Paulo Freire – Educar é Lutar e Resistir. Com o tema em homenagem ao patrono da educação nacional, o CPERS realiza nos dias 6, 7 e 8 de setembro seu X Congresso Estadual, no Fundaparque em Bento Gonçalves (rua Alameda Fenavinho, 481).

O Congresso Estadual, criado na reforma estatutária de 1994, é a instância máxima para a definição da linha política, educacional e sindical do CPERS. A cada três anos, a categoria é convocada para revisar o estatuto, propor alterações e debater as teses elaboradas pelas diferentes correntes políticas que compõem a entidade.

Os três dias de evento na Serra serão de intensa discussão sobre a conjuntura, a pauta de reivindicações e o plano de lutas, além do balanço da atuação do Sindicato desde o último Congresso, realizado em 2016.

Os 42 núcleos do CPERS devem realizar, entre os dias 1º e 21 de agosto, assembleias regionais para a eleição dos delegados que representarão cada região do estado no Congresso, na proporção de um delegado para cada 50 sócios. Todo sócio que comprovar desconto em folha pode votar e ser votado.

Teses e resoluções

Qualquer associado ou grupo de associados pode inscrever teses que serão divulgadas em caderno especial produzido pelo CPERS. O texto deve abarcar total ou parcialmente os seguintes itens: conjuntura estadual, nacional e internacional; balanço; sindical; pauta de reivindicações; políticas específicas; plano de lutas (educacional, salarial, sindical, previdenciário e funcional); e reforma estatutária.

As teses devem ser remetidas para a Comissão Organizadora do Congresso, composta pela direção central do CPERS, pelo e-mail secgeral@cpers.org.br até o dia 22 de julho.

Já as resoluções devem ter no máximo 60 toques (caracteres) por linha nas laudas, em um total de 10 linhas, e devem ser entregues à comissão até o dia 21 de agosto.

A programação detalhada do Congresso será divulgada nas próximas semanas.

Acesse e baixe aqui o Regulamento do X Congresso Estadual do CPERS

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“Todas as escolas devem ter um representante do CPERS, ou os educadores ficam perdidos, sem saber o que está acontecendo”, conta Marta Regina Garcia, funcionária da EEEF Dr. Franklin Olive Leite, de Pelotas.

Apesar da resistência de alguns colegas, é com orgulho que ela representa o Sindicato dentro da escola, e leva as demandas dos trabalhadores da instituição ao conhecimento do 24º Núcleo, participando dos Conselhos Regionais que ocorrem mensalmente na sede.

A força de um Sindicato está na sua base, e no enraizamento da organização da entidade junto aos trabalhadores. Um dos trunfos do passado de grandes mobilizações do CPERS, o Representante de Escola é a voz da escola junto aos núcleos da entidade, e também a pessoa que representa o CPERS dentro da escola.

A atual direção central está investindo na retomada da figura do representante para fortalecer a unidade e a luta da categoria. Nesta terça (16), os diretores Cássio Ritter e Daniel Damiani participaram do Conselho Regional em Pelotas para acompanhar os trabalhos do núcleo, que tem uma forte tradição de organização da base e valorização dos representantes de escola.

“Elaboramos uma cartilha para orientar os educadores e demonstrar a importância da representação sindical. Nosso objetivo é que cada escola do Rio Grande do Sul tenha alguém para representá-la”, explica Cássio, que dirige o departamento de Organização Estatutária e Formação Sindical. A cartilha “Seja o CPERS no Chão da Escola” está disponível para download aqui.

Referência de organização

De acordo com o diretor geral do 24º Núcleo, Mauro Rogério da Silva, cerca de 50 representantes de escola frequentam ativamente os conselhos regionais. “O CPERS é um Sindicato forte porque tem a discussão na base. E quem faz é o representante de escola. Aqui, temos um cuidado muito grande para que cada escola tenha alguém que faça o elo entre a escola e o núcleo, o que qualifica o nosso trabalho e a força das mobilizações”, afirma.

Mauro explica que os educadores são estimulados a elegerem representantes em todas as visitas da direção às escolas, além do núcleo realizar um trabalho ativo de contato com cada escola que ainda não possui sua representação. O estatuto do CPERS determina que cada instituição pode ter um representante para cada 50 sócios(as). Basta uma eleição simples, registrada em ata, para aclamar o representante.

Jeferson Maino, atualmente funcionário da EEEF Rachel Mello, conhece como poucos a função; tem 30 anos de estado e 26 como representante. “Nosso dia a dia é estar na sala dos professores, conversando, atualizando sobre as informações do Sindicato e mostrando a necessidade de participação. Todas as conquistas que tivemos até hoje foram através da luta, por isso é tão importante que a gente se organize”, conta.

Renovação

Além dos quadros mais experientes, a conjuntura difícil tem atraído representantes mais jovens à luta. É o caso da Jéssica Martins de Paiva, professora da EEEF Dr. Alcides Marques, de Jaguarão. Ela enfrentou mais de duas horas de estrada para participar pela primeira vez do conselho. “Estamos em um pós-golpe, com o fascismo tomando conta do país e as políticas neoliberais atacando nossos direitos. Então é muito importante que a juventude faça parte, se encoraje e tome conta dos espaços em que podem modificar as estruturas”.

Para Daniel Damiani, diretor do departamento de Juventude do CPERS, a renovação é fundamental para fortalecer a luta. “Fazer a estrutura do Sindicato funcionar na base é fundamental, e Pelotas é uma referência nesse sentido. Mas nós também precisamos que os jovens educadores estejam representados”, coloca.

Outra jovem professora, Solange de Oliveira participou do conselho pela segunda vez. Como contratada, ela enxerga a necessidade de superar o assédio exercido sobre a categoria e ter coragem para retomar para participar. “Estão vindo para cima de nós e precisamos reagir. Fazem terrorismo com os contratados, mas eu sempre dou o meu exemplo. Sempre participei das lutas e nunca tive que dar explicação à CRE. Precisamos conversar, fortalecer, agregar e mobilizar”, diz.

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No dia 26 de julho o CPERS realiza o Encontro Estadual de Educação, das 8h30 às 17h30, no Salão de Atos Thereza Noronha, no 9º andar da sede do Sindicato (Av. Alberto Bins 480).

O encontro faz parte do Processo de Formação Educacional e conta com a participação dos membros da Comissão Educacional dos Núcleos do Sindicato. Cada núcleo poderá inscrever até três educadores para participar do evento. As inscrições deverão ser feitas até dia 22 de julho pelos núcleos.

Na atividade terão duas mesas de debate, uma às 9h com a professora do Instituto Federal de Charqueadas, Raquel Caetano que debaterá sobre “Mercantilização e privatização da educação pública” e outra às 14h com o professor da Universidade de São Paulo (USP), José Marcelino Rezende Pinto, que abordará o tema “Financiamento da Educação Brasileira em tempos de desconstrução do estado de direito: desafios e possibilidades”.

Veja a programação completa:

8h30 – Credenciamento – café compartilhado – mística de acolhimento

9h – Mesa de debate – “Mercantilização e privatização da educação pública”

Painelista: Raquel Caetano- Instituto Federal de Charqueadas – RS

10h – Intervalo

10h20 – Trabalho de Grupo coordenado pelas comissões (Especialistas, Educação Básica, Educação Indígena, Educação de Jovens e Adultos e educação do Campo)

11h – Socialização e encaminhamentos do Departamento de Educação do CPERS

12h – Intervalo para almoço

14h – Atividade conjunta com Movimento em Defesa da Educação

Mesa de debate: “Financiamento da Educação Brasileira em tempos de desconstrução do estado de direito: desafios e possibilidades”

Painelista: José Marcelino Rezende Pinto – USP

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Face ao avanço da Reforma da Previdência e a continuidade dos ataques à educação no país e no estado, o CPERS convoca a categoria a cruzar os braços no dia 13 de agosto e participar das mobilizações em suas cidades.

A data foi definida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), como Dia Nacional de Mobilização, Paralisações, Assembleias e Greves Contra a Reforma da Previdência, em Defesa da Educação Pública por Empregos.

Centrais sindicais, movimentos sociais, estudantes e educadores de diversos segmentos já anunciaram adesão. No estado, a data também marcará a luta dos trabalhadores em educação por respeito e salário digno.

O governador Eduardo Leite tem protagonizado ataques brutais ao funcionalismo, radicalizando o projeto de desmanche do Estado e da escola pública iniciado por Sartori.  Ao todo, já são 43 meses de salários atrasados ou parcelados, e quase cinco anos sem reposição salarial.

 

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Acontece no próximo dia 6 de agosto o XXIII Encontro Estadual do Fórum de EJA do Rio Grande do Sul, das 14h às 21h30, na sala 102 da FACED/UFRGS.

Esse é um encontro anual, organizado pelo Fórum de EJA/RS, que conta com palestras e relatos de experiências de discentes e docentes dos mais variados segmentos da educação estadual. Na edição deste ano, também ocorre a eleição para a troca de diretoria, visto que já se passaram dois anos da atual coordenação.

Além disso, será realizada a escolha dos delegados e delegadas, dos segmentos que compõem o fórum, para participarem do XVI Encontro Nacional da EJA, que acontecerá de 18 a 22 de setembro de 2019, em Belo Horizonte. 

As inscrições para o XXIII Encontro Estadual do Fórum de EJA do Rio Grande do Sul são realizadas exclusivamente online.

SOBRE OS RELATOS 

O evento contará com espaço para a apresentação de oito relatos. Para tanto, pode ser inscrito um relato por instituição conforme o modelo disponibilizado pela organização. Os resumos devem ser enviados para o e-mail: 23encontro.estadual.fejars@gmail.com

SOBRE A ELEIÇÃO PARA A COORDENAÇÃO DO FÓRUM DE EJA/RS

De acordo com o atual regimento, o Fórum de EJA/RS é composto pelos 17 segmentos abaixo descritos:

I – Gestores da Secretaria de Estado da Educação;
II – Gestores das Secretarias Municipais da Educação;
III – Universidades;
IV – Sistema “S”;
V – Organizações Não-Governamentais (ONGs);
VI – Gestores da Rede Privada;
VII – Educadores das Redes Municipais;
VIII – Educadores da Rede Estadual;
IX – Educadores da Rede Particular;
X – Educandos da Educação Básica das Redes Municipais;
XI – Educandos da Educação Básica da Rede Estadual;
XII – Educandos da Rede Particular;
XIII – Educandos Acadêmicos das Instituições de Ensino Superior;
XIV – Movimentos Sociais, Sindicais, Populares, Estudantis e outros;
XV – Conselho Estadual e Municipais de Educação;
XVI – Institutos Federais de Educação;
XVII – Aposentados com reconhecida participação na modalidade EJA.

Regimento para as eleições: Art. 4º – A Coordenação do Fórum Estadual de Jovens e Adultos do Rio Grande do Sul será composta por um colegiado formado por 1 representante titular e 1 suplente dos segmentos; Art. 6º – § 1º – O representante será eleito por meio dos seguintes critérios:  I. Atuação efetiva na Educação de Jovens e Adultos e nos Fóruns Estadual, Regionais e Municipais de EJA; II. Pela maioria de votos simples dos membros presentes da Coordenação.

Sendo assim, dia 06 de agosto, durante o XXIII Encontro Estadual do FEJARS, cada segmento elegerá um representante e um suplente para compor a coordenação pelos próximos 2 anos. A organização do evento, solicita que, se possível, sejam levados para o encontro os nomes dos candidatos e que os mesmos estejam presentes durante a votação, caso contrário, não podem ser eleitos.   

 PROGRAMAÇÃO

14h – Credenciamento

14h15min – Abertura

14h30min – Palestra: trabalhadores e trabalhadoras da EJA: Qualidade social e Educação Popular

15h30min – Plenária: Questionamentos

16h – Intervalo: Lanche coletivo

16h20min – 1° Relato de Experiências (estudantes e/ou docentes)

16h40min – 2° Relato de Experiências (estudantes e/ou docentes)

17h – 3° Relato de Experiências (estudantes e/ou docentes)

17h20min – 4° Relato de Experiências (estudantes e/ou docentes)

17h40min – Eleição de delegados para o XVI ENEJA

18h30min – Eleição da coordenação do Fórum EJA/RS

19h – 5° Relato de Experiências (estudantes e/ou docentes)

19h20min – 6° Relato de Experiências (estudantes e/ou docentes)

19h40min – Intervalo: Lanche coletivo

20h – Eleição de estudantes para o segmento discente da coordenação do Fórum de EJA/RS e de delegados do segmento discente para o XVI ENEJA

20h20min – 7° Relato de Experiências (estudantes e/ou docentes)

20h40min – 8° Relato de Experiências (estudantes e/ou docentes)

21h – Plenária final – Demandas discentes e docentes pela efetivação de políticas intersetoriais que promovam a qualidade social da Educação de Jovens e Adultos.

21h25min – Encerramento

MAIS INFORMAÇÕES PELO E-MAIL: 23encontro.estadual.fejars@gmail.com

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Entre os dias 19 e 26 de julho será realizado o 8º Congresso Mundial de Educação. Neste ano, o encontro promovido pela Internacional da Educação (IE), ocorre em Bangkok, na Tailândia.

O CPERS será representado no evento pela presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, que considera importante a participação, visto o tema desta edição ser “Educadores e seus sindicatos assumindo a liderança”. O congresso vai debater a democracia e direitos humanos e sindicais.

O evento também tem como finalidade determinar as políticas, princípios de ação, programa e orçamento da organização, e elege o presidente, vice-presidentes e secretário-geral, bem como outros membros da Diretoria Executiva da IE.  O Congresso Mundial é composto de delegados nomeados e representantes das organizações membros.

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Conhecida como minirreforma trabalhista, a Medida Provisória (MP) nº 881 pode se tornar lei e trazer ainda mais retrocessos para a legislação trabalhista brasileira.

Como o governo de Jair Bolsonaro (PSL) havia anunciado em sua campanha, a intenção é afrouxar regras para favorecer a classe empresarial brasileira.

A proposta original da MP, que tramita no Congresso Nacional em caráter de Projeto de Conversão de Lei (45/2019), era para mudar 11 itens. Ao passar pela comissão mista da Câmara, a MP foi alterada pelo relator Jerônimo Georgen (PP-RS), que propôs mudar mais de 50 itens da lei.

Um dos principais ataques apontados por especialistas é a liberação do trabalho aos domingos e feriados para mais categorias. Atualmente, a legislação prevê que os trabalhadores que exercem atividade nos fins de semana e feriados tenham remuneração diferenciada pelas horas trabalhadas, além de escala especial de folgas. Com a alteração proposta por Georgen, as empresas ficariam isentas de arcar com esses direitos.

O secretário de Assuntos Jurídicos da CUT, Valeir Ertle, explica que a MP passa a tratar os dias especiais como dias normais de trabalho e, com isso, os direitos adquiridos serão perdidos.

“Algumas categorias têm regras específicas garantindo valores para alimentação, horas extras, escalas de folgas diferenciadas, mas a medida provisória pode acabar com tudo isso”, pontua o dirigente.

“Vai ficar a critério da empresa decidir quando o trabalhador vai ter que trabalhar e quando terminar a vigência de acordos coletivos que preveem regras especiais, os patrões, embasados na lei, não vão querer negociar benefícios para os trabalhadores”.

O advogado trabalhista José Eymard Loguércio acredita que em um curto prazo as consequências da MP 881 serão mais precarização, menores remunerações e impacto negativo na economia brasileira.

“Nenhum país que adotou regras semelhantes apresentou melhores índices de geração de emprego. Pelo contrário, as jornadas aumentaram para quem já trabalhava”, disse.

Eymard lembra que em um país com alto índice de rotatividade como o Brasil a substituição da mão de obra é fácil para os empresários. A reforma Trabalhista, um exemplo de flexibilização dos direitos, não gerou postos de trabalho, afirma.

“O que está acontecendo é o aumento do desemprego e da rotatividade. Um grande contingente de pessoas que estavam empregadas, com um padrão de rendimento foram demitidas e contratadas por valores menores”, diz o advogado.

Direito Civil

Outro ponto crítico da Medida Provisória 881 é a sobreposição das regras do Direito do Trabalho pelas regras do Direito Civil.

Na prática, significa que contratos firmados com valores acima de 30 salários mínimos (R$ 29.940,00) não teriam a mesma proteção das leis trabalhistas. “Seriam uma espécie de acordo comum firmado entre as partes, sem base em regras trabalhistas”, explica a presidente da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), juíza Noêmia Garcia Porto.

Ela afirma que nesse ponto a medida não tem nenhum ‘respaldo’ constitucional, porque segrega os trabalhadores, dividindo-os em ‘castas’. “A Constituição proíbe qualquer discriminação entre tipos de trabalhadores”, diz Noêmia.

Para a juíza, fica claro que a lógica da MP é de que trabalhadores nessa faixa salarial não devem ter proteção social, o que, ela diz, não é verdade.

“Se você tira regras, coloca os trabalhadores em condição de exploração e isso pode ocorrer em qualquer faixa salarial”, destaca Noêmia.

Impunidade

A MP 881 também dificulta o acesso da justiça a bens de proprietários e sócios de empresas julgadas como devedoras em ações trabalhistas. Atualmente, após a condenação há um recurso chamado Desconsideração da Pessoa Jurídica (DPJ) que determina que os sócios respondam com seu patrimônio, caso a empresa não tenha bens para quitar a dívida.

Para a presidente da Anamatra, isso poderá criar um ambiente de impunidade, uma vez que o trabalhador ganhará a ação e não conseguirá receber os valores.

Empresários beneficiados

O secretário de Assuntos Jurídicos da CUT afirma que a vida do trabalhador, na prática, muda, tanto do ponto de vista social como do ponto de vista econômico, já que ele vai ser submetido a horários incomuns de trabalho e com menor remuneração.

Para o dirigente, a chamada ‘liberdade econômica’ pregada por Bolsonaro, na verdade, é mais uma ação deste governo de extrema direita para retirar direitos dos trabalhadores.

“Esse governo só tem visão empresarial, não tem um mínimo de sensibilidade social”, salienta Valeir.

“E no que diz respeito à economia”, prossegue o dirigente, “não dá para saber onde eles querem chegar com medidas como essa, já que a remuneração vai ser menor, os empregos serão precários e a reforma Trabalhista já provou que isso não é solução para crise”.

Valeir cita ainda um exemplo clássico da história para ilustrar o que tira um país da crise. “Henry Ford, em 1914, dobrou o salário dos trabalhadores de sua linha de produção e reduziu a jornada para oito horas diárias. Assim foi preciso criar um terceiro turno para manter a produção”.

O resultado dessa estratégia, comprovado pela história, foi que os próprios trabalhadores, com poder de compra maior, passaram a adquirir os automóveis que produziam, o que já dizia Henry Ford, era “bom para a economia”.

A presidente da Anamatra, Noêmia Garcia Porto, concorda e complementa “parece que essa ideia de afrouxamento está baseada no senso comum, construído pela mídia, de que reduzindo proteção, se consegue incrementar a atividade econômica, mas não há nenhum estudo e nenhuma estatística que comprove isso”.

Ataques da MP 881

Outros pontos da MP, considerados graves pelo movimento sindical e juristas do trabalho são:

– Criação da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) digital e sem garantia de acesso efetivo para todos os trabalhadores acerca de suas informações. O advogado José Eymard Loguércio observa que o Brasil tem um grande contingente de excluídos digitais e que, portanto, não teriam acesso a esse recurso.

– Criação de mecanismos que dificultam a fiscalização e autuação fiscal e retira os sindicatos do sistema;

– Fim do e-Social;

– Fim da obrigatoriedade das CIPAs (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), tornando-as facultativas.

Clique para saber quais categorias serão afetadas pela MP 881

Tramitação

O relatório do deputado Jerônimo Georgen, que “inchou” a medida provisória, foi votado na comissão especial da Câmara, na quinta-feira (11) e após o recesso parlamentar, deverá ir a plenário. A MP será votada na Câmara e no Senado. Se for aprovada, passa a valer como lei.

A CUT vai se reunir com as demais centrais sindicais ainda no mês de julho e dialogar com todos os partidos para que a medida seja alterada na Câmara. “Ou trabalhar para a medida caducar [perder a validade] em setembro”, diz Valeir.

O dirigente criticou a forma como a medida entrou em pauta. Segundo ele, havia um acordo entre os parlamentares de discutir o tema somente após a votação da reforma da Previdência, No entanto, o relator colocou a MP em votação.

A presidente da Anamatra vê na tramitação um problema democrático já que a medida impacta a vida de milhões de brasileiros e não foi debatida com a sociedade. Noêmia Porto ainda afirma que “foi a mesma coisa com a reforma Trabalhista. Começou um texto modesto e no meio da tramitação o texto foi inchado, dificultando o diálogo com a sociedade”.

O Supremo Tribunal Federal (STF) já havia considerado inconstitucional esse método de ‘inchaço’ de medidas. Duas ações de inconstitucionalidade da MP 881 aguardam julgamento na suprema Corte.

Saiba mais

Bancários são contra trabalho aos sábados, domingo e feriados

Fonte: André Accarini – CUT Nacional

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Entre os dias 02 de outubro e 27 de novembro serão realizados os Encontros Regionais dos(as) Aposentados(as) do CPERS, abrangendo os 42 núcleos do Sindicato.

O primeiro núcleo sede que receberá a iniciativa será Guaporé, no dia 02 de outubro. Também participarão do encontro os(as) educadores(as) dos núcleos de Bento Gonçalves, Soledade e Vacaria.

A atividade tem o objetivo de apresentar a política do CPERS para os aposentados e orientar quanto a questões importantes para essa significativa parcela da categoria. A organização dos Encontros está a cargo do Departamento dos Aposentados, coordenado pelas diretoras Glaci Weber e Alda Bastos Souza.

“Nos nossos encontros os aposentados irão confraternizar e sairão fortalecidos para a luta contra os governos de Eduardo Leite e Bolsonaro. Mas, também queremos oferecer um pouco de alegria e entusiasmo através do desafio da dança. Tenho certeza que quem foi nos encontros passados não irá perder esse”, afirma Glaci.

Este ano os(as) professores(as) e funcionários(as) de escola aposentados(as) serão desafiados à dançar com o “Desafio das Danças Folclóricas do Brasil”. Caberá aos núcleos sedes convidar os núcleos participantes para o “desafio da dança”.

Os selecionados nos encontros regionais participarão da etapa final que será realizada durante o Encontro Estadual dos(as) Aposentados(as), em abril de 2020, os dias, o local e o horário ainda serão definidos.

Aposentados(as), procurem os seus núcleos e inscrevam-se para participar do Encontro Regional e do “Desafio das Danças Folclóricas do Brasil”.

Confira as orientações, organize seu grupo e participe:

-Cada Núcleo ensaiará um grupo ou mais de dança. Se houver mais de um grupo inscrito, o Núcleo deverá fazer uma prévia e selecionar um para se apresentar no Encontro Regional;

-Cada grupo deverá contar com, no máximo, oito dançarinos(as);

-Em caso de substituição de dançarinos do grupo classificado para a etapa estadual, o Departamento Estadual dos(as) Aposentados(as) deverá ser avisado com antecedência;

-Todos os grupos dançarão o ritmo sorteado no seu grupo de origem;

-Cada apresentação deverá ter, no máximo, dez minutos;

-A classificação se dará nos Encontros Regionais e uma dança, por regional, será classificada para o Encontro Estadual dos(as) Aposentados(as);

-A dança que for classificada para o Encontro Estadual deverá conservar as mesmas características do Encontro Regional;

-Os grupos serão avaliados de acordo com os seguintes quesitos:

            -Popularidade;

            -Originalidade;

            -Figurino;

            -Ritmo;

            -Criatividade;

            -Expressão corporal;

            -Sincronismo;

            -Evolução;

            -Presença cenográfica;

            -Integração (harmonia com o grupo)

Cronograma dos Encontros Regionais com os ritmos de danças sorteados por grupo:

Grupo/Ritmo Núcleo sede Data Núcleos participantes
G1 – Catira Guaporé 02/10 Guaporé, Bento Gonçalves, Soledade e Vacaria
G2 – Frevo Ijuí 09/10 Ijuí, Cruz Alta, Palmeira das Missões e Santo Ângelo
G3 – Xaxado Erechim 16/10 Erechim, Lagoa Vermelha, Passo Fundo e Carazinho
G4 -Carimbó Cachoeira do Sul 23/10 Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, São Gabriel e Santana do Livramento
G5 – Bumba meu Boi Pelotas 30/10 Pelotas, Rio Grande, Camaquã e Bagé
G6 – Danças Tradicionais do RS (observação 1) Caxias do Sul 12/11 Caxias do Sul, Estrela, Montenegro, Taquara e São Leopoldo
G7 – Fandango Gaúcho (observação 2) Três de Maio 13/11 Três de Maio, Três Passos, Frederico Westphalen, Cerro Largo e Santa Rosa
G8 – Maracatú 38º e 39º Porto Alegre 20/11 Porto Alegre, Gravataí, Osório, Canoas e Guaíba
G9 – Samba ou Samba de Ronda Santiago 27/11 Alegrete, Uruguaiana, São Borja e São Luiz Gonzaga

 

OBS 1: Grupo 6 – danças Tradicionais do RS (escolher uma das danças Pézinho, Tatu, Cana Verde, Balaio, etc

OBS 2: Grupo 7 – Fandango Gaúcho (escolher uma das danças entre vanera, vanerão, valsa, chote, chamamé, rancheira bugio e polonésia)

 Encontro Estadual dos Aposentados 2018

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Na manhã desta terça-feira (16), na Assembleia Legislativa foi lançado o Observatório da Educação Pública do Rio Grande do Sul pela Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa. O documento faz uma radiografia da rede educacional gaúcha, trazendo informações de uma década da estrutura, Piso do magistério gaúcho, investimentos, resultados e programas da educação no Estado. O Observatório foi elaborado com dados de diferentes instituições, como a Secretaria da Fazenda do Estado, a Secretaria da Educação, a Secretaria de Planejamento e Gestão, o Ministério da Educação (MEC), o INEP, o Ministério Público e o Tribunal de Contas.

Sofia fez uma breve análise sobre o documento, mostrando o descaso dos últimos governos com os(as) educadores(as) e com a educação pública no Estado. “Que daqui um ano possamos comemorar indicadores melhores e que possamos dizer que fizemos o melhor pela educação gaúcha”, finalizou.

“Quando colocamos no papel os dados, é o retrato da dor. O que presenciamos em audiências e reuniões é lamentável. O que o nosso observatório está mostrando não é bom. Não há projetos estaduais e federais para melhorar a educação pública. Então o que sabemos é que no segundo semestre teremos muito trabalho”, avaliou o deputado Fernando Marroni.

Para o deputado e vice-presidente da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia, Issur Koch o observatório destaca o caos na educação pública no Estado e ressalta que a culpa não pode ser terceirizada para a escola e os(as) educadores(as). Segundo ele a responsabilidade é do governo que não cumpre com os seus deveres,  de investir na educação e valorizar os(as) professores(as) e funcionários(as) de escola.

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia parabenizou a comissão, elogiou o caderno pelos dados contidos e relatou o estado de miserabilidade da categoria que amargam 43 meses de salários atrasados/parcelados e mais de quatro anos sem reajuste salarial.

“Muitas pessoas pensam que os professores e funcionários são privilegiados e os dados aqui mostram que não, quando vocês se surpreendem que o valor do salário não é para 20h mas 40h, quando vemos que tem colegas doentes sendo demitidos, quando vemos que não são mais feitos concursos públicos, quando escolas estão sendo fechadas. É uma grande preocupação nossa do CPERS de ver que a educação não prioridade do governo”, afirmou.

Edson destacou a importância do governo de Eduardo Leite e os outros parlamentares que não estavam presentes terem acesso ao documento. “Esperamos que os outros deputados tenham conhecimento desses dados e passem à nos enxergar professores, funcionários de escola e toda comunidade escolar com a real importância que merecemos”, finalizou Edson.

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Eduardo Leite foi eleito com a promessa de dialogar e valorizar quem trabalha no chão da escola. Mas, a cada ato, o governador revela mais da sua verdadeira face: cruel, autoritária e insensível aos problemas da educação e da categoria. Seu projeto é um só: acabar com a escola pública.

Com esta chamada de capa, está no ar e, em breve, na caixa postal dos mais de 80 mil sócios do CPERS, a edição de julho da Sineta, tradicional veículo impresso da entidade.

A publicação traz um balanço do primeiro semestre de gestão, marcado pela falta de projetos reais para reverter o brutal empobrecimento da categoria e pela radicalização do projeto de Sartori: desmanche da escola pública, ataque brutal ao funcionalismo, precarização dos serviços e redução do Estado a todo custo.

O conteúdo é, também, um chamado para a luta. A categoria deve se preparar para um duro enfrentamento para barrar os ataques à escola pública e para reivindicar a justa valorização profissional dos educadores(as).

Confira:

Panfleto A4
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