Nesta segunda-feira (28), o CPERS lança uma edição histórica da Sineta para marcar seus 80 anos de luta em defesa da educação pública e dos direitos das educadoras e educadores do Rio Grande do Sul. A publicação reúne momentos emblemáticos da trajetória da entidade e traz reflexões sobre os desafios e conquistas que moldaram sua história.

Fundado em 21 de abril 1945, o CPERS consolidou-se como uma das principais vozes em defesa da escola pública de qualidade e da valorização profissional. Ao longo de oito décadas, o Sindicato esteve à frente de greves históricas, enfrentou perseguições em diferentes regimes políticos e protagonizou campanhas decisivas por melhores salários, aposentadoria digna e condições de trabalho.

Este jornal é mais do que uma homenagem: é parte de um calendário vibrante de celebrações, que perdurará por um ano, incluindo o lançamento de um minidocumentário, exposições fotográficas, palestras e tantas outras formas de lembrar e valorizar quem fez – e continua fazendo – do CPERS uma trincheira em defesa da escola pública, gratuita, laica e de qualidade.

Além da retrospectiva, a publicação aponta para o futuro, reforçando o compromisso permanente da entidade com a democracia, a justiça social e a valorização da educação como instrumento de transformação.

A edição especial da Sineta já está disponível em versão digital e também será distribuída para as(os) sócias(os) do Sindicato, em breve. Leia abaixo ou baixe o arquivo da Sineta clicando aqui!

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Na tarde da última quinta-feira (25), a direção da EEEF Salvador Canellas Sobrinho, em Gravataí, acionou o 22º Núcleo do CPERS em busca de apoio institucional e jurídico, após uma professora do 3º ano do Ensino Fundamental ser agredida por um aluno de apenas 8 anos.

Representantes regionais e estaduais do Sindicato estiveram na escola, ouviram os relatos e orientaram a equipe diretiva sobre os encaminhamentos legais, recomendando o registro formal das providências junto ao Ministério Público.

Apesar de já ter recorrido ao Conselho Tutelar — que determinou o retorno do aluno à escola alegando o direito da criança à educação — a direção relatou falta de suporte adequado por parte dos órgãos competentes, como o próprio Conselho, o SUS e a família do estudante.

Contudo, um episódio alarmante marcou o andamento do caso: a 28ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), ao ser chamada pela comunidade escolar e agendar uma reunião com a instituição, impediu a participação do CPERS no encontro — mesmo com o pedido expresso da direção da Salvador Canellas e do próprio Sindicato. A entidade foi orientada a agendar uma nova audiência com a Coordenadoria, sendo excluída do processo de diálogo no momento em que sua atuação se fazia essencial.

“Para nossa surpresa e decepção, a 28ª Coordenadoria não permitiu que o CPERS acompanhasse a reunião realizada com a escola, mesmo que, por interesse e necessidade, o Sindicato desejasse estar presente para oferecer o que lhe cabe: assistência, sugestão e reivindicação”, ressalta o 1º vice-presidente, Alex Saratt. De acordo com o dirigente, o CPERS seguirá acompanhando essas e outras situações que coloquem em risco a integridade física, moral e psicológica das(os) educadoras(es).

O Sindicato reforça que seu trabalho é garantir o acolhimento, a segurança e os direitos das(os) profissionais da educação, que se encontram desamparadas(os) diante de situações de violência escolar.

O CPERS repudia esse impedimento, considerado um grave obstáculo à mediação de conflitos e à defesa de professoras(es) e funcionárias(os). A tentativa de silenciar a voz sindical e barrar sua presença em espaços de construção coletiva fere o direito à representação e à proteção da categoria.

Seguiremos acompanhando o caso de perto, firme na missão de assegurar escolas públicas seguras e livres de todo e qualquer tipo de violência, e reiteramos nossa disposição em atuar sempre que a comunidade escolar solicitar apoio!

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Na manhã desta quinta-feira (24), representantes de diversas entidades que integram a Frente dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (FSP/RS) estiveram reunidos na sede do Sindicaixa, em Porto Alegre, para discutir medidas urgentes em defesa do funcionalismo público estadual. O encontro teve como pauta central a organização de um ato unificado, marcado para o dia 16 de maio, com concentração prevista às 9h em frente à sede do IPE Saúde, na capital. O CPERS, que integra a FSP/RS, foi representado no encontro pela presidente, Rosane Zan, e a secretária-geral do Sindicato, Suzana Lauermann.

O protesto tem como principais bandeiras a pressão por revisão geral dos salários das(os) servidoras(es) e a defesa intransigente de um IPE Saúde público, universal e de qualidade. A mobilização é motivada pela crescente defasagem salarial das categorias, agravada por mais de uma década de perdas inflacionárias acumuladas.

De acordo com estudo do Dieese, a reivindicação por reposição de 12,14% nos salários das(os) servidoras(es) estaduais busca corrigir parte das perdas inflacionárias que, segundo o INPC/IBGE, já somam 70,24% desde 2014. A proposta está dentro dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, com base em dados atualizados divulgados pelo próprio governo estadual.

Desde 2014, as(os) servidoras(es) do Rio Grande do Sul receberam somente uma revisão geral de 6%, em 2022. Nesse período, enquanto os vencimentos se mantiveram praticamente congelados, o poder de compra das(os) trabalhadoras(es) foi drasticamente reduzido. Muitas(os) profissionais, incluindo aposentadas(os), hoje recebem salários que correspondem à metade do valor real de uma década atrás.

Além da corrosão salarial, outro fator que preocupa as entidades é a drástica redução no quadro de servidoras(es) ativas(os). Em pouco mais de uma década, o estado perdeu mais de 20 mil profissionais — uma redução de 12% no funcionalismo. A área da educação é um exemplo emblemático: as escolas estaduais, que antes contavam com cerca de 94 mil educadoras(es), hoje operam com pouco mais de 73 mil. A sobrecarga para as(os) trabalhadoras(es) remanescentes tem sido intensa, comprometendo a qualidade e a continuidade dos serviços prestados à população.

A FSP/RS reforça que a mobilização do dia 16 de maio será um momento crucial para cobrar do governo Eduardo Leite (PSDB) uma política de valorização do serviço público e de respeito aos direitos das(os) servidoras(es). A expectativa é de que o ato reúna trabalhadoras(es) de todas as categorias do funcionalismo, ativas(os) e aposentadas(os), unidas(os) em defesa de condições dignas de trabalho e de um IPE Saúde público eficiente e acessível.

>> Confira mais fotos da reunião: 

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Na tarde desta quarta-feira (23), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) promoveu, em Porto Alegre, mais uma etapa da Jornada Nacional de Debates com o tema “Trabalho, Meio Ambiente e Transição Justa – Rumo à COP 30”. O evento, realizado na sede do Sindipolo-RS, reuniu representantes de sindicatos e centrais sindicais para uma formação sobre os impactos das mudanças climáticas no mundo do trabalho.

Com presença ativa de entidades como o CPERS, CUT-RS, Sindipetroleiros, Sindicato dos Sapateiros, Sindbancários, Sindiágua, Sinpro e Sindipolo, o encontro teve como objetivo central colocar o tema ambiental no centro da agenda sindical, destacando como as transformações climáticas já estão afetando diretamente as(os) trabalhadoras(es) brasileiras(os).

O CPERS foi representado pela diretora do Departamento de Funcionárias(os) de Escola, Juçara Borges, e pelo diretor do Departamento de Funcionárias(os) de Escola e também o de Sustentabilidade do Sindicato, Leandro Parise, que destacaram a importância da interseção entre justiça climática e justiça social. “Não há justiça ambiental sem justiça social”, afirmou a diretor Leandro.

Durante o debate, o Sindicato trouxe uma importante contribuição ao destacar como as ondas de calor extremo, cada vez mais frequentes no Rio Grande do Sul, vêm afetando diretamente as condições de trabalho e de ensino nas escolas públicas. Salas de aula superlotadas, sem ventilação adequada ou climatização, tornam o ambiente insalubre para educadoras(es) e estudantes, especialmente nos períodos mais quentes do ano.

A apresentação do tema foi feita pelo economista e pesquisador do Dieese, Cloviomar Cararine Pereira, com mediação do diretor técnico Ricardo Franzoi. Cloviomar foi enfático ao afirmar que “os trabalhadores não estão incluídos no debate ambiental, e eles são os mais afetados. É preciso trazer o debate ambiental para dentro do movimento sindical e o Dieese está trazendo esse tema para os trabalhadores”.

A CUT-RS reforçou sua posição em defesa da preservação ambiental, mas com atenção especial às consequências já visíveis das mudanças climáticas para a classe trabalhadora. Como exemplo, foi citado o impacto das enchentes de maio de 2024, que causaram a perda de moradias, empregos e condições de trabalho para centenas de trabalhadoras(es) no Rio Grande do Sul.

O evento também foi espaço de provocação e reflexão sobre o papel dos sindicatos diante dessa nova realidade. “As mudanças climáticas já se tornaram uma realidade cada vez mais presente no dia a dia”, destacou Cloviomar. Pensando nisso, o Dieese propôs que o movimento sindical passe a incorporar a pauta ambiental nas mesas de negociação coletiva, assegurando direitos e condições dignas frente às novas ameaças ambientais.

Ao final, Ricardo Franzoi mediou o debate entre os sindicalistas presentes, promovendo uma rica troca de experiências e estratégias sobre como os sindicatos podem se articular frente aos desafios impostos pela transição ecológica.

A Jornada Nacional de Debates está sendo realizada em 17 capitais brasileiras e integra a agenda de mobilizações do 1º de Maio, além de preparar o movimento sindical para a participação na COP 30, que será sediada em Belém do Pará, no Brasil, neste ano.

Para aprofundar o tema, o Dieese disponibiliza diversos estudos e materiais em seu site, abordando temas como empregos verdes, transição justa e o futuro de setores intensivos em carbono:

O CPERS reforça que a transição ecológica não pode ser construída sem as(os) trabalhadoras(es). Pelo contrário, deve ser um processo conduzido com sua participação ativa, garantindo direitos, empregos e justiça social.

>> Confira mais fotos do evento: 

   

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Nesta quarta-feira (23), educadoras e educadores de todo o Rio Grande do Sul cruzaram os braços e ocuparam as ruas no dia de Paralisação Nacional em Defesa da Escola Pública, convocado pela Confederação Nacional das(os) Trabalhadoras(es) em Educação (CNTE). A atividade é uma das deliberações aprovadas na Assembleia Geral do CPERS e integra a 26ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, que neste ano traz o tema: “Escola Pública não é Negócio. É Direito!”.

No estado, em todos os 42 núcleos do Sindicato, a rotina foi interrompida para dar lugar à resistência: foram realizadas visitas a escolas, panfletagens, entrevistas em rádios, aulas públicas e atos em frente às Coordenadorias Regionais de Educação e ao Banrisul.

A presidente do CPERS, Rosane Zan, deu voz à indignação da categoria durante a mobilização, pela manhã em São Luiz Gonzaga (33º Núcleo) e à tarde em Santa Cruz do Sul (18º Núcleo): “Não há valorização, não há reconhecimento. O governo Leite quer transformar a escola pública em balcão de negócios. Mas nós dizemos não. Exigimos o reajuste de 12,14% para todas e todos, o fim da cobrança previdenciária sobre aposentadas(os) e o respeito ao nosso trabalho”, asseverou.

Em Porto Alegre, a caminhada, organizada pelo 22°, 38° e 39° núcleos, partiu da Praça da Matriz e seguiu até o Banrisul, reunindo trabalhadoras(es) indignadas(os). A atividade denunciou o abandono, a invisibilidade e a exaustão da educação pública do RS, sob a gestão de Eduardo Leite (PSDB).

A realidade da educação pública gaúcha é cruel. Salários defasados corroem o poder de compra mês após mês. A cada ida ao mercado ou à farmácia, professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas, contratadas(os) ou nomeadas(os), da ativa e aposentadas(os), sentem no bolso o peso do descaso. Para piorar, aposentadas(os) seguem pagando a previdência, uma injustiça que penaliza quem já dedicou a vida inteira ao serviço público.

O Sindicato exige com urgência o reajuste de 12,14% nos salários de toda a categoria. A defasagem salarial, somada à ausência de valorização, empurra milhares de profissionais ao endividamento e à exaustão.

No chão da escola, a sobrecarga é massacrante. As(os) profissionais não têm mais tempo para planejar, criar ou cuidar. Estão soterradas(os) por uma avalanche de planilhas exigidas pela Secretaria de Educação (Seduc), que burocratizam a rotina e colocam o pedagógico em segundo plano.

Além disso, cresce a preocupação com a implementação das Parcerias Público-Privadas (PPPs) na educação estadual, defendidas pelo governador Eduardo Leite (PSDB). As PPPs representam riscos graves, como a mercantilização do ensino, perda da autonomia pedagógica, precarização das condições de trabalho e enfraquecimento do controle social sobre as políticas educacionais. Em vez de investir na estrutura pública e valorizar suas(seus) trabalhadoras(es), o governo aposta em entregar a educação ao mercado.

A CNTE também reforça o alerta: a privatização da educação enfraquece a gestão democrática, transfere recursos públicos para mãos privadas e destrói direitos históricos como o piso salarial, planos de carreira e concursos públicos. Ao lado disso, avançam projetos que tentam calar a voz das(os) professoras(es), como o “Escola sem Partido”, e a precarização das(os) funcionárias(os) de escola, que seguem sem regulamentação salarial.

A luta segue e tem data marcada em Brasília: no próximo dia 29 de abril, a Marcha Nacional da Classe Trabalhadora reunirá milhares em defesa de direitos e dignidade. O CPERS também se somará a essa grande mobilização. Não aceitaremos caladas(os) o desmonte da educação. Lutamos por respeito, por justiça e por um futuro onde ensinar e aprender sejam, de fato, prioridade.

>> Confira, abaixo, mais fotos das mobilizações nos núcleos do CPERS:

>> 2° Núcleo – Santa Maria

>> 4° Núcleo – Cachoeira do Sul


>> 5° Núcleo – Montenegro

>> 6° Núcleo – Rio Grande


>> 7° Núcleo – Passo Fundo

>> 9° e 36° Núcleos – Santo Ângelo e Cerro Largo


>> 13° Núcleo – Osório


>> 14° Núcleo – São Leopoldo


>> 15° Núcleo – Erechim


>> 16° Núcleo – São Borja


>> 18° Núcleo – Santa Cruz do Sul


>> 19° Núcleo – Alegrete

>> 21° Núcleo – Uruguaiana

>> 22º, 38° e 39° Núcleos – POA e Gravataí


>> 24° Núcleo – Pelotas


>> 25° Núcleo – Lagoa Vermelha


>> 27° Núcleo – Três Passos

>> 23° Santana do Livramento: 

>> 28° Núcleo – Soledade


>> 29° Núcleo – Santiago


>> 30° Núcleo – Vacaria

>> 31° Núcleo – Ijuí


>> 32° Núcleo – Taquara


>> 33° Núcleo – São Luiz Gonzaga

>> 34° Núcleo – Guaíba


>> 37° Núcleo – Carazinho


>> 40° Núcleo – Palmeira das Missões

>> 42° Núcleo – Camaquã

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O CPERS expressa solidariedade à greve convocada pelos sindicatos de professoras(es) do Panamá, a partir desta quarta-feira, 23 de abril.

A mobilização ocorre em resposta à aprovação da Lei 462, que reforma o Fundo de Seguridade Social (CSS) e que, de acordo com as(os) professoras(es) panamenhas(os), ameaça impor pensões de miséria, aumenta de forma velada a idade de aposentadoria e permite a transferência de fundos públicos para entidades privadas e estrangeiras, destinando apenas 10% dos recursos a projetos nacionais.

As(os) profissionais da educação panamenhas(os), após realizarem greves de advertência de 24 e 48 horas, decidiram intensificar sua luta diante da ausência de resposta por parte do governo. Sua principal reivindicação é a revogação imediata da Lei 462, em defesa de um sistema de seguridade social justo e sustentável para as gerações presentes e futuras.

O CPERS apoia essa luta por dignidade no trabalho e pelo direito a uma aposentadoria decente. Rejeitamos qualquer tentativa de criminalização do movimento das(os) educadoras(es) e exigimos que os direitos fundamentais de greve e protesto sejam respeitados.

A defesa da educação pública e dos direitos sociais é uma causa comum que transcende fronteiras. Por isso, unimo-nos ao clamor das(os) trabalhadoras(es) da educação do Panamá e enviamos nosso apoio e solidariedade a essa luta justa.

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O período para solicitar isenção da taxa de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 se encerra na próxima sexta-feira (25). O prazo de inscrição para a prova ainda será divulgado pelo Ministério da Educação (MEC).

Em nota, a pasta informou que interessadas(os) na isenção da taxa devem fazer a solicitação por meio da Página do Participante, utilizando o login único do Gov.br.

“Quem não lembrar a senha da conta poderá recuperá-la seguindo as orientações da plataforma”, orienta o MEC. De acordo com o Ministério, participantes que não compareceram aos dois dias de provas do Enem em 2024 precisam justificar a ausência caso queiram participar da edição de 2025 gratuitamente.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, prevê a gratuidade da taxa de inscrição para pessoas que se enquadrem nos seguintes perfis:

  • matriculadas(os) no 3º ano do ensino médio em escola pública (em 2025);
  • aquelas(es) que fizeram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em escola privada e que possuam renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio;
  • pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica por serem de família de baixa renda, com registro no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico);
  • participantes do programa Pé-de-Meia.

Documentação

Para não pagar a taxa de R$ 85, o MEC exige que sejam apresentados os seguintes documentos, no intuito de comprovar que o candidato não tem condições financeiras de pagar pela inscrição no Enem:

  • documento de identificação da(o) estudante e das(os) demais membras(os) que compõem o núcleo familiar;
  • declaração que comprove a realização de todo o ensino médio em escola pública ou histórico escolar do ensino médio, com assinatura e carimbo da escola. No caso de bolsista, deve ser incluída declaração da escola que comprove a condição de bolsista integral em todo o ensino médio;
  • comprovante da renda declarada referente ao mês corrente ou até três meses anteriores;
  • comprovante de pagamento (holerite ou contracheque, recibo de pagamento por serviços prestados, envelope de pagamento e/ou declaração do empregador, entre outros);
  • declaração original, assinada pelo próprio interessado, para autônomas(os) e trabalhadoras(es) em atividades informais, contendo as seguintes informações: nome, atividade que desenvolve, local onde a executa, telefone, há quanto tempo a exerce e renda bruta mensal em reais;
  • extrato de rendimentos fornecido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou por outras fontes, referente à aposentadoria, auxílio-doença, pensão, pecúlio, auxílio-reclusão e previdência privada. Na ausência desses documentos, apresentar extrato bancário identificado, com o valor do crédito do benefício;
  • recibo de comissões, aluguéis, pró-labores e outros;
  • recibo de seguro-desemprego e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
  • rescisão do último contrato de trabalho;
  • comprovante do valor da pensão alimentícia (na ausência desse documento, apresentar extrato ou declaração de quem a concede, especificando o valor);
  • comprovantes de benefícios concedidos por programas sociais, como o Bolsa Família;
  • declaração original da pessoa que concede ajuda financeira ao interessado, pagamento de despesas com escola ou de outras despesas, contendo as seguintes informações: nome, endereço, telefone, valor concedido e finalidade;
  • comprovante de residência (conta de água, energia elétrica, gás, telefone, carnê de IPTU, correspondências oficiais ou bancárias);
  • para beneficiárias(os) do CadÚnico: cópia do cartão com o NIS válido que contenha nome completo e CPF da mãe do participante.

Cronograma

  • Solicitação de isenção da taxa/justificativa de ausência: 14 a 25 de abril;
  • Resultado das solicitações de isenção da taxa/justificativa de ausência: 12 de maio;
  • Período de recursos: 12 a 16 de maio;
  • Resultado dos recursos: 22 de maio.

O exame

O Enem avalia o desempenho escolar das(os) estudantes ao término da educação básica. Instituições de ensino públicas e privadas utilizam a prova para selecionar estudantes: os resultados são utilizados como critério único ou complementar de processos seletivos, além de servirem de parâmetro para acesso a auxílios governamentais, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

Informações: Agência Brasil

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Raíssa. Juliana. Patrícia. Caroline. Simone. Jane. Leobaldina. Diênifer. Talia. Laís.

Uma dezena de mulheres, com sonhos a realizar, planos a concretizar e conquistas a alcançar. Dez mulheres, que eram irmãs, amigas, colegas de trabalho, filhas e mães. Entre sexta-feira (18) e segunda-feira (21), o feminicídio ceifou a vida de jovens e adultas no Rio Grande do Sul, vítimas de companheiros e ex-companheiros. Nos finais de semana e nos feriados, quando muitas(os) têm a oportunidade de descansar e reunir-se com a família, o ambiente doméstico é ainda mais perigoso para as mulheres. 

O CPERS manifesta sua incondicional solidariedade aos entes queridos neste momento de dor e revolta. O Sindicato também estende seus sentimentos às cidades de Feliz (14º Núcleo), Parobé (32º Núcleo), São Gabriel (41º Núcleo), Bento Gonçalves (12º Núcleo), Viamão (22º Núcleo), Santa Cruz do Sul (18º Núcleo), Serafina Corrêa (3º Núcleo), Pelotas (24º Núcleo) e Ronda Alta (7º Núcleo), onde os crimes aconteceram. A cada história findada pela misoginia, toda sociedade perde e, na luta por direitos sociais, nenhuma companheira é substituível. 

Para o CPERS, além da atuação imediata das autoridades e do fortalecimento das políticas públicas, é fundamental também o investimento em uma educação transformadora, que combata todas as formas de violência, desde as fases iniciais da formação cidadã. Grande parte destes recentes feminicídios foi cometida por homens relativamente jovens, o que escancara como o machismo segue enraizado até mesmo entre as novas gerações. Isso evidencia que a desconstrução dessa cultura violenta não pode estar dissociada do ambiente escolar e pedagógico.

Diante de um feriado de Páscoa monstruoso, é urgente que as autoridades gaúchas ofereçam respostas para o enfrentamento à violência de gênero e para a salvaguarda da vida das mulheres. Em 2014, sob o governo de José Ivo Sartori (MDB), a Assembleia Legislativa extinguiu a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), criada pelo governo de Tarso Genro (PT), acabando com um instrumento fundamental na articulação de estratégias de combate ao machismo e de fortalecimento das possibilidades de futuro para as mulheres e que, apesar do discurso de igualdade e inclusão do governo Eduardo Leite (PSDB), na prática, mulheres gaúchas seguem desamparadas. O investimento em políticas públicas capazes de superar estruturas patriarcais e o recrudescimento do trabalho das Forças de Segurança e da Justiça contra a violência doméstica é uma necessidade imediata. 

Em breve, a Polícia Civil irá lançar uma plataforma online para solicitar medida protetiva. O recurso estará disponível na Delegacia de Polícia Online da Mulher. É possível também fazer denúncias pelos números 197 (Polícia Civil) e 181 (Disque Denúncia) e, de forma anônima e sigilosa, pelo WhatsApp 51 98444-0606. 

Não hesite em pedir ajuda! Pelo fim do ódio às mulheres e por mais políticas de proteção!

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“Não há Sindicato sem trabalhadores e não há trabalhadores livres sem Sindicatos.” Essa é uma das tantas mensagens deixadas pelo Papa Francisco, um pontífice que se colocou ao lado daqueles e daquelas que mais necessitam. Essas palavras, ditas em 2022 diante de milhares de trabalhadoras(es) da Confederação Geral Italiana do Trabalho, ecoam com ainda mais força neste momento tão significativo e comovente de sua partida.

Na manhã desta segunda-feira, 21 de abril, o mundo despediu-se de um dos maiores líderes humanitários de nossa era. Francisco não foi apenas o Papa da Igreja Católica. Foi o Papa dos pobres, dos invisíveis e dos esquecidos. Com coragem e empatia, reaproximou a fé das lutas sociais e lembrou ao mundo que a espiritualidade e a solidariedade caminham juntas.

Em sua última mensagem, neste Domingo de Páscoa, mais uma vez ergueu a voz em defesa da liberdade e da paz: “Não é possível haver paz onde não há liberdade religiosa ou onde não há liberdade de pensamento, nem de expressão, nem respeito pela opinião dos outros.” Com essas palavras, reafirmou sua crença na dignidade humana e no valor da convivência respeitosa e livre.

O CPERS Sindicato presta sua mais profunda homenagem à memória do Papa Francisco. Que sua mensagem de amor, justiça e compromisso com os mais pobres jamais se apague. Que suas palavras e ações continuem a inspirar na construção de um mundo mais solidário, humano e livre.

Foto: VINCENZO PINTO
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Em 21 de abril de 1945, enquanto o mundo se reerguia dos horrores da guerra, nascia, no Rio Grande do Sul, uma semente de resistência: o CPERS.

Criado por educadoras e educadores que sonhavam com um futuro mais justo, o Sindicato surgiu quando levantar a voz por direitos era um ato de bravura. Desde então, são oito décadas de lutas, greves, enfrentamentos e conquistas, sempre com a mesma certeza: a educação pública transforma.

O CPERS nunca se calou! Enfrentou a ditadura com altivez, defendeu a democracia nas ruas e nas urnas, enfrentou governos e resistiu aos ataques, sempre segurando firme as sinetas, as bandeiras amarelas e os ideais que nos movem até hoje.

São 80 anos ao lado de quem ensina, acolhe, cuida e transforma. Hoje, celebramos essa história viva. Celebramos cada funcionária e funcionário de escola, cada professora e professor, da ativa ou aposentada(o), que construiu e constrói, diariamente, essa trajetória com dignidade e luta.

Porque o CPERS não é apenas um Sindicato. É memória, é força coletiva, é esperança em movimento.

CPERS 80 anos: na luta e na defesa da educação pública. Ontem, hoje e sempre!

#CPERS80Anos #CPERSNaLuta

>> Em vídeo especial, a presidente do Sindicato, Rosane Zan, comenta essa data tão simbólica e repleta de significados, que merece ser comemorada por toda a categoria: 

>> Clique aqui e confira a edição especial da Sineta sobre os 80 anos do CPERS

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