada escola não é por acaso: é a consciência de que a educação pública não pode ser mercantilizada. E essa luta não é só dos profissionais da educação – é de todos que acreditam em um futuro com escolas públicas fortes, democráticas e a serviço do povo.”

Em Salto do Jacuí, a Escola Estadual Indígena Almerinda de Mello, da comunidade Kaingang da região, sofre com a realidade de abandono do governo Leite (PSDB). Sem apoio governamental, a comunidade local se mobiliza para manter a estrutura escolar funcionando, utilizando doações e parcerias improvisadas.

A unidade, que deveria contar com recursos básicos, opera em condições críticas: falta direção, monitor e merendeira – carências que comprometem o direito à educação das(os) alunas(os). Enquanto o poder público ignora suas obrigações, a comunidade escolar assume tarefas extras para evitar o fechamento da escola.

A Caravana também passou por instituições como a EEEM Dr. Hildebrando Westphalen, EEEM Major Belarmino Cortes, EEEM Profª Maria Bandarra Westphalen e EEEF Dr. Candido Machado, onde as(os) diretoras(es) Sandra Régio, Leonardo Preto e Leandro Parise ouviram relatos de professoras(es) e funcionárias(os) de escola sobre as dificuldades cotidianas. 

Representando a diretoria do 11º Núcleo, participaram Vera Maria Fischer (diretora-geral), Elenice de Lara da Rosa (vice-diretora) e Alberi Andrade (representante 1/1000).

No encerramento das Caravana na região, foi realizada uma plenária com funcionárias(os) de escola, na sede do Núcleo.

Em Frederico Westphalen, uma funcionária da merenda atende sozinha por 464 estudantes

No 26° Núcleo, em Frederico Westphalen, a situação crítica da EEEF Afonso Pena, onde apenas uma merendeira tenta atender 464 estudantes, ilustra o abandono que marca a educação no Rio Grande do Sul.

A diretora da escola enfrenta diariamente a falta de funcionárias(os), precisando auxiliar pessoalmente na distribuição da merenda devido à carência de duas merendeiras e uma servidora de serviços gerais. Além disso, a instituição divide seu espaço com uma escola municipal, tendo que alternar o uso de uma mesma sala entre turmas do 9° ano pela manhã e crianças da pré-escola à tarde – um cenário que evidencia a falta de investimento e a improvisação que prejudicam alunas(os) e profissionais.

A EEEF Olavo Bilac, em Palmitinho, também sofre com a falta de profissionais: faltam professoras(es) de Educação Física, Projeto de Vida, Ensino Religioso e Artes, além de supervisão escolar e profissionais qualificadas(os) para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) – um cenário que viola o direito básico à educação de qualidade.

Além da EEEF Afonso Pena e EEEF Olavo Bilac, a Caravana visitou outras instituições que enfrentam desafios similares: EEEB Cristo Redentor (Alpestre), IEE Padre Vitório (Planalto), EEEM São Gabriel (Ametista do Sul), EEEF Monsenhor Vitor Batistela (Castelinho), EET José Cañellas, EEEM Padre Abílio de Marcos Sponchiado (Vista Alegre) e IEE 22 de Maio (Palmitinho), onde aconteceu o encontro de aposentadas(os) sócias(os) da região. Os relatos foram unânimes em apontar a sobrecarga de trabalho, a falta de funcionárias(os), a infraestrutura precária e os baixos salários como problemas crônicos agravados pela política de desmonte do governo Eduardo Leite (PSDB).

Acompanhando a Caravana, estiveram presentes as(os) diretoras(es) Juçara Borges, Sandra Silveira,Guilherme Bourscheid e Vera Lessês, além da direção do 26º Núcleo, composta por Edi Mara Marcon (diretora), Jorge André Tomasi Pereira (vice-diretor), Andre Luis Capra (membro da direção), Ivone Verônica Wieczoreki (secretária), Mirtes Terezinha Friedrich Quadro (representante 1/1000), José Pedro Volpatto (representante municipal dos aposentados – Alpestre), Jucenir Ines Egger Kliemann (representante municipal dos aposentados – Planalto), Mari Piaia Balestrin (representante municipal dos aposentados – Palmitinho) e Nara Candaten (representante municipal dos aposentados – Vista Alegre).

A equipe do CPERS também concedeu entrevistas à Rádio Chiru, Rádio Comunitária, Rádio Luz e Alegria, Rádio Comutação 87.9 FM (Ametista do Sul), Rádio Comunitária da EEEB Cristo Redentor (Alpestre) e ao Jornal Alto Uruguai, ampliando o alcance das denúncias e reforçando o chamado à mobilização.

No 30º Núcleo, CPERS documenta ataques sistemáticos à educação pública gaúcha

As diretoras(es) do CPERS, Andrea da Rosa, Sandra Santos, Joara Vieira e Amauri Pereira da Rosa desembarcaram em Vacaria (30º) e encontraram o mesmo cenário de abandono que se repete por todo o Rio Grande do Sul: escolas desassistidas, educadoras(es) sobrecarregadas(os) e direitos sendo desmontados.

A diretora do Sindicato, Joara Vieira, destacou que a Caravana tem percorrido os 42 núcleos do estado para escutar as demandas das(os) profissionais da educação. “O que estamos ouvindo é alarmante: professores sobrecarregados com atividades extras que se acumulam além das aulas presenciais – preenchimento interminável de planilhas, preparação de aulas online, burocracia excessiva”, relatou.

Ela enfatizou que a carga de trabalho não fica restrita ao ambiente escolar. “Essa carga desmedida não fica somente nas escolas, segue para casa, invade o tempo de descanso e, progressivamente, mina a saúde física e mental dos profissionais da educação.”

O diretor Amauri Pereira da Rosa reforçou que a mobilização busca pressionar o governo por um reajuste digno após anos de perdas salariais. “Estamos lutando pelo fim dos descontos abusivos que atingem os aposentados e educadores da ativa. Nas escolas, combatemos a precarização, a sobrecarga de trabalho e a falta de recursos”, afirmou.

A diretora do CPERS, Andrea da Rosa, foi enfática: “O que vemos é uma categoria adoecida, que aguarda valorização, mas quando ela vem, é desigual – o que acaba desunindo ainda mais, criando conflitos entre colegas. Nossa tarefa é ouvi-los, mas também convocá-los à luta e à união: o inimigo não é o companheiro, e sim a estrutura que perpetua essa injustiça. O que mais aflige é a falta de perspectiva de reajuste real. E quando há um anúncio, ele não se concretiza de forma igualitária para todos”, asseverou.

Da direção do 30º Núcleo, participaram Osmar Emilio Mussatto (Diretor-Geral), Najia Naji Pegorini (Diretora), Nelita Ferreira da Costa (Diretora), Helena Maria Caon (Diretora), Neide Maria Borges Dutra (Diretora), Vera Lucia Lisboa Borges (Diretora) e Olivia Melo da Silva (Representante 1/1000).

A Caravana na região também percorreu escolas como a EEEB Professor José Fernandes de Oliveira, EEEM Padre Efrem, ETE Bernardina Rodrigues Padilha, IEE Irmão Getúlio, EEEM Padre Pacífico, EEEF Dalva Zanotto de Lemos e EEEF Jardim América.

A mobilização teve ampla cobertura na Rádio Esmeralda 93,1 FM e Tua Rádio Fátima. Na sede do Núcleo, as(os) dirigentes e aposentadas(os) se reuniam para cobrar a urgente retomada do julgamento no STF sobre o fim dos descontos previdenciários que atingem essa importante parcela da categoria.

Participe da Assembleia Geral do Sindicato no dia 11 de abril, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre. Clique aqui, contate seu Núcleo e mobilize-se!

>> Confira as escolas visitadas nesta sexta (28):

>> Cruz Alta (11° Núcleo)

  1. EEEM Dr. Hildebrando Westphalen (Cruz Alta)
  2. EEEM Major Belarmino Cortes (Cruz Alta)
  3. EEEM Profª Maria Bandarra Westphalen (Cruz Alta)
  4. EEEF Dr. Candido Machado (Cruz Alta)
  5. EEIEF Almerinda de Mello (Salto do Jacuí)

>> Frederico Westphalen (26° Núcleo)

  1. EEEB Cristo Redentor (Alpestre)
  2. IEE Padre Vitório (Planalto)
  3. EEEM São Gabriel (Ametista do Sul)
  4. EEEF Monsenhor Vitor Batistela (Castelinho)
  5. EET José Cañellas (Frederico Westphalen)
  6. EEEF Afonso Pena (Frederico Westphalen)
  7. EEEM Padre Abílio de Marcos Sponchiado (Vista Alegre)
  8. IEE 22 de Maio (Palmitinho)
  9. EEEF Olavo Bilac (Palmitinho)

>> Vacaria (30°  Núcleo)

  1. EEEB Professor José Fernandes de Oliveira (Vacaria)
  2. EEEM Padre Efrem (Vacaria)
  3. ETE. Bernardina Rodrigues Padilha (Vacaria)
  4. IEE Irmão Getúlio (Vacaria)
  5. EEEM Padre Pacífico (Vacaria)
  6. EEEF Dalva Zanotto de Lemos (Vacaria)
  7. EEEF Jardim América (Vacaria)

>> Confira mais fotos da #CaravanaCPERS nesta sexta (28): 

>> Cruz Alta (11° Núcleo):

>> Frederico Westphalen (26° Núcleo):

>> Vacaria (30°  Núcleo):

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Nas últimas três semanas, a #CaravanadoCPERS2025 vem denunciando o descaso do governo Eduardo Leite (PSDB) com as escolas públicas e suas consequências. Assim como em outras edições, a Caravana deste ano destaca a precária situação das escolas indígenas estaduais, que sofrem com anos de abandono e falta de investimentos.

Em Tenente Portela, cidade pertencente ao 27º Núcleo (Três Passos), a EEIEF Gomercindo Jete Tehn Ribeiro espera desde 2004 a construção de seu prédio. Teoricamente, a estrutura de madeira que sustenta a Jete deveria ter funcionado temporariamente por seis meses, mas permanece há duas décadas.

Hoje, as(os) 197 alunas(os) matriculadas(os), da educação infantil ao 9° ano, contam com apenas quatro salas de aula para estudar e, quando chove, não podem lanchar no refeitório, pois o cômodo não tem vidros.

“Aguardamos a construção há mais de 20 anos, desde a fundação da escola. Ano passado estava horrível de trabalhar. Chovia dentro das salas”, conta a vice-diretora da instituição de ensino, Sara Sales. Segundo a educadora, a Seduc informou que uma empresa começaria as obras em março, no entanto, até agora, nada foi iniciado. “Se não tiver nada até mês que vem, vamos fechar a escola e fazer protesto”, comunica Sara.

Para o diretor do CPERS, Guilherme Bourscheid, que visitou a escola com a Caravana do Sindicato nesta quinta-feira (28), a postura da administração estadual é inaceitável e representa uma afronta aos direitos dos povos originários. “O que pudemos identificar nessa visita à comunidade Kaingang é o desrespeito do governo, da Seduc e da CRE com a educação indígena. Não há infraestrutura decente, e os professores estão sem formação contínua para que possam desenvolver um trabalho bilíngue”, relata.

A Escola Indígena Gomercindo Jete Tehn Ribeiro simboliza a resistência de um povo que luta por educação de qualidade. Mas nenhuma comunidade deveria precisar resistir para ter o mínimo garantido. O descaso do governo Leite (PSDB) não pode continuar!

>> Confira mais fotos da visita à escola: 

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De 22 a 28 de abril, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) promove a 26ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, com o tema “Escola Pública não é Negócio. É Direito!”. O evento visa alertar sobre os riscos da privatização, militarização e desvalorização das(os) profissionais da educação, além de fortalecer a luta por um ensino público democrático e de qualidade.

A semana terá debates, audiências públicas, concursos de redação e artes em escolas, abordando a importância da educação pública para a cidadania e a cultura de paz. O destaque será uma paralisação nacional no dia 23 de abril (quarta-feira), com manifestações em todo o país em defesa das pautas educacionais.

A CNTE faz um alerta sobre os perigos da privatização, que transfere recursos públicos para o setor privado, fragiliza a gestão democrática e reduz direitos como piso salarial, planos de carreira e concursos públicos. Além disso, a entidade denuncia a falta de valorização das(os) professoras(es), a precarização das(os) funcionárias(os) da educação – sem regulamentação salarial – e projetos como o “Escola sem Partido”.

Além da Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, a CNTE convida suas filiadas a se informem sobre a Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, que acontecerá no dia 29 de abril em Brasília. A mobilização reforça a luta conjunta pelos direitos das(os) trabalhadoras(es) em educação e de toda a classe trabalhadora brasileira.

>> Educação é direito, não mercadoria 

A CNTE, que representa 4,5 milhões de trabalhadoras(es) da educação, reforça que a escola pública deve ser um espaço de transformação social, não de lucro. A semana é um chamado à sociedade para resistir contra retrocessos e exigir políticas que garantam educação digna para todas e todos.

Por isso, compartilhe sua participação na 26ª Semana com a hashtag:
#EducaçãoEuApoio  

>> Confira, abaixo, a programação da 26ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública:

> Dia 22 de abril (terça-feira):

  • Coletiva à imprensa e debates nas escolas sobre os temas da 26ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública.

> Dia 23 de abril (quarta-feira): 

  • Paralisação nacional em defesa da escola pública, com destaque para as pautas regionais. Organizar debates sobre as consequências da privatização, da militarização escolar, do projeto Escola sem Partido, da desvalorização profissional e de outras pautas que limitam direitos e a qualidade da educação.

> Dia 24 de abril (quinta-feira): 

  • Audiências públicas nos parlamentos locais e realização de concursos de redação ou de artes nas escolas sobre a importância da educação pública para a cidadania e a cultura de paz.

> Dia 25 de abril (sexta-feira): 

  • Debater as concepções e espaços de Gestão Democrática nas escolas, redes e sistemas de ensino, e verificar quais deles estão plenamente implantados nas unidades escolares e nas redes municipal e estadual.

> Dia 28 de abril (segunda-feira): 

  • Conversar com as(os) estudantes sobre a importância da renovação dos cargos de professoras(es) e funcionárias(os) da educação, situando os atuais e futuros desafios da valorização profissional.

>> Clique aqui e baixe o livreto da 26ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, com a programação completa, temas e atividades.

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Nesta quinta-feira (27), a Direção Central do Sindicato deu continuidade à árdua mobilização coordenada pela #CaravanaDoCPERS2025, que está na sua terceira semana de encontros com as comunidades escolares gaúchas. Hoje, os núcleos de Ijuí (31º), Três Passos (27º) e Lagoa Vermelha (25º) receberam as(os) dirigentes e acompanharam as visitas em mais de 40 instituições de ensino estaduais. 

Em todas as escolas geridas pela administração do governo de Eduardo Leite (PSDB), a conjuntura de adoecimento psicológico é a mesma: longas jornadas de trabalho, excesso de atividades burocráticas e sobrecarga de tarefas em razão da falta de profissionais. Apesar de tanto empenho para manter a educação pública de pé, as(es) educadoras(es) têm sua saúde mental levada ao limite quando recebem a folha de pagamento no final do mês. Não basta empurrar goela abaixo funções extenuantes, Leite (PSDB) e suas(eus) aliadas(os) fazem questão de pagar baixas remunerações e pesar a mão em descontos salariais.

“Temos encontrado em todas as escolas por onde passamos um visível excesso de trabalho. A sobrecarga vem em formato de planilhas, que são uma burocracia repetitiva, desnecessária e que tira tempo de preparação de aulas qualificadas. Isso acaba refletindo na saúde e pesando no emocional dos colegas”, ressalta a secretária-geral do Sindicato, Suzana Lauermann. 

O esgotamento das(os) funcionárias(os), por outro lado, tem relação direta com o processo de esvaziamento do Estado, que emprega cada vez menos servidoras(es). “Quem está exercendo a função é sobrecarregado pela ausência de outros funcionários. Essa sobrecarga leva ao adoecimento, que leva à falta na escola e que sobrecarrega, mais uma vez, outros funcionários. Vira uma bola de neve. É preciso encontrar uma solução para isso, o governo precisa fornecer mais trabalhadores para as escolas”, enfatiza Suzana.  

Escola Indígena Gomercindo Jete Tehn Ribeiro, em Tenente Portela, aguarda há 21 anos a construção de seu prédio

Outro fato recorrente na rede estadual é a indiferença da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) com as instituições de ensino indígenas. Em Tenente Portela, cidade pertencente ao 27º Núcleo (Três Passos), a EEIEF Gomercindo Jete Tehn Ribeiro espera desde 2004 a construção do prédio da escola. Teoricamente, a estrutura de madeira que sustenta a Jete deveria ter funcionado temporariamente por seis meses, mas ela permanece há duas décadas.

Hoje em dia, as(os) 197 alunas(os) matriculadas(os) da educação infantil ao 9° ano contam com apenas quatro salas de aula para estudar e, quando chove, não podem lanchar no refeitório, pois o cômodo não tem vidros.

“Aguardamos a construção há mais de 20 anos, desde a fundação da escola. Ano passado estava horrível de trabalhar. Chovia dentro das salas”, conta a vice-diretora da instituição de ensino, Sara Sales. Segundo a educadora, a Seduc informou que uma empresa começaria as obras em março, no entanto, até agora nada foi iniciado. “Se não tiver nada até mês que vem, vamos fechar a escola e fazer protesto”, comunica Sara.

Para o diretor do CPERS, Guilherme Bourscheid, a postura da administração estadual é inaceitável e representa uma afronta aos direitos dos povos originários. “O que pudemos identificar nessa visita à comunidade Kaingang é o desrespeito do governo, da Seduc e da CRE com a educação indígena. Não há infraestrutura decente e os professores estão sem formação contínua para que possam desenvolver um trabalho bilíngue”, relata. 

No município de Tenente Portela, a falta de educadoras(es) e a sobrecarga de trabalho também são realidades preocupantes nas escolas. Na EEEB Professora Cléia Salete Dalberto, há um déficit de cinco professoras(es). Já na EEEF Tenente Portela, falta uma funcionária(o) de escola. Nessa instituição, a professora de Geografia, que estava em falta desde o início do ano letivo, começará a atuar somente nesta sexta-feira (28). A mesma situação se repete na EEEM Sepé Tiaraju, onde o quadro de recursos humanos ainda não está completo, com a ausência de duas professoras(es). Na EEEF Alcido Brust, em Crissiumal, também há déficit de uma professora(r).

Além da EEIEF Gomercindo Jete Tehn Ribeiro, Guilherme e as diretoras Vera Lessês, Sandra Silveira e Juçara Borges estiveram em outras 16 escolas e três rádios da região de Três Passos (27º). Ainda, a diretora-geral do Núcleo, Sirlei Maria Voos, a vice-diretora, Marilei Morgenstern, a secretária, Janete Mantelli, a representante das(os) aposentadas(os) – suplente, Genoeva Egewarth, o representante dos aposentados – suplente, Edio José Weschenfelder, e a representante estadual das(os) aposentadas(os), Angélica Niederle, acompanharam o roteiro. 

 

Plenária em Lagoa Vermelha debate valorização salarial

Em Lagoa Vermelha (25º Núcleo), a pauta central levada pelas diretoras do Sindicato Andréa Nunes e Sandra Santos e pelo diretor Amauri da Rosa às escolas Profª Alda de Lourdes Seben Pereira, Presidente Kennedy, Profª Adelaide Picolotto, Amélia Lenzi Raymundi, Duque de Caxias e Sananduva foram os valores abusivos retirados dos salários de professoras(es) e funcionárias(os), dificultando a garantia de dignidade. 

Ao final do dia, uma plenária foi organizada para informar e instrumentalizar as(os) trabalhadoras(es) da educação sobre Revisão Geral, Parcerias Público-Privadas (PPPs), Desconto Previdenciário e Adicional de Penosidade. Diretoras(es) e sócias(os) também trocaram experiências e desabafaram a respeito do contexto dramático de ser educadora(or) no Rio Grande do Sul. 

“A Plenária contou com uma participação expressiva de trabalhadores aposentados e da ativa. O encontro foi esclarecedor e representou um momento importante de construção da nossa caminhada na Caravana”, celebrou a diretora do CPERS, Sandra Santos. 

Na Rádio Lagoa FM, as(os) dirigentes expuseram os relatos de cansaço, exaustão, infelicidade e angústia mencionados pela categoria nas instituições de ensino estaduais visitadas. As denúncias na imprensa local e as atividades de mobilização nas escolas do 25º Núcleo contaram com apoio de Joarez Loreson (diretor-geral do Núcleo), Inez Loregian (vice-diretora), Vilma Loregian (secretária) e Sandra Menegaz (representante de aposentadas(os).

Em Ijuí, CPERS engaja categoria para Assembleia Geral 

Para fazer frente às condições precárias e exaustivas de trabalho, é preciso estar coletivizada(o) e planejar as estratégias de luta. Por essa razão, além da secretária-geral do Sindicato, Suzana Lauermann, a diretora Sandra Regio e os diretores Leandro Parise e Leonardo Preto Echevarria passaram por escolas do 31º Núcleo e convocaram trabalhadoras(es) de Ijuí, Ajuricaba, Jóia, Augusto Pestana e Panambi para a Assembleia Geral, que ocorrerá dia 11 de abril, em Porto Alegre.

“É importante a participação de todos na Assembleia Geral, pois uma Assembleia com mil pessoas é uma coisa, uma Assembleia com dez mil é outra. Esse é o único momento em que a categoria pode participar tranquilamente, porque o ponto será abonado e o governador não terá como fazer descontos”, explica Sandra Regio. 

O encontro para articular os próximos passos da mobilização irá acontecer na Casa do Gaúcho, a partir das 13h30, em Porto Alegre. Saiba como participar aqui

Além de dialogar com as(os) educadoras(es), a comitiva denunciou o cenário de adoecimento de funcionárias(os) de escola, professoras(es) e especialistas às radios Jornal da Manhã, Progresso, Repórter, Mundial e Unijuí. 

Diversos representantes do Núcleo fizeram-se presentes nas atividades desta quinta (27): Maria Eugênia Fiorin (diretora-geral), Antonia Gobbo (vice-diretora), Rosa Maria Jaeschke (secretária), Noemi Terezinha da Silva (tesoureira), Ademir Severo (diretor), Laura Ethielle de Albuquerque (diretora), Maria Inajá de Lima (representante Municipal de Panambi), Teresinha Mello (representante 1/1000) e Jorge Fernando Schmidt (representante 1/1000 – suplente). 

>> Confira todas as escolas visitadas em 27 de março:

>> Três Passos (27º)

  1. EEEM Águia de Haia (Três Passos)
  2. EEEF Tenente Portela (Tenente Portela)
  3. NEEJA (Tenente Portela)
  4. EEEB Professora Cléia Salete Dalberto (Tenente Portela)
  5. EEEM Sepé Tiaraju (Tenente Portela)
  6. EEIEF Gomercindo Jete Tehn Ribeiro (Tenente Portela)
  7. EEEB Padre Gonzales (Três Passos)
  8. EEEF Alcido Brust (Crissiumal)
  9. EEEM Ponche Verde (Crissiumal)
  10. EEEM Professor Raimundo Almeida (Sede Nova)
  11. EEEM José de Anchieta (Bom Progresso)
  12. IEE Érico Veríssimo (Três Passos)
  13. EEEM Senador Alberto Pasqualini – CIEP (Santo Augusto)
  14. EEEM Santo Augusto (Santo Augusto) 
  15. EEEF Francisco Andrighetto (Santo Augusto)
  16. EEEM São Valério ( São Valério do Sul )
  17. IEE Maria Cristina – CIEP (Humaitá)

>> Lagoa Vermelha (25º Núcleo)

  1. EEEF Profª Alda de Lourdes Seben Pereira (Lagoa Vermelha)
  2. EEEM Presidente Kennedy (Lagoa Vermelha)
  3. EEEM Profª Adelaide Picolotto (Ibiaçá)
  4. CE Sananduva (Sananduva)
  5. EEEF Amélia Lenzi Raymundi (Sananduva)
  6. EEEF Duque de Caxias (Lagoa Vermelha)

>> Ijuí (31º Núcleo)

  1. EEEM São Geraldo (Ijuí)
  2. EEEF Rui Barbosa (Ijuí)
  3. EEEM Emil Glitz (Ijuí)
  4. EEEM Otavio Caruso Brochado Da Rocha – CIEP (Ijuí)
  5. ETE 25 de Julho (Ijuí)
  6. EEEF 24 de Fevereiro (Ijuí)
  7. EEEF João Carlini (Ajuricaba)
  8. CE Comendador Soares de Barros (Ajuricaba)
  9. EEEM Joceli Correa (Jóia)
  10. CE Antônio Mastella (Jóia)
  11. CE José Lange (Augusto Pestana)
  12. EEEF Adolfo Kepler (Panambi)
  13. EEEM Paulo Freire (Panambi)
  14. EEEM Pindorama (Panambi)
  15. EEEF Hermann Faulhaber (Panambi)
  16. EEEM José de Anchieta (Panambi)
  17. EEEB Poncho Verde (Panambi)
  18. EEEF Boa Vista (Ijuí)
  19. IEE Guilherme Clemente Koehler (Ijuí)
  20. EEEM Ruy Barbosa (Ijuí)

>> Confira mais fotos da #CaravanaCPERS nesta quinta (27): 

>> Três Passos (27º):

 

>> Lagoa Vermelha (25º Núcleo):

>> Ijuí (31º Núcleo):

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