Durante os dias 17 e 18 de julho, dirigentes do CPERS participaram do Encontro de Coletivos da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) discutindo o futuro da educação pública no Brasil e os desafios das(os) educadoras(es) frente à sobrecarga de trabalho, à desvalorização e ao desmonte de políticas públicas. 

O evento ocorreu em Recife, no estado de Pernambuco, e reuniu cerca de 500 profissionais do ensino público, de diversas entidades filiadas à CNTE.

Leia também: Em Recife, CPERS debate Educação e Democracia no Encontro de Coletivos da CNTE

Na sexta-feira (18), os coletivos debruçaram-se sobre temáticas centrais para a qualidade da educação e para a dignidade das(os) trabalhadoras(es) e construíram caminhos para enfrentar os ataques à escola pública e defender o acesso aos estudos. Confira o que foi conversado em cada mesa: 

Coletivo de Especialistas em Educação propõe fortalecimento dos laços entre a comunidade escolar 

A presidente do CPERS, Rosane Zan, participou do Coletivo do Departamento de Especialistas em Educação (Despe), no qual a identidade da(o) pedagoga(o), o papel da(o) coordenadora(or) e a valorização da Carreira e do Piso foram pautas prioritárias. 

“Seguiremos lutando por uma pedagogia que realmente leve em consideração a importância que ela tem no chão da escola. Pedagogia é teoria e prática todo dia”, argumentou Rosane, que coordenou o Coletivo.

Coletivo de Saúde aborda assédio moral nas redes públicas de ensino

O 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt, e a diretora do CPERS, Daniela Peretti, compuseram a mesa de discussão do Coletivo de Saúde e trataram a respeito dos impactos psicológicos vivenciados por educadoras(es) diante da pressão institucional por resultados.

Com o objetivo de intensificar a atuação sindical na defesa de condições dignas de trabalho e melhor qualidade de vida para a categoria, as(os) dirigentes acompanharam a palestra “Saúde e Trabalho: concepções e desafios para a ação sindical”, ministrada pelo economista Reginaldo Muniz, e a roda de conversa “Saúde Mental no Mundo do Trabalho”, guiada pela psicóloga Marcella Milano. 

Coletivo Antirracista reforça compromisso da educação na promoção da equidade racial

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, trocou aprendizados com colegas de luta no Coletivo Antirracista, dialogando a respeito do enfrentamento ao preconceito de raça. 

A atividade contou com três painéis liderados por Graça Braga, pesquisadora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, por Zara Figueiredo, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), e por Adriano Albertino, secretário de Combate ao Racismo da Central Única dos Trabalhadores do Espírito Santo (CUT/ES). 

As(os) presentes decidiram por encaminhar um censo racial nas escolas a fim de mapear a realidade da rede pública e impulsionar a efetiva implementação da Lei 10.639/03 e da Política Nacional de Educação Escolar Antirracista (PNEERA). 

Coletivo da Juventude defende mais espaços de escuta para renovar movimento sindical 

A secretária-geral do Sindicato, Suzana Lauermann, integrou o Coletivo da Juventude, em que a participação juvenil na luta de classes e a aproximação das entidades com os anseios das novas gerações foram assuntos preponderantes.

“A luta pela educação pública dos próximos 40 anos vai depender da juventude de hoje. Por isso, é fundamental trazê-los para perto e criar espaços de escuta e atuação política”, afirmou o coordenador do Coletivo, Luiz Felipe Krehan. 

Coletivo de Comunicação sugere estratégias narrativas unificadas 

A tesoureira do CPERS, Dulce Delan, e o diretor Leonardo Preto Echevarria deliberaram com membros do Coletivo de Comunicação a necessidade de regulamentar as plataformas digitais e qualificar a interlocução com sócias(os), companheiras(os) sindicais e sociedade. 

O jornalista Ivan Moraes e o coordenador do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Admirson Greg, ofereceram ideias especializadas ao Coletivo, defendendo ações conjuntas e planos de comunicação. Ainda, o grupo elaborou uma série de encaminhamentos, como apoiar mídias alternativas e investir em produções jornalísticas.

Coletivo de Funcionárias(os) debate ajustes no PL 2531/2023

O diretor do CPERS, Leandro Parise, defendeu no Coletivo de Funcionárias(os), junto de outras(os) trabalhadoras(es) da educação, melhorias no projeto de lei que instaura o Piso Nacional Salarial para profissionais da merenda, da manutenção, da administração e dos demais setores essenciais para o funcionamento das escolas. 

O texto atual do PL 2531/2021 tem fragilidades jurídicas e, apesar da urgência do Piso, se aprovado sem as devidas correções, a tão necessária e almejada valorização das(os) funcionárias(os) de escola pode ser questionada pela Justiça. 

Coletivo de Mulheres reflete sobre liderança feminina no sindicalismo

A diretora do Sindicato, Joara Dutra, participou da reunião do Coletivo de Mulheres da CNTE, no qual as desigualdades de gênero, raça e classe, bem como o protagonismo feminino na mobilização por transformações sociais pautaram o diálogo. 

As sindicalistas encorajaram-se a ocupar espaços de poder e tomar a frente das batalhas. “Que as mulheres reconheçam sua força e possam usá-la para transformar a sociedade”, disse a coordenadora do Coletivo, Berenice D’arc. 

Coletivo LGBTQIA+ destaca papel da educação no combate à discriminação

Ao lado de representantes de distintas entidades, a diretora do CPERS, Andréa Nunes, dividiu experiências no Coletivo LGBTQIA+ e compartilhou estratégias que visam eliminar a LGBTfobia das escolas e da sociedade. 

Consciência política em períodos eleitorais, cobrança por políticas públicas de equidade e criação de ambientes acolhedores dentro dos próprios sindicatos foram alguns dos pontos levantados no encontro, que contou com a presença da cantora e artista Renata Peron. 

Coletivo de Formação incentiva organização sindical no chão da escola

O diretor do CPERS, Luiz Henrique Becker, compôs o grupo do Coletivo de Formação e envolveu-se nas discussões sobre formação contínua das(os) educadoras(es) associadas(os) aos sindicatos e sobre mobilização permanente da categoria. 

As(os) dirigentes defenderam o uso da prática formativa como ferramenta política e pedagógica. “É lá, no chão da escola, onde acontece o maior embate educacional. Precisamos formar essa liderança sindical dentro da escola para fortalecer nossa representação”, avaliou Marta Vanelli, coordenadora do Coletivo. 

Coletivo da Pessoa com Deficiência trata dos desafios da inclusão no ambiente escolar

A diretora Vera Maria Lessês e o diretor Guilherme Bourscheid representaram o CPERS no encontro do Coletivo da Pessoa com Deficiência (PCD), no qual a acessibilidade foi tema principal das considerações das(os) professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas.

Durante as explanações, os sindicatos ficaram com a responsabilidade de estruturar a publicação de cartilhas informativas, capazes de serem lidas por qualquer indivíduo, com o intuito de conscientizar as comunidades escolares acerca da inclusão e garantir o direito ao trabalho.  

Coletivo Educacional problematiza uso das tecnologias digitais e plataformização da educação

O diretor do CPERS, Elbe Belardinelli, integrou o Coletivo Educacional e tratou, na companhia de educadoras(es), sobre os reflexos da Inteligência Artificial em sala de aula e a plataformização de processos educacionais. 

O professor Dr. Luiz Cláudio Costa e a Dr.ᵃ Ângela Albino contribuíram com o debate, defendendo a autonomia da(o) educadora(or), a regulamentação das tecnologias e a organização curricular alinhada às realidades locais. 

Com informações e fotos da CNTE.

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Nesta quinta-feira (17), o CPERS esteve presente no primeiro dia do Encontro de Coletivos da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em Recife, cidade natal de Paulo Freire.

O evento, que pauta o tema Educação e Democracia, reúne cerca de 500 educadoras e educadores na Sala de Convenções do Mar Hotel Conventions, e ocorre até sexta-feira (18). O objetivo central é aprofundar o debate sobre os rumos da educação pública no país e enfrentar, de forma coletiva, os desafios estruturais que afetam a categoria e a escola pública brasileira.

A presidente do Sindicato, Rosane Zan, o 1º vice-presidente, Alex Saratt, o 2º vice-presidente, Edson Garcia, a secretária-geral, Suzana Lauermann, a tesoureira, Dulce Delan, e as(os) diretoras(es) Daniela Peretti, Leonardo Preto, Joara Dutra, Elbe Belardinelli, Guilherme Bourscheid, Leandro Parise, Luis Henrique Becker, Vera Maria Lessês e Andréa Nunes participam da atividade. 

Durante o Encontro, a presidente do CPERS, Rosane Zan, enfatizou o desmonte de políticas públicas que o Congresso Nacional vem realizando e destacou a importância das(os) professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas, tanto da ativa quanto aposentadas(os), estarem mobilizadas(os). 

“Nós temos uma defesa única, que é a defesa da educação pública, laica e, principalmente, gratuita. Em 2026, Lula precisará muito da força de todas e de todos que estão aqui neste momento e farão as discussões nos mais diferentes coletivos. A educação e a democracia têm que andar juntas!”, reiterou. 

O 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt, por sua vez, refletiu sobre a urgência da classe trabalhadora ir em peso para as ruas e exigir seus direitos. “Tivemos ganhos no debate sobre a isenção do Imposto de Renda, tivemos ganhos no debate sobre o aumento do número de deputados e temos tido uma posição boa da sociedade brasileira em relação à intervenção do Trump na justiça nacional, mas precisamos transformar essa mobilização social em mobilização popular”, argumentou.

O 2º vice-presidente da entidade, Edson Garcia, discursou a respeito da relevância de abordar as questões de classe, gênero e raça no Encontro de Coletivos da CNTE. “Falar em toda e qualquer discriminação em um espaço em que se debate educação é fundamental. Temos, sim, que nos despir de algumas coisas para podermos nos conscientizar, pois só vamos mudar a educação pública que tanto defendemos, se olharmos para todas as diversidades”, sublinhou. 

Hoje, dirigentes das entidades detiveram-se às conjunturas nacionais e internacionais. Amanhã, estarão concentradas(os) em discussões acerca das tecnologias na educação, do papel das(os) pedagogas(es) e funcionárias(os), da acessibilidade para pessoas com deficiência (PCDs), da saúde mental, do feminismo, do combate ao racismo e da comunicação sindical. 

Fotos: Pericles Chagas e João Carlos Mazella

>> Assista ao vídeo do Encontro:

>> Confira mais fotos do evento:

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Nos últimos meses, o debate em torno do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) escancarou uma das maiores distorções do sistema tributário brasileiro: quem paga mais imposto é quem ganha menos. O tema voltou ao centro das atenções após o governo federal tentar ajustar o tributo como parte do esforço para reequilibrar as contas públicas e promover justiça tributária, o que gerou forte reação de setores econômicos, bancos e bilionários e, posteriormente, a suspensão das medidas no Congresso.

Agora, o presidente Lula vetou o projeto aprovado pelo Congresso que aumentaria o número de deputados federais, outra medida que impacta diretamente as contas públicas.

O que é o IOF e por que ele foi alvo de mudanças?

O IOF é um imposto federal que incide sobre operações financeiras como empréstimos, financiamentos, compras internacionais, câmbio, planos de previdência privada, títulos, investimentos no mercado financeiro e seguros.

A principal função do IOF é regular o crédito e o fluxo de moedas estrangeiras, mas também serve como instrumento de arrecadação. Em 2024, o governo arrecadou R$ 67,4 bilhões com o IOF, 2,7% da carga tributária federal.

As operações de crédito de pessoas físicas (como empréstimos e financiamentos) não serão afetadas, mantendo-se a taxa de 3,38% ao ano.

As mudanças no IOF foram fortemente criticadas por setores do mercado financeiro, que acusaram o governo de tentar controlar a saída de dólares e intervir no câmbio.

O Decreto 12.466, publicado em maio de 2025, propôs o aumento da alíquota em algumas operações financeiras. Segundo o governo, isso corrigiria distorções, aumentaria a arrecadação e ajudaria no cumprimento das metas fiscais. A estimativa é gerar R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026.

O que muda?

Segundo o DIEESE, o impacto direto da medida seria limitado às empresas e às faixas de renda mais altas. Veja os principais pontos do decreto:

  • Cartões de crédito e pré-pago internacionais: alíquota aumentaria de 3,38% para 3,5%.  Em 2022, essa taxa era de 6,38%Remessas ao exterior (inclusive para contas próprias): passariam a ser taxadas em 3,5%.
  •  Empréstimos de empresas privadas: alíquota anual passaria de 1,88% para 3,95%, promovendo igualdade em relação a outras formas de crédito.
  •  Previdência privada (VGBL): aportes mensais acima de R$ 50 mil passariam a pagar 5% de IOF, combatendo a utilização desses planos por super-ricos como forma de driblar a tributação.

O Congresso derrubou o decreto final em junho, restabelecendo as alíquotas antigas. Em resposta, o governo recorreu ao STF, que suspendeu os efeitos das decisões do Executivo e do Legislativo e convocou uma audiência de conciliação.

Justiça tributária: quem ganha e quem perde?

A tentativa de reformar o IOF reacendeu um debate fundamental: a estrutura tributária brasileira é injusta e regressiva. Atualmente, a maior parte da arrecadação vem de impostos sobre o consumo e sobre o salário, enquanto os lucros, dividendos e grandes patrimônios seguem pouco ou nada taxados.

As propostas do governo visam tributar os mais ricos,reduzir isenções que beneficiam rentistas para reforçar a capacidade do Estado de investir em políticas públicas.

Quem critica essas mudanças geralmente faz parte dos setores que mais se beneficiam da isenção de impostos, e que historicamente evitam qualquer reforma que distribua melhor a carga tributária.

Veto de Lula ao aumento de deputados

Paralelamente à discussão sobre o IOF, o Congresso aprovou um projeto que ampliava o número de deputados federais de 513 para 531, com base na nova contagem populacional do Censo 2022. Essa medida teria um impacto orçamentário estimado em cerca de R$ 650 milhões por ano.

O governo federal vetou o projeto e argumentou que o mesmo não apresentou estimativa de impacto orçamentário, violando a Lei de Responsabilidade Fiscal. Aumentaria despesas públicas permanentes sem indicar fontes para cobri-las, ferindo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 e não respeitou as formalidades constitucionais necessárias, especialmente em relação ao planejamento fiscal.

O que isso significa para a população?

Embora a Constituição permita ajustar a representação parlamentar conforme a população, a ampliação do número de deputados sem controle orçamentário compromete o equilíbrio fiscal, prejudicando investimentos em áreas sociais fundamentais como saúde, educação e infraestrutura.

O veto busca, portanto, garantir responsabilidade fiscal e evitar gastos extras que onerem ainda mais os cofres públicos.

A luta é por um Brasil mais justo no trabalho, na renda e nos impostos. A CUT-RS continuará vigilante e atuante na defesa de políticas públicas que fortaleçam a democracia e combatam privilégios históricos.

Informações: CUT-RS

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Na calada da madrugada, com sessões remotas e longe dos olhos da população, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto Lei 2159/2021, o PL da Devastação, que afrouxa o licenciamento ambiental, um dos poucos instrumentos que ainda garantem algum freio à destruição do nosso patrimônio natural. Foram 231 votos a favor da flexibilização — votos que, na prática, colocam em risco florestas, rios, comunidades tradicionais e a própria saúde do povo brasileiro. E na quinta-feira, 17 de julho, Dia Nacional das Florestas e do Curupira, símbolo da COP30, o que reforça o desprezo do parlamento pelo meio ambiente e pelo clima.

Estamos falando de um projeto que, sob o pretexto de “agilidade”, cria licenças especiais para empreendimentos ditos estratégicos, simplifica processos e reduz prazos de análise, ignorando por completo a complexidade dos impactos ambientais. É um cheque em branco para o desmatamento, a contaminação dos rios e o avanço sobre territórios tradicionais e terras indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e trabalhadores do campo, os verdadeiros guardiões da terra e da biodiversidade brasileira.

Ao permitir que os próprios empreendedores avaliem os impactos ambientais de seus projetos, o Estado abandona sua função fiscalizadora e entrega o controle ambiental nas mãos de quem mais lucra com a degradação.

O relator do PL da Devastação, deputado Zé Vitor (PL-MG), acatou as emendas dos senadores, que pioraram um texto já muito ruim aprovado antes pelos deputados. Distante do debate público, 29 das 32 emendas foram aprovadas sem transparência, em uma clara tentativa de empurrar retrocessos goela abaixo do país. O deputado Zé Vitor  (PL-MG) manteve, por exemplo, o absurdo criado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP): a criação do chamado “licenciamento ambiental especial”, uma brecha escandalosa que pode acelerar a exploração de petróleo justamente na frágil e ameaçada margem equatorial brasileira — uma das regiões mais ricas em biodiversidade e mais sensíveis do planeta.

Enquanto o mundo inteiro discute urgência climática, sustentabilidade e justiça ambiental, os deputados e deputadas da Câmara dão passos para trás. Ignoram a ciência, o meio ambiente e a sociedade civil em nome de interesses econômicos imediatistas e irresponsáveis. Transferir a responsabilidade pela avaliação de impactos ambientais para os próprios empreendedores é oficializar a impunidade. É abrir caminho para grilagem, desmatamento, poluição, violação de direitos humanos e destruição de ecossistemas inteiros. Isso não é uma simples mudança técnica — é uma ruptura ética e civilizatória.

A esperança está no veto presidencial. O projeto agora está nas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que carrega uma responsabilidade histórica: vetar esse ataque brutal ao meio ambiente, aos direitos coletivos e à justiça social. Mas é preciso lembrar: o Congresso pode derrubar os vetos.

O CPERS, por meio do seu Departamento de Sustentabilidade, levanta sua voz contra essa medida perversa. E reafirma o que a sociedade consciente já entende: sem justiça socioambiental, não há futuro. O momento exige coragem política e compromisso com as futuras gerações. Qualquer hesitação agora será cumplicidade com a devastação.

Lula, o Brasil está de olhos abertos. Vete esse projeto.
Não há desenvolvimento possível em um país que sangra sua própria terra.

Aqui no RS, estes são os deputados federais que votaram a favor do projeto que flexibiliza as regras e permite a dispensa de licenças para muitas atividades, especialmente as ligadas ao agronegócio:

Any Ortiz (Cidadania)
Alceu Moreira (MDB)
Osmar Terra (MDB)
Marcel van Hattem (Novo)
Afonso Motta (PDT)
Pompeo de Mattos (PDT)
Bibo Nunes (PL)
Giovani Cherini (PL)
Marcelo Moraes (PL)
Sanderson (PL)
Zucco (PL)
Afonso Hamm (PP)
Covatti Filho (PP)
Pedro Westphalen (PP)
Danrlei de Deus Hinterholz (PSD)
Daniel Trzeciak (PSDB)
Lucas Redecker (PSDB)
Franciane Bayer (Republicanos)
Ronaldo Nogueira (Republicanos)
Luiz Carlos Busato (União Brasil)
Mauricio Marcon (Podemos)
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Diante da persistência de casos de assédio no ambiente escolar, o CPERS lançou a cartilha “Assédio é Crime”, voltada a educadoras e educadores da rede estadual. O material oferece orientações claras para identificar diferentes formas dessa prática abusiva e reúne ferramentas jurídicas e pedagógicas que fortalecem a capacidade de reação individual e coletiva. Mais do que um guia, a cartilha é um instrumento de proteção, conscientização e enfrentamento.

Idealizada pelo Departamento de Saúde da(o) Trabalhadora(or) do Sindicato, a cartilha foi lançada durante uma live sobre o tema, realizada na última quarta-feira (15), e já está disponível online — basta clicar aqui ou acessar o link ao final desta matéria. Cópias impressas também serão distribuídas aos núcleos do CPERS e às escolas, acompanhadas de materiais de apoio para afixação nos murais das instituições de ensino.

A cartilha busca conscientizar professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas, concursadas(os) ou com contratos temporários, de que sentimentos como desconforto no ambiente de trabalho, culpa, vergonha, sensação de insuficiência, além de dores físicas ou emocionais, podem estar ligados a diferentes formas de assédio. Para apresentar parte do conteúdo do material, que aprofunda o tema com rigor e sensibilidade, destacamos a seguir as definições dos principais tipos de assédio:

  • O assédio moral, em suas diversas formas, é uma das principais queixas da categoria. Relatos envolvendo colegas ou gestoras(es) são frequentes e evidenciam a gravidade de uma situação infelizmente comum no ambiente escolar. Sobrecarga de trabalho, desvalorização, além de falta de suporte e estrutura para a execução de trabalho, se forem questões recorrentes, podem caracterizar, sim, assédio moral.
  • O assédio institucional ou organizacional acontece quando a organização, seja ela o ente público ou privado, propicia um ambiente danoso, com uma estrutura que sobrecarrega e impõe práticas abusivas e metas inatingíveis.
  • O assédio sexual é sobre abordagens no ambiente de trabalho, nem sempre físicas, mas também verbais ou gestuais, que tenham conotação sexual. Desde “cantadas” inapropriadas até chantagens explícitas, todas essas formas de assédio sexual são igualmente graves.

Informe-se, leia a cartilha e não se cale! O CPERS, por meio do Departamento de Saúde da(o) Trabalhadora(or), além da Direção Central, reprentantes de núcleos e assessoria jurídica, está à disposição para ajudar você no enfrentamento de situações de assédio. Vamos, juntas e juntos, combater essas violações gravíssimas!

>> Acesse a cartilha:

 

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O CPERS está oferecendo um Curso Preparatório online para o Concurso do Magistério 2025, exclusivo para suas sócias e seus sócios. A iniciativa visa apoiar educadoras e educadores da rede estadual que buscam estabilidade no serviço público, oferecendo uma preparação acessível e de qualidade.

Com investimento simbólico de R$ 20,00, o curso foi desenvolvido para que as(os) candidatas(os) cheguem ao dia da prova com mais confiança, segurança e preparo. O conteúdo inclui videoaulas com professoras(es) especialistas, material didático para download, acesso ilimitado até a data do concurso e programação 100% atualizada conforme o edital da Seduc-RS. O curso contempla todos os cargos previstos no concurso, oferecendo uma preparação completa para diferentes perfis de atuação.

A formação é exclusiva para associadas(os) do CPERS. Quem ainda não é sócia(o), pode se associar pelo site ou procurar o Núcleo do Sindicato em sua região para garantir o acesso ao curso. As inscrições vão até o dia 1° de setembro de 2025.

Para realizar a inscrição, basta seguir os seguintes passos: acessar o site, realizar o cadastro, ativá-lo por meio do e-mail de confirmação, clicar em “comprar” ou “matricular-se” no curso desejado e aguardar a liberação do acesso após a validação do CPERS.

Com essa iniciativa, o Sindicato reafirma seu compromisso com a valorização da categoria, oferecendo ferramentas concretas para o crescimento profissional e para a conquista de uma carreira sólida no magistério. O CPERS segue ao lado das(os) educadoras(es) em todas as etapas da luta por uma educação pública de qualidade.

>> Saiba mais: 

Com um investimento de R$ 20,00, você garante:
✅ Videoaulas com professoras(es) especialistas;
✅ Material didático para download;
✅ Acesso ilimitado até a data da prova;
✅ Conteúdo 100% atualizado conforme o edital da Seduc-RS;
✅ Curso completo para todos os cargos do concurso.

Como garantir a sua vaga:
1️⃣ Cadastre-se em www.educandoead.com/login;
2️⃣ Ative o e-mail recebido;
3️⃣ Clique em “comprar” ou “matricular-se” no Curso;
4️⃣ Aguarde a confirmação do Sindicato para acesso.

Ainda não é associada(o) ao CPERS? Clique aqui para se associar ou procure o Núcleo do Sindicato da sua região. Invista no seu futuro com quem luta ao seu lado pela educação pública!

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Na madrugada desta quarta-feira (16), um ônibus que viajava em direção ao Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) colidiu com uma carreta na BR-153, em Porangatu, no estado de Goiás. Entre as cinco vítimas fatais, três eram alunas(os) da Universidade Federal do Pará (UFPA) e as outras duas eram motoristas dos veículos. 

Com imenso pesar, o CPERS manifesta solidariedade aos entes queridos das pessoas que não resistiram ao acidente e às(aos) oito feridas(os) que estão hospitalizadas(os). O Sindicato lamenta profundamente a perda das(os) jovens que, cientes da sua responsabilidade social e compromissadas(os) com a construção de um mundo melhor, acreditavam na força da coletividade e da militância. 

Da mesma maneira, o Sindicato lastima a morte do motorista Ademilsom Militão, servidor da UFPA que acompanhava as(os) educandas(os) e, agora, representa uma dor irreparável no funcionalismo público.

Historicamente, as(os) estudantes sempre estiveram ao lado da luta sindical em defesa da educação pública, da democracia e das(os) trabalhadoras(es). Quando uma(um) companheira(o) se despede, todas e todos que trabalham arduamente por um Brasil mais justo, perdem. Cabe às(aos) que ficam o dever de honrar a memória dessas(es) lutadoras(es), manter seus desejos revolucionários vivos e seguir em busca das mudanças almejadas.

Aos familiares e amigos, à UNE e ao movimento estudantil, nossos mais sinceros sentimentos.

Ademilsom Militão, Wefelsom Alves, Leandro Dias e Ana Letícia Cordeiro, presentes! 

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Uma comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (16), o projeto que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para R$ 5 mil.

A partir deste valor, inicia-se uma transição com descontos no imposto para quem ganha até R$ 7.350. Atualmente, estão isentos do pagamento de IR quem ganha até dois salários mínimos deste ano, o equivalente a R$ 3.036.

O texto foi aprovado em votação simbólica na comissão especial, criada sobre o tema. Agora, a proposta segue para análise no plenário da Câmara, o que deve ocorrer após o recesso parlamentar, em agosto.

Para compensar o aumento das isenções e descontos, será aplicada uma alíquota extra progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano, ou R$ 50 mil por mês.

Esta alíquota máxima de 10% incidirá para quem recebe anualmente partir de R$ 1,2 milhão (R$ 100 mil por mês).

Mudança proposta por Lira

O projeto foi enviado ao Congresso pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No texto original, a faixa de desconto iria até R$ 7 mil, mas foi alterado pelo relator, Arthur Lira (PP-AL), para R$ 7.350.

Na semana passada, Lira disse que aumentou este limite para manter a neutralidade da proposta, uma vez que, nos moldes enviados pela Fazenda, o projeto teria R$ 29 bilhões de sobra de arrecadação.

Lira (PP-AL) cogitou reduzir o imposto previsto para os mais ricos no projeto original de 10% para 8% ou 9%, mas disse que “a dureza com que foi tratado” durante a tramitação da pauta o fez optar por “privilegiar o andar de baixo”.

A ampliação da faixa de desconto de R$ 7 mil para R$ 7.350 deve beneficiar 500 mil pessoas, segundo o relator.

*Com informações da CUT/RS
*Foto de capa: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil

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Na noite desta terça-feira (15), o CPERS realizou uma importante live promovida pelo Departamento de Saúde da(o) Trabalhadora(or), com o tema “Assédio Moral na Escola e seus Impactos na Saúde das Trabalhadoras e dos Trabalhadores”.

A atividade contou com a participação da psicóloga clínica Michele Klotz da Rosa, mestre e doutoranda com ampla atuação na área de psicologia ocupacional, e mediação de Vera Maria Lessês, coordenadora do Departamento de Saúde da(o) Trabalhadora(or) do CPERS. A transmissão está disponível no YouTube e no Facebook do Sindicato.

A iniciativa teve como objetivo debater uma temática cada vez mais presente no cotidiano das escolas: o assédio moral e suas consequências diretas sobre a saúde física, emocional e social das(os) profissionais da educação — professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas, concursadas(os) ou com contratos temporários.

A coordenadora Vera Lessês destacou que a realização da live está inserida no trabalho contínuo do Departamento em defesa da saúde das trabalhadoras e dos trabalhadores da educação. “O tema é algo muito presente no nosso cotidiano e tem levado muitas educadoras e educadores ao adoecimento. É por isso que deve ser abordado com profundidade. Nosso Departamento atua na busca por políticas voltadas à saúde da categoria”, afirmou.

Também estavam presentes na atividade a presidente do CPERS, Rosane Zan, e as(os) representantes do Departamento, formado pelo 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt, a tesoureira-geral da entidade, Dulce Delan, e as(os) diretoras(es) Daniela Peretti e Celso Dalberto.

Na ocasião, a presidente Rosane Zan ressaltou a relevância do tema, especialmente diante da crescente sobrecarga de trabalho vivenciada pelas(os) trabalhadoras(es) da educação no chão da escola. “Esse é um tema extremamente pertinente, especialmente neste último período, em que muito se tem discutido sobre o acúmulo e a sobrecarga de trabalho. Desvalorização salarial e profissional, excesso de trabalho, além de pressão constante criam um ambiente propício ao assédio moral. Precisamos enfrentar essas situações com firmeza, ampliando a presença do CPERS nas escolas. Procurem seus núcleos, denunciem e contem com o apoio do Sindicato e da nossa assessoria jurídica”, pontuou.

Durante sua fala, Rosane também anunciou o lançamento da cartilha “Assédio Moral é Crime”, que será distribuída aos núcleos do CPERS. Além da cartilha, o Sindicato também lançará dois cartazes, um sobre o assédio moral e outro sobre a liberdade de cátedra — duas questões centrais, diante dos ataques e pressões constantes sofridos por educadoras e educadores.

O que é assédio moral e como ele se manifesta

A psicóloga Michele Klotz trouxe um panorama abrangente sobre o que caracteriza o assédio moral e os contextos em que ele se manifesta. Ela explicou que o assédio pode ocorrer entre trabalhadoras(es) de diferentes níveis hierárquicos (assédio vertical), entre colegas do mesmo nível (assédio horizontal) ou de forma combinada (assédio misto).

Segundo Michele, qualquer comportamento abusivo que se repete de maneira sistemática e que compromete a dignidade da vítima configura assédio moral. “Metas inatingíveis, controle excessivo, privação de informações, humilhações públicas, críticas constantes, apropriação de ideias, questionamentos sobre posicionamentos pessoais ou políticos, isolamento, interrupções frequentes da fala — principalmente das mulheres — e o tratamento condescendente são formas comuns de assédio”, explicou.

Ela também abordou o assédio moral institucionalizado, que se configura como uma política institucional voltada a aumentar a produtividade e reduzir custos, muitas vezes em cima da saúde de quem trabalha. No caso do assédio sexual, Michele ressaltou que ele ocorre geralmente em situações de desequilíbrio de poder e se manifesta através de insinuações, constrangimentos e chantagens envolvendo a permanência no cargo ou o acesso a promoções com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual.

Michele enfatizou que o assédio não costuma acontecer isoladamente, mas está inserido em um contexto organizacional, cultural e relacional. O modo como o trabalho é organizado, a precariedade nas condições de trabalho e o excesso de demandas são fatores que comprometem a saúde física, emocional e social das(os) trabalhadoras(es). “Infelizmente, quando algo não vai bem no ambiente profissional, a saúde é a primeira a dar sinais. Os sintomas aparecem de forma variada: desde tristeza, estresse e desmotivação, até quadros mais graves como depressão, com ideação suicida, ansiedade, o que pode ocasionar em distúrbios do sono e afastamentos prolongados do trabalho”, destacou.

Ela também alertou que entre os principais problemas enfrentados pelas(os) educadoras(es) estão os distúrbios mentais, como a síndrome de burnout, o estresse e a depressão, que hoje representam a principal causa de afastamento da categoria.

Também são frequentes os distúrbios vocais, causados pelo uso excessivo e contínuo da voz em sala de aula, e os distúrbios osteomusculares, que envolvem lesões em músculos, tendões e articulações, geralmente provocadas por esforço repetitivo, má postura e sobrecarga física.

No campo dos sintomas físicos, são comuns quadros de gastrite, hipertensão arterial e dores de cabeça, especialmente as chamadas cefaleias tensionais. Do ponto de vista social, muitas(os) profissionais enfrentam situações de isolamento e conflitos interpessoais, que agravam ainda mais o sofrimento.

Já no âmbito profissional, a desmotivação, o afastamento do trabalho, a aversão ao ambiente escolar — muitas vezes marcada por experiências traumáticas — e, em casos mais graves, o abandono da carreira, refletem os impactos profundos do adoecimento sobre a vida e o futuro de quem educa. O assédio, segundo ela, desequilibra a saúde emocional e pode gerar exaustão, distanciamento afetivo e até aversão ao próprio trabalho.

Para enfrentar esse cenário, a psicóloga defende ações de prevenção, diagnóstico precoce e acolhimento. “Precisamos investir em uma cultura de cuidado, com treinamento, letramento em saúde mental, fortalecimento das redes de apoio e suporte entre colegas e chefias. Prevenir, cuidar e apoiar são atitudes urgentes para garantir saúde e dignidade a quem educa”, concluiu.

O CPERS reafirma seu compromisso com a proteção da saúde de suas(seus) trabalhadoras(es) e reforça que o enfrentamento ao assédio moral e sexual é uma pauta prioritária. A participação ativa da categoria, a denúncia e o apoio mútuo são caminhos fundamentais para transformar o ambiente escolar em um espaço mais saudável, respeitoso e seguro para todas e todos.

>> Confira, abaixo, a live completa!


     

 

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Nesta terça-feira (15), a Central Única dos Trabalhadores (CUT/RS) realizou o seu Encontro de Aposentadas(os), no Salão de Atos Thereza Noronha, localizado na sede do CPERS, em Porto Alegre. O evento reuniu educadoras(es) e demais categorias para discutir a conjuntura nacional da Previdência e o empobrecimento daquelas(es) que contribuíram por décadas com o desenvolvimento do país. 

A presidente do CPERS, Rosane Zan, a secretária-geral do Sindicato, Suzana Lauermann, a coordenadora do Departamento de Aposentadas(os), Sandra Regio, as diretoras Vera Maria Lessês, Juçara Borges, Sandra Santos e Sandra Silveira, além dos diretores Elbe Belardinelli e Leandro Parise estiveram presentes na atividade. 

Na mesa de abertura, Rosane saudou o público e falou do Desconto Previdenciário, que tem debilitado o salário de professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas aposentadas(os). Enquanto as(os) trabalhadoras(es) enfrentam dificuldades para pagar contas e comprar remédios, a votação pela inconstitucionalidade do confisco segue travada no Supremo Tribunal Federal (STF). 

“Estar aqui hoje discutindo esse tema é de suma importância. O Desconto Previdenciário tem nos atacado diretamente no último período, por isso, no dia 6 de agosto, iremos a Brasília levar um documento ao STF cobrando para que haja agilidade no julgamento”, informou a presidente. 

O presidente da CUT/RS, Amarildo Cenci, refletiu sobre a conjuntura de pejotização da classe trabalhadora e elogiou a participação das(os) aposentadas(os) nas mobilizações encabeçadas pela entidade. “Fazer essa discussão é uma obrigação de uma central sindical que é das trabalhadoras e dos trabalhadores. Aqui não existem inativos, existem cidadãos sempre conectados e sempre na luta”, ressaltou. 

Secretária de Formação da CUT/RS e ex-presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou a maldade que o governador Eduardo Leite (PSD) fez com as(os) servidoras(es) aposentadas(os) no Rio Grande do Sul aderindo ao confisco previdenciário. “Aqui se inverteu toda ordem, o aposentado paga mais do que os que vão se aposentar. Também precisamos entender a importância do Congresso, porque elegemos alguém para dirigir o país e um Congresso para não deixar ele dirigir”, pontuou. 

Diante do aprofundamento das relações de trabalho precarizadas, muitas pessoas com mais de 60 anos seguem trabalhando e esbarram, cotidianamente, no etarismo. “Nem todo mundo que é idoso está aposentado, essa também é uma questão importante. Muitos que estão no mercado de trabalho, aos 55 anos, já são discriminados, imagina com 60”, afirma o Secretário das Pessoas Aposentadas, Pensionistas e Idosas da CUT, Ari Nascimento. 

Nesta terça (15), outro grave ataque à classe trabalhadora está previsto para ser votado na Câmara dos Deputados: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66, que impõe a estados e municípios as mesmas regras da Reforma da Previdência aplicadas à União. 

“A grande luta que nós temos é garantir uma previdência justa. Sobretudo nos regimes próprios temos desafios enormes, como o confisco a partir de um salário mínimo e, agora, a ameaça da PEC 66”, expôs o Secretário de Aposentados e Assuntos Previdenciários da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Sérgio Kumpfer.

Leia também:

> CPERS e CNTE denunciam prejuízos da PEC 66 em audiência na Assembleia Legislativa

O futuro da Previdência e os desafios das(os) servidoras(es) públicas(os) aposentadas(os) 

Durante o Encontro de Aposentadas(os) da CUT, o ex-ministro do Trabalho, das Comunicações, da Previdência Social e das secretarias de Relações Institucionais e de Governo dos mandatos de Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT), Ricardo Berzoini, dialogou com as categorias acerca dos desafios atuais e do futuro da Previdência. 

Em sua apresentação, Berzoini tratou de justiça tributária, desigualdade de renda e expectativa de vida no Brasil. “Esse não é um debate fiscal, é um debate essencialmente social”, enfatizou. “Se reconhecemos que vivemos cada vez mais, temos que encontrar uma maneira de fugir da discussão de simplesmente adiar direitos, mudar a forma de cálculo, aumentar a contribuição dos trabalhadores e criar mais obstáculos para o acesso a determinados benefícios”, argumentou o antigo deputado. 

O evento também recebeu contribuições analíticas de Luciano Fázio, pós-graduado em Previdência Social pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que palestrou sobre a realidade previdenciária das(os) servidoras(es) públicas(os). 

O especialista explicou os pormenores dos regimes próprios da Previdência e salientou que a aposentadoria é um direito assegurado pela Constituição. “A concepção de que a Previdência não é social, mas sim conquista trabalhista é perigosa, pois às vezes o mínimo e o máximo se confundem. Quando se fala em direito social, na verdade, o Estado é chamado para garantir a sua proteção”, alertou Luciano.

Atentas(os) às explanações e interessadas(os) em provocar reflexões, as(os) aposentadas(os) envolveram-se ativamente no Encontro realizado pela CUT e saíram da atividade com a certeza de que se manter coletivizadas(os) é o único caminho para enfrentar as(os) inimigas(os) da classe trabalhadora e alcançar a dignidade que lhes é direito. À luta, companheiras(os)! 

>> Confira mais fotos do Encontro de Aposentadas(os) da CUT!

 

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