Com o compromisso de valorizar as experiências pedagógicas que nascem e se desenvolvem no chão da escola pública, o CPERS anuncia a 6ª edição de sua Mostra Pedagógica, um espaço coletivo para celebrar aquilo que transforma, inspira e resiste: o fazer pedagógico cotidiano de quem educa com paixão e propósito.

Neste ano, o tema “Valorização começa com reconhecimento” nos convida a refletir sobre o papel da escola como lugar de invenção, de pensamento crítico, de afetos e transformações, impulsionada pelo trabalho incansável de professoras(es) e funcionárias(os) da educação.

A Mostra reconhece, compartilha e fortalece as práticas que fazem a diferença na vida de estudantes, comunidades e educadoras(es) da rede estadual do Rio Grande do Sul. Em tempos em que a educação pública enfrenta tantos ataques, reconhecer o valor dessas práticas é também um ato político, um gesto de resistência e cuidado.

> Como participar 

As inscrições abrem na próxima segunda-feira, 30 de junho, e estão voltadas para professoras(es) e funcionárias(os) de escola que sejam sócias(os) do CPERS. Os trabalhos apresentados devem estar em sintonia com a prática pedagógica escolar e podem envolver experiências em sala de aula, projetos interdisciplinares, ações voltadas à comunidade escolar, práticas de gestão democrática, entre outras iniciativas transformadoras.

> Etapas Regionais e Estadual

Entre os meses de agosto e outubro, os 42 núcleos do CPERS realizarão as Mostras Regionais, organizadas em cada uma das regiões do estado. As(os) participantes poderão se inscrever até sete dias antes da realização do evento em sua região.

As experiências apresentadas nas Etapas Regionais serão avaliadas por comissões locais. Os trabalhos mais significativos e inspiradores apresentados na Mostra Regional, respeitadas as etapas que cada um representará: Séries Iniciais do Ensino Fundamental; Séries Finais do Ensino Fundamental; Ensino Médio; Educação Profissional; Educação de Jovens e Adultos; ou Educação Indígena/Quilombola, serão convidados a integrar a Etapa Estadual da Mostra, prevista para acontecer em novembro, em Porto Alegre, em data a ser confirmada.

Além disso, como forma de ampliar o alcance e a memória das ações pedagógicas desenvolvidas nas escolas estaduais, as experiências selecionadas na fase estadual também serão compiladas em uma publicação especial, organizada pelo CPERS.

> Um convite à valorização do saber docente

Mais do que uma vitrine de projetos, a Mostra Pedagógica é um reconhecimento do saber que nasce da prática, da escuta e do coletivo. É a reafirmação do papel da escola pública: gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada — sustentada por profissionais que, diariamente, fazem da educação uma ferramenta de transformação.

Se você realiza, acompanha ou conhece uma prática pedagógica que inspira, mobiliza e ressignifica a comunidade escolar, não deixe de inscrever seu projeto. A sua experiência pode acender caminhos e fortalecer a rede que pulsa nos corações das escolas do nosso Rio Grande do Sul.

Participe da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS. Compartilhe sua prática. Fortaleça nossa rede. Valorize sua trajetória!

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Coordenação: Alex Saratt

Diretoras(es): Celso Dalberto, Leandro Parise, Amauri da Rosa e Joara Vieira

Descrição: espaço permanente de escuta, organização e luta em defesa de milhares de professoras(es), funcionárias(os) e especialistas que atuam sob contratos emergenciais nas escolas estaduais do RS. Reconhecendo a relevância social, pedagógica e profissional dessas(es) trabalhadoras(es), a Comissão tem como objetivo central denunciar precarizações e reivindicar políticas públicas que assegurem direitos, estabilidade e valorização deste segmento da categoria. 

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Não é de hoje que o CPERS denuncia a situação das escolas estaduais indígenas, quilombolas e do campo no Rio Grande do Sul. As condições mínimas para que o direito à educação seja garantido aos povos tradicionais e originários e às famílias de agricultoras(es) vêm sendo sistematicamente ignoradas pelo governo de Eduardo Leite (PSD), que despreza o poder transformador das instituições de ensino públicas e a singularidade cultural de cada educanda(o). 

Analisado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Censo Escolar 2024 – produzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – oferece concretude numérica à realidade vivenciada por educadoras(es) e estudantes das escolas de localização diferenciada e arduamente criticada pelo Sindicato: das 123 instituições sob responsabilidade da rede estadual, dezenas ainda enfrentam fragilidades no acesso à água, à rede de esgoto, à internet, à gestão de resíduos e aos espaços pedagógicos.

>> Clique aqui para conferir o estudo completo

Segundo o Dieese, 60 escolas utilizam poço artesiano, outras 22 fazem uso de cisterna ou cacimba e quatro ainda dependem de mananciais abertos para lavar louça, produzir alimentos, utilizar o banheiro, limpar as dependências escolares e abastecer os bebedouros. Fora o improviso para utilizar água, apenas 11 escolas estabelecidas em terras indígenas, comunidades quilombolas e assentamentos possuem rede pública de esgoto, representando 8,94% do total. 

“Semana passada ficamos três dias sem água e nos organizamos com o grupo de professores e funcionários para que a escola não parasse: levamos água de casa”, conta a professora da EEIEF Almerinda de Mello, Evanice Kuta. A instituição fica na Aldeia Gã Jy Kre Hõ, território Kaingang, em Salto do Jacuí (11º Núcleo) e atende 28 alunas(os). 

Também não há biblioteca, sala de professoras(es) nem quadra esportiva na escola. As(os) trabalhadoras acabam improvisando atividades na área externa para oportunizar as aulas de Educação Física. “Temos banheiro porque conseguimos através de projetos com o Sicredi. O Estado, com a desculpa de que a terra não é nossa, não está nem aí”, relata Evanice. 

O cenário escandaloso nas escolas indígenas gaúchas é, sim, responsabilidade de Eduardo Leite (PSD). Das 93 instituições espalhadas pelo RS, 86 são administradas pelo governo do Estado.  

Conforme o diagnóstico do Censo contextualizado pelo Dieese, a precariedade da infraestrutura das escolas de localização diferenciada geridas por Leite (PSD) é gritante: 

  • 73% (90 escolas) não possuem laboratório de informática;
  • 87% (107 escolas) não têm laboratório de ciências; 
  • 50,4% (mais da metade) não contam com biblioteca; 
  • 88,6% (109 das 123 escolas) não dispõem de quadra de esportes;
  • 80,5% (99 escolas) não possuem nenhum recurso de acessibilidade nas circulações internas (corrimão, guarda corpos); e
  • 16% (20 escolas) não têm qualquer conexão de internet.

Abandono, falta de políticas públicas e perda de educandas(os)

Outro problema evidenciado pelo levantamento é a ausência de sistema de coleta de lixo nas regiões onde ficam as escolas de localização diferenciada. Na EEEF 29 de Outubro, escola do campo, situada no Assentamento 16 de Março, em Pontão (7º Núcleo), o resíduo seco precisa ser incinerado, pois o caminhão da prefeitura não recolhe o material. 

De acordo com o coordenador pedagógico da instituição, Munir Lauer, nem o governo municipal nem o poder estadual tomam providências. Enquanto isso, estudantes, professoras(es) e funcionárias(os) seguem esquecidas(os). “A Seduc desconhece a realidade das Escolas do Campo. Não há políticas públicas”, destaca o educador.

Do mesmo modo que a 29 de Outubro carece de serviços básicos, 30 escolas declararam ao Inep que também queimam o lixo, 14 o enterram e sete o descartam em áreas irregulares 

Diante da falta de infraestrutura, o que sobram são trabalhadoras(es) da educação sobrecarregadas(os) e estudantes desestimuladas(os). Entre 2019 e 2024, a rede estadual de ensino perdeu 1.137 alunas(os) das escolas de localização diferenciada, uma queda de 11,7%. Êxodo rural, deslocamentos forçados, evasão escolar e barreiras socioculturais são alguns dos fatores que podem ter propiciado a redução de educandas(os), mas isso não retira o peso da responsabilidade do Estado, pelo contrário, aponta que nada tem sido feito para garantir a permanência das(os) crianças, jovens e adultas(os) nestas localidades.

Para o CPERS, a atuação da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) junto aos povos originários e tradicionais, à população quilombola e às(aos) assentadas(os) é vergonhosa e revoltante. As escolas de localização diferenciada estão de pé graças ao esforço incansável das(os) profissionais da educação, bem como das comunidades locais. O Sindicato segue ao lado dessas(es) lutadoras(es), que resistem há anos ao abandono. Por condições dignas para estudar e trabalhar, por mais respeito, mais investimento e mais valorização! Basta de desprezo, Eduardo Leite (PSD)! 

>> Leia outras matérias construídas pelo CPERS a partir do Censo Escolar 2024:

> Concursados são minoria na educação estadual brasileira e somam apenas 49%
> Na contramão do Brasil, Rio Grande do Sul perde 7 mil matrículas da Educação Profissional entre 2019 e 2024
> Rio Grande do Sul é o 4º estado brasileiro com menor número de matrículas em tempo integral
> Multisseriação: um retrocesso educacional agravado pela negligência de Eduardo Leite (PSDB)
> Privatização, descontinuidade e negligência: rede estadual perde quase 8 mil matrículas da EJA em 2024 e contraria 10ª meta do PNE

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ATENÇÃO: diante das fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde a última segunda-feira (16) e que devem deixar um rastro de destruição nos próximos dias, a Frente dos Servidores Públicos (FSP) informa que o Ato Regional previsto para o dia 24 de junho, em Santa Maria (2º Núcleo), será adiado.

A decisão visa preservar a segurança de todas e todos as(os) participantes e é também um gesto de solidariedade às vítimas da emergência climática que, mais uma vez, provoca mortes, desabriga milhares de pessoas e obriga tantas outras a buscarem refúgio em abrigos improvisados.

Assim que a nova data for definida, faremos a divulgação em nossas redes. Mantenham-se seguras(os)!

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Criado no Reino Unido em 2015 e rapidamente adotado por países do mundo inteiro, o Dia do Orgulho Autista, celebrado neste 18 de junho, comemora neste 2025 seus 20 anos.

Um dos pontos dessa data é trazer para a pauta da sociedade a importância de promover o debate sobre esta causa e também de provocar a revisão, sempre que possível, das políticas públicas que protegem essa parcela da população.

Segundo informações do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que conta com dados apurados pelo Censo Demográfico 2022 do IBGE, divulgado neste ano, hoje o Brasil tem 2,4 milhões de habitantes diagnosticados com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esse montante significa mais de 1% da população brasileira.

Desde 2012, com a criação da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, passando por 2015 quando o TEA foi reconhecido como uma deficiência na legislação federal, até 2025, quando foi conquistada a garantia de representante no Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), é nítido que estamos vivendo avanços, mas não é o suficiente.

Devemos continuar cobrando por políticas públicas que acolham as(os) autistas. A criação de espaços de descompressão multisensoriais, que promovam a regulação emocional de quem carrega o autismo, por exemplo, é uma ótima maneira de promover condições para que essas pessoas possam participar cada vez mais dos espaços coletivos.

A cobrança para que tenhamos na educação gaúcha formações que capacitem educadoras(es) quanto ao TEA também é uma luta mais do que justa e deve ser travada.

Mas para além dessas batalhas por mais direitos e integração, é necessário exaltar as(os) autistas neste dia 18 de junho, afinal, estamos falando do Dia do Orgulho Autista. Para todos que convivem com TEA, tenham a certeza de que podem contar com a categoria da educação na luta por mais direitos e inclusão!

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ATENÇÃO, SÓCIAS E SÓCIOS!

Em razão de manutenção técnica, o e-mail para reservas do alojamento do CPERS estará fora do ar no período de 19 a 23 de junho.

Nesse intervalo, reservas, alterações e cancelamentos poderão ser realizados exclusivamente pelo telefone: (51) 3254-6000 (opção 2).

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Diante da nova tragédia que assola o Rio Grande do Sul desde a última segunda-feira (16), com chuvas intensas que ultrapassam os 100 milímetros em diversas cidades, é urgente reconhecer a gravidade da crise climática que vivemos.

O temporal já provocou mortes, deixou milhares de pessoas desabrigadas ou em abrigos improvisados, causou bloqueios de estradas, destruição de pontes, alagamentos e a suspensão de aulas em vários municípios. Segundo a Defesa Civil, duas pessoas morreram, uma está desaparecida, mil estão em abrigos e 1,3 mil estão desalojadas. Ao todo, 51 municípios relataram danos significativos causados pela chuva.

Esse cenário de devastação, infelizmente, não é isolado — ele se repete com frequência cada vez maior e intensidade crescente, diante do descaso e omissão do governo Eduardo Leite (PSD). Por isso, torna-se inadiável a adoção de medidas concretas e permanentes para enfrentar a emergência climática no estado.

Nesse contexto, o CPERS, através do seu Departamento de Sustentabilidade, vem a público manifestar apoio ao Projeto de Lei 23/2023, de autoria do deputado Matheus Gomes (PSOL), que reconhece o Rio Grande do Sul em estado permanente de emergência climática, estabelece metas para zerar a emissão de gases de efeito estufa e cria o Plano de Resposta à Emergência Climática.

Diante da tragédia ambiental e humanitária que assola o povo gaúcho, não é possível aceitar a inércia de Eduardo Leite (PSD). A omissão e a falta de políticas efetivas de enfrentamento à crise climática têm agravado os impactos dos eventos extremos, comprometendo vidas, comunidades inteiras, o futuro da educação pública e a dignidade de milhares de trabalhadoras e trabalhadores.

O PL em questão tramita há quase dois anos na Assembleia Legislativa (ALRS) e precisa ser aprovado com urgência. Sua aprovação representará um passo fundamental para a construção de políticas públicas sérias e permanentes de prevenção, mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas.

Reiteramos: não se trata de uma escolha, mas de uma necessidade histórica e urgente. A vida das populações mais vulneráveis, das educadoras(es), das(os) estudantes e de toda a sociedade depende de ações firmes e imediatas.

É hora de agir com seriedade, responsabilidade e compromisso com a vida. Por isso, cobramos das deputadas e deputados da ALRS e do governo Eduardo Leite (PSD) a aprovação imediata deste projeto. A educação pública, comprometida com a formação crítica e cidadã, não se cala diante da destruição ambiental nem da omissão institucional.

Reforçamos o chamado à categoria e à população para que apoiem essa iniciativa fundamental. Assinem e compartilhem a petição no site emergenciaclimaticaja.com e pressionem suas(seus) representantes!

É hora de ouvir a ciência (institutos de pesquisa e universidades gaúchas), a sociedade civil e os movimentos sociais. Estado de emergência climática permanente já! Pela vida, pela educação, pelo futuro do RS!

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Danielle Kroeff (suplente de representante 1/1000) e Guilherme Dahmer, diretor do 20° Núcleo (Canoas) do CPERS, casaram-se na última sexta-feira (13). A união, celebrada na sede do 20° Núcleo, nasceu na ocupação do Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), que, em 2016, durou cinco dias e conquistou avanços em reivindicações.

A data da cerimônia foi escolhida em alusão a esta ocupação realizada pelo CPERS, que, também na última sexta, completou nove anos.

Na celebração, estiveram presentes a diretora do CPERS, Daniela Peretti, a diretora-geral do 20° Núcleo, Cleusa Margarete Werner, entre outros colegas de Guilherme e Danielle.

Hoje, o casal tem dois filhos e muitas lutas em seu álbum de fotografias. Com uma pandemia juntos, uma gestação durante esse período complicado, campanhas políticas e a enchente, o jovem casal já tem muita história para contar apesar do pouco tempo junto.

Como Caetano Veloso afirma em Talvez, “eu vivo a vida com calma pensando no amor”, e estes são os votos do CPERS para o casal, que tenha uma vida longa e sem pressa para desfrutar dessa união de luta!

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Com a garra de quem sustenta os serviços públicos do Rio Grande do Sul, educadoras(es) e demais servidoras(es) estaduais de diferentes categorias uniram-se na tarde desta sexta-feira (13), em Passo Fundo (7º Núcleo), para fazer ecoar reivindicações já levantadas em Porto Alegre e em Santo Ângelo: basta de sucateamento e desvalorização, Eduardo Leite (PSD), as(os) trabalhadoras(es) gaúchas(os) exigem um IPE Saúde público qualificado e reposição salarial de 12,14%!

A Praça da Mãe foi o ponto de encontro de mais um Ato Regionalizado da Frente dos Servidores Públicos do RS (FSP/RS), a qual o CPERS faz parte, e recebeu centenas de pessoas, entre elas(es) professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas, da ativa e aposentadas(os), nomeadas(es) e contratadas(os), sempre presentes em peso nas mobilizações. 

Dessa vez, profissionais da educação dos núcleos de Caxias do Sul (1º), Guaporé (3º), Passo Fundo (7º), Estrela (8º), Bento Gonçalves (12º) Erechim (15º), Lagoa Vermelha (25º), Soledade (28º), Vacaria (30º), Carazinho (37º) e Palmeira das Missões (40º) foram convocadas(os) pelo Sindicato e ocuparam as ruas com o espírito de luta singular daquelas e daqueles que já enfrentaram grandes desafios, conquistaram muitos avanços em outros períodos e, portanto, não temem governante nenhuma(um). 

“Nós CPERS Sindicato, nesses 80 anos de luta, nunca nos rebaixamos a nenhum governo. Nenhum governo passou ileso nas mãos do CPERS!”, frisou a presidente do Sindicato, Rosane Zan, durante a atividade. 

A dirigente falou ainda do compromisso das entidades em reunir seu conjunto de trabalhadoras(es) para defender o IPE Saúde e demandar os 12,14% de revisão geral. “Nós sabemos que temos pautas específicas de cada categoria, mas sem salário no bolso nós não conseguimos sobreviver, por isso a unidade do serviço público é importantíssima. O IPE é nosso! Reajuste já!”, reiterou Rosane. 

Além da presidente, a secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, e as(os) diretoras(es) Sandra Regio, Amauri da Rosa, Juçara Borges, Sandra Silveira, Vera Lessês, Celso Dalberto, Joara Dutra e Vivian Zamboni também participaram do Ato.

Diferentes vozes em uma só luta

A diretora-geral do 7º Núcleo (Passo Fundo), Elica Cavalheiro, desabafou sobre o sentimento de ser servidora sob a administração de Leite (PSD) e afirmou sentir-se desrespeitada.

“O nosso governo não está nem aí para os aposentados e para os servidores da ativa. Somos gente, somos trabalhadores e queremos respeito”, asseverou a professora. 

A diretora Jurídica e Legislativa do AFOCEFE Sindicato, Claudia Meyer, salientou que há margem fiscal, sim, para viabilizar a reposição de 12,14% e apontou a conexão entre as pautas articuladas pela FSP/RS.  “Se não tem revisão do valor dos nossos salários, não tem reajuste da contribuição do IPE Saúde e o Instituto fica defasado e cada vez pior”, argumentou.

O representante do Sindijus/RS, Giovanni Ferraz, ressaltou a importância do IPE Saúde para as(os) seguradas(os) diante da sobrecarga de trabalho e da perda do poder de compra. “Temos muitos servidores adoecidos em todas as esferas administrativas do Estado. As nossas categorias estão doentes”, afirmou Giovani. 

Após a concentração, as(os) trabalhadoras(es) saíram em caminhada pelas vias de Passo Fundo, dialogando com a população, que é diretamente afetada pelo desmonte das instituições públicas. 

As(os) servidoras(es) que compõem o CPERS e a FSP/RS estão articuladas(os), mobilizadas(os) e convencidas(os) de que não há outro caminho para a conquista de direitos se não através da luta. Leite não terá trégua! 

No dia 24 de junho, Santa Maria (2º Núcleo) será a cidade-sede do próximo Ato Regionalizado. O encontro acontecerá a partir das 14h, na Praça Saldanha Marinho, e contará com a participação dos Núcleos de Cachoeira do Sul (4º), Santa Cruz do Sul (18º), Alegre (19º), Uruguaiana (21º), Santana do Livramento (23º), Santiago (29º), São Gabriel (41º) e Santa Maria (2º Núcleo). Contate a unidade do CPERS na sua região e participe!

> Confira mais fotos do dia de mobilização em Passo Fundo: 

Leia também:

> Servidoras e servidores tomam as ruas de Santo Ângelo por reposição salarial de 12,14% e em defesa do IPE Saúde

> Enquanto Eduardo Leite faz marketing nas redes sociais, servidores tomam as ruas por reajuste salarial de 12,14% e pelo IPE Saúde

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Na manhã desta sexta-feira (13), o CPERS esteve presente no Seminário de Discussão sobre o Novo Plano Nacional de Educação (PNE 2024–2034), realizado na Sala Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS). O evento foi proposto pelas deputadas federais Maria do Rosário (PT) e Franciane Bayer (Republicanos), ambas integrantes da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, responsável pela discussão do PNE.

O evento reuniu educadoras(es), estudantes, pesquisadoras(es), representantes de entidades e movimentos sociais voltados à educação pública.

O PNE é um instrumento fundamental para a melhoria da educação brasileira, sendo um guia para o planejamento e a gestão educacional em todas as etapas, da básica à superior. Ele estabelece diretrizes, metas e estratégias que visam a universalização da oferta, a elevação do nível de escolaridade, a melhoria da qualidade e a promoção de uma educação inclusiva e equitativa.

O Projeto de Lei n.º 2614/2024, que institui o PNE para o decênio 2024-2034, está em tramitação na Câmara dos Deputados. Enviado pelo governo federal em junho de 2024, o PL está sendo analisado pela Comissão Especial sobre o PNE. Após aprovação na Câmara e no Senado, seguirá para a sanção do presidente Lula (PT). O novo Plano substituirá o atual, que vigora até o final de 2025.

Na abertura do evento, a deputada federal, Maria do Rosário (PT), apontou a importância do encontro. “Nós estamos diante de uma oportunidade que não pode ser desperdiçada. Nós temos a missão de pensar no diagnóstico do que foi e não foi construído. Nossa missão é construir o PNE do novo período. Precisamos ter instrumentos em todas as áreas para avaliar e analisar aquilo que a gente tirar como meta no PNE”, concluiu.

O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, elogiou o papel do governo Lula (PT) na elaboração do Novo PNE. “Precisamos referenciar o governo Lula nesse processo todo, que chamou uma nova Conae, em substituição a uma Conae fajuta que havia acontecido no passado, e mobilizou de fato a sociedade brasileira. E dentro desse processo conseguiu estabelecer, minimamente, um padrão e um caminho para a gente chegar no PNE com participação social, com verdadeira democratização, no espírito de união e reconstrução, apontando para o desenvolvimento e direitos que foram sonegados pelo golpe e pelas contra reformas que esse país vivenciou”, reforçou.

Alex destacou ainda os desafios que as(os) educadoras(es) enfrentarão, tanto no cenário político quanto nos aspectos sindicais e pedagógicos. Ele ressaltou que o PNE é, de fato, retrospectivo e apontou a necessidade de entender por que somente duas das 20 metas foram alcançadas. “É fundamental analisar o motivo pelo qual as metas que não foram cumpridas vinham, até então, avançando. A estagnação dessas metas coincidiu com o período em que o país entrou em um processo de golpismo, extremismos e ataques aos direitos dos trabalhadores”, explicou.

Alex também abordou a desvalorização das(os) profissionais da educação, que, além de enfrentarem a precarização do trabalho, têm sofrido sérios impactos em sua saúde mental, com muitos chegando a tirar a própria vida. “É urgente falarmos sobre a valorização profissional, que não deve se limitar ao salário. Essa valorização precisa incluir o respeito ao Piso do Magistério, que ainda é desconsiderado por muitos gestores. Além disso, é essencial garantir aos funcionários de escola a conquista do PL 2531, que busca instituir o piso salarial profissional. A carreira na educação deve ser reformulada para se tornar atrativa, ajudando a rejuvenescer um sistema educacional hoje envelhecido e precarizado”, afirmou.

Por fim, o educador concluiu: “Para termos uma educação democrática, cidadã e voltada para o desenvolvimento do povo brasileiro, é fundamental implementar esses e outros mecanismos que garantam direitos e uma educação de qualidade para todos.”

Durante o seminário, Pedro Uczai (PT), deputado federal e 1º vice-presidente da Comissão Especial da Câmara dos Deputados sobre o PNE, expôs os principais tópicos do Plano, destacando a relevância de cada um.

Já Maria Beatriz Luce, professora da Faculdade de Educação da UFRGS, apresentou a história da luta por direito à educação, reafirmando a importância do PNE nesse movimento. “Desde a primeira comissão que elaborou o Plano Nacional de Educação de 2001, nós temos nos movido com a noção de educação democrática, que quer dizer, uma educação com qualidade para todos, reconhecendo o direito à educação, reconhecendo o dever do Estado e da sociedade de organizar, promover e prover essa educação de qualidade para todos.”, observou.

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, as(os) diretoras(es) do Sindicato, Andréa da Rosa, Daniela Peretti, Elbe Belardinelli, Guilherme Bourscheid, o secretário de Aposentados e Assuntos Previdenciários da CNTE, Sergio Kumpfer, e a diretora do 39º Núcleo da entidade (Porto Alegre), Neiva Lazzarotto, também estavam presentes na iniciativa.

O CPERS reconhece o PNE como um instrumento essencial para a democratização do acesso à educação de qualidade em todo o Brasil. A implementação eficaz do Plano é crucial para a garantia de direitos, a valorização das(os) profissionais da educação e a promoção da equidade no ensino. O Sindicato defende que o Plano deve ser cumprido com prioridade, especialmente nas metas relacionadas à ampliação de vagas nas escolas públicas, à formação continuada das(os) educadoras(es) e à melhoria das condições de trabalho nas unidades de ensino, considerando as especificidades regionais e as necessidades das(os) estudantes.

>> Veja a íntegra do Seminário: 

>> Confira mais fotos: 

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