Neste Outubro da educação, nós, professores e funcionários da rede pública estadual, pedimos a sua atenção.

Durante a pandemia, todos foram unânimes em dizer que a educação é essencial, mas na prática essa conta não fecha. Os educadores agora retornam presencialmente para as escolas encontrando um cenário de descaso total.

Na realidade, os governos de todas as esferas seguem com ataques ao setor, seja no arrocho salarial dos trabalhadores ou na falta de investimentos e segurança sanitária.

O governo Eduardo Leite não garantiu nos últimos 3 anos benefício algum para educadores gaúchos e para a escola pública. A realidade que vivemos é de salários congelados, direitos retirados, descontos e escolas abandonadas.

Não é por acaso que estudo da USP aponta que durante a pandemia os governos estaduais diminuíram os investimentos em educação. Mesmo alcançando superávit de 2,8 bilhões, o Rio Grande do Sul é um dos estados em que as despesas com a pasta mais encolheram durante a pandemia.

Após muita pressão, o governador anuncia investimentos em obras escolares, mas não garante a reposição salarial dos educadores, mesmo estimando um crescimento de 6,9% na arrecadação no orçamento do próximo ano.

Abordar a reposição dos trabalhadores da educação apenas como um “impacto negativo na folha”, demonstra uma falta de visão sobre a pauta, já que a valorização de quem educa é uma das principais saídas para garantir a qualidade do ensino e o desenvolvimento social do Estado.

Em 2022, a educação exige um cenário diferente! Para garantir uma nova perspectiva, protocolamos uma emenda popular na Lei Orçamentária Anual, reivindicando 47,82% de reposição salarial, que corresponde às perdas que tivemos com a inflação desde 2014.

Dinheiro tem! Basta priorizar o que importa. Caso contrário, o Governo do Estado entrará para a história como inimigo de um dos setores mais importantes para construirmos um futuro melhor para o Rio Grande do Sul.

Se a educação ficar para trás, o país não vai para a frente!

Helenir Aguiar Schürer | Professora e Presidente CPERS Sindicato

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A EEEM Dr. Araby Augusto Nácul de Lagoa Vermelha está com 14 salas interditadas desde março. O ginásio e anfiteatro da escola também estão fechados desde o final do ano passado.

A cada chuva as salas são completamente inundadas, o que está deteriorando cada vez mais as paredes, os pisos, as classes e até a rede elétrica da escola.

Atualmente, a instituição que atende 418 estudantes, não pode voltar de forma totalmente presencial, pois somente cinco salas estão em funcionamento, as quais são revezadas com cerca de 250 estudantes.

A diretora Lisandra Domingues Biasi conta que a escola já sofria com falta de estrutura, mas o temporal que ocorreu em março foi a gota de água para a destruição do telhado.

“É uma tristeza ver a escola nessas condições. A nossa comunidade está engajada nessa reforma porque muitos profissionais da cidade estudaram aqui. Ter uma escola em ótimas condições de uso é um direito dos estudantes. Estamos usando apenas cinco salas de aula no primeiro piso, por isso precisamos fazer revezamento de turmas para conseguir atender todos os alunos que estão no presencial”, desabafa a diretora.

“É incalculável o prejuízo que os estudantes vão ter no aprendizado. A gente fica triste vendo a escola sendo destruída dia a dia”, afirma o presidente do Círculo de Pais e Mestres (CPM) da escola, Bráulio Guedes.

A Secretaria Estadual de Educação diz que a obra avaliada em R$ 166.000 (cento e sessenta e seis mil) está em fase de assinatura de contrato e ainda nesse mês de outubro deve dar a ordem de início do serviço.

 

 

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Nesta quarta-feira (13), ocorreu o terceiro Encontro Regional sobre a Lei de Gestão Democrática, organizado pela Comissão de Educação do Sindicato. A iniciativa tem o objetivo de debater com os candidatos a diretores e respectivos vice-diretores sobre a importância da Lei de Gestão Democrática (Lei nº 10.576).

Participaram da atividade professores e funcionários dos núcleos de Santa Maria, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul, Cruz Alta, Pelotas, Rio Grande, Bagé, São Gabriel, Santana do Livramento e Alegrete.

A diretora da Comissão de Educação, Rosane Zan, falou sobre a luta pela Lei da Gestão Democrática, para que as escolas pudessem escolher representações democraticamente.

“O que defendemos como CPERS é uma eleição que garanta a participação de professores(as), funcionários(as), pais e mães. Levando sempre em conta a escolha soberana da comunidade escolar”, frisou Rosane.

O 2° vice-presidente e também membro da Comissão Estadual de Eleição de Diretores, Edson Garcia, falou dos principais assuntos abordados na reunião da Comissão, destacando como acontecerão as eleições nas instituições.

“As eleições serão virtuais, por isso nosso engajamento é tão importante. A gestão democrática foi um direito conquistado através de muita luta.  A conquista e aprovação da Lei não garante, no entanto, a efetivação da Gestão Democrática. A nossa luta é para que esta se torne uma prática interiorizada nas escolas”, afirmou.

Veja aqui a Lei de Gestão Democrática

A diretora Sonia Solange Viana, que representa os funcionários de escola na Comissão Estadual de Eleição de Diretores, falou da importância das eleições e ressaltou a preocupação deste ser o último processo feito democraticamente para eleger os diretores e vices das escolas estaduais.

“Dependendo do governo que vier depois de Eduardo Leite (PSDB), corremos o risco da Lei de Gestão Democrática ser revogada e o governo colocar quem quiser dentro das escolas. Podemos estar fazendo o último processo eleitoral democrático”, frisou a educadora.

Assim como Edson, Sonia se colocou à disposição para sanar qualquer dúvida dos professores e funcionários de escola sobre as eleições. “Se reportem a nós, a comissão e o jurídico para qualquer dúvida que surgir”, concluiu.

A importância da participação da comunidade escolar

O advogado Márcio Rosa da assessoria jurídica do CPERS destacou os principais pontos da Lei de Gestão Democrática, apontando aos participantes as dúvidas mais frequentes levantadas pela categoria.

Márcio também apresentou um documento feito pela Secretaria Estadual de Educação que visa estabelecer as orientações e os procedimentos para a realização do processo de indicação para as funções de diretor e vice-diretor  da Rede Pública Estadual. VEJA AQUI

O advogado ressaltou a autonomia da escola no processo eleitoral, além de apontar a importância da participação da comunidade escolar. “O nosso objetivo principal é envolver cada vez mais os funcionários, professores, pais e toda comunidade escolar na escolha das direções das instituições. ”

No final da explanação, Márcio se colocou à disposição juntamente com o escritório para atender a categoria, no intuito de responder todas as dúvidas que aparecerem durante o processo eleitoral.

Na próxima segunda-feira (18), o encontro online reúne os educadores dos núcleos 38° e 39° (Porto Alegre), Guaíba, Canoas, São Leopoldo, Taquara, Montenegro, Osório, Gravataí e Camaquã.

Cartilha da Escola Democrática

O CPERS lançou uma cartilha para informar e mobilizar a categoria sobre a Gestão Democrática e a importância das eleições de diretores e vice-diretores que de fato defendam os interesses da comunidade e uma educação pública de qualidade para todas e todos.

Baixe aqui a Cartilha da Escola Democrática.

Eleição de diretores e vice-diretores

O pleito ocorrerá simultaneamente em todas as escolas nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro deste ano.

A portaria 203/2021, publicada recentemente pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), estabelece os procedimentos e as orientações para a realização do processo de indicação para as funções de diretor e vice-diretor das escolas.

Confira a íntegra da portaria

 

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Dia do Professor(a), dia de luta para todos os educadores(as)!

Nesta sexta-feira (15), os professores(as) e funcionários(as) de escola gaúchos têm um compromisso marcado em Porto Alegre para exigir 47,82% de reposição salarial e denunciar os incessantes ataques do governo Leite aos trabalhadores(as) da educação da ativa e aposentados(as).

A mobilização inicia às 9h30, em frente ao IPE Saúde e, às 11h, segue em caminhada até o Piratini.

Eduardo Leite(PSDB) é inimigo da educação! Seu projeto é um só: acabar com a escola pública!

Vamos à luta todas e todos por respeito e salário digno! Contate seu núcleo e venha fazer Porto Alegre tremer por #ReposiçãoJÁ!

A educação não pode mais esperar!

Professores(as), funcionários(as) de escola e aposentados(as) amargam 7 anos de arrocho salarial.

Sem nenhum centavo de reajuste, precisam escolher entre comer ou pagar as contas.

Há ainda o brutal confisco dos aposentados(as), o calote dos dias trabalhados para recuperar a greve e a redução de adicionais, entre outros ataques.

Eduardo Leite segue alinhado com a política de Bolsonaro, que visa o desmonte da educação pública e a implantação do estado mínimo.

Tudo sobe, menos o salário dos educadores!

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O CPERS junto à Frente dos Servidores Públicos (FSP) realizou Ato Não à Reforma Administrativa na manhã desta quarta-feira (13), na Praça José Bonifácio em Cachoeira do Sul.

A manifestação ocorreu na cidade por ser essa a base eleitoral do deputado Marlon Santos (PDT), um dos parlamentares que ainda não se posicionou sobre a PEC 32, apesar de seu partido, o PDT, já ter se manifestado contra a proposta.

A reforma de Bolsonaro e Guedes representa o fim dos serviços públicos essenciais à população. Cargos públicos poderão ser ocupados por apadrinhados políticos sem qualificação profissional, o servidor poderá ser perseguido politicamente e desligado, servidores aposentados poderão perder a paridade, os planos de carreira entrarão em extinção, assim como os concursos públicos.

A proposta pode ir à votação entre os dias 19 e 21 de outubro em Brasília, e as centrais sindicais e movimentos sociais estão mobilizados para barrar o pleito e alertam os deputados: quem votar contra os serviços públicos não volta!

Entidades somam forças para derrotar a PEC 32

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou que a PEC significa um grande retrocesso para o serviço público e para a população. Helenir relembrou como era problemática a contratação antes da Constituição de 88, que tanto os contratos estaduais e municipais para as escolas tinham interferência política.

“A PEC traz isso de volta, o servidor passa ter compromisso com quem lhe deu contrato e não com a população. Eles dizem que querem acabar com os privilégios. Mas os altos salários estão de fora: juízes, promotores e exército não são atingidos com a PEC. Na verdade eles querem atacar os servidores que recebem menos.”

A educadora também frisou a importância do SUS na pandemia. “Quantos brasileiros a mais teriam morrido se não fosse o SUS, que é atendimento gratuito para todos? Quantos teriam recursos financeiros para tratar a Covid? Os 600 mil mortos do nosso país seria pouco se já tivessem privatizado a saúde.”

Helenir apontou que Leite pratica a mesma política de Bolsonaro aqui no Estado.

“O governador apoia a PEC 32, porque ele já fez a Reforma Administrativa aqui. Também ataca os serviços públicos. Agora quer vender a Corsan. Em Uruguaiana a água foi privatizada. Hoje o atendimento do saneamento em Uruguaiana é muito caro e de péssima qualidade”

A presidente frisou que os governos federal e estadual querem entregar o que é público para os grandes empresários.

“A educação na América Latina há dois anos atrás representava 6 trilhões de dólares. É muito dinheiro que vai para a educação e as empresas privadas querem esses recursos. A população tem que entender que o deputado que votar pela PEC 32, está retirando dela o direito à educação, o direito à saúde, o direito à assistência social”, defende.

Durante o ato, o diretor da Sintrajufe/RS, Zé Oliveira, reforçou que a PEC 32 vai prejudicar a parcela da população que mais necessita do posto de saúde, da escola pública. “Esses serão os mais atingidos pela reforma. O que queremos é garantir melhores serviços públicos para toda sociedade”.

Para Régis Tatsch, diretor do SindBancários, a PEC 32 vem para tirar a estabilidade, terceirizar e fragilizar o quadro geral do funcionalismo.

“É altamente nocivo a todo funcionalismo, tanto o atual quanto os futuros servidores. A Reforma Administrativa traz prejuízos enormes à sociedade com relação a prestação de serviços. Mas nós do Sindicato dos Bancários vamos lutar veemente com outras categorias para derrubarmos a PEC no Congresso Nacional”, frisou

Ryan Rosa, diretor de combate ao racismo da União Nacional dos Estudantes (UNE/RS), falou da importância do serviço público.

“O serviço público, que nesse momento de pandemia foi quem salvou milhares e milhares de vidas, é nosso. E a defesa da educação está sempre na linha de frente, a educação que é libertadora, uma educação para todos e todas”, ressaltou.

Pressão em cima dos deputados 

A pressão não pode parar. O CPERS convoca a categoria para entrar em contato com os parlamentares e deixar claro que se votarem a favor da PEC, não voltam.

Acesse o site Na Pressão e envie seu recado!

Para facilitar, deixamos uma sugestão de mensagem:

“Senhor (a) Deputado (a):
Como eleitor (a) venho manifestar repúdio à Proposta de Emenda à Constituição 32/2020, que está em tramitação nesta Casa.
A Reforma Administrativa é um verdadeiro massacre ao servidor público, retirando direitos conquistados há anos. Além disso, a proposta não ataca o problema das desigualdades no setor público, mantém privilégios para a elite do funcionalismo e acaba com os serviços públicos oferecidos a população.

Em 2022, teremos Eleições gerais!
Quem votar a favor, não volta!
Vote contra a PEC 32/2020.
Diga não à retirada de direitos!

#NãoàReformaAdministrativa

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O CPERS participou na tarde desta quinta-feira (07) de reunião com entidades ligadas a Cresol, um dos maiores sistemas de cooperativas de crédito do Brasil, que fornece soluções financeiras e é parceira do Sindicato e seus associados(as).

Participaram do encontro diversas entidades de trabalhadores e trabalhadoras da capital e do interior, com o objetivo de conhecer as vantagens e serviços oferecidos.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, ressaltou que a entidade já está associada à cooperativa por entender o seu diferencial em relação aos grandes bancos tradicionais.

“Nossa categoria está há sete anos sem reajuste e cada vez mais sentindo no bolso os ataques de Brasília e do Piratini. Mas ainda assim, no momento que precisamos, podemos contar com o apoio da Cresol, uma cooperativa de crédito voltada aos trabalhadores. Nós do CPERS já estamos associados enquanto entidade e eu como cidadã gaúcha também já me associei”, destacou a presidente.

Durante a reunião, outras entidades demonstraram seu apoio à Cresol, como a ASSUFRGS, que firmou a parceria com a entidade através do lançamento de uma revista institucional publicada com o suporte da cooperativa.

Gelson Ferrari, vice-presidente do Conselho de Administração da Cresol, afirmou que o evento desta quinta tinha o objetivo de compartilhar experiências e fortalecer as entidades parceiras.

“Somos uma organização que dialoga com os trabalhadores, enquanto o dinheiro está no coletivo a decisão está no nosso meio. Unidos podemos enfrentar o modelo de economia que está aí. Muito mais do que buscar ou emprestar dinheiro, estamos aqui para dialogar para onde vai o nosso dinheiro e as nossas iniciativas”.

Os sócios do CPERS que possuem interesse em conhecer os serviços da Cresol podem clicar aqui e localizar a agência mais próxima de sua cidade.

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Durante dois dias, o Encontro Regional dos Aposentados(as) do CPERS debateu reposição salarial, confisco da previdência, PEC 32, conjuntura, unidade e mobilização para a luta.

A reunião virtual – promovida via Zoom pelo Departamento de Aposentados(as) – movimentou mais de 90 educadores(as) dos núcleos de Erechim, Carazinho, Lagoa Vermelha, Passo Fundo, na quarta-feira (6); e Vacaria, Guaporé, Soledade e Taquara, na quinta (7).

Após a Assembleia Geral do Sindicato deliberar um calendário de enfrentamento a Eduardo Leite (PSDB),  foi discutida a necessidade de forte mobilização no dia 15, Dia do Professor(a), para exigir reposição salarial de 47,82% para aposentados(as), funcionários(as) de escola e professores(as).

“Outubro é um mês de lutas; abarca os dias Mundial do Educador e do Professor, e a campanha de conscientização ao câncer de mama, o Outubro Rosa. É essencial alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce”, assegurou Glaci Weber, diretora da pasta e anfitriã do evento.

“É preciso unidade na luta. O governador Eduardo Leite nos tira direitos, diz que vai pagar o nosso 13º em dia, mas será com o nosso dinheiro, pelo assalto do nosso contracheque”, completou Glaci.

Reposição salarial

Para pressionar o governo a garantir 47,82% de reposição salarial para toda a categoria, que amarga sete anos de salários congelados e o poder de compra reduzido pela metade, o CPERS, representado pela presidente Helenir Aguiar Schürer, protocolou nesta quinta-feira (7), na Assembleia Legislativa, proposta de emenda ao texto da Lei Orçamentária Anual (LOA).

“O governo assaltou o nosso contracheque e já são sete anos na miséria. Vamos acompanhar quais os partidos e deputados que nos apoiarão na luta por reposição para professores, funcionários de escola e aposentados”, garantiu Helenir.

Em Brasília, Leite está encabeçando, junto à Confederação Nacional dos Municípios (CNM), projeto de lei que revisa o indexador do piso nacional do magistério. Em vez do cálculo atual, de custo/aluno, o projeto prevê a correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

“Temos que fazer pressão em cima dos deputados federais para que o governador não mude o indexador”, alertou a presidente.

“Paulo Freire sempre defendeu que somos seres políticos”, disse a diretora Rosane Zan, destacando a importância de estarmos alertas no próximo ano, que é de eleições.

Para Rosane, é preciso engrossar a pressão, já que Leite é inimigo da educação. “Temos muitos colegas que precisam estar renegociando suas dívidas no banco porque não conseguem pagar as contas e garantir comida na mesa. Isso é grave. No ano que vem, temos que sair pelo estado denunciando os ataques dos governos Leite e Bolsonaro”, finalizou.

PEC 32 e o fim dos serviços públicos

Prevista para entrar em votação após o feriado do dia 12, no Plenário da Câmara, a Reforma Administrativa (PEC 32) é um ataque brutal aos aposentados(as), atuais e novos servidores(as), além de toda a sociedade.

A Proposta, também conhecida como “PEC da Rachadinha”, destrói a educação, saúde e segurança pública, e escancara as portas para a corrupção e apadrinhamento político.

Vale lembrar que magistrados, procuradores, parlamentares e militares não entram na Reforma, que facilita o desligamento do servidor(a), cria cinco vínculos distintos de contratação, incentiva instrumentos de cooperação, e amplia o poder do Executivo de extinguir e transformar cargos.

“Se a PEC passar, vai acabar com o concurso público e facilitar as terceirizações e privatizações”, declarou Marcelo Fagundes, advogado da assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui Pinheiro&Machado.

Para a secretária de organização (MG) da CNTE, Marilda de Abreu Araújo, o projeto vai substituir profissionais estáveis e o contrato temporário vai perdurar por 10 anos. Além disso, reduz o salário e a estabilidade dos servidores(as) não poderá ser negociada em hipótese alguma; também ataca o direito à greve e os sindicatos.

“É o estado mínimo sendo implementado no Brasil. A proposta pode ir a Plenário a qualquer momento; o governo ainda não tem os 308 votos para a aprovação. Temos que partir para cima dos deputados indecisos e deixar claro que quem votar contra os serviços públicos, não volta!”, destacou.

A PEC propõe ainda o fim da paridade, extinguindo mecanismos de reajuste automático de aposentados(as) com servidores(as) da ativa.

Confisco dos aposentados(as)

Com a Lei Complementar 15.429/2019, aprovada em dezembro de 2019, na Assembleia Legislativa, Eduardo Leite (PSDB) instituiu novas alíquotas previdenciárias, incluindo o desconto brutal de aposentados(as) que recebem abaixo do teto do INSS, além de adequar os parâmetros de aposentadoria à Reforma da Previdência (EC 103/2019), do governo Bolsonaro (sem partido).

Para o advogado Marcelo Fagundes, trata-se de uma medida inconstitucional. Em fevereiro de 2020, o CPERS e a União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG) ingressaram com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn).

“O governo buscou a contribuição previdenciária por Lei Complementar, sem alteração anterior à Constituição Estadual e sem apresentar estudo atuarial que comprove a existência de déficit“, argumentou Marcelo.

Conforme o advogado, a disputa final se dará em Brasília. Por isso, as entidades estão representadas pelo escritório Ayres Britto, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Conjuntura

O golpe à classe trabalhadora brasileira iniciou com o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). No poder, Temer (MDB) implantou a Reforma Trabalhista com a promessa de garantir 2 milhões de vagas após redução dos direitos, mas não chegou nem a um quarto do previsto. Na prática, reduziu renda, não gerou emprego e precarizou trabalho.

Com Bolsonaro (sem partido), além do aprofundamento da fome, miséria e precarização dos serviços públicos, a condição de vida dos idosos e aposentados piorou. Pela Reforma da Previdência, ele confiscou o dinheiro dos aposentados(as) e pensionistas.

“Bolsonaro não nos protegeu da covid-19, ao invés de facilitar a disponibilização de testes e vacinas para a população, saiu às ruas sem máscara, propagou o vírus, difundiu fake news e remédios ineficazes. Enquanto isso, temos 27 milhões na miséria e 19 milhões passando fome em um país que produz muita comida. Temos menos emprego, salários, direitos e educação”, criticou Cássio Ritter, diretor do CPERS.

O governador Eduardo Leite (PSDB) seguiu a mesma linha política. Após a implantação da proposta pelo presidente, Leite implantou a Reforma da Previdência estadual, assaltando o contracheque de milhares de educadores(as) que deram a vida pela educação pública.

“A categoria está na miséria. Estamos há mais de sete anos sem reposição, Leite mexeu no difícil acesso, no plano de carreira e tirou dinheiro dos nossos aposentados. Precisamos nos unir todos para que a gente possa recompor o nosso salário e nossa carreira”, argumentou o diretor Cássio.

Homenagem aos aniversariantes do ano

O diretor do núcleo de Lagoa Vermelha, Juarez Lorenson, homenageou os aniversariantes do ano de 2021. “Foi um ano difícil, nos desgastamos emocionalmente e financeiramente. Esses encontros nos fortalecem e nos dão energia para seguir em frente, sempre na luta”, destacou.

Importância do exercício físico em meio à pandemia

O encerramento da reunião foi em grande estilo.

Ao som de “Show das Poderosas”, de Anitta, e “Canta, canta, minha gente”, de Martinho da Vila, a diretora do CPERS, Sandra Régio, que é professora de Educação Física, convidou os presentes a dançar e mexer o corpo, ressaltando a importância da atividade física em meio à pandemia.

“Nós, aposentados, somos o alicerce de ferro desse sindicato. A atividade física é essencial em todos os momentos da vida e em todos os tipos de corpos. Hoje vamos fazer a modalidade da dança, que melhora a coordenação, a percepção, o ritmo e fortalece a musculatura. Como dizia Paulo Freire: ‘me movo como educador, antes disso me movo como gente'”, afirmou Sandra.

Uma apresentação das Irmãs Madruga, interpretando “Meu Primeiro Amor”, clássico da música sertaneja, emocionou os educadores(as).

Durante o evento, também foram exibidos vídeos, realizados em outras edições do Encontro Regional de Aposentados(as) do CPERS, antes da pandemia, dos grupos de dança dos núcleos de Santa Rosa e Santa Maria.

 

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lançou neste mês de outubro, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), a pesquisa “Saúde Mental de Trabalhadores em Educação Filiados à CNTE”. O objetivo é investigar as relações entre trabalho e saúde dos trabalhadores, mapear os riscos psicossociais e subsidiar os dirigentes para propor políticas preventivas de saúde, sintonizando o chão da escola com as políticas propostas pelas Secretarias de Educação.

Os benefícios esperados dessa pesquisa são a geração de conhecimento sobre o trabalho e a saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras, assim como a divulgação dos resultados dessa pesquisa em forma de relatório técnico posteriormente.

A participação é voluntária e as informações prestadas serão consideradas sigilosas de acordo com as recomendações éticas do Conselho Federal de Psicologia. O LPCT/UnB será o único responsável pela guarda e análise dos dados fornecidos pelos entrevistados. A aplicação de questionários com perguntas de respostas fechadas e abertas.

A participação na atividade tem duração estimada de 20 minutos. Para responder as questões, acesse o site: http://cnte.trabalhovivo.net/.

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O Departamento de Funcionários de Escola do CPERS realizou nesta quinta-feira (7), uma plenária para alertar a estes profissionais sobre os impactos da Reforma Administrativa (PEC 32).

Ao dar início a plenária, a diretora Sonia Solange Viana observou que o sindicato vem atuando fortemente para impedir que a proposta seja aprovada. “Estamos com fortes mobilizações para impedir que seja aprovada. Nossa luta é para que seja retirada, pois representa um verdadeiro desastre para os servidores e para a população que mais precisa.”

Presente na intensa pressão feita em Brasília, pelo CPERS e demais entidade, nesta semana, a diretora Juçara Borges, relatou a importância das mobilizações para impedir a aprovação da PEC. “Os deputados que são contra a PEC disseram para continuarmos pressionando, pois é isso que está impedindo o governo de ter os votos necessários. Seguiremos alertando aos parlamentares que quem votar a favor, não volta.”

 

Análise de conjuntura e impactos da PEC 32

Centenas de funcionários de escola, de diversas regiões do Estado, ouviram as explicações da assessoria jurídica do sindicato, representada pelo advogado Marcelo Fagundes, e do economista Dieese, Max Leno de Almeida, quanto as consequências da PEC 32. Também acompanharam a análise de conjuntura feita pelo segundo vice-presidente do CPERS, Edson Garcia.

“Quando achamos que já tínhamos visto de tudo quanto a desvalorização, eles vêm com a PEC 32. Essa proposta acaba com nosso objetivo de vislumbrar uma carreira e termina com serviços essenciais àqueles que mais necessitam”, disse Garcia.

Ele ainda chamou a atenção para o fato de que PEC 32 ameaça principalmente as carreiras dos servidores. “Transforma nossas carreiras em balcões de negócio. Porque não tendo mais concurso público as pessoas vão entrar por indicação”, explicou.

Max Leno de Almeida, economista do Dieese, detalhou pontos importantes da Proposta e os impactos aos servidores, à população e aos serviços públicos.

“A PEC é uma proposta de Emenda Constitucional, vai estar dentro da Constituição Federal assim como a EC 95, que está diminuindo os investimentos em áreas essenciais como a saúde e a educação. Independente do governo que estiver no poder, terá que obedecer a essa regra constitucional”, alertou.

O economista chamou a atenção para o artigo 37 A, que estabelece os instrumentos de cooperação. Ou seja, permite a parceria com as empresas privadas. “O que poderá acontecer é que os serviços hoje realizados pelos funcionários passem para empresas particulares. É a entrada do setor privado dentro do orçamento púbico”, enfatizou.

Fundamentalmente, segundo ele, toda a sociedade brasileira acabará sofrendo os impactos advindos da PEC 32. “A PEC não se limita a União, pega todos os entes federativos”, afirmou.

Para ele, os movimentos de sensibilização dos parlamentares sobre as consequências da aprovação da PEC estão sendo extremamente importantes. “O governo tenta passar a ideia de que essa Proposta é importante para o crescimento da economia, mas na verdade é mais um pacote de ajuste fiscal porque mexe com a despesa de pessoal. Muda as regras nos estados e municípios. Muitos dos direitos previstos na Constituição, não existirão mais”, ressaltou.

O fim dos concursos públicos

O advogado Marcelo Fagundes fez um resgate das reformas que já foram aprovadas e retiraram direitos importantes, como a trabalhista, e destacou o perigo que a PEC 32 representa.

“Aqui no Estado temos concursados, contratos emergenciais, com prazo determinado e indeterminado, e agora, na pandemia, o governo trouxe a terceirização para dentro das escolas. Depois da Reforma Trabalhista isso tudo veio muito mais forte”, avaliou.

 

Se a Reforma Administrativa for aprovada representará, conforme Fagundes, o fim do concurso público. “O artigo 37 A permite convênios com entidades privadas. O governo poderá entregar uma escola para uma ONG e retirar os trabalhadores concursados. Além de precarizar, ainda mais, os salários”, destacou.

Outro ponto ressaltado por ele foi o necessário esclarecimento à sociedade, considerando-se a falsa afirmação do governo, que insiste em dizer que o funcionalismo ganha altos salários. “A verdade é que 53% dos servidores públicos ganham menos do que quatro salários mínimos. E essa PEC atinge justamente a esses profissionais, que ganham os menores salários.”

 

 

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A Direção Central do CPERS informa que nos dias 11 e 12 de outubro o atendimento na área administrativa da sede do Sindicato, em Porto Alegre, estará suspenso devido ao feriado de Nossa Senhora Aparecida.

Comunicamos que o alojamento e a portaria funcionarão normalmente.

Na quarta-feira, dia 13, o expediente retorna normalmente para os atendimentos presenciais e remotos.

A cantina da sede estará fechada durante o feriado voltando às suas atividades na quarta-feira, dia 13, às 8h.

 

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