Abandono. Esta é a palavra que pode resumir a realidade da escola Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental Nhamandu Nhemopu’ã, localizada em Itapuã – no município de Viamão. A estrutura, pequenas salas de madeira adaptadas na casa que era do fundador da aldeia, está longe de ser a adequada e impede o retorno presencial às aulas.

A biblioteca é o único espaço que possui estrutura de concreto, pois foi construída através da doação de recursos por uma empresa privada. Porém, os enormes buracos no telhado de sapê já trouxeram prejuízos.

“Sofremos com a falta de estrutura há anos. A biblioteca está com goteiras, com rombos no teto. Já perdemos vários livros. Fizemos o pedido para o reparo, mas foi negado pelo governo”, explica o diretor da escola Leandro Subtil Moura.

A instituição atende a educação infantil, ao ensino fundamental e médio e ao EJA, totalizando 84 alunos.

De acordo com Moura, o governo fez um repasse em 2014 que foi destinado para a construção de um “puxadinho”, conforme denomina o diretor, onde ficam os três banheiros da instituição.

O pedido para a construção de um prédio, que contemplaria salas de aula, cozinha, refeitório e escritório está com o governo desde 2019. “Também solicitamos, de modo emergencial, a construção de uma sala para atender o terceiro ano do ensino médio e a reforma da cozinha e da biblioteca. Mas foi negado”, relata.

Precariedade impede aulas presenciais

Salas de aula inadequadas, sem espaço suficiente para manter o distanciamento previsto nos protocolos de segurança para evitar o contágio da Covid-19, são algumas das questões que impedem o retorno ao ensino presencial.

“Não temos condições seguras para receber nossos alunos. Não voltamos por total falta de estrutura. Estamos bem desassistidos”, desabafa Moura.

Para que os estudantes sigam com aulas, os 15 professores entregam as atividades para as famílias, que depois retornam para a correção das questões.

Na última terça-feira (19), o diretor do CPERS, Cassio Ritter, ciente dos problemas enfrentados pela escola foi até o local para verificar de perto a situação. “ É necessário a construção de um outro prédio, que seja adequado para as atividades escolares. O que eles têm hoje é uma moradia adaptada. A reforma da biblioteca também é urgente.”

Com o intuito de auxiliar os educadores e a comunidade escolar, o CPERS encaminhou o pedido para uma audiência pública com a Coordenação de Políticas Específicas para a Educação (CPE), da Seduc, na qual irá expor e cobrar a urgente solução dos problemas enfrentados pela escola.

“A impressão é a de que estão esquecidos e que a própria existência deles incomoda. Não podemos admitir esse descaso”, considerou.

 

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Mobilizar, resistir e construir a luta por valorização dos educadores(as) e pela educação pública de qualidade. Esses são alguns dos pontos que pautaram a terceiro Encontro Macrorregional da Conferência Nacional Popular de Educação (Conape), no Rio Grande do Sul, na sexta-feira (8).

A reunião online, promovida via plataforma Zoom, debateu o Eixo IV: Valorização dos Profissionais da Educação: formação, carreira, remuneração e condições de trabalho e saúde. Participaram os núcleos de Santa Maria (2º), Cachoeira do Sul (4º), Santa Cruz do Sul (18º), Cruz Alta (11º) e Ijuí (31º).

“O propósito da nossa atividade é estar fazendo o trabalho de mobilização, divulgação e construção desse instrumento que é a Conape”, explicou o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Sarratt, que também integra a Coordenação Colegiada da Conferência no RS.

“Trata-se de uma formatação de resistência do movimento educacional e pedagógico frente aos ataques gerados pela ascensão do golpe de extrema direita. As políticas neoliberais vêm destruindo as conquistas históricas do movimento popular brasileiro”, completou Alex.

Unidade na luta contra os ataques à educação

Para Heleno Araújo, membro da Coordenação Executiva do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) e presidente da CNTE, é imprescindível a unidade para fazer o enfrentamento a todos os ataques dos últimos anos.

Aos presentes, ele destacou alguns trechos de nota publicada pela FNPE, que faz referência a Paulo Freire, patrono da educação demasiadamente atacado pela extrema-direita e o bolsonarismo.

“Paulo Freire nos dizia: ‘A conjuntura não permite reforçar um espaço tomado por um Golpe. É que, para os autoritários, a democracia se deteriora quando as classes populares estão ficando demasiado presentes nas escolas, nas ruas, nas praças públicas, denunciando a feiura do mundo e anunciando um mundo mais bonito'”, destacou o presidente Heleno.

Conforme Heleno, esse pensamento de Freire se encaixa com a conjuntura atual.

Antes do golpe de 2016, que culminou no impeachment de Dilma Rousseff (PT), a Conferência Nacional de Educação (Conae) trazia mais de 4 milhões de educadores(as), estudantes, gestores e agentes públicos para debater sobre o Plano Nacional de Educação.

Durante três anos e meio, quase 3 mil emendas entraram na pauta dos debates; havia propostas e ideias de como desenhar as políticas educacionais do país. “Conseguimos colocar quatro metas, voltadas para os profissionais da educação, dentro do Plano, incluindo a valorização profissional e o Piso para todos os educadores na Lei da Constituição Federal”, garantiu.

Após o golpe, já com Michel Temer (MDB) na presidência, foi quebrado esse processo de participação. Primeiro, com a Emenda Constitucional (EC) 95, que cortou bruscamente investimentos em educação; depois, com a portaria nº 577, que ataca o Fórum Nacional de Educação.

De forma unilateral e autoritária, em 2018, o governo revogou as portarias anteriores aquele ano da Conae, o que dissolveu o espaço de estado plural e representativo, reduziu para 24 entidades a coordenação do Fórum de Educação e também a participação da sociedade civil, ampliando a atuação do MEC e de setores privados.

Para resistir aos ataques, o FNPE realizou, no mesmo ano, a primeira Conape.

Daí saiu uma Conferência vitoriosa e vigorosa compatível com as plataformas de luta pela educação, a favor de mais direitos e contra os retrocessos e desmontes: “Trata-se de uma conferência popular com o projeto estratégico de reconstruir o país com gestão pública, laica e de qualidade social para todos e todas”, pontuou.

Para Heleno, todas as políticas sociais estão em xeque desde o golpe de 2016 com a EC 95, reformas trabalhistas e da previdência, e agora com a Reforma Administrativa (PEC 32), de Bolsonaro (sem partido) e Guedes: “Temos que fazer uma luta muito forte para revogar EC 95 e todos os direitos retirados e derrotar o governo Bolsonaro”, finalizou.

Valorização dos profissionais da educação

Para discutir valorização, conforme José Valdivino Moraes, da Secretaria Executiva da CNTE, é necessário fazer um fortalecimento de entendimento do campo de atuação dos profissionais para compreender a sua relação com a educação.

“Não dá mais para a gente imaginar que qualquer formação é suficiente para atuarmos na educação. Temos que, cada vez mais, fortalecer a ideia de que a formação tem que ser específica”, afirmou.

Para Valdivino, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) também destaca as carreiras.

“Eu trabalho com a ideia de fazer a transição entre as carreiras que já construímos entendendo o que é uma carreira transitória para, assim, pensarmos em criar um cargo novo, que chamaria de definitivo. Precisamos avançar na criação de um cargo definitivo nos próximos concursos públicos e romper com as terceirizações”, declarou Valdivino.

Ele compartilhou aos presentes dois textos de sua autoria que tratam da valorização dos educadores(as), por meio das legislações e de seu papel social.

>> Leia aqui os textos de José Valdivino: “EDUCAÇÃO: QUEM FAZ? O QUE ESPERAR DOS EDUCADORES” e “ROTEIRO PARA DEBATES NO SEMINÁRIO JURÍDICO CNTE”

“Quando nos desdobramos para o desenvolvimento psicológico, sabemos que uma funcionária pode compreender as dificuldades e as frustrações das crianças que chegam nas escolas. Os funcionários contribuem para o desenvolvimento psicológico e afetivo de quem chega nas instituições de ensino”, explicou Valdivino.

“O desenvolvimento social é estabelecido no pátio da escola. Essas relações sociais, muitas vezes, são construídas por esses educadores”, completou.

Sobre as questões legais, ele destacou que a valorização dos profissionais da educação foi pautada no artigo 206 da Constituição como carreira de Estado. Já pelo artigo 214, fixou-se o Plano Nacional de Educação.

Por fim, ele defendeu a imprescindível luta contra a PEC 32, que ataca os profissionais da educação e os serviços públicos, e escancara as portas para as terceirizações e precarização do trabalho.

Política de Bolsonaro sufocou a educação pública

Quantos aos incessantes ataques do governo Bolsonaro à educação, a secretária de Políticas Educacionais do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Francisca Pereira, foi enfática: “Bolsonaro – tanto do ponto de vista ideológico quanto financeiro – foi um verdadeiro sufocador da educação”

Ela citou a EC 109, que com o argumento de reduzir os gastos públicos, congelou salários e suspendeu concursos, o que representou uma antecipação da PEC 32, precarizando ainda mais as condições de trabalho dos servidores(as) e serviços públicos.

“Quem não perdeu algum conhecido, amigo ou familiar nesta pandemia? É muito triste perder alguém para o negacionismo. Por isso, precisamos defender, além da educação pública, o SUS e todos os serviços públicos”

Francisca também explanou sobre a brusca mudança na forma de trabalhar imposta aos educadores(as) em meio à pandemia. “Nós fomos jogados no desafio de mudar completamente a nossa relação de trabalho. O governo não nos ofereceu internet de qualidade e equipamento algum”, criticou.

“O sonho dos privatistas é que o ensino presencial fique no passado”, completou Francisca.

Para ela, a realização da Conape é a resposta de resistir à destruição do Estado brasileiro.

“A gente não sossega nunca, temos que estar vigilantes a toda hora”, finalizou.

Também estiveram presentes os dirigentes da Comissão de Educação do CPERS, Edson Garcia, Sonia Solange e Vera Lessês, além da diretora do Sindicato Juçara Borges.

 

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Nesta segunda-feira (19), a Comissão de Educação do CPERS promoveu o quarto e último Encontro Regional sobre a Lei de Gestão Democrática. 

Com o intuito de alertar a comunidade escolar sobre a importância do processo de eleição das direções escolares, as reuniões ocorreram de forma virtual e contaram com a participação de representantes dos 42 núcleos do Sindicato.

Este encontro final reuniu educadores(as) de Porto Alegre, Guaíba, Canoas, São Leopoldo, Taquara, Montenegro, Osório, Gravataí e Camaquã.

A diretora Sônia Solange Viana, que representa os funcionários de escola na Comissão Estadual de Eleição de Diretores, ressaltou que nestes tempos difíceis de constantes ataques aos direitos da categoria, garantir que as eleições sejam realizadas, é assegurar a gestão democrática no chão das escolas.

“Se o projeto do atual governo permanecer, corremos o risco de não termos mais eleição de direções nas escolas estaduais. Estados que revogaram a Lei de Gestão Democrática já não realizam mais esse processo, precisamos garantir que essa não seja a última eleição para direção de escola”.

Baixe aqui a íntegra da Lei de Gestão Democrática.

Sônia ainda destacou que recentemente o CPERS publicou uma cartilha visando mobilizar a categoria sobre a Gestão Democrática e a importância das eleições de diretores e vice-diretores.

“Sabemos que o objetivo do Eduardo Leite é a privatização e o fim da escola pública, por isso, precisamos eleger representantes que defendam os interesses da comunidade e uma educação pública de qualidade para todas e todos”.

As eleições de direções e a autonomia das escolas 

A advogada Gabriela Sebben, da assessoria jurídica do CPERS, realizou uma breve apresentação do histórico da Lei e sua importância, já que nasceu das lutas e de muita mobilização dos sindicatos. 

“Muitos municípios já não contam mais com esse importante dispositivo, então o desafio é fazer a legislação valer e envolver cada vez mais a comunidade escolar na Gestão Democrática da escola”, destacou Gabriela. 

A advogada ainda apresentou um resumo das atribuições da equipe diretiva e a importância da escolha ser da comunidade escolar, além de informações sobre o processo das eleições, como quem pode se candidatar ou votar e a importância dos conselhos escolares, que são compostos por alunos, pais, membros do magistério e servidores. 

“A lei não garante a efetivação da gestão, temos ameaças em todas as esferas, então precisamos de envolvimento de todos para fazer frente a isso”, enfatizou. 

Eleição de diretores e vice-diretores

O pleito ocorrerá simultaneamente em todas as escolas nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro deste ano.

A portaria 203/2021, publicada recentemente pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), estabelece os procedimentos e as orientações para a realização do processo de indicação para as funções de diretor e vice-diretor das escolas.

Confira a íntegra da portaria aqui.

 

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Professores e funcionários de escola da rede estadual do Rio Grande do Sul são constantemente atacados pela política neoliberal dos governos de Jair Bolsonaro (sem partido) e Eduardo Leite (PSDB). A educação pública passou a ser a grande inimiga destes governos que têm como meta o estado mínimo, privatizações, vendas de patrimônio público e a destruição dos serviços públicos.

Os educadores(as) gaúchos enfrentam uma das piores, se não a pior, fases da categoria. Já são sete anos de salários congelados, somando 47,82% de perda salarial.

Honrar as contas, ter alimento na mesa e um teto sobre a cabeça está cada vez mais difícil para os trabalhadores(as) em educação. Acompanhar o aumento dos preços e ter uma vida digna é um desafio constante. A reposição salarial é necessária e imprescindível para a sobrevivência dessa categoria tão valorosa e necessária em nossa sociedade.

Acompanhe os relatos de seis educadoras(es) que lutam constantemente pela valorização da classe e para mudar esta triste realidade.

Maria Barbosa, professora de português e literatura, 24º núcleo (Pelotas)

“O reajuste faz falta. Com nosso salário defasado não compramos mais nada. Agora na pandemia trabalhamos o dobro e ganhamos uma miséria. Carne na mesa do professor é difícil, não existe mais. Estamos ficando doentes de tanto trabalhar e não sermos devidamente valorizados.”

Israel Silva do Nascimento, funcionário da escola, 14º núcleo (Novo Hamburgo)  

“Estamos há sete anos sem receber um centavo a mais. A reposição é muito importante para garantirmos alimentação e bem-estar para a nossa família. Nossa situação está cada vez mais difícil.”

Maria Angélica Damigno,  funcionária de escola, 10º núcleo (Santa Rosa)

“Nós funcionários de escola e professores merecemos salários melhores. Para melhorar a nossa vida em todos os sentidos, para termos uma vida digna. Estamos cada vez mais desvalorizados e atacados pelo governo Leite. Estou sempre junto nas lutas do sindicato, pois só assim venceremos com união e força.”

Confisco dos aposentados e precariedade do IPE Saúde 

Em dezembro de 2019, através da Lei Complementar 15.429/2019, aprovada na Assembleia Legislativa, Eduardo Leite (PSDB) instituiu novas alíquotas previdenciárias. Os aposentados e aposentadas passaram a contribuir novamente com a previdência, um desconto brutal que faz falta diariamente na vida desses professores e funcionários de escola.

Além dos educadores ativos e aposentados enfrentarem perdas salariais, ainda lutam para assegurar um atendimento de qualidade no IPE Saúde. O Instituto vem fechando várias agências pelo interior do estado, o descredenciamento de médicos é constante e faltam profissionais qualificados. Como se isso não fosse o suficiente, o governo Leite ensaia aumentar a contribuição do segurado principal de 3,1% para 3,6% ou taxar por dependentes.

Elida Marlene Schroeder, psicopedagoga aposentada do 6º núcleo (Rio Grande)  

“O aumento na contribuição do IPE é impossível neste momento. O atendimento do IPE não é ruim, mas muitas vezes temos um médico de confiança e do nada ele sai do IPE. Muitas vezes temos que viajar 80Km até Pelotas, para ter um atendimento melhor. Com o confisco da previdência eu perdi R$540 do meu salário. Isso faz muita falta para um aluguel, uma moradia melhor.”

Jussara Domingues, professora aposentada, 39º núcleo (Porto Alegre)

“Com o desconto da previdência perdi 400 reais no meu orçamento. Isso em 10 meses dá 4 mil reais, é muito dinheiro. Todo dia é um saque.  Leite ao invés de valorizar os educadores, ele retira nossos direitos. Ele é sádico, quanto mais tira, mais feliz fica.”

Bernadete Seixas, professora aposentada há 15 anos, 24º núcleo (Pelotas)

“Nossa situação é muito difícil. O fechamento das agências do IPE pelo estado é lamentável. E ainda por cima querem aumentar nossa contribuição, sendo que estamos há sete anos com os salários congelados. Voltamos a contribuir com a previdência no ano retrasado, e esse dinheiro faz muita falta para nossos remédios, lazer e até para a alimentação.”

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Em mais uma semana de mobilizações contra a PEC 32 – Reforma Administrativa, dirigentes da direção central do CPERS estão em Brasília, junto a demais representantes de servidores e estudantes, para pressionar os deputados(as) a votarem contra a proposta.

Na capital, na manhã desta terça-feira (19), os parlamentares que embarcavam para  Brasília foram recepcionados com o recado: quem votar a favor da PEC 32, não volta. O alerta foi exibido em faixas, cartazes e também dito em alto bom som pelos servidores.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), está retardando a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 32) – Reforma Administrativa porque não tem os 308 votos necessários para aprovar a medida no plenário da Casa.

Por isso, profissionais da educação, da saúde e de outras áreas, além de estudantes e representantes de sindicatos municipais, estaduais e federais das categorias que formam o funcionalismo público, de federações, confederações e centras sindicais seguem a pressão aos deputados.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destaca que a PEC significa um grande retrocesso para o serviço público e para a população.

“A PEC traz de volta o apadrinhamento, o servidor passa a ter compromisso com quem lhe deu contrato e não com a população. Eles dizem que querem acabar com os privilégios, mas os altos salários estão de fora. Juízes, promotores e exército não serão atingidos. Na verdade eles querem atacar os servidores que recebem menos.”

Prejuízos para os servidores e a população

Ruim para o povo, que pode perder o serviço público gratuito, e para os servidores, que podem perder direitos, a PEC 32 abre ainda a possibilidade de contratar milhares de pessoas terceirizadas que responderão a seus indicados, podendo, inclusive, normalizar o esquema das rachadinhas e aumentar a corrupção.

Indiferente a tudo isso, Lira, que é um dos principais aliados do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) no Congresso Nacional, está se esforçando para conseguir apoio dos parlamentares e até prometeu votar a PEC 32 depois do feriado de 12 de outubro. Mas a mobilização e a pressão do povo está mostrando para os deputados(as) que o Brasil é contra a Reforma Administrativa!

Veja a agenda de luta:

Terça-feira (19)

07h: Concentração no aeroporto de Brasília

14h: Concentração no Anexo II – Câmara dos Deputados

Quarta-feira (20)

14h: Concentração no Anexo II – Câmara dos Deputados

Saiba como pressionar os parlamentares contra a PEC 32

Todos podem pressionar os deputados, não importa a cidade onde estiverem.

Para isso foi criado o site Na Pressão, ferramenta que disponibiliza canais de comunicação com deputados e senadores. É fácil e rápido lutar contra essa e outras reformas que prejudicam o povo.

E você pode mandar seu recado contra a PEC 32 de qualquer lugar pelo WhatsApp, e-mail ou telefone.

Participe da luta e pressione os parlamentares para que votem NÃO à reforma Administrativa.

 

 

 

 

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Desde a segunda-feira (19/10), os sistemas do Governo do Estado foram afetados por uma instabilidade que também atingiu o IPE Saúde e causou indisponibilidade em alguns serviços. Ainda não há uma previsão de retorno, mas equipes de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) estão acompanhando o incidente junto à Procergs.

 

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Neste mês de outubro, o Escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, Assessoria Jurídica do CPERS, retoma a agenda de atendimento presencial nos 42 núcleos do Sindicato.

O serviço é oferecido sem custo para os associados(as), e os atendimentos devem ser marcados diretamente com os núcleos, através de agendamento.

Abaixo, confira a data de atendimento na sua região, endereços e contatos para agendamento.

Data Cidade Observação
18/10/2021 Uruguaiana Agendamento: (55) 3412.2734
Av. Duque de Caxias, 1542, sala 16, Galeria Alfa, Centro
18/10/2021 Santiago Agendamento: (55) 3251.2602
Rua Barão do Rio Branco, 398, Centro
18/10/2021 Cachoeira do Sul Agendamento: (51) 3722.3985
Rua Andrade Neves, 1510/42-44 – Ed. Brasília, Centro
19/10/2021 Porto Alegre 38º Núcleo
Av. Alberto Bins, 480 – 9º andar, sala 903
Agendamento: (51) 3062.4146 / 3227.414339º Núcleo
Av. Alberto Bins, 480, 9º andar, sala 904
Agendamento: (51)3221.2380
19/10/2021 Bagé Agendamento: (53) 3242.4122
Rua Dr. Veríssimo, nº 100 – Esquerda, Centro Histórico
19/10/2021 Alegrete Agendamento: (55) 3422.2944
Rua General Sampaio, 984, sala 204, Centro
19/10/2021 São Luiz Gonzaga Agendamento: (55) 3352.2859
Rua São João, 1485, Centro
19/10/2021 Guaporé Agendamento: (54) 3443.1232
Av. Mons. Scalabrini, 928, Centro
20/10/2021 Camaquã Agendamento: (51) 3671.5081
Rua Acindino Inácio Dias, 432, Centro
20/10/2021 Bento Gonçalves Agendamento: (54) 3452.4775
Av. Presidente Costa e Silva, 305, Planalto
20/10/2021 Caxias do Sul Agendamento: (54) 3223.2431
Rua Moreira Cesar, 2712, sala 21, Centro
20/10/2021 São Gabriel Agendamento: (55) 3232.5860
Rua Cel. Tristão Pinto, 513, sala 118 (térreo)
20/10/2021 São Borja Agendamento: (55) 3431.2647
Rua General Marques, 728, sala 05
20/10/2021 Taquara Agendamento: (51)3542.1489
Rua Rio Branco, 1304, sala 113, Centro
20/10/2021 Vacaria Agendamento: (54)3231.2308
Rua Mal. Floriano 823, sala 01, Centro
21/10/2021 Lagoa Vermelha Agendamento: (54) 3358.2559
Av. Benjamin Constant, 1900, Centro
22/10/2021 Gravataí Agendamento: (51) 3488.3712
Av. Dorival Cândido Luz de Oliveira, 343/305, Centro
25/10/2021 Santo Ângelo Agendamento: (55) 3312.3755
Rua 7 de Setembro, 1022, sala 2, Centro
25/10/2021 Soledade
Agendamento: (54) 9962 60831 / (54) 9805 23859 / (54) 9996 07571
Rua Maurício Cardoso, 717, salas 103 e 104, Centro
26/10/2021 Ijuí Agendamento: (55) 3332.9711
Rua 7 de Setembro, 395 – Salas 01 e 02
26/10/2021 Erechim Telefone: (54) 3522.1637
Rua Marechal Rondon nº55, Centro
26/10/2021 Montenegro Agendamento: (51)3632.2654
Rua Osvaldo Aranha, 1271 s/03, Centro
26/10/2021 Carazinho Agendamento: (54) 3331.3551
Rua Alferes Rodrigo, 199, Centro
27/10/2021 Pelotas Rua General Osório, 257, Centro
Agendamento: (53) 3225-2166 e (53) 3027-1184
27/10/2021 Passo Fundo Rua Antônio Araújo Nº 253, Centro
Agendamento: (54) 3313 2247 e (54) 3311 7917
27/10/2021 Frederico Westphalen Rua Miguel Couto, 292, Centro
Agendamento: (55) 3744.3441
27/10/2021 Estrela Rua 13 de Maio, 328, sala 02, Centro
Agendamento: (51) 3712.1798
27/10/2021 Cruz Alta Rua Coronel Martins 779, São Miguel
Agendamento: (55) 3322.3184
27/10/2021 Santa Rosa Agendamento: (55) 3512.1564
Av. Tuparendi, 295, sala 403, Centro
27/10/2021 Osório Agendamento: (51) 3663.1886
Rua 24 de Maio, 451, Centro
27/10/2021 Cerro Largo Agendamento: (55) 3359.1440
Rua Sete de Setembro, 394, sala 01, Centro
28/10/2021 Rio Grande Rua 24 de Maio, 77, Centro, Rio Grande/RS
Agendamento: (53) 3232.8685
28/10/2021 Palmeira das Missões Rua Gal. Fermino, 288, Centro
Agendamento: (55) 3742.1373
28/10/2021 Três de Maio Agendamento: (55) 3535.1942
Av. Uruguai, 369. apartamento 105, Centro
28/10/2021 Cerro Largo Agendamento: (55) 3359.1440
Rua Sete de Setembro, 394, sala 01, Centro
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O percentual irrisório de 2,73% (PL 237/2021) proposto pelo governo Eduardo Leite para o mínimo regional não traz nenhum aumento real para os funcionários de escola que recebem o salário base (R$ 620,72).

O CPERS está em plena campanha para que o Executivo conceda o justo reajuste de 47,82% de reposição salarial para todos os educadores. No entanto, mesmo que esse índice seja concedido, não haverá aumento real para os funcionários de escola. Desta forma, a luta pelo reajuste do salário mínimo do RS também é imprescindível.

No próximo dia 21, a vigília do Sindicato na Praça da Matriz será em apoio à campanha Em defesa do Piso Regional, lançada pelas centrais sindicais gaúchas. No mesmo dia às 10h, ocorre Audiência Pública na Assembleia Legislativa, presencialmente no auditório Dante Barone e também com transmissão pelas redes sociais.

Para a diretora do Departamento dos Funcionários de Escola, Sonia Solange Viana, mesmo que o salário base aumente não atingirá o valor do salário mínimo e, assim, o completivo continuará existindo. “O que acontecerá é apenas a diminuição do valor do completivo. No final, no contracheque, o salário será o mesmo. A única maneira de recebermos, de fato, o aumento salarial é elevar o valor do salário mínimo regional.”, explica.

As centrais sindicais estão reivindicando um reajuste de 10,3%, o que corresponde à variação do INPC em 2019 e 2020.

As centrais entregaram, em janeiro, uma proposta de reajuste de 13,79% no Palácio Piratini, com base em estudo do Dieese, para recuperar as perdas inflacionárias e o poder de compra do salário mínimo regional, criado em 2001 pelo governo Olívio Dutra (PT).

Arrocho salarial

Ao apresentar um reajuste que sequer considera o aumento da inflação, o governador Eduardo Leite está arrochando ainda mais o salário dos funcionários, que se encontram sobrecarregados devido ao número insuficiente de profissionais nas escolas. Desde 2015, o Estado diminuiu em 38,8% o número destes trabalhadores efetivos.

A proposta é extremamente deficitária, pois desconsidera a renda dos trabalhadores frente ao custo de vida.

“O governo, mais uma vez, sacrifica os que recebem menos. Os trabalhadores em educação que recebem o salário base e mais o completivo para chegar ao valor do mínimo regional veem a esperança de poderem pagar suas contas, frustradas. Os índices do aumento do gás de cozinha e da luz supera e muito os 2,73%”, desabafa a auxiliar administrativa da escola Presidente Roosevelt, Dulce Delan, que também é representante do CPERS no Conselho Estadual de Educação (CEED).

Sem correção desde fevereiro 2019, hoje, o valor do piso regional é de R$ 1.237,15. Se o texto do governo for aprovado, o salário, em sua primeira faixa, passará de R$ 1.237,15 para R$ 1.270,92 – uma diferença de apenas R$ 33,77.

Vale destacar que o custo de vida nos últimos dois anos aumentou 35% e que o Rio Grande do Sul possui a cesta básica de alimentos mais cara do Brasil – R$ 664,67 (agosto)

Atualmente, o projeto do governador está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia.

 

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Na quarta semana dos Encontros Regionais dos Aposentados, dezenas de educadores acompanharam informações sobre a PEC 32 – Reforma Administrativa, conjuntura política, reposição salarial e as constantes mobilizações do sindicato pelos direitos da categoria.

A iniciativa, realizada através da plataforma Zoom, reuniu, durante dois dias, educadores dos núcleos de Uruguaiana, Ijuí, Santiago, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Cachoeira do Sul, Montenegro e Estrela.

Na ocasião, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, frisou que o CPERS segue discutindo a questão salarial com o governo e alertou para a real intenção do Executivo. “Na última reunião que tivemos com a secretaria da Fazenda ficou claro que o governo não quer atender aos 47,82% que exigimos. Quer, unicamente, pagar o Piso que foi calculado em 31,3%. Inclusive está liderando uma comitiva em Brasília sobre isso”, advertiu.

A presidente do sindicato também chamou atenção para o fato de o governo não incluir os funcionários de escolas em suas falas. “Percebemos que o governo fala em pagar o Piso apenas para os professores. Afirmamos que somos um sindicato que representa os professores e os funcionários de escola. Lutamos por toda a categoria”, garantiu.

A diretora do Departamento dos Aposentados do CPERS, Glaci Weber, ressaltou a importância da realização dos Encontros. “Nossa atividade ocorre em um mês muito importante para a nossa categoria, pois temos o dia do professor e do funcionário de escola, dois segmentos muito importantes para a formação da sociedade”, refletiu.

“Nós temos a clareza de que é extremamente necessário que o Sindicato busque essa aproximação do segmento dos aposentados com as atividades do departamento. Por isso, criamos desde 2014, espaços de debate e de luta com o objetivo de fortalecer nossos aposentados frente aos severos ataques desses governos neoliberais”, explicou a diretora, Alda Bastos Souza.

Alda observou ainda que para deixar a luta dos educadores mais leve, as ações do departamento de cultura, o qual integra, são incluídas aos Encontros. “Os aposentados fazem a resistência e ao mesmo tempo têm atividades culturais para amenizar um pouco da dureza da luta.”

No Dia do Professor, ato defenderá direitos da categoria 

Sobre o programa lançado na última quinta-feira (14) pelo governo, que promete melhorias faraônicas nas escolas, Helenir ressaltou que o objetivo do governador é a eleição. “Ele quer ser presidente, se não conseguir vai tentar o Senado. Pretende usar os milhões que arrecadou em cima dos aposentados para fazer política. Fala da beleza em que vão ficar as escolas e não cita ações para  valorizar dos educadores”, enfatizou.

“São sete anos que estamos com nossos salários congelados, sem falar na Reforma da Previdência que atacou fortemente a todos nós, principalmente os aposentados. A reposição salarial que exigimos trata da nossa dignidade”, acrescentou a diretora Rosane Zan.

Em defesa do IPE público e solidário

Vera Lessês, representante do CPERS no Conselho do IPE e diretora do Departamento de Saúde do CPERS, falou sobre a situação atual do IPE Saúde e a importância da luta para que continue sendo um plano público e solidário. “Esse regime de solidariedade vive sendo ameaçado. Há poucos dias o governo novamente apresentou uma proposta de reestruturação. Quer elevar a contribuição do segurado principal de 3,1% para 3,6% ou taxar por dependentes”, alertou.

“Nós repudiamos qualquer majoração na contribuição para o IPE Saúde. É essencial que todos participem do nosso ato nesta sexta, que iniciará em frente ao Instituto, para mostrarmos que seguimos defendendo o IPE público e solidário”, conclamou.

PEC 32 e as consequências aos aposentados

O advogado da assessoria do CPERS, Marcelo Fagundes, e a secretária de organização (MG) da CNTE, Marilda de Abreu Araújo, explicaram os principais pontos da PEC 32 – Reforma Administrativa e de que forma penalizará os aposentados.

“Termina com a entrada no serviço público através de concurso. Os planos de carreira entrarão em extinção. A grande maioria foi aposentado com paridade, uma conquista que conseguimos através de muita luta. Isso vai acabar”, frisou Fagundes.

“Os aposentados já estão pagando a previdência e se a Reforma Administrativa passar irão pagar ainda mais”, frisou.

Marilda destacou que a PEC 32 traz grandes prejuízos para os aposentados, assim como para os profissionais da ativa e os que ainda ingressarão no serviço público. “Todos vão perder. Não podemos permitir que isso ocorra.”

O risco maior para os aposentados, segundo ela, é o de perderem o IPE. “Não tendo servidores que contribuam, pode ser que o governo diga que é deficitário e queira que vocês paguem mais do que estão pagando”, explicou.

Ela também evidenciou a forte mobilização que está ocorrendo em Brasília, todas as semanas, para pressionar os deputados a votarem contra a PEC 32. “Na última semana conseguimos virar votos de alguns indecisos, mas ainda temos 51 deputados que ainda não definiram os votos ou que são favoráveis a PEC. Nosso papel é estar conversando com eles para que não aprovem a Reforma”, convocou.

Descontos aos aposentados

Fagundes expôs que a Lei Complementar 15.429/2019, aprovada em dezembro de 2019, na Assembleia Legislativa, instituiu novas alíquotas previdenciárias, como o desconto aos aposentados que ganham abaixo do teto do INSS, e adaptou os parâmetros de aposentadoria à Reforma da Previdência (EC 103/2019), do governo Bolsonaro.

No ano passado, o CPERS e a União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG) ingressaram com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn).

Conforme o advogado, a disputa final ocorrerá em Brasília. Por isso, as entidades estão representadas pelo escritório Ayres Britto, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Análise da conjuntura

Os educadores também acompanharam a análise da conjuntura política atual apresentada pelos diretor Amauri Pereira da Rosa e pelo diretor do núcleo de Santiago, Leandro Weiz.

“Temos assistido a um desemprego absurdo que somado ao aumento da cesta básica, luz e gás, prejudica ainda mais a população. Tudo isso é fruto da política neoliberal orquestrada por Leite e Bolsonaro. Precisamos seguir firmes na luta”, destacou Amauri.

Ele ressaltou ainda que os efeitos da PEC 32 irão acabar com o serviço público, atingindo principalmente o acesso à educação e à saúde justamente aos que mais necessitam.

“Denunciamos os ataques desde o golpe de 2016, principalmente a Reforma Trabalhista, que retirou direitos históricos dos trabalhadores. Agora, assistimos aos governos Leite e Bolsonaro orquestrarem diversos ataques. Isso que o governador fez, de cobrar a alíquota dos aposentados, fez com o aval do governo Bolsonaro”, destacou Leandro.

“O governo lançou um plano faraônico para as escolas públicas, mas esqueceu que essa educação é feita por nós. Diz que vai investir milhões em estruturas, mas está na hora de investir e reconhecer quem faz a educação acontecer”, destacou.

Homenagem aos educadores

Além dos debates o Encontro contou também com momento em homenagem aos professores aposentados e aos educadores que partiram em decorrência da Covid-19. O poema , de autoria da professora Cecilia Pagnoncelli Pereira, integra o livro Poesia em Belos Versos, produzido pelo CPERS, e declamado pela professora Bertolina Miotto.

Durante os dias de Encontro, houve a apresentação do coral das educadoras do núcleo de Bento Gonçalves, e a exibição de vídeos de danças protagonizados por elas e também pelas educadoras do núcleo de Uruguaiana.

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No Dia do Professor, educadores foram às ruas exigir o mínimo: respeito, dignidade e valorização profissional.

Nem a chuva e o tempo ruim impediram que centenas de professores e funcionários de escola, de várias regiões do estado, viessem à capital para manifestarem seu repúdio aos ataques de Eduardo Leite e Bolsonaro e exigir a justa reposição salarial de 47,82%.

A manifestação iniciou com a defesa de um IPE público e solidário. Em frente ao prédio da autarquia, a categoria denunciou o fechamento de várias agências do Instituto, principalmente no interior do estado, bem como o descredenciamento de médicos. “É essencial continuarmos a luta pela manutenção dos atendimentos no IPE. Precisamos de um IPE forte, com condições de atender com qualidade a todos os servidores”, frisou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Do local, os educadores seguiram em caminhada até o Palácio Piratini. Abrindo a marcha, um cortejo fúnebre representando a política de morte que o governador Eduardo Leite implementa na educação pública.

Há sete anos, a categoria não recebe nenhum centavo de reposição. O salário já não acompanha a realidade, que é de sucessivos aumentos da cesta básica, do gás, da energia elétrica. O que leva muitos a viver uma situação de miséria.

“A gente vê os preços subindo, faz cálculos e mais cálculos e aí tem que diminuir o que compra porque se não, não tem como sobreviver. Tive que cancelar muitas coisas. Por isso, hoje temos que estar na rua manifestando nossa indignação”, relatou a professora aposentada Gladis Leão, que veio de Uruguaiana para o ato.

 

“Nessa caminhada, temos simbolicamente um caixão para mostrar que é nele que o governador quer colocar a educação. Não vamos permitir. Eduardo Leite precisa valorizar na prática os educadores e a escola pública. Dinheiro tem! Basta priorizar o que importa. Caso contrário, entrará para a história como a pior gestão para a educação pública da história do Rio Grande do Sul”, frisou Helenir.

O vice-presidente do sindicato destacou a importância de, no Dia do Professor, alertar sobre a falta de valorização dos trabalhadores em educação. “Hoje é o dia de mostrarmos ainda mais para o governo que queremos respeito. O CPERS mostra que não abdica de suas lutas históricas em defesa dos professores e funcionários de escola.”

“Infelizmente não temos nada a comemorar, a não ser o amor pela escola pública. A educação e os educadores merecem respeito, salário digno e ações que os valorizem”, pontuou o segundo vice-presidente do CPERS, Edson Garcia.

Suzana Lauermann, secretária-geral da entidade, enfatizou que o ato teve o intuito de alertar a população sobre o que o governo quer fazer com a educação pública. “Com as políticas de estado mínimo, está matando os professores, os funcionários de escola e os educadores aposentados. Seguiremos firmes na luta.”

“Eduardo Leite é insensível, não respeita os educadores e muito menos os valoriza. Quer decretar a morte da educação pública”, destacou a diretora Carla Cassais.

Para a diretora Vera Lessês, o dia é de reflexão e de luta. “Na verdade, a educação está em luto há sete anos, que é o tempo de congelamento dos nossos salários e a falta de responsabilidade do governo com a nossa categoria.”

Para o diretor Cássio Ritter, não há outro caminho para mudar a educação a não ser o de valorizar professores e funcionários de escola. “Precisamos urgentemente recuperar nossos salários, que está mais de 50% defasado. Muitos de nós estão na miséria, vivendo de doações. Isso é inadmissível.”

Luta e esperança

Em frente ao Piratini, os educadores encenaram o pacote de maldades de Eduardo Leite pesando nos ombros dos educadores, que eram ameaçados pelo mensageiro da morte. Ao final do ato, para simbolizar a vitória dos professores, funcionários e da educação, o pacote se abre e balões coloridos voaram.

“Somos movidos pela esperança e seguiremos sempre defendendo a educação pública. Viva a educação!”, comemorou Helenir.

“Não adianta o governador vir com um plano megalomaníaco de melhoria das escolas para fazer campanha. A melhor campanha que ele poderia fazer é não pagar um salário vergonhoso a quem faz a educação acontecer”, acrescentou.

Apoio e solidariedade

No local, diversas entidades e parlamentares expuseram o apoio a justa luta dos educadores.

Claudir Nespolo, da CUT ressaltou que os governo só valorizam a educação em época de campanha eleitoral. “Depois começam os ataques. Estamos na luta para que o povo compreenda que o voto tem consequência, muitas já estamos sentindo na pele.”

Solange Carvalho, representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, destacou que Leite segue a mesma política de Bolsonaro. “Temos aqui, o Bolsonaro repaginado. Eduardo leite é o representante do projeto do governo federal.”

Sergio Arnould, presidente da Fessergs destacou a importância dos trabalhadores em educação. “O ensino público é responsável por 90% da educação da população brasileira. É urgente que os educadores sejam valorizados.”

“Muito obrigada a cada um e cada uma por não deixar de acreditar na educação pública e estar aqui hoje. Leite está fazendo parceria com o Instituto Airton Sena, privilegiando a iniciativa privada na educação”, denunciou Neiva Lazzarotto, da Intersindical.

As deputadas Sofia Cavedon (PT) e Luciana Genro (Psol) também manifestaram solidariedade à luta da categoria.

“Esse estado mínimo e conservador não prioriza a educação. Eduardo Leite é o projeto do Bolsonaro no Rio Grande do Sul. Governador confisca o salário dos aposentados, desrespeita a nossa autonomia pedagógica, a nossa dignidade”, enfatizou Sofia.

“Eduardo Leite mente, dinheiro tem. A maior prova disso são os recursos que ele anunciou para a melhoria das escolas. Mas esqueceu do salário de miséria dos educadores”, afirmou Luciana.

Estudantes também participaram do ato para demonstrar que estão ao lado dos educadores.

“Hoje vim prestar minha solidariedade aos professores e funcionários e dizer que nos somamos nessa luta. Quero parabenizar a todos educadores, que são verdadeiros guerreiros. E dizer que nos somamos a luta e não sairemos das ruas até que haja respeito e valorização”, disse Mateus Vicente, estudante da escola Emilio Massot.

Orgulho, respeito e união

Ao finalizar a atividade, a presidente do CPERS, emocionada, expôs seu orgulho em representar, através do sindicato, a todos os trabalhadores em educação. “Não poderia deixar de dizer do meu orgulho de representar pessoas como vocês que não fogem da luta. Que vieram hoje, abaixo de chuva, fortalecer a luta pelo reconhecimento da nossa profissão.”

Helenir também frisou a importância dos funcionários de escola. “Temos que sempre reafirmar aqueles colegas que estão junto conosco no dia a dia, que são os funcionários de escola. Nós temos que dar a mão um para o outro.”

E, por fim, deixou uma mensagem para a categoria. “Educar é amor, educar é construir e isso a gente faz, mesmo diante de todos os ataques. Nós vamos sair dessa praça hoje dizendo: nós acreditamos na educação, lutaremos por ela, por respeito e valorização. Eduardo Leite não chegará à presidência, pois vamos denunciá-lo em todo o Brasil”, afirmou.

 

 

 

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