O CPERS lança, nesta semana, a “Cartilha de Grêmios Estudantis”, voltada para informar os estudantes sobre o processo de construção de um grêmio nas escolas e sobre a atual conjuntura da educação pública no Brasil.

A ideia da cartilha surgiu em um encontro do Departamento de Juventude do CPERS e foi reforçada pela importância de fortalecer a relação entre o Sindicato e o Movimento Estudantil.  A defesa da escola pública gratuita e de qualidade é uma bandeira que unifica professores, funcionários de escola, estudantes e toda a comunidade escolar.

O conteúdo da cartilha foi discutido em uma reunião do CPERS com grêmios e entidades estudantis ainda no ano de 2018, onde os temas foram levantados pelos estudantes, que se comprometeram com a redação de cada texto.

Como resultado, espera-se que esta publicação seja atrativa e estimule a discussão e a organização estudantil. Vivemos um período de cortes de recursos para a educação e ataques à democracia e a autonomia pedagógica das escolas e dos(as) educadores(as).

Para Daniel Fortuna Damiani, diretor do Departamento de Juventude do CPERS, a criação de grêmios é fundamental para ampliar conhecimentos sobre democracia, cidadania, autonomia e protagonismo. 

“Como professor de Sociologia, posso dissertar um ano todo sobre esses assuntos em aula, mas o risco é grande do aprendizado ser bem menor do que daqueles e daquelas que experimentarem. É vasta a literatura, por exemplo, sobre os aprendizados da experiência das ocupações das escolas pelos estudantes no país em 2016”, ressalta Daniel. 

Acreditamos que o fortalecimento da participação dos estudantes, além de fazer valer a Lei de Gestão Democrática, contribui para um ambiente mais rico e democrático nas escolas. Que cada vez mais os estudantes possam contar com o CPERS como um parceiro, que respeita a autonomia e a organização estudantil e, mais do que isso, a promove.

“Nós do CPERS Sindicato, que lutamos pela Lei de Gestão Democrática, acreditamos que ela não se efetiva sem a participação dos(as) estudantes e sempre contamos com eles(as) para defender a escola pública de qualidade”, reforça Daniel.

A cartilha será disponibilizada em versão física para todas as escolas do estado e já está disponível em sua versão online. Leia, compartilhe e nos ajude a fortalecer a luta. A força da escola pública está em nossas mãos!

Entidades que assinam a cartilha:

CPERS Sindicato 

União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) 

União Gaúcha dos Estudantes Secundaristas (UGES) 

União Municipal dos Estudantes de Porto Alegre (UMESPA) 

União Municipal dos Estudantes de Viamão 

Diretório Central dos Estudantes do IFRS 

Coletivo de Juventude do MPA-RS 

Grêmio Estudantil do Instituto Estadual de Educação Olavo Bilac | Santa Maria 

Grêmio Estudantil da Esc. Est. Ens. Fun. Bruno Agnes | Santa Cruz Do Sul 

Grêmio Estudantil da E.E.E.M. Rafaela Remião | Porto Alegre 

Grêmio Estudantil da Escola Padre Reus | Porto Alegre

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Desde o início do novo governo, o CPERS vem denunciando os crescentes ataques e o desrespeito com contratados(as). Atualmente, eles representam 39% dos quadros do magistério público estadual e dos(as) funcionários(as) de escola do Rio Grande do Sul e, além das demissões em meio a licença saúde e o atraso nos pagamentos, ainda sofrem com a incerteza da continuidade do trabalho ao fim do ano letivo. 

Para debater o atual cenário e as possíveis estratégias de combate às investidas do governo, o 40º Núcleo do CPERS, da região de Palmeiras das Missões, promoveu um encontro em Sarandi, na manhã desta sexta-feira (16). 

A reunião, realizada na Câmara de Vereadores da cidade,  contou com a presença de contratados(as) das escolas de Sarandi, Rondinha, Nova Boa Vista, e distrito do Barreirinho. 

O diretor do núcleo, Joel Oliveira, ressaltou a importância do encontro para a mobilização. “Com as recentes declarações do secretário de Educação, precisamos nos organizar para evitar que a situação se agrave”, declarou Joel.

O Conselho Geral do CPERS deliberou pela criação de comitês em defesa dos contratados(as) em cada núcleo da entidade.É somente com a união da categoria que conseguiremos enfrentar esse período nefasto da história do país e do nosso estado.

O evento também contou com a participação da professora Ercília Lemes, representando os contratados, da professora Maria Andreia Nerling, membro da direção do núcleo, do professor Jorge Brizola, representante 1/1000 e do jurídico do CPERS, representado pelo Dr. Dejair. 

A partir do encontro, ficou encaminhada a realização de uma nova reunião com contratados(as) de todos os municípios do 40° núcleo, de onde sairá um documento que será entregue ao Secretário através da direção central do Sindicato.

A luta do CPERS, além de pagamento em dia e dignidade, é pela realização imediata de concursos públicos para garantir segurança jurídica e dar aos contratados a oportunidade de acessar a carreira. 

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Trazer os interesses da comunidade escolar para um ambiente virtual de amplo acesso, incentivando a produção de conhecimento dentro e fora da sala de aula, é um dos objetivos do projeto “ALPodcast” inscrito na 4ª Mostra Pedagógica do CPERS.

As inscrições foram abertas oficialmente na última quinta-feira, 8 de agosto, e trazem uma novidade neste ano: elas podem ser realizadas online. Inscreva-se aqui.

Com o trabalho, estudantes e professores da EEEM André Leão Puente, de Canoas (20º núcleo), debatem assuntos de interesse da comunidade escolar, além de temáticas culturais, que incluem cinema, literatura e televisão, em podcasts disponibilizados no Spotify e Youtube. 

O material é produzido pelos professores Felipi Fraga, Hidalgo Liscano, Nicássio Martins e Rodrigo Dinnebier, e conta com o envolvimento de toda a comunidade escolar, incluindo alunos e ex-alunos.

“A ideia nasceu a partir de conversas que tive com os professores Hidalgo, Nicássio e Rodrigo, em que reunimos um gosto em comum: o de escutar podcasts e de falar sobre cultura em geral, algo que já fazíamos em reuniões pedagógicas, confraternizações e sala de aula com os alunos”, explica Felipi. 

Da esquerda para a direita: Hidalgo Liscano (professor co-criador), Rodrigo Dinnebier (professor co-criador), Felipi Fraga (diretor, idealizador e mediador do podcast) e Nicássio Martins (professor co-criador).

Felipi, que também é diretor da escola André Leão Puente, conta que a experiência em produzir podcasts pela instituição tem sido muito realizadora.

“A gente tem tido um retorno bem positivo da comunidade escolar, que tem gostado de ver que está acontecendo algo inovador na escola. É uma oportunidade da gente sentar e conversar sobre as coisas que nós e os alunos temos em comum”.

Ele explica ainda que o trabalho tem gerado interesse não só dos estudantes, mas também de seus pais e de alunos já formados pela escola. “Eles têm proposto pautas dizendo que querem participar do ‘ALPodcast’. Por ser uma mídia nova, a maioria não conhecia um podcast”.

Entre os episódios que mais repercutiram no ambiente escolar está o Vida de Professor. Nele, os educadores falam sobre a sua formação, além de suas experiências na escola e na faculdade até chegarem no mercado de trabalho.

“É o episódio de mais acesso no canal, em que os alunos mais comentam conosco. Para eles, é surpreendente descobrir algumas coisas sobre a nossa vida pessoal e como foi a nossa trajetória acadêmica”, afirma o professor e diretor da escola.

É a primeira vez que os professores se inscrevem na Mostra Pedagógica do CPERS. Felipi fala como surgiu a ideia de realizar a inscrição. “O professor César Loitzenbauer, que participou de um episódio do podcast que vai ao ar no próximo domingo (25) sobre plastimodelismo, participou da Mostra no ano passado. Foi ele quem disse que seria interessante inscrevermos o ‘ALPodcast’ no evento”.

Para ele, há a intenção de se ampliar o projeto durante o ano com a finalidade de incentivar alunos e ex-alunos a produzirem estes conteúdos. A ideia é que eles desenvolvam conhecimentos que sirvam como alternativa de trabalho na vida pós-escola, tornando-se sustentáveis economicamente.

O que é um Podcast?
Um Podcast é uma mídia de transmissão de informações que é gravado e disponibilizado em plataformas digitais de amplo acesso como Spotify, Google Podcasts, Anchor, YouTube e Facebook.

Inscrições para a 4ª Mostra Pedagógica

As Mostras Regionais serão realizadas nos 42 Núcleos do Sindicato de setembro a novembro, e as inscrições podem ser realizadas com até cinco dias de antecedência do evento.

Os trabalhos selecionados nas etapas regionais participarão da Mostra Pedagógica Estadual que ocorrerá na capital em data a ser definida. As experiências selecionadas na estadual serão compiladas em uma publicação especial.

Educadores(as), inscrevam-se e participem desta importante atividade que visa valorizar os professores(as), funcionários(as) e a educação pública estadual.

Cronograma das etapas regionais

10/09 – Cerro Largo

11/09 – Santa Rosa

12/09 – Três de Maio

13/09 – Santo Ângelo

17/09 – São Luiz Gonzaga

18/09 – São Borja

19/09 – Cruz Alta

24/09 – Palmeira das Missões

25/09 – Ijuí

26/09 – Frederico Westphalen

27/09 – Três Passos

01/10 – Carazinho

02/10 – Passo Fundo

03/10 – Erechim

04/10 – Lagoa Vermelha

08/10 – Vacaria

09/10 – Caxias do Sul

11/10 – Guaporé

11/10 – Estrela

15/10 – São Gabriel

16/10 – Alegrete

17/10 – Uruguaiana

18/10 – Livramento

22/10 – Bagé

23/10 – Rio Grande

24/10 – Pelotas

25/10 – Camaquã

29/10 – Santiago

30/10 – Santa Maria

31/10 – Cachoeira do Sul

01/11 – Santa Cruz

05/11 – 38º Porto Alegre

05/11 – 39° Porto Alegre

05/11 – Gravataí

06/11 – Canoas

06/11 – Guaíba

07/11 – São Leopoldo

07/11 – Soledade

08/11 – Osório

08/11 – Montenegro

12/11 – Bento Gonçalves

12/11 – Taquara

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A comunidade de Encantado vive novamente o drama da ameaça de municipalização de uma das escolas estaduais da cidade.

Em 2016, Sartori impôs a municipalização da EEEF Heitor Alexandre Peretti, com a justificativa de que o local abrigaria uma creche. Até hoje a Prefeitura não fez uso da estrutura e o prédio, com 810 m², é apenas um escombro, símbolo de abandono e descaso.

Escola Heitor Alexandre Peretti foi municipalizada e, atualmente, a estrutura que sediaria uma creche, encontra-se abandonada. Foto: Jornal O Informativo do Vale

Agora, seguindo os passos de seu antecessor, Leite quer municipalizar a EEEM Erico Veríssimo, que atende 140 alunos do 1º ao 9º ano, em uma das regiões mais humildes da cidade. A intenção do governo é que a mudança ocorra já em janeiro de 2020.

Horta cultivada pelos alunos no terreno da escola

Nesta semana, uma audiência pública realizada na Prefeitura tratou do processo de municipalização. Professores(as), funcionários(as) da escola e representantes da comunidade estiveram no local e defenderam a manutenção da instituição na rede pública estadual. Mas o Estado já dá o desfecho como certo. Segundo o representante da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Luiz Schenkel, presente na audiência, o prédio da escola será cedido por, no mínimo, 20 anos.

Os professores(as) concursados poderão optar pela continuidade ou transferência. Aqueles(as) que são contratados deverão passar por uma revisão contratual. Os  educadores(as) terão os salários pagos pelo Estado no primeiro ano da municipalização.

Educadores(as) temem pelo futuro

A diretora da escola, Maristela Caroline Dartora, relata que o clima entre os educadores(as) e a comunidade escolar é de apreensão e incerteza. “Estão todos preocupados sobre o que pode acontecer, pois na audiência pública nos pareceu que a municipalização já foi dada como certa”.

Ela também destaca que em nenhum momento o assunto foi debatido com os pais, os estudantes e a direção da escola, e preocupa-se com o futuro dos alunos. “Em nenhum momento fomos consultados. Não houve diálogo com os principais interessados. O que nos preocupa é que o governo não está levando em conta o perfil dos nossos alunos, que é diferenciado, pois eles vêm de um bairro caracterizado por alta vulnerabilidade social”, observa.

A escola Erico Veríssimo possui um amplo pátio, nove salas de aula, sala de informática, prédio bem conservado e ajardinado e fica próximo ao centro da cidade

Há três anos lecionando para as séries iniciais na Erico Veríssimo, a professora Ana Maria Biolchi afirma que toda a equipe docente está preocupada com a situação. “Fomos pegos de surpresa. Nossa preocupação é sobre o que pode ocorrer conosco. Muitos temem ser dispensados. Ainda tenho esperança de que esta situação possa ser revertida”, desabafa.

“A municipalização foi anunciada em um fórum municipal, quando nós, da escola, estávamos trabalhando. Fiquei sabendo por uma amiga que participou do evento. Nem a nossa direção sabia. E nas férias tudo aconteceu, com visita da Seduc e de representantes da Prefeitura”, recorda Leticia Conrad, que atua como professora contratada.

“Já estamos em uma situação difícil, sabendo que em dezembro nossos contratos encerram e agora vem a municipalização. Quem vai pagar minhas contas? Tenho duas filhas para sustentar. Não é fácil”, desabafa.

Consequências da municipalização

Se a municipalização for concretizada, estudantes, pais, comunidade escolar e educadores serão seriamente prejudicados.

O parecer 1400/2002, do Conselho Estadual de Educação, que trata das normas para oferta do ensino no Rio Grande do Sul, destaca questões como o direito da criança de estudar na escola mais próxima de sua residência. Com a municipalização, não haverá a garantia de que a criança estude em uma instituição perto de sua casa, podendo ser destinada a uma escola muito além do bairro onde reside.

A Constituição Federal diz que o Estado e os municípios são os responsáveis pela oferta do Ensino Fundamental. Porém, não há uma articulação do Estado com os municípios. Na prática, o regime de colaboração não existe.

É importante ressaltar que, a partir de 2020, o Fundeb deixa de existir em seus moldes atuais e não há consenso sobre a modelagem do novo fundo. Municípios poderão não ter condições de manter as escolas em funcionamento.

O que o governo chama de “revisão contratual” muito provavelmente significa a demissão dos educadores(as) contratados.

Mobilizar a comunidade é fundamental

O CPERS orienta aos seus 42 Núcleos a mobilizarem a comunidade escolar para impedir que o processo de municipalização pretendido avance.

O Sindicato orienta a realização de audiências públicas, reuniões com a comunidade escolar para a organizar o apoio da sociedade, pressão aos deputados, vereadores, secretários de educação e prefeitos para que não aprovem a municipalização.

O CPERS solicita que casos de municipalização em andamento sejam comunicados pelo e-mail secgeral@cpers.org.br .

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O CPERS, como integrante do Comitê de Combate à Megamineração no Rio Grande do Sul, convoca a categoria para participar de audiência pública acerca do projeto Mina Guaíba.

A audiência, promovida pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal, será realizada no dia 20 de agosto, às 18h, no auditório do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 80)

O objetivo do encontro é obter dados, informações, sugestões, críticas ou propostas concernentes à possível implantação do empreendimento de extração de carvão, areia e cascalho denominado MINA GUAÍBA, proposto pela empresa COPELMI MINERAÇÃO LTDA.

O empreendimento, que deve ocupar uma área de 5 mil hectares nos municípios de Eldorado do Sul e Charqueadas e está em processo de licenciamento junto à Fepam, apresenta sérios riscos ambientais à região. Os moradores da Capital e de outras cidades que dependem do Rio Jacuí poderão ser impactados pela contaminação da água e do ar, por cheias e pelo aumento pluvial. 

Precisamos lembrar de catástrofes como a de Mariana e Brumadinho e evitar que as mesmas se repitam. Mineração não é riqueza, é exploração, trabalho insalubre, morte do solo, da água, das plantas, do ser humano. Não queremos morte disfarçada de progresso em nosso estado.

Por isso, a presença de todos é muito importante para mostrar que os gaúchos não querem esse retrocesso socioambiental. A participação na audiência e o direito à manifestação serão franqueados mediante inscrição prévia no site do MP.

A realização desta audiência pública na Capital, e não apenas nas cidades em que a mina estará localizada (Charqueadas e Eldorado do Sul), caso seja licenciada, foi uma das primeiras demandas de movimentos sociais que buscam combater a implantação da megamineração na região. 

Para mais informações sobre os impactos da megamineração, confira o especial do jornal Sul21 sobre o tema http://mineracao.sul21.com.br/

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O CPERS convida os(as) educadores(as) e estudantes para assistirem a peça teatral Hermes no Brasil. O monólogo conta a história política do Brasil nos tempos da ditadura militar (período de 1964 a 1985).

No Conselho Geral do dia 10 de maio, o secretário de escola e ator Vanius Rocha apresentou a peça para os educadores(as) presentes. Os duros tempos da ditadura militar foram representados e o impacto da apresentação levou o púbico a refletir sobre a realidade atual, que cada vez mais se aproxima dos anos de repressão do regime militar.

Agora a peça entra em cartaz na Casa de Cultura Mario Quintana, no teatro Bruno Kiefer, com capacidade de 200 lugares.  A temporada compreende os dias 30 e  31 de  agosto e  1,  6,  7  e 8 de    setembro. Às sextas-feiras e os sábados serão designadas a apresentações exclusivas para alunos de ensino médio da rede pública ou privada de Porto Alegre.

O espetáculo conta a história de Hermes ainda na adolescência  é atestado com esquizofrenia e internado. O rádio e a janela do quarto são as únicas pontes para o mundo real, curiosamente é através dos mesmos que as causas de seus sofrimentos chega. O aparelho de som conta a história política do Brasil, ditadura militar instaurada. E a janela é a moldura da imagem da mulher de seus sonhos, que passa todos os dias em frente ao hospital. Por tanto o personagem principal luta pela liberdade de expressão, através do livre pensamento político-ideológico, e pelo amor de sua vida.

O objetivo desses encontros é a troca histórica e cultural com os estudantes.  Logo após a exibição da peça é proposto um debate com o autor do  espetáculo,  professores  e estudantes presentes.

Na temporada anterior, que aconteceu no Teatro de Arena, as discussões abrangeram temas diversos como: processos de produção de uma peça teatral, o período de regime militar e outros momentos históricos da política brasileira e mundial, a saúde mental, relações  com  o  momento  político  atual do  país  e  do mundo e ainda sobre as “ditaduras” que vivemos atualmente através das redes sociais e padrões de beleza e gênero.

Nos demais dias da temporada as exibições serão abertas ao  público.  O objetivo de discutir e trocar ideias ainda estará presente nesses  dias,  já  que  parcerias  com  diretórios  acadêmicos  e  grupos  de  pesquisas universitárias estão sendo feitas. Dessa forma, logo após a exibição da peça teremos uma mesa com alunos, professores e pesquisadores convidados, mediada pelo autor da peça.

As reservas de lugares para as escolas podem ser feitas pelo e-mail hermesdobrasil@gmail.com ou pelo telefone (51) 9951 64289.

Cronograma:
30/08: Sessão às 11h, 14h30 e 19h30
31/08: Sessões às 10h e 15h
06/09: Sessões às 11h, 14h30 e 19h30
07/09: Sessões às 10h e 15h

Convite para os estudantes:
O que: Peça Hermes do Brasil
Quando: 30 e 31 de agosto e 6 e 7 de setembro
Onde: Casa de Cultura Mario Quintana
Quanto: R$12 por estudante

O objetivo é proporcionar aos estudantes uma vivência artística e histórica. Como a arte tem o poder de tocar cada pessoa de uma forma, a provocação causada em cada aluno será diferente, gerando um debate cheio de percepções. Além disso a cultura tem um papel imprescindível na formação global do indivíduo. Aliar os ensinamentos da sala de aula com a vivência artística e discussões cotidianas do estudante faz com que ele se sinta mais próximo ao conteúdo, tornando o ato de estudar prazeroso.

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O Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (15) traz uma orientação que garante a não penalização de educadores(as) que participaram de atividades na paralisação do dia 13 de agosto. Trata-se da Ordem de Serviço nº04/2019, assinada pelo secretário da Educação, Faisal Karam.

A ordem dispõe que, na efetividade, deve constar PAS (Participação em Atividade Sindical). O livro ponto será assinado no dia da recuperação das aulas considerando a carga horária correspondente ao dia da paralisação, e a referência à participação em atividade sindical deve constar na observação da página.

Confira a íntegra da Ordem de Serviço

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Relatório elaborado pelo Dieese demonstra que as receitas correntes do Rio Grande do Sul registraram, no 1º quadrimestre de 2019, um aumento nominal de 8% – cerca de R$ 4 bilhões – frente ao mesmo período do ano anterior.

Descontando-se a inflação, o ganho foi de 3,65%.  Para efeito comparativo, a reposição salarial exigida pela pauta de reivindicações do CPERS – equivalente a 28,78% – custaria pouco mais de R$ 2 bilhões por ano aos cofres públicos.

A receita tributária, responsável por 71% de todas as receitas, cresceu 9,1%. O ICMS apresenta ganhos consecutivos acima da inflação desde 2016. No acumulado de três anos, a arrecadação do imposto aumentou 28,31%, ou 14,03% acima da inflação.

Os números reforçam: pagar em dia, corrigir a injustiça salarial que envergonha o Rio Grande do Sul e valorizar quem trabalha no chão da escola são medidas plenamente realizáveis. Basta priorizar a educação. Até o momento, Eduardo Leite demonstra que tem outras prioridades.

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Lideranças de entidades representativas do funcionalismo estadual reuniram-se no CPERS na tarde desta quarta-feira (14) para avaliar as atividades do dia 13 de agosto, data do ato conjunto realizado na Praça da Matriz e da paralisação nacional em defesa da educação e contra a Reforma da Previdência, convocada pela CNTE e centrais sindicais.

O dia de lutas foi marcado pelo tom de denúncia aos ataques dos governos estadual e federal, como o desmonte da educação pública e a reforma da Previdência.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, avaliou como positivo o resultado das manifestações. “O dia de ontem foi extremamente positivo. Tivemos uma resposta massiva da categoria e o que mais se destacou foi a grande participação dos trabalhadores, o que demonstra a insatisfação da sociedade com esse período nefasto da história do país e do nosso estado”, destacou.

As manifestações do dia 13 tiveram início com uma aula pública na Praça da Matriz, em Porto Alegre, e foram seguidas de um ato que reuniu milhares de pessoas na Esquina Democrática e contou também com uma caminhada que tomou as ruas da capital ao cair da noite.

Para Eduardo Rolim, diretor da ADUFRGS, o ato superou as expectativas. “Precisamos pensar em mais do que trancar ruas, mas tocar as pessoas com a nossa causa, e foi isso o que eu senti ontem”, desabafou.

A secretária-geral do CPERS, Candida Beatriz Rossetto, diz que o ato do dia 13 foi histórico e muito positivo, mas há necessidade de pensarmos novas propostas e formas de atingir mais diretamente a sociedade.

Margot Andras, diretora do Sinpro/RS ressaltou a importância de ampliar o debate sobre a reforma para aprofundar o debate. “Tivemos ontem uma participação maior e mais intensa, nunca vi tantas luzes piscando em sinal de apoio, temos feito atos muito bonitos”.

O grupo definiu que o próximo passo para ampliação do debate será reforçar a discussão dos temas abordados mais diretamente, através de ações de comunicação. A próxima reunião será realizada em setembro.

Entidades presentes na reunião:

ADUFRGS

AFAGRO/RS

CPERS Sindicato

CUT/RS

SINDICAIXA

SINDJUS

SINDPERS

SINDSEPE/RS

Sinpro/RS

SPMG/Gravataí

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Mais uma vez, a capital gaúcha foi palco de um dia histórico de mobilização popular. Mais de 20 mil pessoas saíram às ruas para dizer não aos ataques à educação e à aposentadoria neste 13 de agosto.

O marco inicial se deu na Praça da Matriz, no início da tarde, quando educadores(as) de todo o Rio Grande do Sul e servidores(as) estaduais protagonizaram um ato de denúncia do governo Eduardo Leite.




O dia 13 foi, também, a data de pagamento da primeira faixa salarial da folha de julho, representando o maior atraso desde o início da política implementada por Sartori. Ao todo, são 44 meses de proventos atrasados e parcelados, e no caso dos educadores(as), quase cinco anos sem qualquer reajuste salarial.



A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, lembrou que para além do arrocho salarial, há um conjunto de medidas que impõem uma situação insustentável para quem trabalha no chão da escola. O governo demite contratados(as) em licença saúde, fecha escolas, precariza a relação trabalhista e se mostra incapaz de apresentar soluções para problemas básicos, como a grave falta de educadores(as) nas escolas.



“Do outro lado desta praça temos um governo que, mais uma vez, elegeu como inimigos número um os servidores do Executivo”, afirmou Helenir. “Governador Eduardo Leite, o senhor está levando essa categoria a uma grande greve! Nós não vamos aceitar. Vamos fazer a luta unificada com pais e estudantes, e vamos dizer ao governo estadual e ao federal: não roubem o sonho dos nossos estudantes. Aqui vai ter resistência!”

A tarde também foi marcada por aulas públicas sobre mercantilização da educação e da saúde, bem como o tema das liberdades democráticas. “Não podemos deixar que o nosso direito à educação seja transformado em mercadoria”, defendeu Liane Maria Bernardi, doutora em Educação pela UFRGS. “Os setores empresariais estão sempre prontos e organizados para se apropriarem de recursos públicos com discursos sedutores. Precisamos, também, nos preparar para a disputa”, concluiu.



O ato na Praça da Matriz foi realizado em conjunto com diversas entidades representativas do funcionalismo, incluindo ADUFRGS, ASSUFRGS, CEAPE,  SINASEPE, SINDJUS, SINDSEPE/RS, SEMAPI, SENERGISUL, SINDICAIXA, SINDPERS, SMPG/Gravataí e UGEIRM.



Às 16h, centrais sindicais se uniram à manifestação e, no fim da tarde, o público se dirigiu à Esquina Democrática, no coração da capital. Um novo ato teve início em conjunto com estudantes de todos os níveis, com presença maciça de discentes e docentes de institutos federais e universidades, em denúncia ao programa Future-se e à sequência de ataques do governo Bolsonaro.

“Nós ensinamos nossos alunos a sonhar com a universidade, nós ensinamos nossos alunos que sim, eles podem ir para um IF. Nós fizemos com que eles sonhassem alto e a nossa responsabilidade é fazer com esse sonho não recue um milímetro. Por isso estamos aqui!”, declarou a presidente Helenir.



O ato se deslocou pela avenida Júlio de Castilhos, atraindo dezenas de milhares de populares, passando pelo túnel da Conceição e chegando à Faculdade de Educação da UFRGS.

 

   

Em todo o Rio Grande do Sul, educadores(as) estaduais paralisaram suas atividades e, em alguns municípios, realizaram atos locais. Confira abaixo.

Cacequi

Caibaté

Caxias

Passo Fundo

Pelotas

Rio Grande

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vacaria

Santa Maria

Viamão

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