A greve da educação, iniciada na segunda-feira (18), segue crescendo e recebendo apoio contra o pacote desumano do governo Eduardo Leite, que ataca brutalmente direitos históricos da categoria.

Entidades representativas do funcionalismo público, universidades federais e sindicatos de professores são algumas das que enviaram manifestações de solidariedade ao magistério púbico estadual.

Já ultrapassamos a marca de 1.500 escolas paralisadas e todos os dias novas instituições aderem à greve, que vem se consolidando como uma das maiores da trajetória de lutas do sindicato.

O CPERS agradece a todas as importantes manifestações de apoio que vem recebendo. Elas são fundamentais para fortalecer a justa luta contra o desmonte da escola pública e os direitos dos educadores gaúchos

ADUFPEL SSIND 

A Diretoria da ADUFPel, seção sindical do ANDES Sindicato Nacional, declara apoio irrestrito à greve das professoras e dos professores da rede estadual do Rio Grande do Sul. Além de manter e agravar a perversidade do parcelamento salarial, que tem levado docentes à depressão e por vezes até mesmo ao suicídio, o governador Eduardo Leite agora apresenta um novo pacote de maldades que amplia a precarização da Educação Básica no Estado. Assim, a diretoria convoca as professoras e professores da Universidade Federal de Pelotas e do IFSul Câmpus Visconde da Graça a se somarem aos atos/mobilizações chamados pelo CPERS Sindicato. Se o futuro é a educação, a luta é no agora!

Pelotas, 19 de novembro de 2019.

A Diretoria

CNTE

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa dos profissionais da educação básica do setor público brasileiro, vem por meio desta se solidarizar de forma incondicional com o movimento grevista dos/as educadores/as do Estado do Rio Grande do Sul e ao seu sindicato CPERS.

Em resposta a denominada “Reforma Estrutural” do Governador Eduardo Leite, e depois da exitosa paralisação de todas as carreiras de servidores públicos do Estado no último dia 14, os/as educadores/as estaduais decretaram greve por tempo indeterminado desde o dia 18 de novembro. O pacote de maldade do Governo Leite traz enormes prejuízos ao conjunto dos/as trabalhadores/as do setor público do Estado e a resposta está vindo das ruas de todas as suas cidades, já que o gestor faz ouvidos moucos às reivindicações das categorias.

É draconiana a medida que, na prática, põe fim às progressões das carreiras, deixando-as à mercê da boa vontade dos administradores de plantão, o que, em última instância, fere o princípio da legalidade e impessoalidade da administração pública. Acabar com as gratificações por tempo de serviço implica em outra maldade do governador que criará uma distorção sem precedente na organização das carreiras do Estado, pondo fim, a rigor, ao próprio conceito de carreira. A cobrança de alíquota previdenciária ao/à servidor/a aposentado/a é outra aberração que expressa uma injustiça sem tamanho feita a servidores que recebem pouco mais de um salário mínimo.

No campo propriamente da educação, é inadmissível o quinto Estado mais rico da Federação pagar um dos piores salários para os/as seus/uas professores/as. É importante deixar claro que esse pacote do Governo Leite é um projeto liberal e de massacre da classe trabalhadora levado a cabo pelo Governo Bolsonaro. Todo nosso apoio às educadoras e educadores do Rio Grande do Sul! Como dizia o poeta, estes que atravancam nosso caminho, passarão!

Brasília, 20 de novembro de 2019.

Direção Executiva da CNTE

SINTE- ARARANGUA

O SINTE- ARARANGUA (Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública do Estado de Santa Catarina) expressa solidariedade e apoio à greve dos Professores da rede estadual do estado do Rio Grande Do Sul, iniciada no dia 18 de novembro.

Os trabalhadores em Educação a longos 5 anos sofrem com salários defasados, parcelados, sucessivos governos fora da lei negligenciam o piso nacional do magistério, trazendo a dura realidade do salário mais baixo pago aos professores entre os estados do Brasil, não bastasse está realidade o governo de Eduardo Leite encaminha projeto de lei para alterar o plano de carreira dos professores, aprofundando o arrocho salarial, congelando salários por anos e retirando direitos, manobrando com os mesmos em uma tentativa de burlar a lei do piso nacional do magistério já negligenciada.

Com esta atitude o governo mostrar uma clara pretensão de aniquilar com este serviço público, bem maior da sociedade riograndense e brasileira. Frente a estes ataques nos solidarizamos com os colegas do estado vizinho, nos colocando à disposição para a luta nesta guerra que a muito tempo deixou de ser regionalizada, urge a necessidade de mobilização de toda a sociedade para barrar estes ataques.

Aos colegas força para lutar aguerridamente, aos alunos consciência para seguir construindo conhecimento junto a seus mestres em outras salas de aula, aos pais grandeza para entender o momento e se colocar ao lado daqueles que diariamente buscam junto a seus filhos construir uma sociedade mais justa e igualitária.

20 DE NOVEMBRO DE 2019.

SIMSAPEL APOIA A GREVE DO CPERS

O pacote do Governo do Estado apresentado na Assembleia Legislativa atinge a todos os servidores públicos do Rio Grande do Sul, congela os salários por tempo indeterminado e destrói o Plano de carreira do magistério. É o desmonte do serviço público, marca registrada da política neoliberal defendida pelo Governador Eduardo Leite.

A defesa do “estado mínimo” pode soar como forma de economizar os recursos públicos, porém, na verdade, deixa a população mais pobre desassistida no que se refere ao acesso aos serviços mínimos e essenciais.

Mais grave ainda é o ataque que esse pacote representa à educação pública da qual dependem os trabalhadores e filhos de trabalhadores de todas as categorias. Portanto, levantar-se em defesa dos trabalhadores em educação e dos servidores estaduais é defender o direito de todos à educação e demais serviços públicos e, por isso, é uma pauta de toda a população gaúcha.

Sendo assim, o SIMSAPEL se manifesta em total e irrestrito apoio à greve dos professores e demais trabalhadores das escolas gaúchas e se irmana ao CPERS Sindicato nessa luta.

Sindicato dos Servidores Municipais de Saneamento Básico de Pelotas

Novembro de 2019

CUT REGIONAL SUL

A CUT Regional Sul vem a público manifestar total apoio à greve dos professores e demais trabalhadores em educação do Estado do Rio Grande do Sul, representados pelo CPERS Sindicato.

Protocolado na semana passada na Assembleia Legislativa, o chamado “pacote de maldades” apresentado do Governo do Estado é um ataque profundo aos direitos dos servidores públicos e, em especial, aos trabalhadores em educação. O pacote propõe, entre outras coisas, o fim do plano de carreira do magistério e o congelamento dos salários por tempo indeterminado.

Dessa forma, a greve foi inevitável.

A proposta de Eduardo Leite não representa ataques apenas aos trabalhadores em educação, mas a toda a classe trabalhadora, uma vez que a desvalorização dos professores e funcionários de escolas é precarização da educação pública, de que dependem os trablhadores e os filhos dos trabalhadores.

O discurso do “estado mínimo”, na verdade, representa desobrigar o Estado de garantir o acesso aos serviços essenciais para todos e deixar a população mais pobre desassistida.

Portanto é uma causa de toda a sociedade gaúcha.

Dessa forma, a CUT Regional Sul diz NÃO ao pacote de Eduardo Leite e se soma à luta do CPERS Sindicato na defesa dos trabalhadores em educação e da educação pública do Estado do Rio Grande do Sul.

Pelotas, 21 de novembro de 2019

Sindjors repudia violência contra os servidores públicos em ato unificado

Professores estaduais e outras categorias protestavam em frente ao palácio Piratini quando incidente ocorreu

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) manifesta solidariedade aos professores e servidores estaduais, vítimas de repressão violenta, pela tropa de choque da Brigada Militar, durante o ato unificado realizado na tarde dessa terça-feira (26/11), na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini.

Repudiamos a ação da PM, comandada pelo governador Eduardo Leite, colocando em risco a integridade física de milhares de trabalhadores que lutam por um direito legítimo e, também, dos profissionais da imprensa que acompanhavam a atividade.

Uma irresponsabilidade que levou 10 pessoas a serem atendidas no Hospital de Pronto Socorro, com ferimentos e intoxicação por gás de pimenta.

Eduardo Leite agride professores e servidores que recebem seus salários atrasados e parcelados há cerca de cinco anos, e que estão em greve como forma de denunciar e barrar o pacote de medidas lançado pelo governador, que põe fim à carreira dos servidores.

Somos solidários à luta contra o plano de destruição do serviço público no RS, que expressa a mesma política em curso no país, de retirada total de direitos dos trabalhadores.

27/11/2019

FÓRUM RENOVA ANDES-SN

Nota de apoio à greve dos/as professores/as e funcionários/as da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul

O Fórum Renova Andes-SN manifesta sua solidariedade e apoio à greve dos/as professores/as e funcionários/as da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul. Greve esta deflagrada em 18 de novembro de 2019 como resposta ao desmonte dos serviços públicos – em especial da educação e aos ataques ao funcionalismo público estadual expressos no pacote enviado pelo governador Eduardo Leite à Assembleia Legislativa, que inclui a destruição da carreira e da previdência dos/as servidores/as públicos/as estaduais. Some-se a isso o parcelamento e atraso de salários que já completa 47 meses e cinco anos de congelamento.
A atual política desenvolvida pelo governo de Eduardo Leite possui correspondência com a política de terra arrasada e anti-povo do governo Bolsonaro e que busca ganhar terreno na América Latina com apoio do imperialismo – como vemos no Chile, no Equador e na Bolívia e contra as quais os/as trabalhadores/as resistem com suas organizações e seus instrumentos de luta.
Ao nível do governo federal, o governo de Bolsonaro/Guedes apresenta o pacote chamado de Plano Mais Brasil, composto de três propostas de emendas constitucionais (a do Pacto Federativo, a Emergencial e a dos Fundos Públicos) que, entre outras medidas, ataca os/as servidores/as públicos/as com redução e congelamento de salários e promoções, proíbe novos concursos, reduz o número de carreiras, corta orçamentos, etc.
O aludido déficit nas contas públicas usado como argumento para os ataques desferidos por Leite e Bolsonaro aos servidores/as públicos/as encobre a recessão econômica cuja raiz está no golpe de 2016 e nas medidas econômicas de Temer-Bolsonaro.
Por outro lado, o movimento grevista no Rio Grande do Sul já contabiliza mais de 1.500 escolas paradas (773 escolas totalmente paralisadas e 760 afetadas por adesão parcial) e conta com apoio dos/as jovens que veem na luta pela escola pública a luta pelo seu futuro.
A vossa luta, portanto, é a nossa luta! Não aos ataques de Bolsonaro e Leite!
Saudamos, nesse sentido, os/as professores/as e funcionários/as da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul, saudamos o CPERS e seus núcleos afirmando nossa solidariedade e apoio à vossa greve.
Repudiamos a violência e agressões físicas desferidas pela polícia comandada por Leite sobre os/as professores/as e funcionários/as ontem, 26/11, ao término da assembleia geral do CPERS, que reuniu mais de 15 mil trabalhadores/as na Praça da Matriz em Porto Alegre.

28/11/2019

Mães & Pais pela Democracia

A covardia é a marca da incompetência e da arrogância.
No discurso, a educação é sempre a prioridade incensada.
Na prática, é sempre preterida em nome de outras prioridades e reformas.
Quem paga a conta é o funcionalismo, sobretudo o magistério.
A Associação Mães e Pais pela Democracia repudia a violência física perpetrada ontem contra a comissão que buscava o diálogo com o Palácio Piratini.
E repudia a violência simbólica que o serviço público vem sofrendo há anos em nosso estado, mais gravemente na figura que todos e todas devemos amar e respeitar: a professora.
Violência só gera violência.
Mas saberemos transmutá-la em força para levar adiante esse movimento até que justiça seja feita, pelo diálogo, com amor e liberdade.
– Contra a vergonha do parcelamento de salários
– Contra o fim da carreira do magistério
PROFESSORAS E PROFESSORES,
VOCÊS NÃO ESTÃO SOZINHAS/OS.

27/11/2019

FEDERAÇÃO DOS PROFESSORES DE SÃO PAULO-FEPESP

SOLIDARIEDADE ÀS PROFESSORAS E PROFESSORES DO RIO GRANDE DO SUL

O sucesso da mobilização de professora e professores nas escolas públicas do Rio Grande Saul demonstra a disposição da categoria em defender sua dignidade contra a prepotência e descaso do Estado.

A Federação dos Professores do Estado de São Paulo, em nome dos seus 25 sindicatos integrantes, manifesta sua solidariedade ao CPERS e aos seus representados, na defesa da educação de qualidade, do respeito a quem prepara nossas futuras gerações e da legitimidade do sindicato na representação do interesse dos docentes.

A resistência de professoras e professores do Rio Grande do Sul é exemplo para todos, neste período sombrio da nossa história.

Força, companheiras e companheiros!

25/11/2019

AGAPAN

A direção da AGAPAN, na pessoa de seu presidente, apoia todo o movimento da educação que faz parte do nosso movimento que é a luta pelo ambiente natural.
Nesse sentido, mais uma vez, deseja manifestar publicamente seu apoio e seu disposição de se colocar ao lado nesta luta, pois integramos a mesma sociedade que sofrerá com este Pacote.
Aliás, já estamos juntos no Movimento contra a instalação da Mina Guaiba e certamente também estaremos juntos na luta conta a Mudança do Código Ambiental.

Franscisco Milanes – Presidente

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A União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação do Rio Grande do Sul – UNCME-RS declarou apoio à luta dos educadores(as) contra o pacote de projetos do governo Eduardo Leite, que extingue direitos históricos dos educadores.

No texto encaminhado, a entidade ressalta o repúdio a desvalorização dos professores e funcionários de escola e a tentativa de destruição do Plano de Carreira da categoria.

O apoio social e institucional à greve dos educadores, que iniciou no último dia 18 e já conta com a adesão de 1556 escolas, aumenta a cada dia. Durante a Assembleia histórica realizada no último dia 26, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, leu para os milhares de educadores presentes o documento assinado pelo presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Eduardo Russomano Freire, declarando apoio à luta dos educadores(as) e repúdio ao pacote do Executivo.

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A onda de indignação dos educadores(as) não para de crescer.

Em todo o estado, já são 1556 escolas envolvidas na greve da educação. Destas, 788 seguem totalmente paradas. A apuração foi atualizada junto aos 42 núcleos do CPERS nesta quarta-feira (27).

A contagem representa um novo crescimento em relação à última contabilidade, que apontava 1544 instituições afetadas na segunda.

A greve extrapolou os muros das escolas e tomou as ruas do estado, com amplo apoio social e institucional.

Ao corte de ponto dos grevistas e ao continuado desrespeito com a categoria, educadores(as) responderam um com uma das maiores Assembleias das últimas décadas e cerraram fileiras no movimento paredista.

O CPERS ingressou com mandado de segurança na última segunda para sustar os efeitos da medida e o TJ deve julgar o pedido liminar até esta quinta (28).

Com a mobilização histórica da categoria e da sociedade gaúcha, o castelo do governador começou a ruir.

Nesta quarta (27), a maior bancada da base governista (MDB) divulgou nota conjunta posicionando-se contrariamente à proposta que prevê alterações na carreira.

A Famurs, entidade que congrega prefeitos e gestores de todos os 497 municípios gaúchos, enviou uma moção de apoio aos educadores(as). Outro acontecimento inédito. Nas Câmaras de Vereadores, representantes de mais de 250 cidades já aprovaram moções semelhantes.

O movimento conquista a sociedade, com adesão crescente de comerciantes, que afixam cartazes de apoio junto às vitrines. A economia local sente o peso do arrocho sobre os professores(as) e funcionários(as) de escola.

Atos de rua se espalham pelo Rio Grande do Sul. É impossível acompanhar a densidade e a quantidade do que está ocorrendo.

Eduardo Leite está acuado e já fala em “atenuar” as medidas. Mas não há remendo para o que não tem conserto.

Comando de Greve ratifica que qualquer perspectiva de negociação com Eduardo Leite depende da retirada dos projetos da pauta da Assembleia Legislativa.

Nenhum diálogo é possível sem, antes, tratar das reivindicações urgentes da categoria: salário em dia, reajuste já e nenhum direito a menos. A educação merece respeito.

Calendário de mobilização:

28/11 – Passeatas luminosas em todo o Rio Grande do Sul. Cada município deve escolher uma escola simbólica para ser abraçada pela comunidade em atos noturnos
29/11 – Mostra Pedagógica na Praça da Matriz, das 9h às 18h
03/12 – Ato estadual em Pelotas, terra do governador. Horário e local em definição.

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Reunido na manhã desta quarta-feira (27), o Comando de Greve avaliou a situação do movimento e discutiu os rumos da mobilização após o ato histórico de ontem.

O grupo considera extremamente positiva a resposta da categoria, que compareceu em peso à Assembleia Geral e mantém-se firme na greve mesmo com a ordem de Eduardo Leite para cortar o ponto dos educadores(as).

O CPERS ingressou com mandado de segurança na última segunda para sustar os efeitos da medida e o TJ deve julgar o pedido liminar até amanhã (28).

Há o entendimento de que a greve da educação extrapolou os muros das escolas e tomou as ruas do estado, com amplo apoio social e institucional.

Atos públicos capilarizados em centenas de cidades, moções de apoio aprovadas em 240 Câmaras Municipais até esta quarta e a manifestação histórica da Famurs reforçam a avaliação.

Na Assembleia Legislativa, os projetos de Leite começam a ruir. Nesta quinta, o MDB anunciou posição contrária à votação das alterações na carreira do Magistério.

O Comando ratifica que qualquer perspectiva de negociação com Eduardo Leite depende da retirada dos projetos da pauta da Assembleia Legislativa. “Não há como negociar partindo de um projeto que não tem nada de bom”, explica a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Além de reiterar as mobilizações e atividades marcadas para esta semana, o Comando também apontou como estratégica a perseguição à agenda do governador. Confira os próximos atos:

28/11 – Passeatas luminosas em todo o Rio Grande do Sul. Cada município deve escolher uma escola simbólica para ser abraçada pela comunidade em atos noturnos
29/11 – Mostra Pedagógica na Praça da Matriz, das 9h às 18h
03/12 – Ato estadual em Pelotas, terra do governador Eduardo Leite

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Nesta quarta-feira (27), dezenas de educadoras(es), representantes dos 42 núcleos do Sindicato, participaram do Encontro do Coletivo de Igualdade Racial e Combate ao Racismo. A atividade ocorreu no 9º andar da sede do CPERS, ao longo do dia.

O 2º vice-presidente e coordenador do Departamento de Combate ao Racismo do CPERS, Edson Garcia, falou sobre a história de luta dos negros no país, ressaltando as grandes barreiras que ainda precisam enfrentar para combater o racismo e o preconceito sofrido diariamente. E também fez uma breve análise da conjuntura política atual no Brasil.

“Essa política neoliberal instalada no país é racista, machista e homofóbica. Nós estamos sem projetos para a educação. No momento em que não temos políticas para as áreas da educação e da saúde, não temos mais perceptivas, nem sonhos. Estamos retrocedendo drasticamente. Essa linha política não vem para nos fortalecer. Por isso temos que, cada vez mais, nos unir e somar forças”, concluiu Edson.

Garcia também falou sobre a truculência da brigada militar contra os educadores(as) no final da Assembleia Geral da categoria, realizada nesta terça-feira (26), na Praça da Matriz. “Dói receber cacetada na cabeça, chutes e spray de pimenta nos olhos.  Mas hoje, estamos conseguindo mostrar para a sociedade gaúcha a verdadeira face do governador Eduardo Leite”, destacou.

Desafios das mulheres negras na sociedade

“Sou discriminada duas vezes, por ser mulher e por ser negra. Sabemos que temos que enfrentar muita dor para representar, sermos ouvidos e valorizados. Temos que lutar para que nos valorizem como profissionais competentes que somos. Ainda não ocupamos cargos de comando como deveríamos. Estamos aqui para exigir que sejamos realmente vistas e valorizadas. Espaços como esses são estratégicos para que possamos nos transformar”, afirmou Isis Marques, secretária de Combate ao Racismo da Central Única (CUT).

Ela conta que quando foi assumir a vaga no banco no qual trabalha, sua mãe a orientou que anotasse tudo para não ser vista como incompetente. “Eu nunca esqueci aquilo. Ela sabia do que estava falando porque já havia sofrido discriminação e não queria que eu também passasse.”

“Não somos respeitadas como mulheres. Se tu te atrasou é porque estava te pintando, não é porque estava na luta. É o que dizem sobre a gente. Nos preocupamos com irmãos, pais e maridos, enquanto eles estão livres para comandar e seguir suas carreiras e nós não. Ainda temos que conquistar nossa valorização”, afirmou.

“Nós, sindicalistas, entendemos que o sindicato é uma escola. Aqui, entendemos como a sociedade se organiza e se agrega. Nós precisamos nos ver como iguais. Estamos aqui para aprender que racismo não é um preconceito, é uma violência. Vocês são lideranças, têm que exigir que dentro de cada escola se adote uma postura anti-racista. Temos que nos enxergar como elementos fundamentais dentro da sociedade”, finalizou.

O racismo dentro da escola 

Durante a tarde, os presentes receberam a palestra da  professora da rede pública e estadual e secretária nacional de políticas de combate ao racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Anatalina Lourenço.

Para Anatalina, um dos principais instrumentos de enfrentamento ao racismo é a escola. “O racismo passa pela ideia de descolonizar o currículo, ou seja, a possibilidade de uma mudança ao trato da questão étnico-racial na escola e na teoria educacional”, explica.

“Ser negra é uma decisão política, pois quando você decide ser negra sabemos do preconceito que vamos enfrentar.” Anatalina pondera. “Não basta lutar contra o racismo, tem que ser anti-racista. Pra nós mesmos não praticarmos o racismo”.

Durante o debate, professoras e funcionárias de escola relataram suas experiências dentro das escolas, em suas cidades e na sociedade em geral, denunciando que o preconceito e o racismo fazem parte diariamente de suas vidas.

“Sou a primeira diretora negra do 21º Núcleo (Uruguaiana) e tenho muito orgulho disso. A próxima foto na galeria de diretores será a minha. Minha cidade é muito racista, muito preconceituosa. Mas seguimos lutando pela igualdade racial”, disse Zila Fidel, diretora do 21º Núcleo.

“Em nenhum momento quando saio com os meus alunos eu sou vista como professora. Sou sempre vista como funcionária da limpeza da escola. É um paradigma que a sociedade cria”, desabafou a professora Eliane Duarte Cunha, do 6º Núcleo (Rio Grande).

“Hoje foi um dia rico com falas de duas mulheres importantes na luta pelo combate ao racismo. Saímos daqui melhor do que entramos e fortalecidos para a luta”, afirmou Edson no final da atividade.

O Encontro do Coletivo encaminhou algumas demandas como  a criação do Coletivo de Combate ao Racismo em cada núcleo do Sindicato,  a escolha de um nome para o Coletivo do CPERS e a criação de um grupo de WhatsApp para organizar os próximos encontros e a luta.

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A luta vale a pena! Há poucas semanas, Eduardo Leite parecia imbatível.

Com ampla maioria na Assembleia Legislativa e postura arrogante, apresentou um pacote de medidas brutais contra os educadores(as) sem responder a qualquer das reivindicações da categoria.

À imprensa, subestimou a capacidade de mobilização do Magistério. Por dias a própria mídia ignorou a força da greve.

Mas o jogo está virando. Após a mobilização histórica da categoria e da sociedade gaúcha, o castelo do governador começou a ruir. Nesta quarta (27), a maior bancada da base governista (MDB) divulgou nota conjunta posicionando-se contrariamente à proposta que prevê alterações na carreira.

Leia a íntegra do comunicado

NOTA OFICIAL

Desde o protocolo do pacote do Governo do Estado na Assembleia Legislativa, a bancada do MDB tem buscado compreender as propostas para unificar a posição de seus oito deputados. Temos nos reunido e dialogado com entidades sindicais dos servidores e técnicos do Executivo, bem como nossa assessoria tem estudado os projetos.

Da forma que foi encaminhada, não concordamos com a proposta que prevê alterações na carreira do magistério. Entendemos que será necessário um profundo e amplo diálogo com os parlamentares e com a categoria, no sentido de aprimorar o projeto e deixá-lo atrativo para os professores.

Pela importância e complexidade das matérias, entendemos ser necessário um prazo mais amplo para deliberarmos.

A bancada do MDB entende sua importância para a eventual construção de maioria no Parlamento, o que reforça a necessidade de plena compreensão das proposições, bem como um possível aperfeiçoamento das mesmas.

O senhor Chefe da Casa Civil do Governo do Estado foi comunicado dessas decisões pelo Líder da Bancada nesta tarde.

Bancada do MDB
Dep. Fábio Branco – Líder da Bancada
Dep. Carlos Búrigo
Dep. Edson Brum
Dep. Gabriel Souza
Dep. Gilberto Capoani
Dep. Sebastião Melo
Dep. Tiago Simon
Dep. Vilmar Zanchin

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Em documento lido para a multidão durante o ato histórico desta terça (26), assinado pelo presidente Eduardo Russomano Freire, a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) declarou apoio à luta dos educadores(as) e repúdio ao pacote de projetos de Eduardo Leite.

“A FAMURS e os municípios gaúchos têm pleno conhecimento da crise financeira que atinge o Estado do Rio Grande do Sul. Entretanto, também é da nossa ciência que a causa de tal crise não está nos vencimentos recebidos pelos servidores públicos, em especial pelos professores e professoras estaduais. Ao contrário, entende-se que o investimento em educação é a mais viável, senão singular saída desta situação, pois é através do conhecimento que se promove o desenvolvimento; negar tal fato é anuir é com o agravamento da crise financeira.”, afirma o texto.

Composta por 27 Associações Regionais, a entidade representa todas as 497 cidades gaúchas – reunindo prefeitos, vice-prefeitos, secretários, técnicos e órgãos da gestão pública municipal.

É um fato inédito, que vem a reforçar a onda crescente de apoio social e institucional recebida pela greve da educação do Rio Grande do Sul.

Nas Câmaras de Vereadores, o movimento é semelhante. Até o início da tarde desta quarta-feira, 240 cidades aprovaram moções de apoio aos educadores(as) ou repúdio aos projetos de Leite.

Pela tarde, uma comitiva de vereadores(as) do município de Independência entregou uma moção no Acampamento da Resistência, na Praça da Matriz.

Relação de municípios que já aprovaram moções de apoio aos educadores(as) ou repúdio aos projetos de Leite

Atualizado às 20h15 de 03 de dezembro com o total de 296 cidades

  1. Água Santa
  2. Ajuricaba
  3. Alecrim
  4. Alegrete
  5. Alegria
  6. Alpestre
  7. Alto Feliz
  8. Alvorada
  9. Amaral Ferrador
  10. Anta Gorda
  11. Antônio Prado
  12. Aratiba
  13. Arroio do Meio
  14. Arroio do Tigre
  15. Arroio dos Ratos
  16. Arroio Grande
  17. Arvorezinha
  18. Bagé
  19. Barão de Cotegipe
  20. Barão do Triunfo
  21. Barra do Guarita
  22. Barra do Quaraí
  23. Barra do Ribeiro
  24. Barra Funda
  25. Benjamim Constant do Sul
  26. Bento Gonçalves
  27. Boa Vista das Missões
  28. Boa Vista do Buricá
  29. Bom Princípio
  30. Bom Retiro do Sul
  31. Boqueirão do Leão
  32. Bossoroca
  33. Braga
  34. Brochier
  35. Butiá
  36. Caçapava do Sul
  37. Cachoeira do Sul
  38. Cachoeirinha
  39. Caibaté
  40. Caiçara
  41. Camaquã
  42. Camargo
  43. Campestre da Serra
  44. Campinas do Sul
  45. Campo Bom
  46. Campo Novo
  47. Campos Borges
  48. Candiota
  49. Canela
  50. Canguçu
  51. Canoas
  52. Canudos do Vale
  53. Capão da Canoa
  54. Capão do Cipó
  55. Capão do Leão
  56. Capela de Santana
  57. Carazinho
  58. Carlos Barbosa
  59. Carlos Gomes
  60. Casca
  61. Catuípe
  62. Caxias do Sul
  63. Centenário
  64. Cerrito
  65. Cerro Grande
  66. Cerro Largo
  67. Charqueadas
  68. Chiapetta
  69. Chuí
  70. Ciríaco
  71. Colorado
  72. Condor
  73. Constantina
  74. Cruz Alta
  75. David Canabarro
  76. Dois Irmãos das Missões
  77. Dois Lajeados
  78. Dom Pedrito
  79. Eldorado do Sul
  80. Encantado
  81. Encruzilhada do Sul
  82. Engelho Velho
  83. Entre Ijuís
  84. Erechim
  85. Erval grande
  86. Erval Seco
  87. Esmeralda
  88. Estação
  89. Estância Velha
  90. Esteio
  91. Estrela
  92. Farroupilha
  93. Faxinal do Soturno
  94. Faxinalzinho
  95. Fazenda Vila Nova
  96. Feliz
  97. Flores da Cunha
  98. Floriano Peixoto
  99. Fontoura Xavier
  100. Frederico Westphalen
  101. Garibaldi
  102. Garruchos
  103. Gaurama
  104. General Câmara
  105. Getúlio Vargas
  106. Giruás
  107. Gramado
  108. Gramado dos Loureiros
  109. Gravataí
  110. Guaíba
  111. Guaporé
  112. Guarani das Missões
  113. Harmonia
  114. Herval
  115. Horizontina
  116. Ibarama
  117. Ibirubá
  118. Igrejinha
  119. Ijuí
  120. Ilópolis
  121. Independência
  122. Ipiranga
  123. Iraí
  124. Itacurubi
  125. Itaqui
  126. Itatiba do Sul
  127. Jaboticaba
  128. Jacutinga
  129. Jaguarão
  130. Jaguari
  131. Jaquirana
  132. Júlio de Castilhos
  133. Lagoa Vermelha
  134. Lajeado
  135. Lajeado do Bugre
  136. Lavras do Sul
  137. Linha Nova
  138. Maçambará
  139. Maratá
  140. Marau
  141. Marcelino Ramos
  142. Mariano Moro
  143. Mata
  144. Minas do Leão
  145. Montauri
  146. Montenegro
  147. Mormaço
  148. Morro Redondo
  149. Muitos Capões
  150. Muliterno
  151. Mussum
  152. Não-Me-Toque
  153. Nicolau Vergueiro
  154. Nova Bassano
  155. Nova Boa Vista
  156. Nova Esperança do Sul.
  157. Nova Hartz
  158. Nova Palma
  159. Nova Petrópolis
  160. Nova Prata
  161. Nova Ramada
  162. Nova Santa Rita
  163. Novo Barreiro
  164. Novo Hamburgo
  165. Novo Machado
  166. Osório
  167. Palmeira das Missões
  168. Palmitinho
  169. Panambi
  170. Pântano Grande
  171. Paraíso do Sul
  172. Parobé
  173. Passo do Sobrado
  174. Passo Fundo
  175. Paulo Bento
  176. Paverama
  177. Pedro Osório
  178. Pejuçara
  179. Pelotas
  180. Picada café
  181. Pinhal
  182. Pinhal da Serra
  183. Pinheiro Machado
  184. Pirapó
  185. Piratini
  186. Pontão
  187. Ponte Preta
  188. Portão
  189. Porto Lucena
  190. Porto Xavier
  191. Progresso
  192. Progresso
  193. Protásio Alves
  194. Putinga
  195. Quaraí
  196. Quatro Irmãos
  197. Redentora
  198. Rio Grande
  199. Rio Pardo
  200. Roca Sales
  201. Roca Sales
  202. Rolante
  203. Ronda Alta
  204. Rondinha
  205. Roque Gonzales
  206. Rosário do Sul
  207. Salto do Jacuí
  208. Sananduva
  209. Santa Bárbara do Sul
  210. Santa Clara do Sul
  211. Santa Cruz do Sul
  212. Santa Maria
  213. Santa Maria do Herval
  214. Santa Rosa
  215. Santa Vitória do Palmar
  216. Santana da Boa Vista
  217. Santana do Livramento
  218. Santiago
  219. Santo Ângelo
  220. Santo Antônio das Missões
  221. Santo Antônio do Palma
  222. Santo Augusto
  223. Santo Cristo
  224. São Borja
  225. São Domingos do Sul
  226. São Francisco de Assis
  227. São Francisco de Paula
  228. São Gabriel
  229. São Jerônimo
  230. São João da Urtiga
  231. São José das Missões
  232. São José do Norte
  233. São Leopoldo
  234. São Luiz Gonzaga
  235. São Martinho
  236. São Martinho da Serra
  237. São Nicolau
  238. São Paulo das Missões
  239. São Pedro da Serra
  240. São Pedro das Missões
  241. São Pedro do Butiá
  242. São Pedro do Sul
  243. São Sebastião do Caí
  244. São Sepé
  245. São Valentim
  246. São Valentim do Sul
  247. São Valério do Sul
  248. São Vicente do Sul
  249. Sapiranga
  250. Sapucaia do Sul
  251. Sarandi
  252. Seberi
  253. Serafina Corrêa
  254. Sertão Santana
  255. Severiano de Almeida
  256. Silveira Martins
  257. Soledade
  258. Tabaí
  259. Tapejara
  260. Tapes
  261. Taquara
  262. Taquari
  263. Tenente Portela
  264. Teutônia
  265. Tiradentes do Sul
  266. Travesseiro
  267. Três Arroios
  268. Três Cachoeiras
  269. Três Coroas
  270. Três de Maio
  271. Três Palmeiras
  272. Três Passos
  273. Trindade do Sul
  274. Triunfo
  275. Tupanciretã
  276. Tupandi
  277. Tuparendi
  278. União da Serra
  279. Unistalda
  280. Uruguaiana
  281. Vacaria
  282. Vale do Sol
  283. Vale Real
  284. Vale Verde
  285. Valentim do Sul
  286. Vanini
  287. Venâncio Aires
  288. Vera Cruz
  289. Veranópolis
  290. Vespasiano Correia
  291. Viadutos
  292. Viamão
  293. Vila Lângaro
  294. Vila Maria
  295. Vista Alegre do Prata
  296. Vista Gaúcha
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Mais de 100 projetos desenvolvidos por estudantes de escolas estaduais do Rio Grande do Sul serão expostos, nesta sexta-feira (29), na Praça da Matriz, durante a etapa estadual da 4ª Mostra Pedagógica do CPERS. Apresentar os trabalhos, às portas do Palácio Piratini, oportuniza que a população conheça de perto a qualidade dos trabalhos desenvolvidos nas escolas, só possíveis pela dedicação diária dos(as) educadores(as) que, mesmo sob fortes ataques aos seus direitos e a truculência do governo, ensinam a milhares de estudantes com esmero.

Foto: Caco Argemi / CPERS – Sindicato

“Além da oportunidade de levarmos a qualidade da escola pública para o conhecimento da sociedade, a iniciativa, feita diante da casa do governo, reforça a resistência dos(as) educadores(as) e da comunidade escolar diante dos ataques ferrenhos de Eduardo Leite contra professores, funcionários de escola, estudantes, mães e pais. A escola pública tem muita qualidade e precisa ser respeitada”, destaca a diretora do Departamento de Educação do CPERS, Rosane Zan.

As etapas regionais da Mostra ocorreram no período de dez de setembro a 12 de novembro. Dos 307 projetos que participaram da iniciativa, 110 foram selecionados para a etapa estadual.
O Sindicato visitou os gabinetes dos 55 deputados, na Assembleia Legislativa, e fez convite para que prestigiassem a iniciativa.

Manhã:

8h às 9h – organização dos estandes com os projetos;

9h: Abertura – presidente Helenir Aguiar Schürer, professora Rosane Zan – coordenadora do Departamento de Educação do CPERS;

Momento Cultural:

Teatro: Castelo Encantado – alunos(as) do Colégio Estadual Presidente Castelo Branco – 8º núcleo (Estrela);

Teatro: Os direitos do cidadão –  alunos(as) da cidade de Cacique Doble – 25° núcleo (Lagoa Vermelha);

Teatro: A literatura e a música: Os anos que seguiram 64 – alunos (as) do 9° ano da escola Centenário – 31° Núcleo (Ijuí)

10h – Visitação do público e da comissão julgadora

12h – Almoço

13h30min: Teatro Flor de Cactos – alunos(as) do 24° Núcleo (Pelotas);

Retomada da visitação do público e comissão julgadora;

17h30min: Encerramento – presidente Helenir Aguiar Schürer;

Entrega dos troféus e medalhas aos projetos mais significativos da Mostra.

 

 

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Ao término de uma Assembleia Geral histórica, com mais de 15 mil educadores(as) de todo o estado, a Praça da Matriz foi palco de um doloroso episódio de violência contra professores(as) e funcionários(as) de escola na tarde desta terça-feira (26).

Lamentamos profundamente o uso de força desproporcional contra manifestantes, incluindo membros da direção central do CPERS e do Comando de Greve, após a derrubada dos gradis que separavam o Piratini do público presente.

Como amplamente documentado em imagens, a comitiva do CPERS visava entregar um ofício ao governo do Estado, solicitando a retirada do pacote da pauta da Assembleia Legislativa.

Projetos estes de todo rejeitados pelos educadores(as) e que representam a gota d´água de um massacre que já perdura por cinco anos, deflagrando uma das maiores greves dos 74 anos de história do CPERS.

Como na Assembleia Geral do dia 14, quando Eduardo Leite viajou a Nova Iorque, o governador se ausentou novamente neste dia 26. Assim se isentando da responsabilidade de atender a categoria e dar respostas às milhares de pessoas que se deslocaram de todo o Rio Grande do Sul para participar do ato.

Após uma longa e desrespeitosa espera, a comitiva foi recebida pelo chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, fora das portas do Palácio, na calçada.

Com derrubada do gradil, membros da comitiva se viram espremidos entre a tropa de choque da Brigada Militar e a multidão. Dezenas foram covardemente agredidos com gás de pimenta e cacetetes.

O episódio evidencia, por um lado, a aversão ao diálogo por parte do Estado e, por outro, a situação limítrofe em que se encontra a categoria.

Na última sexta, Eduardo Leite respondeu à justa indignação dos educadores(as) com o corte de ponto de grevistas. Uma medida arbitrária e ilegal. Ontem, publicou um vídeo interpretado como um deboche por professores(as) e funcionários(as) de escola, que não “teriam entendido” seus projetos de destruição da escola pública.

São ações que se seguem a uma escalada de ataques a servidores(as) que já trabalham em condições de miséria, com 47 meses de parcelamento salarial e cinco anos de contracheques congelados.

O governador é o maior responsável pela contínua e inaceitável violência perpetrada pelo Estado contra trabalhadores(as) da educação e os milhões de gaúchos que dependem da escola pública para estudar, sonhar e crescer.

A greve continua, com adesão maciça em todo o estado, mais de 80% da categoria paralisada, amplo apoio das comunidades escolares e a compreensão da sociedade, incluindo mais de 200 moções de apoio de Câmaras Municipais e a histórica manifestação da Famurs, entidade que congrega prefeitos e gestores de todas as 497 cidades gaúchas.

 

 

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Emoção e indignação marcaram os relatos feitos por educadores, pais, mães e estudantes que participaram da reunião da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (26). Na ocasião, eles expuseram as dificuldades enfrentadas no cotidiano das escolas como o fechamento de turnos, a extrema precariedade na estrutura física das instituições, a falta de funcionários de escola, as péssimas condições de trabalho dos educadores, o fechamento de bibliotecas e de refeitórios. Também frisaram o repúdio ao pacote do governo, que ataca severamente os educadores e a educação pública.

Diante do cenário de total descaso, afirmaram ser justa a greve do magistério gaúcho e frisaram total apoio à categoria.

“Por termos um sistema diferenciado de ensino, nós nunca participamos de uma greve. Porém, desde a sema passada toda a nossa equipe está de braços cruzados. Estamos assustados com o que prevê o pacote do governo. Nós trabalhamos em locais insalubres e de periculosidade e querem nos retirar o difícil acesso. Estudamos os projetos de forma intensa e tivemos a certeza de que se esse pacote passar será o fim da nossa carreira”, ressaltou a professora da EEEM Tom Jobim – Fase-RS, Magali Giordani.

A presidente da Umespa e ex-aluna da escola Parobé, Vitória Cabreira, apresentou os dados repassados para a entidade pela Secretaria de Educação (Seduc). De acordo com as informações da secretaria, 15% das escolas não têm laboratório de informática, 51% não possui laboratório de ciências, 74% não conta com quadra coberta, 28% não dispõem de refeitório e 76% não tem auditório. “E apesar desse panorama, a educação pública tem qualidade. Estamos aqui para deixar claro que a partir do momento em que o governador protocolou esse pacote na Assembleia, a luta passou a ser de toda a comunidade escolar. Os educadores têm todo o apoio dos estudantes secundaristas”, garantiu.

“Por todo o Estado estamos vendo crescer o apoio dos estudantes à greve dos professores. Esta é a prova de que apesar de todos os ataques, as escolas públicas estão formando cidadãos e cidadãs conscientes. É uma batalha diária ser professor neste Estado que só destrói a escola pública. Empatia com os professores é o que eu peço a vocês deputados. Não vamos permitir que o governo roube o futuro dos nossos professores”, afirmou Pedro Possa, aluno do 2º ano e membro do conselho escolar do Parobé, Pedro Possa.

A professora Maria Antonieta Dias, da escola Evaristo Gonçalves, expôs a preocupação com o fechamento do turno da tarde, informado à instituição no início de outubro. “Muitos professores terão um gasto maior porque precisarão pegar outro turno em outra escola, só Deus sabe onde. Os pais também terão transtornos, precisarão se reorganizar. Agora eu pergunto, o que está sendo feito com os prédios das escolas que já foram fechadas pelo governo”, indagou.

Simone Dorneles, representante do Coletivo de Pais e Mães do Colégio Piratini, observou que em época de campanha eleitoral a educação pública sempre é prioridade no discurso dos candidatos, mas esquecida quando se elegem. Recentemente, o Coletivo foi ao Brique da Redenção, na capital, conversar com a população sobre as consequências do projeto do governo aos educadores e ao ensino público. Ao relembrar o apoio recebido, ela não conteve as lágrimas. “Não houve um homem, uma mulher, um jovem, um idoso que não parasse para dialogar conosco e prestar apoio. Somos cidadãos e cidadãs que estão cansados de pagar impostos e só ouvir promessas que nunca se concretizam. O colégio estadual Piratini foi uma das poucas escolas que aderiu ao programa de educação integral. Os professores fazem um trabalho de inclusão maravilhoso. O meu filho é um dos jovens que foi acolhido. Desde quando um educador merece receber menos do que qualquer outro profissional do legislativo ou do judiciário”, questionou.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, salientou que há mais de um mês o CPERS entregou ao governo os apontamentos do sindicato sobre os projetos que integram o pacote. Porém, até o momento, o governador não se dispôs a conversar com a entidade. “Eduardo Leite prega o diálogo da boca para fora. Até agora não sentou para conversar conosco sobre o pacote que nos atinge brutalmente. Estamos realizando uma greve histórica. Por onde passamos constatamos que a sociedade reconhece a nossa luta. Nós continuaremos firmes ao lado dos nossos estudantes, dos pais e de toda a comunidade escolar para derrotar este pacote”, garantiu.

A deputada Sofia Cavedon, que preside a Comissão de Educação, frisou que o pacote do Executivo não contempla nenhum projeto pedagógico e nenhuma proposta de incremento a educação. “Leite só quer saber de ir visitar as escolas charter e fala em privatização. Não tem nenhum compromisso com a educação pública. As condições das nossas escolas estão degradantes demais. Após os relatos que ouvimos aqui, vamos propor ao governo uma reunião com a comissão de educação e representantes de educadores, estudantes e pais”, afirmou.

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