Nesta terça-feira (04), o 14º Núcleo do CPERS visitou escolas da rede estadual para verificar as reais condições das instituições de ensino com a volta às aulas, após o governo Leite impor o retorno das atividades presenciais na Educação Infantil e 1º e 2º anos do Ensino Fundamental já na segunda.

A visita constatou o óbvio: equipes diretivas e educadores(as) se virando como podem para cumprir com os protocolos sanitários, com EPIs de baixa qualidade, sem vacina e testagem em massa ou qualquer condição assegurada pelo Estado para garantir um retorno seguro.

Nas escolas Pedro Schuler e Adolfo Krumenauer, de Portão, a retomada foi marcada pela baixa adesão de alunos. Já a Escola Técnica Estadual Portão (ETEP) prepara-se para voltar com as atividades na próxima semana.

“A escola técnica está em reunião de preparação, irão começar as aulas no dia 10, e as outras escolas de ensino fundamental estão com um ou dois alunos”, explica do diretor do 14º Núcleo do CPERS, Luiz Henrique Becker.

O diretor também visitou a escola 8 de Setembro, de Estância Velha, onde a principal preocupação expressada pelos professores(as) e funcionários(as) é a ausência de testagem em massa, que seria um dos condicionantes essenciais para garantir o retorno seguro das atividades presenciais.

Além da insegurança sanitária, educadores(as) também demonstraram aflição com a evasão escolar de um número considerável de alunos(as) e o possível fechamento de turmas e turnos, o que pode gerar, entre outras dificuldades, a impossibilidade de estudantes conseguirem acesso ao ensino em escolas próximas de suas residências.

A visitação às comunidades escolares e a fiscalização das condições sanitárias para o retorno são deliberações da Assembleia Geral do Sindicato, realizada nesta segunda-feira (3). 

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Durante a audiência de conciliação sobre a suspensão das aulas presenciais, realizada nesta segunda-feira (3), a secretária da Educação, Raquel Teixeira, declarou que escolas que não estiverem com o Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) em dia, não devem retornar às atividades presenciais.

A afirmação evidencia o desconhecimento do governo sobre a realidade da rede estadual.

Em 2020, das 2.500 escolas estaduais gaúchas, 1.366 não tinham um PPCI aprovado, ou seja, mais da metade.

Em Uruguaiana, das 24 escolas estaduais do município, 20 estão interditadas pela falta do Plano e não poderão retomar as aulas presenciais.

Em entrevista na manhã desta terça-feira (4), o Tenente Ivaldo Jorge Trindade Martins, responsável pelo Corpo de Bombeiros da cidade, declarou que as interdições impedem o retorno das aulas nestas instituições.

Estocagem de álcool 70% nas escolas

No ano passado o CPERS denunciou aos Bombeiros outra situação preocupante quanto à segurança e o risco iminente colocado às escolas estaduais.

Além da falta do PPCI, a maioria das escolas não possui a estrutura recomendada pela instituição para estocar a quantidade álcool enviada pelo governo. 

Após a denúncia, o Comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, Cel César Eduardo Bonfati, emitiu um ofício determinando uma série de orientações para a correta estocagem de álcool 70% nas escolas estaduais.

Acesse a íntegra do ofício aqui.

O documento lista a necessidade de usar salas com ventilação e sem exposição do sol, com a estocagem sobre paletes e sem contato com o piso e afastadas das paredes.

A sala também deverá ter um extintor de incêndio 2A:20BC instalado externamente ao lado da porta de acesso e pessoas treinadas conforme a Resolução Técnica n.º 14/CCB/2009, bem como condições mínimas de segurança contra arrombamento e vandalismo.

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Em dia de extenso debate, agenda cheia e ampla mobilização, os educadores(as) gaúchos votaram e decidiram por cerrar fileiras em defesa da vida, lutando em todas as frentes para manter as aulas remotas e enfrentar as políticas de morte dos governos Leite e Bolsonaro.

Por cerca de seis horas, mais de 1,5 mil trabalhadores(as) da educação de todo o Rio Grande do Sul discutiram e apontaram, em Assembleia Geral, os próximos passos da resistência.

“Precisamos ter unidade e evidenciar para a sociedade que o governo está brincando com nossas vidas”, ponderou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

“Mesmo com decisão judicial unânime, em bandeira preta e diversos especialistas orientando o contrário, o governador simplesmente trocou a cor bandeira e reabriu. Atropelou o Comitê Científico e o bom-senso. Não aceitaremos calados essa conduta autoritária, que terá consequências trágicas para o estado”, continuou.

As propostas aprovadas orientam que cada escola e cada núcleo do CPERS se mobilize para fiscalizar e denunciar os desmandos do governo e a falta de segurança sanitária das instituições de ensino, responsabilizando o governador pelas mortes decorrentes da retomada.

O consenso é que, sem vacinas, testagem, EPIs de qualidade, protocolos atualizados, qualificação estrutural, recursos humanos e uma substancial redução nos níveis de transmissão comunitária no Rio Grande do Sul, é impossível retomar as atividades presenciais com segurança.

Além da firme atuação fiscalizatória, o Sindicato deve elaborar e produzir campanhas de mídia e de mobilização para alertar sobre o risco iminente de contaminação e a falta de condições sanitárias das escolas devido à inoperância do governo Leite, que em mais de um ano de pandemia foi incapaz de preparar as escolas para um retorno seguro.

“Nosso jurídico já pediu à juíza para que julgue o nosso pedido. Agora, independente da posição da juíza, nós temos que organizar a nossa resistência e não voltarmos presencialmente enquanto não tivermos vacina e testagem em massa. Devemos fiscalizar todas as escolas junto com o Conselho Escolar. Se faltar um item temos que denunciar”, enfatizou Helenir.

A condução dos trabalhos da Assembleia também contou a 1ª e o 2º vice-presidentes do CPERS, Solange Carvalho e Edson Garcia.

Confira a íntegra das propostas aprovadas no final da matéria.

Audiência

Em paralelo à realização do Conselho Geral da entidade, pela manhã, o CPERS participou da audiência de conciliação entre entidades e Estado a respeito do pedido de suspensão das aulas presenciais no Rio Grande do Sul.

Em mais uma demonstração do autoritarismo do Estado, a audiência foi marcada pela ausência do governador Eduardo Leite (PSDB), que se recusa ao diálogo com os educadores(as) e desrespeita, novamente, o esforço da Justiça. 

Representado pela presidente Helenir Aguiar Schürer e o advogado Marcelo Fagundes, da Assessoria Jurídica do Sindicato, o CPERS apresentou sua proposta de suspensão imediata das aulas presenciais até que haja melhores condições de segurança sanitária para o retorno.

“Se nós quisermos realmente negociar, a primeira coisa é que o governo suspenda as aulas presenciais. Antes do retorno é muito importante para nós a vacinação e a imunização dos professores e funcionários, testagem em massa para saber se tem alguém assintomático nas escolas. Ainda estamos vivendo um momento de alto contágio e somente após essas ações poderemos pensar no retorno”. 

Outra preocupação apresentada pela presidente foi quanto aos EPIs disponibilizados às escolas. Helenir mostrou aos presentes um exemplar das máscaras fornecidas ainda no passado, já desgastadas e de baixíssima qualidade, fora dos padrões recomendados para o contato intensivo com estudantes e o conjunto da comunidade escolar. 

“Já falei com a secretária Raquel sobre as máscaras que com certeza não vão proteger as nossas crianças e nem os educadores nas escolas. Precisamos das máscaras recomendadas pelas autoridades em saúde como a PFF2. As distribuídas pelo governo são uma vergonha. Não são recomendadas por médicos e especialistas.”  

Após cinco horas de audiência e nenhuma proposta concreta apresentada pelo governo, um novo encontro foi marcado para a próxima quarta-feira (5), às 14h.

Confira as propostas aprovadas na Assembleia Geral de Mobilização do dia 3 de maio: 

  1. Continuar a luta pela manutenção das aulas remotas e a recuperação dos salários descontados na greve; por vacina para toda a população, priorizando os educadores/as; reposição salarial e testagem em massa de nossas comunidades escolares, usando a resistência ativa e denunciando condições inadequadas de trabalho;
  2. Lançar Abaixo-assinado e abrir um canal de denúncias virtuais no site do CPERS, contra o retorno presencial das aulas e questionando as reais condições sanitárias que existem para um retorno das atividades nas escolas;
  3. Exigir do Governo do Estado, em detalhes, a proposta de regime híbrido de ensino;
  4. Exigir a apresentação, por parte do Governo, de um Calendário de entrega de cestas básicas aos alunos/as, a serem adquiridas com os recursos financeiros da merenda escolar. Cobrar a implantação de um cartão a ser providenciado pelo Governo;
  5. Construir uma Campanha para que cada escola se reúna de forma remota com a comunidade para explicar as condições em que o governo quer o retorno e encaminhar declaração pública sobre como e quando a comunidade decide democraticamente que o retorno presencial é possível. Utilizar Rádios Comunitárias e Jornais On-line;
  6. Realizar Campanha de denúncia do Governo Estadual, genocida e que desobedece o Judiciário, atribuindo a ele a responsabilidade por cada morte de membros das comunidades escolares que para atender exigências mercantis(empresariais), artificiosamente, muda protocolos sanitários e cores de bandeiras, pondo em risco a vida da comunidade escolar priorizando o lucro em detrimento a vida. Utilizar Rádios Comunitárias e Jornais On-line;
  7. Exigir da Mantenedora a relação de protocolos sanitários a serem satisfeitos para que aconteça um retorno seguro, contando com o aval do Comitê Municipal;
  8. Exigir dos deputados/as o compromisso com a aprovação de Projetos de Lei que tramitam na ALERGS, prevendo a imunização de trabalhadores/as em educação e a quebra das patentes das vacinas, bem como a imunização de toda a população;
  9. Intensificar a Campanha em Rádios, carros de som, outdoors e demais mídias com a utilização de spots específicos, nas mais diversas regiões do Estado; 
  10. Apresentar a Proposta de Impeachment do Governador Eduardo Leite e realizar Campanha pelo confisco dos bens dos grandes sonegadores;
  11. Divulgar, em detalhes, o significado e como deve ser utilizado cada E.P.I(Equipamento de Proteção Individual) oferecido pelo Governo para as Escolas;
  12. Fortalecer o apoio às Direções das Escolas e questionar o teor do Termo de Responsabilidade apresentado pelo Governo aos pais, respeitando o direito das crianças;
  13. Apresentar, em jornais de grande circulação, Rádios Comunitárias e Jornais On-line o Termo de Responsabilidade que o Governo apresentou para pais e responsáveis assinarem e sugerir que o Governador o assine, responsabilizando-se pelas vidas dos membros das mais de 2.000 comunidades escolares do Estado; 
  14. Apresentar Moção de Repúdio ao Governo do Estado, que atribui aos pais, mães e responsáveis a responsabilidade por qualquer possibilidade de contaminação de seus filhos/as;
  15. Responsabilizar os Governos Federal e Estadual, em relação à evasão escolar, por não darem as devidas condições para os estudantes se manterem vinculados mesmo que remotamente. Também por não manterem o auxílio com cestas básicas as famílias que estão com dificuldades financeiras para garantir o sustento dos seus filhos durante a pandemia que ainda continua a afetar a maioria da comunidade escolar e não ter criado as condições para que o ensino remoto acontecesse em sua plenitude, tanto para os alunos, quanto para os professores;
  16. Registrar as atividades escolares que estão sendo desenvolvidas, através de vídeos e fotos, para demonstrar que educadores continuam trabalhando;
  17. Continuar elaborando Calendários de Lutas, por escola e município, para juntamente com a Comunidade Escolar, Sindicatos e Movimentos Sociais, enfrentarem as políticas de ataque aos Educadores(as) e o desmonte das Escolas implementados pelo Governo Estadual, realizando Atos e fixando cartazes em frente as CREs e Escolas;
  18. Criar Comitês Municipais, por escolas, em Defesa da Vida e da Educação Pública de Qualidade;
  19. Continuar a denúncia ao Ministério Público em relação à falta de segurança nas Escolas;
  20. Continuar contrapondo e questionando a legalidade da realização de filmagens de aulas remotas;
  21. Divulgar com ênfase, em cada escola, para os alunos e as famílias, risco real que há de recomeçar as aulas presenciais, neste momento. Um sentimento de que “não vai acontecer comigo”, é muito forte entre as pessoas;
  22. Realizar enquetes junto à comunidade escolar sobre a qualidade da Internet Patrocinada para mostrar as condições inadequadas para o ensino remoto para professores e estudantes;
  23. Propor ao Governo do RS revisão dos valores da alimentação escolar visto que os gêneros alimentícios sofreram majoração de quase 100%, o que torna impossível atender a real necessidade alimentar de nossos estudantes.

Porto Alegre, 03 de maio de 2021.
Assembleia Geral do CPERS/Sindicato.


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CLIQUE AQUI para fazer o seu cadastramento, mas, antes, leia as instruções nesta matéria até o final.

>> Quando?

A Assembleia Geral começa às 16h30 (1ª chamada) do dia 3 de maio (segunda-feira)A 2ª chamada será às 17h. As inscrições devem ser realizadas até as 23h59 do dia 1º (sábado).

>> Onde?

A Assembleia será 100% digital, com acesso por meio do aplicativo Zoom. Leia o passo a passo abaixo para saber como participar. 

>> Quem pode participar?

Apenas sócios(as) poderão acessar o ambiente da Assembleia Geral.

>> Como faço para participar?

1.

CLIQUE AQUI e preencha o formulário até o fim para validar o seu cadastro. Confira com atenção os dados, que serão cruzados com as informações no banco de sócios.

Por razões técnicas e para assegurar a participação de todos, serão aceitas inscrições até as 23h59 do dia 1º de maio.

Caso tenha problemas para validar seus dados, contate o nosso Serviço de Atendimento ao Sócio (SAS) pelo whatsapp – (51) 9663-5699 e (51) 9569.0465 – ou pelo e-mail sas@cpers.org.br.

2.

Baixe o aplicativo Zoom em seu celular ou computador. Não deixe de fazer o download.

Usuários que usam o navegador (como o Chrome ou o Internet Explorer) para acessar sessões do programa costumam ter problemas com a votação.

Por isso repetimos: baixe o aplicativo Zoom. Sua experiência será melhor e mais tranquila.

Confira abaixo os links para cada versão, de acordo com o seu dispositivo:

>> Instale o Zoom no computador -> https://zoom.us/client/latest/ZoomInstaller.exe

>> Instale o Zoom no seu celular Android -> https://play.google.com/store/apps/details?id=us.zoom.videomeetings&hl=pt_BR

>> Instale o Zoom no seu iPhone -> https://itunes.apple.com/us/app/id546505307

3.

Às vésperas da Assembleia, você receberá um e-mail com um link único, intransferível. Este link é o seu crachá. Se você passar para outra pessoa, não poderá acessar a Assembleia.

Em hipótese alguma encaminhe este link. Ele é a sua identidade, a sua garantia de acesso, voz e voto.

Atenção: se o seu e-mail for da Yahoo, você pode ter problemas ao receber a mensagem de confirmação. Neste caso, contate o nosso Serviço de Atendimento ao Sócio (SAS) pelo whatsapp – (51) 9663-5699 e (51) 9569.0465 – ou pelo e-mail sas@cpers.org.br.

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Ouvi o áudio da agressiva entrevista à presidente do CPERS, professora Helenir Aguiar Schürer, conduzida pelo diretor de jornalismo da Rádio Guaíba, Guilherme Baumhardt, com amparo de colegas dele, nesta finada rádio, nessa segunda-feira p.p., 26/04/2021. É algo degradante, vergonhoso. Pela baixeza do conteúdo, recuso-me a reproduzir o áudio, que ora circula por WhatsApp e deve estar no Soundcloud. Algumas palavrinhas, todavia, são imperativas.

Em primeiro lugar, os parabéns à professora Helenir Schürer, que soube manter a serenidade, a lucidez e a educação mesmo em um ambiente de boçalidade, ignorância e más intenções, como o que lhe impuseram 3 ou 4 valentões prevalecidos bradando meias-verdades com a arrogância de quem emite sentenças e palavra revelada. A professora realizou grande feito ético, estóico, e merece aplauso. Sua atitude mostra a diferença entre uma educadora educada e maus comunicadores deseducados.

Em segundo lugar, o episódio torna explícita a crise ou colapso do que um dia foi jornalismo na rádio que já abrigou Flávio Alcaraz Gomes e Juremir Machado da Silva, sendo este, com Taline Opplitz, responsável por um dos programas mais notáveis da história do radiojornalismo brasileiro, o Esfera Pública. Sei muito bem do papel do diretor de jornalismo supracitado na extinção daquele memorável programa, e das finalidades políticas do ataque perpetrado.

Deu-se um desmonte do jornalismo pela democracia em favor da doutrinação pela ideologia. No caso, a ideologia de extrema-direita, reacionária, que infesta esse país há alguns anos, e tenta impor, com triunfalismo e brutalidade, uma agenda de obscurantismo antidemocrático. É este o quadro: a extrema direita ocupou esta e outras trincheiras da sociedade para suprimir liberdade, informação e consciência emancipada. Sua meta é unicamente atacar o que chama de esquerda, a democracia, a sociedade esclarecida, mas em favor do quê, mesmo? Deste Brasil de horrores que ora vivemos? Do subdesenvolvimento? Do ódio? Da violência? Do abandono da luta social necessária para se mitigar a iniquidade nesta terra ingrata? Que quer a extrema-direita? Destruir. Destruir meio ambiente, educação, ciência, arte, direitos humanos, o Estado e também nossa auto-estima, na era da vergonha máxima. Nada edificar, apenas degradar, e soterrar com vileza a liberdade e a democracia. Troféu genocídio para esses agressores.

A degradação atinge também um sujeito que conheci jovem e que por algum tempo me pareceu promissor, e com quem colaborei com simpatia e cordialidade. Todavia, tomou todas as sendas erradas, e voluntariamente manietou-se à alienada ideologia pseudo-liberal brasileira, em clubes de opiniões de direita e extrema-direita, a custa da inteligência, do jornalismo, da sobriedade, e, como este episódio ilustra, também da educação. Que decadência precoce, que triste destino de um filho de professor de Universidade pública, que se compraz em atacar a professores, à ciência e à Universidade pública (como se viu em 2020, no episódio da disputa pela reitoria da UFRGS). Acho isto patético, lastimável e, pelo que noto, já insolúvel. Triste fim.
Entre muitas bravatas e sofismas, tal programa ainda agrediu à Associação Mães & Pais pela Democracia, como se esta fosse algo diferente do que é, defensora republicana da democracia, da liberdade, da ciência e da educação. Cabe uma gargalhada olímpica ao vermos um militante que toma o microfone para agredir com ideologia rasteira vir julgar com ironia quem defende a democracia. Ridículo.
Por fim, àqueles deseducados, ofereço um espelho para que reflitam sobre seu machismo vergonhoso e sobre a agressão à dignidade de educadoras e educadores, sobre o descaso aos princípios elementares do bom jornalismo e da civilidade, sobre o ataque à liberdade e à democracia. Ainda há juízes em Berlin e gente lúcida no Brasil.
Por Francisco Marshall, historiador, arqueólogo e professor da UFRGS
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Em um boletim especial, dedicado ao 1° de Maio, Dia do Trabalhador, o Dieese apresenta como a atual situação de precarização do mercado de trabalho e o aumento do custo dos alimentos, vividos em 2020, não são consequência apenas da crise sanitária mundial, mas também estão relacionados com o projeto econômico e político implementado após 2016.

> Confira a íntegra do boletim do Dieese aqui.

O estudo demonstra que a implementação das reformas trabalhista, previdenciária e do teto de gastos, medidas defendidas pelo governo Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores, entre eles o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB), intensificaram esses problemas. 

Confira abaixo alguns dados preocupantes que demonstram o quanto a situação econômica do Brasil que já era grave, se intensificou com a pandemia.

Desalento e subocupação crescem após reformas

Desde que a reforma trabalhista passou a vigorar, no 4º trimestre de 2017, o número de desalentados e de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas aumentou em 681 mil pessoas. Em 2020, o número de desocupados, desalentados e subocupados cresceu 3,5 milhões.

Ocupação aumenta puxada pela informalidade  

Segundo dados do IBGE, no 4º trimestre de 2019, havia 3,5 milhões de ocupados a mais do que no mesmo período de 2017. Já 2020 registrou 8,4 milhões de ocupados a menos do que em 2019.

Porém, esse dado não significa uma melhora, visto que o aumento foi puxado principalmente pela informalidade. A quantidade de trabalhadores informais cresceu 5,1%, enquanto a de formais subiu apenas 1,6%, reflexo da reforma trabalhista.

Rendimento médio do trabalho caiu após o início crise do coronavírus

Em 2020 a massa de rendimentos mensal do trabalho caiu 6%, passando de R$ 217,8 bilhões para R$ 204,9 bilhões, o que significa R$ 13 bilhões a menos no bolso dos trabalhadores, todos os meses, e um menor volume de renda disponível para o consumo, o que dificulta a retomada do crescimento econômico.

8,9 milhões de pessoas estão sem trabalho, sem renda e sem perspectiva

No segundo trimestre de 2020, durante a pandemia de covid-19, muitos trabalhadores perderam suas ocupações.

A falta de perspectiva, a possibilidade de contaminação e a necessidade de isolamento social fizeram com que parte dessa população deixasse a força de trabalho, ou seja, muitos desses trabalhadores não saíram em busca de uma nova colocação.

Salário mínimo mal dá para os alimentos básicos

Após a decretação do fim da política de valorização do salário mínimo, o piso brasileiro começou a ser reajustado pela inflação oficial, mas, a partir de 2020, ficou até mesmo abaixo deste índice.

Com o aumento dos preços dos alimentos no último ano, o salário mínimo perdeu poder de compra. 

Segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos do DIEESE, em algumas das 17 capitais brasileiras, mais da metade do salário mínimo em vigor tem sido gasto com a compra dos alimentos essenciais necessários para uma pessoa adulta durante um mês.

Política de preços da Petrobras e fim do subsídio do gás de cozinha pioram condições de vida dos mais pobres

A partir de 2016 os valores dos combustíveis passaram a acompanhar os movimentos dos preços no mercado internacional. Desde então, os brasileiros começaram a sentir no bolso as oscilações que ocorrem no exterior.

Com o alto desemprego e a queda da renda, muitas famílias ficaram sem recursos para comprar, ao mesmo tempo, alimentos e gás e se viram obrigadas a usar lenha ou carvão para cozinhar.

Segundo o IBGE, 14 milhões de famílias usavam lenha ou carvão em 2019 (cerca de 3 milhões a mais do que em 2016). O número significa que uma, a cada cinco famílias brasileiras, cozinhava com carvão ou lenha.

Preços dos alimentos estão em alta devido às escolhas do governo Bolsonaro 

Em 2020 a população brasileira enfrentou sucessivas altas nos preços dos alimentos. Esse cenário é resultado da drástica redução das políticas de fortalecimento da agricultura familiar, responsável pela produção de mais de 70% dos alimentos consumidos no país.

Outro fator que impulsionou o aumento dos valores de itens básicos da cesta foi o crescimento da exportação de itens alimentícios como arroz, carne bovina, óleo e grão de soja, milho, café e açúcar, impulsionado pela desvalorização do real diante do dólar.

Durante a pior crise sanitária dos últimos tempos, o governo Bolsonaro fragilizou a produção nativa, abriu as fronteiras para a exportação de grande parte das commodities aqui produzidas e esvaziou os estoques públicos reguladores.

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Desconsiderando os índices críticos de contaminações e mortes por Covid-19 em Porto Xavier, o governo Eduardo Leite (PSDB), por meio da 32ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), determinou a retomada das aulas presenciais na rede estadual do município já nesta segunda-feira (3).

Educadores(as) encontram-se apreensivos. A cidade, com apenas 10,2 mil habitantes, já conta com mais de 1,3 mil casos confirmados, o equivalente a 13% dos moradores(as).

Para fins comparativos, a incidência média no Rio Grande do Sul é de 8,6% da população.

Nesta semana, sobretudo, os casos se agravaram rapidamente. A Prefeitura decretou estado de calamidade e determinou toque de recolher, restrições mais severas e um “lockdown completo” durante o final de semana.

“Somente em três dias, de segunda até quarta, foram registrados 132 casos. Isso significa que o potencial de contaminação é enorme e o risco de a doença se alastrar descontroladamente na população é grande”, comunica o Executivo em nota.

Apesar disso, a 32ª CRE informou que as aulas presenciais seriam retomadas.

O CPERS Sindicato fez contato com a Prefeitura para compreender se o Município permitirá a abertura da rede estadual, uma vez que tem competência para gerir o funcionamento das escolas em seu território.

De acordo com a assessoria, o tema está em discussão. A despeito da pressão da CRE, os prefeitos da região defendem a retomada a partir do dia 10, mas ainda não há uma decisão definitiva quanto ao tema.

Com índices elevadíssimos de contaminação comunitária, sem vacinas, EPIs insuficientes, recursos humanos escassos e nenhuma estratégia de testagem e rastreamento, funcionários(as) e estudantes de Porto Xavier serão colocados no corredor da morte – podendo acarretar em perdas irreparáveis. 

 

 

O CPERS defende a ampla imunização dos trabalhadores(as) da educação, mais recursos humanos, físicos e financeiros para as escolas e estratégias de testagem, rastreamento e monitoramento dos casos de covid-19 como condicionantes mínimos de um retorno seguro às aulas presenciais. 

 

 

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Em resposta à nova petição impetrada pelo CPERS e a AMPD na última quarta-feira, com vistas a suspender a retomada das aulas presenciais no estado, a juíza Cristina Luisa Marquesan da Silva convocou uma audiência de mediação entre as partes para a próxima segunda-feira (3), às 9h30.

Sem julgar o mérito do pedido de suspensão, o despacho não atende, nem nega, o solicitado.

A poucos dias do reinício das aulas presenciais, forçado pelo Estado à revelia do seu Comitê Científico e por meio de um decreto autoritário, a situação é alarmante.

Não há notícias de qualquer plano de adequação da rede estadual à nova fase da pandemia. Os EPIs distribuídos são os mesmos do ano passado, incluindo máscaras de baixa qualidade.

Tampouco houve qualquer investimento estrutural, nem existe qualquer sinal de estratégia de monitoramento, rastreamento e testagem da comunidade escolar. No plano pedagógico e sanitário, a situação é caótica.

Vacinas continuam fora do horizonte, apesar de diversos estados e municípios que conseguiram adiantar a imunização de educadores(as).

Derrotado na Justiça, Eduardo Leite (PSDB) mudou as regras do jogo por conveniência política, afrontou o Judiciário e abandonou qualquer verniz de embasamento científico.

Mudar a cor do mapa não trará vacinas, nem reduzirá a gravidade da pandemia. Mas aprofundará a crise sanitária e colocará mais vidas em risco. O Sistema de Distanciamento Controlado foi jogado no lixo no momento mais crítico da pandemia.

Na próxima segunda-feira (3), a Assembleia Geral do CPERS definirá os próximos passos da luta em defesa da vida e por vacinas já.
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Professores(as), funcionários(as) e alunos(as) maiores de 18 anos da EEE Aracy de Paula Hofmann, que atende estudantes com necessidades especiais em São Leopoldo, receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19, na tarde desta quinta-feira (29).

“O sentimento é de muita satisfação e alegria por parte da comunidade desta escola, que possui atividade basicamente integral. Não há nenhuma reação contrária ao procedimento. Está transcorrendo tudo dentro da normalidade”, asseverou o diretor do 14º Núcleo do CPERS, Luiz Henrique Becker, que acompanhou a atividade. 

A medida integra os procedimentos previstos no calendário de imunização da prefeitura de São Leopoldo, que retomou a vacinação da primeira dose contra o coronavírus na última quarta (28) em pessoas com síndrome de Down maiores de 18 anos, com deficiência permanente de 55 a 59 anos e pessoas que completarão 60 anos em 2021.

Quanto à questão da retomada imediata das aulas presenciais em instituições públicas de ensino, a prefeitura é clara: ainda não há condições para um retorno seguro.

De acordo com o prefeito Ary Vanazzi (PT), a decisão se dá pelas condições sanitárias e a gravidade da pandemia com altos índices de transmissão e UTIs lotadas.

O CPERS defende a ampla imunização dos trabalhadores(as) da educação, mais recursos humanos, físicos e financeiros para as escolas e estratégias de testagem, rastreamento e monitoramento dos casos de covid-19 como condicionantes mínimos de um retorno seguro às aulas presenciais.

 

 

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Um relatório interno da Vigilância em Saúde da Prefeitura de Florianópolis, obtido pelo Sintrasem com exclusividade, mostra que pelo menos 240 crianças matriculadas nas unidades de educação da cidade já foram diagnosticados com Covid-19.

O relatório traz dados desta semana e é assinado por integrantes do corpo técnico da Vigilância em Saúde da PMF.

Segundo o levantamento, foram feitas 576 notificações de suspeita em crianças na comunidade escolar, o que significa uma assustadora taxa de 41,6% de positividade.

Já entre os trabalhadores (efetivos, temporários e terceirizados), essa taxa fica em torno de 55%, com 612 testes realizados e 337 casos confirmados.

Ainda segundo o relatório, pelo menos 178 unidades de educação (de todas as redes) já tiveram o serviço suspenso após casos registrarem casos de Covid-19.

Escolas privadas tiveram 57% dos surtos
A afirmação de que as escolas da rede particular estão “funcionando sem problemas”, repetida diariamente pelo lobby da educação privada da cidade em anúncios no jornal, simplesmente não se sustenta.

Já são pelo menos 27 surtos em escolas privadas de Florianópolis até agora, levando à contaminação de 126 alunos, 42 professores e 25 outros trabalhadores – sem contar familiares e trabalhadores externos como motoristas de vans escolares, por exemplo.

Neste momento, há pelo menos nove escolas privadas da cidade com surtos ativos.

Para comparação, na rede municipal – onde o ensino híbrido retornou há pouco menos de um mês –, foram identificados 14 surtos até o momento.

Mesmo com a greve dos trabalhadores da PMF, com unidades fechadas e número reduzido de trabalhadores e alunos, já temos 410 notificações só na rede municipal. Se o retorno ao presencial tivesse ocorrido conforme a decisão da Prefeitura, este número certamente seria muito maior.

Imprensa amiga de Gean é cúmplice!
O jornal ND, capacho do governo Gean e porta-voz dos interesses privados da cidade, realizou hoje a façanha de publicar uma página inteira sobre volta às aulas presenciais sem apresentar um único dado sobre contaminações em escolas.

Não há número de contaminações. Não se fala em adoecimento de crianças, de professores ou de familiares.

O jornal ND mais uma vez presta um desserviço à população de Florianópolis, participando do teatrinho de Gean Loureiro sem questionar nada, mostrando a quem presta contas.

Fonte: Sintrasem

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