Apesar da ampla gama de partidos que compõem a base de Eduardo Leite, uma crescente mobilização de vereadores(as) sinaliza que o governo pode ter dificuldades para aprovar seus projetos na Assembleia Legislativa.

Até esta terça-feira (26), Câmaras Municipais de 217 cidades gaúchas já debateram e aprovaram moções de apoio aos educadores(as) ou de repúdio às alterações no Plano de Carreira do Magistério, no Estatuto dos Servidores(as) e na Previdência do Estado.

Muitos dos Legislativos locais que votaram a favor da categoria têm a maioria de suas cadeiras ocupadas por vereadores(as) de legendas aliadas ao governo.

O texto modelo utilizado pelos núcleos do CPERS – que se articulam com estudantes e pais para pressionar as casas – destaca seis pontos a serem considerados pelos vereadores(as) e aponta para o risco de fechamento de escolas e os efeitos nas economias locais.

Clique aqui para baixar o modelo de moção

“Tais projetos levarão, inevitavelmente, à queda de qualidade do ensino prestado nas escolas da rede estadual do nosso município. Também há de se considerar os efeitos do aprofundamento do arrocho salarial na economia local e na subsistência das famílias de professores e funcionários de escola que escolheram a nossa cidade para trabalhar, viver e sonhar”, afirma o documento.

Relação de municípios que já aprovaram moções de apoio aos educadores(as) ou repúdio aos projetos de Leite

Atualizado às 19h15 de 27 de novembro com o total de 240 cidades

  1. Água Santa
  2. Ajuricaba
  3. Alegrete
  4. Alegria
  5. Alpestre
  6. Alvorada
  7. Anta Gorda
  8. Antônio Prado
  9. Arroio do Meio
  10. Arrio do Tigre
  11. Arroio dos Ratos
  12. Arroio Grande
  13. Barão
  14. Barão do Triunfo
  15. Barra do Guarita
  16. Barra do Quaraí
  17. Barra do Ribeiro
  18. Barra Funda
  19. Benjamim Constant do Sul
  20. Bento Gonçalves
  21. Boa Vista das Missões
  22. Boa Vista do Buricá
  23. Bom Princípio
  24. Bom Retiro do Sul
  25. Boqueirão do Leão
  26. Bossoroca
  27. Braga
  28. Brochier
  29. Butiá
  30. Cachoeira do Sul
  31. Cachoeirinha
  32. Caibaté
  33. Caiçara
  34. Camaquã
  35. Camargo
  36. Campinas do Sul
  37. Campo Novo
  38. Candiota
  39. Canela
  40. Canguçu
  41. Canoas
  42. Canudos do Vale
  43. Capão da Canoa
  44. Capão do Cipó
  45. Capão do Leão
  46. Capela de Santana
  47. Carazinho
  48. Carlos Barbosa
  49. Casca
  50. Caxias do Sul
  51. Centenário
  52. Cerrito
  53. Cerro Grande
  54. Cerro Largo
  55. Charqueadas
  56. Chiapetta
  57. Chuí
  58. Colorado
  59. Condor
  60. Constantina
  61. Cruz Alta
  62. Dois irmãos das Missões
  63. Dois Lajeados
  64. Eldorado do Sul
  65. Encantado
  66. Encruzilhada do Sul
  67. Engelho Velho
  68. Entre Ijuís
  69. Erechim
  70. Erval Seco
  71. Esmeralda
  72. Estação
  73. Estância Velha
  74. Esteio
  75. Estrela
  76. Farroupilha
  77. Faxinal do Soturno
  78. Fazenda Vila Nova
  79. Feliz
  80. Flores da Cunha
  81. Fontoura Xavier
  82. Frederico Westphalen
  83. Garibaldi
  84. Garruchos
  85. General Câmara
  86. Giruás
  87. Gramado
  88. Gravataí
  89. Guaíba
  90. Guaporé
  91. Guarani das Missões
  92. Harmonia
  93. Horizontina
  94. Ibarama
  95. Ibirubá
  96. Igrejinha
  97. Ijuí
  98. Independência
  99. Iraí
  100. Itacurubi
  101. Itaqui
  102. Itatiba do Sul
  103. Jaboticaba
  104. Jaguarão
  105. Jaguari
  106. Jaquirana
  107. Lagoa Vermelha
  108. Lajeado
  109. Lajeado do Bugre
  110. Lavras do Sul
  111. Linha Nova
  112. Maçambará
  113. Maratá
  114. Marcelino Ramos
  115. Mariano Moro
  116. Mata
  117. Minas do Leão
  118. Montauri
  119. Montenegro
  120. Morro Redondo
  121. Muitos Capões
  122. Nova Bassano
  123. Nova Boa Vista
  124. Nova Hartz
  125. Nova Palma
  126. Nova Petrópolis
  127. Nova Prata
  128. Nova Santa Rita
  129. Novo Barreiro
  130. Novo Hamburgo
  131. Novo Machado
  132. Osório
  133. Palmeira das Missões
  134. Palmitinho
  135. Panambi
  136. Pântano Grande
  137. Paraíso do Sul
  138. Parobé
  139. Paulo Bento
  140. Paverama
  141. Pedro Osório
  142. Pelotas
  143. Picada café
  144. Pinhal
  145. Pinhal da Serra
  146. Pinheiro Machado
  147. Pirapó
  148. Piratini
  149. Ponte Preta
  150. Portão
  151. Porto Lucena
  152. Porto Xavier
  153. Progresso
  154. Progresso
  155. Protásio Alves
  156. Putinga
  157. Quaraí
  158. Redentora
  159. Rio Grande
  160. Rio Pardo
  161. Roca Sales
  162. Roca Sales
  163. Rolante
  164. Rondinha
  165. Roque Gonzales
  166. Rosário do Sul
  167. Salto do Jacuí
  168. Sananduva
  169. Santa Bárbara do Sul
  170. Santa Clara do Sul
  171. Santa Cruz do Sul
  172. Santa Maria
  173. Santa Maria do Herval
  174. Santa Rosa
  175. Santa Vitória do Palmar
  176. Santana da Boa Vista
  177. Santana do Livramento
  178. Santiago
  179. Santo Ângelo
  180. Santo Antônio das Missões
  181. Santo Antônio do Palma
  182. Santo Augusto
  183. Santo Cristo
  184. São Borja
  185. São Francisco de Assis
  186. São Francisco de Paula
  187. São Gabriel
  188. São Jerônimo
  189. São João da Urtiga
  190. São José das Missões
  191. São José do Norte
  192. São Leopoldo
  193. São Luiz Gonzaga
  194. São Martinho da Serra
  195. São Nicolau
  196. São Paulo das Missões
  197. São Pedro da Serra
  198. São Pedro das Missões
  199. São Pedro do Butiá
  200. São Sebastião do Caí
  201. São Sepé
  202. São Valentim do Sul
  203. São Valério do Sul
  204. São Vicente do Sul
  205. Sapiranga
  206. Sapucaia do Sul
  207. Sarandi
  208. Seberi
  209. Serafina Corrêa
  210. Silveira Martins
  211. Soledade
  212. Tabaí
  213. Tapejara
  214. Tapes
  215. Taquara
  216. Taquari
  217. Tenente Portela
  218. Teutônia
  219. Tiradentes do Sul
  220. Três Cachoeiras
  221. Três de Maio
  222. Três Passos
  223. Triunfo
  224. Tupanciretã
  225. Tupandi
  226. Tuparendi
  227. União da Serra
  228. Unistalda
  229. Vacaria
  230. Vale do Sol
  231. Vale Real
  232. Vale Verde
  233. Valentim do Sul
  234. Venâncio Aires
  235. Veranópolis
  236. Vespasiano Correia
  237. Viamão
  238. Vila Lângaro
  239. Vila Maria
  240. Vista Gaúcha
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Em Conselho Geral na noite desta segunda-feira (25), os representantes dos 42 núcleos do CPERS realizaram um balanço da primeira semana de greve da educação e encaminharam os preparativos para a Assembleia Geral desta terça-feira (26). 

Ao início do encontro, a assessoria jurídica do Sindicato, representada pelo advogado Marcelo Fagundes, confirmou que ajuizou à tarde um mandado de segurança com pedido liminar contra o corte de ponto anunciado pelo governador Eduardo Leite. 

Os representantes dos núcleos avaliam que a adesão a greve é a maior dos últimos tempos, com participação de mais de 80% de professores(as) e funcionários(as). 

“O governo de forma irresponsável diz que a nossa greve não tem justificativa. Se a vida estivesse fácil essa greve não teria a proporção que tem. Essa é uma greve diferenciada, estamos contando como nunca estivemos com o apoio da sociedade gaúcha. Já estamos em 80% de adesão. Em cidades que anteriormente tínhamos dificuldade, estamos com 100% de paralisação. E o governador acha que vamos nos calar. Ele quer tirar salário de quem já não tem”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Para a Assembleia Geral do CPERS, que será realizada amanhã, a partir das 13h30 na Praça da Matriz, são esperadas mais de 10 mil pessoas, reflexo da forte mobilização para a greve. Somente do interior, os núcleos estão prevendo a chegada de mais de 8 mil pessoas à capital para lutar por salários dignos e em dia e para barrar o pacote de Eduardo Leite. 

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Atualizado nesta segunda-feira (25), 8ª dia de greve contra os projetos de Eduardo Leite, o levantamento do CPERS aponta o envolvimento de 1.533 escolas.

São 773 escolas totalmente paralisadas e 760 afetadas por adesão parcial.

Reunido pela segunda vez nesta tarde, o Comando de Greve realizou um balanço da primeira semana do movimento grevista e debateu as próximas ações de comunicação e mobilização.

Com amplo apoio social, atos de rua capilarizados em todo o Rio Grande do Sul, adesão maciça nos 42 núcleos e características inéditas, como a paralisação de escolas e municípios tradicionalmente avessos a greves, o grupo avaliou o período como extremamente positivo.

Há o consenso de que a greve se tornou maior do que um movimento a favor dos educadores(as). A sociedade compreendeu a gravidade da situação e abraçou a defesa da própria escola pública, se posicionando fortemente contra a injustiça de uma crise que recai sempre sobre os ombros da categoria.

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Reunido pela segunda vez na tarde desta segunda-feira (25), o Comando de Greve realizou um balanço da primeira semana do movimento grevista e debateu as próximas ações de comunicação e mobilização.

Com amplo apoio social, atos de rua capilarizados em todo o Rio Grande do Sul, adesão maciça nos 42 núcleos e características inéditas, como a paralisação de escolas e municípios tradicionalmente avessos a greves, o grupo avaliou o período como extremamente positivo.

Apesar da ameaça de corte de ponto do governador, a paralisação segue firme. A contagem de escolas mobilizadas passou de 1.514 na sexta para 1.533 nesta segunda.

“Eduardo Leite inflamou a categoria ao afirmar que esta é uma greve sem justificativa. Ora, com 47 meses de salários atrasados, cinco anos de congelamento e os piores salários do estado, ninguém tem mais legitimidade para fazer greve do que os educadores”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

O Sindicato ajuizou, hoje, mandado judicial pleiteando uma liminar para sustar os efeitos da medida arbitrária do governador.

Há o consenso de que a greve se tornou maior do que um movimento a favor dos educadores(as). A sociedade compreendeu a gravidade da situação e abraçou a defesa da própria escola pública, se posicionando fortemente contra a injustiça de uma crise que recai sempre sobre os ombros da categoria.

Entre os pontos de pauta, esteve a organização da Assembleia Geral desta terça-feira (26), às 13h30 na Praça da Matriz, que promete ser ainda maior do que o ato do último dia 14. O foco será manter a categoria mobilizada e o fomentar o crescimento do movimento, que já se dissemina por outras categorias e fora do Rio Grande do Sul.

O grupo também reiterou a importância de fortalecer o ato unificado da Frente de Servidores(as) Públicos (FSP/RS), marcado para as 16h, no mesmo local.

Na quinta-feira (28), o Comando de Greve orienta a organização de passeatas luminosas no início da noite em todos os núcleos, trazendo a comunidade escolar e populares para abraçar a escola pública.

Na sexta (29), ocorrerá 4ª Mostra Pedagógica Estadual, trazendo mais de 100 projetos desenvolvidos em sala de aula para apresentação pública na Praça da Matriz.

O Comando de Greve mantém a exigência de retirada da pauta da Assembleia dos projetos que atacam brutalmente os trabalhadores(as) em educação. Qualquer outra negociação parte desta premissa.

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No ano de 1999, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 25 de novembro, como sendo o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, em homenagem as irmãs Pátria, Maria Teresa e Minerva Mirabal que foram torturadas e assassinadas nesta mesma data, em 1960, a mando do ditador da República Dominicana, Rafael Trujillo. As irmãs dominicanas eram conhecidas por “Las Mariposas” e lutavam por soluções para problemas sociais.

A história das irmãs Mirabal é tão emblemática que, desde 1981 a data de suas mortes se tornou, em toda a América Latina, um dia para marcar a luta das mulheres contra a violência.

Aqui no Brasil, o símbolo da luta pela proteção das mulheres contra a violência doméstica e familiar é Maria da Penha, que dá seu nome a Lei nº11.340/2006, ou a Lei Maria da Penha.

A violência que as mulheres trabalhadoras enfrentam em todas as esferas de suas vidas é cruelmente silenciada ou dissimulada por meio de preconceitos. Desde a escola, até os locais de trabalho a mulher é obrigada a conviver com o assédio e a subestimação. A violência de gênero ocorre nos mais variados espaços, públicos e privados, e não é só agressão física, é também psicológica e moral. Ela está presente em todos os espaços da nossa sociedade, com o agravante de que homens e mulheres reproduzem esses discursos e práticas, inseridos pela cultura nos diversos espaços por onde transitam.

É sabido que, apenas a criação de mecanismos legais não é suficiente para a redução dos índices de violência contra a mulher, por se tratar de um problema complexo, exigindo medidas conectadas em diversos níveis do Poder Público, por meio de políticas públicas, e da sociedade civil.

Importante lembrar que, apesar da Lei Maria da Penha ter sido um avanço, não garante de fato a punição ao agressor, assim como não garante os serviços essenciais à mulher que sofre agressão, como: casas de abrigo, creches, assistência médica e psicológica, centros de Referência com profissionais capacitados e estabilidade remunerada no emprego.

Em 2010, com a finalidade de ampliar o combate à violência contra as mulheres, foi criada a “ONU Mulheres”, instituição humanitária com sede em Nova York e responsável pela defesa dos direitos humanos das mulheres na ONU.

A maioria das mulheres continua sendo vítima de violência dentro de casa e são poucas aquelas que buscam uma Delegacia da Mulher. Infelizmente, inúmeras são aquelas que alegam não ter feito nada. As mulheres no Brasil vivem em constante situação de risco, mas para a mulher negra ou parda existe um perigo ainda maior, pois o racismo e suas consequências potencializam o risco de lesão e morte para mulheres negras e pardas em relação às brancas.

É preciso lutar contra todas as formas de opressão, pois o machismo, o racismo, o capacitismo, a LGBTfobia são responsabilidades de todas(os). O enfrentamento às múltiplas formas de violência contra as mulheres é uma luta de todas nós que queremos respeito aos direitos e condições mais dignas e justas para as mulheres.

Neste 25 de novembro, a força de Minerva, Patria e María Teresa se faz sentir. A luta de 25 de novembro diz respeito a uma causa humanitária! Uma vida sem violência é direito da mulher, é dever do Estado e uma demanda da sociedade!

Departamento de Gênero e Diversidade do CPERS

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Artigo de Helenir Aguiar Schürer*, publicado em 23/11 na ZH

Mais de 10 mil educadores abandonaram a rede estadual desde 2014. São profissionais que não se aposentaram. Saíram do chão da escola por óbito, dispensa ou opção. Os dados são da Secretaria da Fazenda, compilados pelo Dieese. Não é de se surpreender.

Sobrevivemos a cinco anos de massacre. Nosso poder de compra foi reduzido em mais de 1/3 desde o último reajuste, corroído pelo inflação. Estamos há 47 meses com os salários parcelados e atrasados, sem dinheiro para ir trabalhar, acumulando empréstimos e escolhendo entre comer e pagar as contas.

Enquanto padecemos, bancos registram lucros recordes, grandes empresas recebem o benefício da sonegação premiada e obtêm isenções fiscais bilionárias. Fecham-se escolas para abrir prisões.

Neste cenário, o governador nos oferece o mesmo remédio amargo, testado e reprovado múltiplas vezes. Mais arrocho, extermínio de direitos, congelamento salarial por tempo indeterminado e confisco de dinheiro dos aposentados. Quem tem menos paga cada vez mais para sustentar a injustiça.

Não há qualquer novidade na tentativa de reforma, se não a dimensão da crueldade. Ao incorporar vantagens ao salário básico, o governo mascara o pagamento do piso nacional. Trata-se de uma farsa contábil. Se os projetos passarem, quem pagará o piso no Rio Grande do Sul será o próprio trabalhador da educação, sem receber um centavo a mais.

Eduardo Leite prometeu tornar a carreira mais atrativa. Na prática, projeta uma diferença salarial de 7% entre o profissional com Ensino Médio e o educador com Doutorado. No plano atual, o crescimento é de 100% no básico. Quem, em sã consciência, vai ingressar no magistério ou buscar qualificação com esse descalabro? Não somos escravos.

Enviamos, no prazo determinado pelo governo, documento elencando as razões para a rejeição do pacote. Não tivemos respostas ou convite para dialogar. O mesmo já havia ocorrido neste ano, quando, após iniciar uma mesa de negociações para tratar da pauta salarial, o Piratini abandonou o diálogo e passou a ignorar ofícios do CPERS solicitando a retomada.

A greve é o último recurso de qualquer categoria, única alternativa ao esgotamento da negociação. É um grito de socorro para salvar a escola pública e os sonhos de milhões de gaúchos que dependem de uma educação gratuita e de qualidade. Resistimos para não deixar de existir.

*Presidente do CPERS/Sindicato e professora da rede estadual há 33 anos

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Devido atos realizados em todo o estado nesta sexta-feira (22), a atualização do levantamento do CPERS junto aos seus 42 núcleos ficou prejudicada. Ainda assim, houve aumento no número de escolas afetadas pela greve.

São 768 escolas totalmente paralisadas e 746 afetadas por adesão parcial. Entre as parciais, há diversas instituições que operam com apenas 5% dos quadros.

A greve da educação ganhou um reforço de peso ao fim desta primeira semana de paralisação. A escola Maria Dulcina, de Nonoai, que possui mais de mil alunos, decretou greve hoje. Os 80 profissionais, entre professores e funcionários, que atendem a escola, cruzaram os braços na luta por seus direitos.

Mobilização

A próxima Assembleia Geral da categoria está marcada para a terça-feira (26), às 13h30, na Praça da Matriz. O dia também será de ato unificado da Frente de Servidores Públicos (FSP), às 16h no mesmo local.

Na segunda, o Comando de Greve volta a se reunir para realizar o balanço da primeira semana.

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Acossado pela dimensão da greve e ampla adesão da comunidade escolar e sociedade, o governador recorre ao arbítrio.

A ameaça de cortar o ponto de educadores(as) paralisados a partir da próxima segunda-feira é inócua, pois carece de respaldo legal.

O STF já definiu, em julgamentos em 2006 e 2007, que a autorização do corte de ponto conforme a Lei Geral da Greve (7.783/89) não se estende aos casos em que houver atraso salarial.

Tanto é assim, que o TJRS nunca falhou em aplicar o entendimento do STF (mandados de injução 670 e 672) e sempre concedeu liminar proibindo a medida pleiteada pelo Executivo.

Como é de amplo conhecimento público, Eduardo Leite pagará a folha de outubro em dezembro – um recorde. Não tem data para quitar os próximos meses e tampouco pagará o 13º em dia, condenando a categoria a novos empréstimos.

São 47 meses de salários parcelados e atrasados, à revelia da Lei e da moralidade.

A tentativa de desmobilizar o movimento, aproveitando a janela do fim de semana para instaurar o medo e confundir educadores(as), sairá pela culatra.

Sem responder a qualquer reivindicação dos grevistas, após apresentar um pacote de medidas que extermina direitos, confisca dinheiro de aposentados e não oferece qualquer perspectiva de recuperação das nossas vultuosas perdas salariais, Eduardo Leite dobra a aposta na violência contra quem trabalha no chão da escola.

Registramos, ainda, a cruel ironia de cortar um ponto que a categoria não sabe quando será pago. Por fim, cabe questionar ao governador como pretende recuperar as aulas do calendário letivo após descontar a folha.

Esta é uma greve por direitos e pela própria existência da escola pública. Uma greve diferente, marcada por atos de rua e adesão maciça de pais e estudantes. Não será uma ameaça vazia que nos fará recuar. Não somos escravos para seguir trabalhando de graça.

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Em mais uma demonstração de enraizamento da greve em todo o estado, 16 Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) amanheceram bloqueadas nesta sexta-feira (22).

As CREs são órgãos públicos vinculados à Secretaria da Educação (Seduc), responsáveis por gerir os recursos humanos e operacionalizar as políticas da pasta nas mais de 2 mil escolas do estado.

O funcionamento dos prédios foi inviabilizado pelos manifestantes, que interditaram a entrada com cadeados e correntes.

Com gritos de ordem e cartazes em repúdio ao pacote do Executivo, e pedindo respeito aos direitos históricos da categoria, os grupos chamaram atenção para as consequências dos ataques do governo. Na maioria das regiões, as Coordenadorias acabaram dispensando os funcionários ainda no turno da manhã.

Na 1ª CRE, a professora e funcionária da coordenadoria, Janaina Quiroga, pegou o microfone e aderiu ao movimento. “Nós não estamos lutando por férias. Estamos lutando para que os meus netos, os filhos dos nossos alunos tenham escola de qualidade e gratuita!”, afirmou.

Os educadores gaúchos estão em greve por tempo indeterminado desde a última segunda-feira (18).

Desde então, cresce diariamente, em todo o Estado, o apoio à luta dos professores e funcionários de escola. Já são mais 1.500 instituições afetadas em todo o estado.

Até o momento, mais de 170 municípios já aprovaram a moção de apoio à categoria. Estudantes e pais também estão fortalecendo o movimento através de caminhadas, atos e mobilizações.

Em Frederico Westphalen e Alpestre os próprios estudantes fecharam as escolas e decretaram greve em defesa da educação pública e dos educadores gaúchos.

Na próxima terça-feira (26), conforme definido pelo Comando de Greve, ocorre a Assembleia Geral de mobilização com toda a categoria, às 13h30, na Praça da Matriz. Às 16h, haverá ato unificado da Frente de Servidores Públicos (FSP/RS), no mesmo local.

CREs fechadas:

Canoas
Carazinho
Caxias do Sul
Cruz Alta
Estrela
Gravataí
Ijuí
Livramento
Osório
Palmeira das Missões
Passo Fundo
Pelotas
Porto Alegre
Rio Grande
São Leopoldo
Santa Cruz do Sul

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Moradores de dezenas de municípios gaúchos foram surpreendidos, nesta quinta-feira (21), por atos de rua em apoio à greve da educação.

O dia foi histórico, com registro de mais de 1.500 escolas paralisadas total ou parcialmente, novas adesões e centenas de manifestações espontâneas organizadas no seio das comunidades escolares.

Em Porto Alegre, pela manhã, ao menos seis ato simultâneos com milhares de estudantes e educadores(as) pararam o trânsito em diversas regiões da capital.

Na Zona Sul, treze escolas percorreram um trajeto de 2km e bloquearam a Avenida Cavalhada. Na Zona Norte, mais de 30 escolas realizaram caminhadas até o Triângulo da Assis Brasil.

No Parcão, ícone de manifestações da direita, estudantes também se mobilizaram em atos pela manhã e pela tarde. No interior, foram incontáveis as mobilizações e manifestações de apoio.

O CPERS acompanhou as mobilizações ao longo do dia em suas redes sociais. Acesse para conferir:

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Confira imagens do levante da educação em todo o estado:

Porto Alegre

Arroio do Meio

São Luiz Gonzaga

Em Camaquã, terra da ex-professora de Eduardo Leite, o pequeno Dudu entrega uma maçã envenenada para sua mestre.

Estrela

Arroio do Meio

Porto Alegre – Zona Sul

Estudantes na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Alunos da escola Rafaela Remião, de Porto Alegre, decretam greve

Pantano Grande

Itaqui 

Condor

Pelotas

Cachoeirinha

Alunos de Frederico Westphalen e Alpestre fecharam escolas e decretaram greve eles mesmos

Três de Maio

Porto Alegre – Zona Norte

Santa Maria

São Martinho 

Charqueadas 

São Sepé

Portão

São Lourenço do Sul

Erechim 

Novo Hamburgo

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