O CPERS Sindicato torna público o seu apoio e solidariedade ao movimento em defesa do Instituto de Educação General Flores da Cunha (IE), que luta pela conclusão da obra do restauro e pela retomada da sede histórica como escola.

Desde 2016, os estudantes e professores estão longe da estrutura localizada na Av. Osvaldo Aranha 527, em Porto Alegre. O governo do Estado havia se comprometido em concluir a reforma em 18 meses, no entanto a obra está completamente parada há 2 anos. O motivo da interrupção é a Secretaria Estadual de Educação (SEDUC/RS) não cumprir com a sua parte no contrato, com inúmeros atrasos de pagamento.

De forma autoritária e sem qualquer diálogo com a comunidades escolar, o governador Eduardo Leite (PSDB) e a secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, anunciaram um projeto milionário de concessão do Instituto à iniciativa privada, construindo museu e centro tecnológico de formação de professores(as), o qual vai ocupar cerca de 25% da área da instituição. Será um empreendimento privado dentro do espaço da escola, cujos atuais alunos estão espalhados precariamente, desde 2016, por quatro locais diferentes.

O Sindicato repudia veemente a atitude do governador Eduardo Leite de não consultar educadores, estudantes e comunidade escolar e propor um projeto que tem como objetivo colocar uma empresa privada dentro de uma escola pública, abrindo as portas para a privatização.

O CPERS reafirma o compromisso com o IE e destaca seu compromisso na luta com os educadores(as), estudantes, pais e mães para que seja respeitado o projeto elaborado e construído pedagogicamente com comunidade escola: a manutenção deste patrimônio da educação gaúcha como escola pública.

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Com representação dos 42 núcleos de todo o Rio Grande do Sul, mais de 100 conselheiros(as) do CPERS reuniram-se na última sexta-feira (29), para debater os próximos passos da luta unificada contra os ataques dos governos federal e estadual.

Nas propostas aprovadas, o Conselho garantiu o fortalecimento da mobilização pela reposição salarial, pela valorização do salário mínimo regional, pela garantia do reajuste do Piso Nacional do Magistério e contra os descontos e retirada de direitos contínuos do governo Leite (PSDB).

A categoria também reafirmou sua defesa intransigente da vida da comunidade escolar, denunciando a falta de estrutura e segurança sanitária das escolas públicas.

O colegiado ainda definiu o aprofundamento do combate às propostas do governo Bolsonaro e Guedes que tramitam no Congresso Nacional, como a Reforma Administrativa e a PEC dos Precatórios.

“A educação pública tem sido atacada diariamente em nível nacional. Em Brasília, duas PECs de Bolsonaro, a Reforma Administrativa e a PEC 23, tramitam no Congresso e atacam nossos direitos, ameaçando os educadores e a população brasileira”, avalia a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

A presidente do CPERS afirma que no Rio Grande do Sul o cenário segue de descaso absoluto, com o anúncio de mais descontos e o retorno obrigatório às aulas presenciais sem planejamento ou melhorias nas escolas.

“Vamos unificar nossa categoria para o combate permanente à política de morte de Eduardo Leite (PSDB). Já comunicamos ao governo que não aceitaremos mais confisco do nosso salário com o desconto do vale-transporte e queremos reivindicar o ressarcimento dos nossos gastos extras durante a pandemia, assim como fizeram Rio de Janeiro e Espírito Santo” afirmou.

Na ocasião também foram eleitos os membros titulares e suplentes do Conselho Fiscal do CPERS.

Confira as deliberações aprovadas no Conselho Geral

  1. Realizar Ato Público Estadual Unificado com as Centrais Sindicais, no dia 09/11/2021(terça-feira), para pressionar o Governo a Reposição Salarial Já e lutar pelo Cumprimento do Piso Nacional do Magistério e pela Valorização do Salário Mínimo Regional, não desconto do vale transporte, com concentração, a partir das 9h, em frente ao Instituto de Educação e caminhada até o Palácio Piratini;
  2. Realizar Caravana dos membros da Direção Central, durante o mês de novembro, aos 42 Núcleos para debater a eleição de direção de escola e para discutir um calendário de lutas para 2022 e estimular a participação da categoria nas eleições de direção, para evitar que o governo faça indicações das direções de escolas;
  3. Participar das atividades alusivas ao Mês da Consciência Negra organizadas pelo Departamento de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS e da Marcha anual Zumbi-Dandara, fortalecendo as bandeiras de “Fora Bolsonaro” e ” Fora Leite Inimigo da Educação” no dia 20 de novembro, em Porto Alegre. Os núcleos que desejarem participar devem arcar com os custos de transporte;
  4. Denunciar, que em ano eleitoral, o Governo use 56 escolas como modelo, enquanto existem centenas de escolas em situação precária e os/as professores/as e funcionários/as em situação de miserabilidade;
  5. Exigir do Governo verba indenizatória pelas despesas contraídas pela categoria para exercer o seu trabalho durante a pandemia;
  6. Ação na justiça para que o governo apresente os critérios para os descontos nos contracheques e os períodos a que se refere cada desconto;
  7. Decretar NOVEMBRO DE LUTO E LUTA PELA EDUCAÇÃO, o governo quer matar a educação, mas nós não vamos deixar;
  8. Discutir na base da categoria a elaboração de proposta para o Novo Ensino Médio, buscando de ações que contemplem a realidade das Escolas;
  9. Fortalecer a luta contra a alteração dos critérios para pagamento de local do Exercício (Difícil Acesso), pagamento dos dias de greve, avaliação para promoção dos/as funcionários e de professores/as;
  10. Continuar a pressionar os deputados/as contra a PEC 32. SE VOTAR NÃO VOLTA!;
  11. Mobilização com os pais contra a obrigatoriedade do retorno presencial imposta pelo governo no final do ano letivo, com as escolas carentes de professores e funcionários, sem condições de garantir os protocolos de segurança e em algumas regiões do Estado um retorno de aumento de casos;
  12. Diante do Programa Todo Jovem na Escola será preciso novas estratégias para atingir o Governo Leite. Não iremos criticar a “bolsa” e seus adereços, mas apontar que a carência da população é fruto da Política de Eduardo Leite desde o início de seu governo;
  13. Os Núcleos deverão realizar Atos nas CREs visando o desgaste contínuo do governo Eduardo Leite;
  14. Campanha: Não Votem De Novo Em Quem Nos Ataca (Quadro Comparativo: quem nos atacou e como / relato histórico do que avançamos e do que perdemos);
  15. Retrospectiva histórica da participação das mulheres nas lutas contra a retirada de direitos, chamando para o enfrentamento do fascismo e da homofobia;
  16. Continuar com a campanha pela vacinação em massa, nas escolas, insistir com a manutenção de todos os protocolos de segurança;
  17. Lutar pela reabertura das agências do IPE no interior;
  18. Faixas nas Escolas denunciando o descaso do governo Eduardo Leite com a valorização salarial dos Trabalhadores em Educação, destacando o arrocho salarial e defasagem salarial, contrapondo à campanha do governo estadual;
  19. Intensificar a campanha para novos Sócios;
  20. Questionar o governo se os altos cargos (governador, secretários) também tiveram descontos;
  21. Encaminhar ofício ao Presidente do Congresso Nacional solicitando a derrubada do veto presidencial que exigia distribuição gratuita de absorventes;
  22. Fazer uma campanha mais efetiva para desgastar a Secretária de Educação, Raquel Teixeira e o que ela representa como governo, bem como seu papel na parceria público/privada;
  23. Denúncia dos encaminhamentos autoritárias da SEDUC com referência às questões pedagógicas das escolas;
  24. Fortalecer e incentivar a criação de grêmios estudantis nas escolas, bem como elaborar materiais informativos;
  25. Luta pela criação do Piso Salarial para Funcionários de Escola;
  26. Dar continuidade às atividades, intensificando as mobilizações de rua como vigílias, atos na SEDUC, SEFAZ, Assembleia Legislativa e CRES;
  27. Enviar Moção de Apoio ao Instituto de Educação, para que seja respeitado o projeto elaborado pela comunidade;
  28. Realizar Moção de Apoio a resistência organizada pela Associação Memorial Luís Carlos Prestes em Defesa do Memorial LCP, obra arquitetônica do grande arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer que homenageia, unicamente o “Cavaleiro da Esperança”. O projeto foi presenteado por Oscar à cidade de Porto Alegre e construído sem jamais usar recurso público;
  29. Moção de Repúdio ao PL do governo municipal de Rio Grande, prefeito Fábio Branco, de aumento da alíquota da previdência dos servidores públicos e moção de repúdio ao Município de Canoas que retirou direitos dos Servidores Municipais. E contra todos os vereadores que apoiaram a retirada de direitos.

 

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O Novembro Azul é uma campanha que busca a conscientização sobre o câncer de próstata e a importância de cuidados integrais com a saúde de pessoas com próstata. O IPE Saúde integra-se à causa com a proposta de isenção de coparticipação de consulta com os médicos urologistas credenciados durante o mês de novembro para usuários com 50 anos ou mais. Para quem se enquadra nos critérios elencados, basta procurar um médico credenciado da rede IPE Saúde – a isenção é garantida automaticamente (válido uma consulta por pessoa). A ação poderá beneficiar diretamente cerca de 175 mil segurados.

A média anual de consultas na especialidade de Urologia pelo IPE Saúde entre os anos de 2017 e 2019 oscilava entre cerca de  59 e 61 mil. No ano de 2020, contudo, observou-se uma queda de cerca de 25% na procura, com apenas 45.704 consultas realizadas. A ideia é incentivar a procura por profissionais e cuidados com a saúde com regularidade, ao longo de todo ano, para otimização da prevenção, em especial ao diagnóstico precoce do câncer de próstata.

Uma das maiores dificuldades para a detecção precoce da doença, de modo diverso do que ocorre com outros tipos de câncer, reside na dificuldade dos indivíduos na quebra de paradigma e estigma, o que criou imagem culturalmente errada da integridade da saúde; ou seja, antes mesmo de não realizarem exames preventivos, as pessoas sequer comparecem às consultas médicas.

Segundo dados do Ministério da Saúde, estudos mostram que muitas condições tardiamente diagnosticadas poderiam ser evitadas caso os pacientes realizassem, com regularidade, as medidas de prevenção primária.

Câncer de Próstata

No Brasil, a taxa de incidência do câncer de próstata é maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento. O diagnóstico precoce desse tipo de câncer possibilita melhores resultados no tratamento e deve ser buscado com a investigação de sinais e sintomas como:

·       Dificuldade para urinar

·       Diminuição do jato de urina

·       Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite

·       Sangue na urina

Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico.

O câncer de próstata é detectado pelo toque retal e o exame de sangue para avaliar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico). No entanto, nenhum dos dois exames tem 100% de precisão, e por isso podem ser necessários exames complementares.

Este tipo de câncer é tratado por médicos(as) urologistas. O IPE Saúde conta em sua rede com 245 médicos credenciados nesta especialidade.

Confira o vídeo sobre a campanha:

Informações: Ascom IPE Saúde

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O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quinta-feira (4), por 312 votos a favor e 144 contra, o texto-base do relator Hugo Motta (Republicanos-PB), da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 23/21, em primeiro turno.

Conhecida como PEC dos Precatórios, a norma visa abrir caminho para o governo federal parcelar o pagamento dos precatórios – ação judicial transitada em julgado, ou seja, que não cabe mais recurso -, que deveriam ser pagos pelo governo em dez anos. Desse modo, a PEC 23 vai na contramão de uma decisão do Poder Judiciário.

Segundo o texto aprovado, os precatórios para o pagamento de dívidas da União relativas ao antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), atual Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), deverão ser pagos em três anos, sendo 40% no primeiro ano, 30% no segundo e 30% no terceiro ano.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) se manteve contrária à PEC 23/21: “Ao propor calote aos precatórios federais de grande monta, o governo desrespeita as decisões do Poder Judiciário, afronta os detentores dos precatórios (na maioria estados e municípios) e ataca, mais uma vez, a educação pública”, assegura.

Para concluir a votação da matéria, os deputados precisam analisar e votar os destaques apresentados pelos partidos, que podem ainda mudar trechos da proposta. A sessão poderá ocorrer ainda nesta quinta-feira (4).

Para se tornar PEC, o texto precisa de aprovação do Plenário da Câmara dos Deputados em dois turnos.

Manobra

A votação da PEC 23/21 ocorreu após uma série de tentativas frustradas, pois o governo não conseguiu atingir quórum confortável em plenário e garantir o apoio necessário para aprovar a matéria.

Para viabilizar a votação, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), modificou o regimento interno da Casa, durante a sessão, e editou ato para permitir que parlamentares em missão oficial fossem dispensados do registro biométrico de presença e pudessem votar remotamente.

Cunho eleitoral

Segundo o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago, cerca de R$ 50 bilhões devem ir para o programa Auxílio Brasil e R$ 24 bilhões para ajustar os benefícios vinculados ao salário mínimo.

Desse modo, o governo Bolsonaro pretende pegar um dinheiro que a justiça já determinou que é dos professores para pagar por uma política assistencialista às vésperas de ano eleitoral. O governo propõe um benefício de R$ 400, dos quais R$ 300 sairiam do orçamento do programa Bolsa Família e os outros R$ 100 furariam o teto de gastos, comprometendo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

* Com informações da Agência Brasil

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Nesse sábado (6/11), o Movimento em Defesa do Instituto de Educação General Flores da Cunha realiza Ato em Defesa Pública da instituição, às 15h30, em frente ao local (Av. Osvaldo Aranha, 527, Porto Alegre).

Estão convidados educadores, estudantes, pais, mães, comunidade escolar, entidades educacionais e toda população que luta em defesa da escola pública. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para o descaso do governo de Eduardo Leite (PSDB) com este patrimônio da educação gaúcha.

A luta do movimento é pela conclusão da obra do restauro e pela retomada da sede histórica como escola. Os estudantes estão desde 2016 longe da estrutura da sede, a obra que tinha previsão para ser concluída em 18 meses e está há dois anos completamente parada.

“O governo Leite desrespeita a comunidade ao, sem dialogar, definir o destino da escola que é um patrimônio público e que foi feita para atender milhares de estudantes do Rio Grande do Sul. Basta lembrar que o nosso projeto de restauro é um projeto de escola e não de outra “coisa”. É muito importante a participação de todos e todas para mostrar ao governo do Estado o tamanho da nossa força”, conclama a vice-diretora do escola, Heloiza Rabeno.

Abaixo-assinado em Defesa do IE

O Movimento em Defesa do IE organizado por educadores(as), pais, mães, responsáveis e amigos do Instituto fizeram um abaixo-assinado, que exige do governo a garantia da continuidade do restauro e o retorno da comunidade escolar para o prédio histórico do Instituto.

O abaixo-assinado já contabiliza  quase 8 mil assinaturas e no término da ação será entregue para a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), para o governador e para o Ministério Público.

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*Artigo Anelise Manganelli, economista do Dieese

Só em 2021, a Petrobras reajustou os preços da gasolina 15 vezes e do diesel 12 – o aumento da gasolina na refinaria já acumula no ano 74% e do diesel 64,7%. A pressão dos combustíveis na inflação é dobrada, porque não impacta apenas na hora de abastecer, mas também produtos e serviços pagos, como frete, passagens e alimentos. O INPC/IBGE no acumulado de 12 meses, até setembro de 2021, fechou em 10,78%. Os alimentos não param de subir – a cesta básica, calculada pelo Dieese, em Porto Alegre, aumentou 21,6%, mas a sensação no orçamento é de que esse índice é ainda maior.

A Taxa de desemprego que registrou leve queda com a última divulgação da PNAD/ IBGE (passando de 14,4% para 13,2%), revela cenário dramático para o mercado de trabalho, considerando que: 1. a pesquisa do IBGE mostra que as ocupações que registraram maior crescimento foram justamente as de inserção mais precária, como emprego doméstico e empregados no setor privado, ambos sem carteira, e, crescimento daqueles que trabalham por conta própria; 2. foi observada uma queda generalizada no rendimento real, ou seja, trabalhador do setor público, do privado, doméstico, conta própria, na média, tiveram uma redução no seu rendimento de 10,2% nos últimos 12 meses; 3. isso, sem considerar o efeito da taxa de participação sobre as estatísticas.

Se a taxa de participação (pessoas na busca ativa por trabalho) não tivesse caído (porque muitas pessoas deixaram de procurar emprego durante a pandemia), a taxa de desemprego estaria em torno de 20%, e, portanto, a preocupação hoje, precisa ser empregar 20 milhões de pessoas e não 13 mi.

Gastar mais, consumindo igual

Trabalhar com uma renda menor tem impacto direto na vida das pessoas, pois a sensação que se tem é de “gastar mais, consumindo igual”. Estar entre os que menos ganham, significa inflação maior, uma vez que na sua cesta de consumo participam mais produtos que registram maiores aumentos, como o caso dos alimentos. Além disso, a inflação não mede, por exemplo, despesas com taxas de juros de cartão de crédito, financiamento -, endividamento que cresceu na pandemia – um conjunto de ocorrências que impactam  direto no bolso.

Trabalhadores no setor de serviços são os que estão com a maior dificuldade em conseguir reposição, sendo esse o setor que mais emprega no Brasil. De acordo com o acompanhamento das negociações salariais, organizado pelo Dieese, de 2020 para cá 61,1% dos trabalhadores não têm conseguido repor a inflação, na indústria 36,4%, comércio 33,8%.

Quanto mais inflação, maior é a dificuldade na negociação entre trabalhador e empregador. Mesmo que inflação fosse zero a maioria dos brasileiros já teria grande dificuldade para fazer frente ao custo de vida, com o quadro atual a situação fica mais grave. Afinal de contas, o salário-mínimo necessário, calculado pelo Dieese, deveria ser equivalente a R$ 5.657,66, valor que corresponde a 5,14 vezes o piso nacional atual, de R$ 1.100,00.

Inflação, desemprego e a fila do osso

A combinação de inflação alta e desemprego é desumana. Fila do osso, famílias inteiras vivendo nas calçadas, mães vasculhando comida no caminhão de lixo – em um país onde o agronegócio pesa mais de um quarto do PIB, como isso é possível?

A equipe econômica vem defendendo que precisa aumentar o juro para combater a inflação. No último anúncio do Banco Central no dia 27 de outubro novamente a taxa Selic foi elevada, atingindo 7,75% ao ano. Aumentar a Selic significa encarecer os custos do crédito, fazendo com que  empresas e consumidores gastem menos (redução no consumo), os financiamentos ficam ainda mais caros e estimula a poupar – dinheiro sendo remunerado a uma taxa de juros maior. Resultado: esfria a economia, dificulta retomada nos investimentos produtivos e, por sua vez, a geração de emprego.

É uma medida que não tem resultado imediato e no contexto atual é completamente equivocada, pois o consumo está estagnado, não se trata de uma inflação de demanda e, sim, de custos.

A inflação cresce sob influência da pandemia (que afetou os arranjos produtivos); commodities caras (soja, petróleo, trigo, milho, minério de ferro) – que se desdobram por toda a cadeia de formação de preço; alta nos preços administrados (como tarifa de energia); e dólar caro – o real perdeu valor em relação ao dólar, produtos e insumos importados ficaram mais caros, e tudo isso é repassado para os preços, empurrando a inflação para cima.

Bom para estrangeiros

O governo aposta que juros mais altos tornam o investimento na renda fixa mais atraente para os estrangeiros. Na teoria isso faz com que tenhamos uma maior entrada de dólares no país, a moeda estadunidense torna-se abundante no mercado e seu preço tende a cair.  Contudo, o custo disso é alto, elevar juros significa também aumentar a despesa pública – o gasto anual, só com juros da dívida, gira em torno de 5% do PIB.

Isso significa transferir mais dinheiro ao setor financeiro, que é quem detém títulos da dívida pública. A Instituição Fiscal Independente (IFI) tem estudo indicando que ao elevar a Selic em 1% corresponde a R$ 53 bilhões a mais no pagamento de juros. Ou seja, só com o último anúncio do aumento da Selic, 75 bilhões de reais do contribuinte foram para o bolso dos magnatas, no ano já ultrapassa 200 bilhões de despesa adicional, e sem qualquer contratempo, afinal de contas, o teto de gastos, exclui os gastos do governo com o pagamento dos juros e amortização da dívida pública.

Por outro lado, o Auxílio Brasil – programa que vai substituir o Bolsa Família, enfrentou longa resistência em função do teto, isso que se trata de valor inferior ao custo de uma cesta básica individual e, no agregado, se chegar a 14,6 milhões de famílias, custará menos de 70 bilhões/ano.

Embora não seja novidade para quem já enxergou o caráter dos setores dominantes brasileiros, essa semana a imprensa divulgou áudio que demonstra o absurdo conflito de interesses – quando o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto,  solicita aconselhamento com dono de banco que ganha dinheiro com determinação e flutuação da taxa Selic – determinada pelo Bacen.

Repasse aos rentistas

A opção adotada pela máfia que está no comando é desaquecer a economia, levar o PIB de 2022 a zero, dificultar a geração de emprego e repassar recursos aos rentistas. Isso tendo a opção de fazer política fiscal – já que toda vez que o governo faz um gasto público, isso se transforma em renda para quem recebe esse gasto, uma empreiteira, um professor ou um policial.

O governo tem a possibilidade de atuar na inflação dos combustíveis recuando da absurda Política de Preços de Paridade de Importação (PPI), mas opta por mantê-la garantindo lucro recorde para Petrobrás fazendo a alegria dos acionistas. Em 2021 foi distribuído lucro de 63 bilhões (23 bi destinado para grupos de controle – governo federal, BNDES; 26 bi para investidores não brasileiros e 14 bi para investidores brasileiros), com gasolina a R$ 8 reais para o povo e tendência de aumento. Enquanto uns choram, outros vendem lenço!

Assim, poderia também atenuar a insegurança alimentar, inflação dos alimentos, com restaurantes populares, compras institucionais que não vem sendo cumpridas, mercados alimentares populares, remodelagem do Programa de alimentação do trabalhador (PAT), controle de estoques públicos de alimentos para momentos de escassez, via Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e tantas outras iniciativas, mas, claramente, renunciou a qualquer alternativa em nome dos interesses que representa.

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Na tarde desta quinta-feira (28), no Dia do Servidor Público, uma comitiva da direção do CPERS reuniu-se com representantes da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) para tratar dos descontos nos contracheques da categoria.

Na presença do sub- secretário do Tesouro, Bruno Jatene e da diretora do departamento de Recursos Humanos da Secretaria Estadual da Educação (Seduc), Cleusa Flesch, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, comunicou que o sindicato contestará na justiça o desconto do auxílio transporte de 2020.

“Sobre os descontos de 2020, os professores receberam seus salários e gastaram com suas despesas, além de diversos funcionários que sempre estiveram presencialmente nas escolas. Nós não aceitaremos os descontos no auxílio transporte, sendo prejudicados mais uma vez pela devido a falta de atenção do governo. Vamos contestar na justiça”, afirmou Helenir.

Jatene disse que levará a posição do sindicato para a instância política.

Helenir também apresentou a reivindicação de indenização dos gastos que os educadores tiveram com o teletrabalho, durante a pandemia.

A direção do sindicato já solicitou audiência com a secretária de educação, Raquel Teixeira, para apresentar o pedido de pagamento de indenização aos educadores que precisaram tirar dinheiro do próprio bolso para investir em equipamentos que possibilitassem a realização das aulas online, durante a pandemia. Além de gastos com luz, água e internet e jornada de trabalho ampliada não remunerada.

“Também temos as horas extras deste período. Queremos discutir de que forma o governo vai pagar essa indenização. Outros estados como o Rio de Janeiro já aplicaram iniciativas como esta. Segundo dados do DIEESE, o Estado economizou pelo menos 122 milhões com diversas rubricas de folha de pagamento, durante a pandemia, enquanto o trabalhador  teve aumento dos gastos. relatou.

Pesquisa da FGV sobre o custo do Home Office apurou que 35% das despesas no orçamento familiar sofreram impacto com o trabalho
remoto, ficando 25% mais caras em 2020.

Raphael Chlaem, da assessoria jurídica do CPERS, destacou que os prejuízos vão se acumulando na vida da categoria. “E agora, com aulas presenciais, os educadores indo para as escolas, gastando vale-transporte, terão descontos?”, questionou.

Cleusa afirmou que irá solicitar que a secretária Raquel que receba o CPERS para debater a questão.

Também participaram da reunião, os diretores do CPERS, Amauri Pereira da Rosa e Vera Lêsses, a coordenadora do Serviço de Atendimento ao Sócio do CPERS, Rejane Maria Pereira, os técnicos do Tesouro, Luiz Henrique Siqueira e Delmiro Marquezotti e o representante da chefia da divisão de gestão da folha de pagamento, Bruno Mallmann.

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A Direção Central do CPERS informa que nos dias 1º e 2 de novembro o atendimento na área administrativa da sede do Sindicato, em Porto Alegre, estará suspenso em razão do Feriado de Finados.

Comunicamos que o alojamento e a portaria funcionarão normalmente.

Na quarta-feira, dia 3, o expediente retorna normalmente para os atendimentos presenciais e remotos.

A cantina da sede estará fechada durante o feriado voltando às suas atividades na quarta-feira, dia 3, às 8h.

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Ao invés de comemoração, luta. Para marcar o Dia do Servidor Público, celebrado nesta quinta-feira (28), o CPERS e demais representantes da Frente dos Servidores (FSP) foram às ruas denunciar os ataques aos direitos do funcionalismo e dizer não à PEC 32 – Reforma Administrativa.

O ato, que iniciou em frente ao Palácio Piratini e após seguiu para o Paço Municipal, reuniu representantes de diversas entidades do funcionalismo público.

A mobilização advertiu a população sobre as sérias consequências que a PEC, caso aprovada. A proposta atingirá especialmente a população que mais precisa dos serviços públicos, principalmente nas áreas da educação e da saúde.

Em suas manifestações, os servidores destacaram que o governador Eduardo Leite (PSDB) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) seguem a mesma cartilha, que visa a implementação das políticas de estado mínimo.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, parabenizou a todos(as) os(as) servidores(as) pela data e saudou aos educadores que vieram do interior do estado para participar da mobilização.

Sobre a PEC 32 salientou a importância da luta dos servidores para impedir a aprovação. “Mesmo com Bolsonaro oferecendo 20 milhões a cada deputado, ainda não conseguiu os votos necessários. E se depender de nós, não vai conseguir. Continuaremos nas ruas até que essa PEC seja reprovada.”

Helenir também frisou a sintonia entre Bolsonaro, Leite e o prefeito Sebastião Melo (MDB) e salientou a importância de barrar a retirada os ataques orquestrados por eles. “O que estamos passando é consequência de erro de voto. Não podemos aceitar com naturalidade o ponto em que chegamos, com pessoas assaltando caminhão de lixo para se alimentarem”, alertou.

A diretora do CPERS, Juçara Borges, chamou a atenção para as dificuldades que os educadores enfrentam devido aos sete anos de arrocho salarial. “Os funcionários de escola têm um salário base de R$ 620,72. Não cobre nem o custo da cesta básica, que na capital é de R$ 672,39.”

O sindicato protocolou junto à Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa uma proposta de emenda ao texto da Lei Orçamentária Anual (LOA), enviado pelo governo Leite à Assembleia. A emenda busca inserir a recomposição salarial de 47,82% para os servidores ativos, inativos e pensionistas na previsão orçamentária de 2022.

Após o ato em frente ao Piratini, os manifestantes seguiram em caminhada até a prefeitura para unificarem a luta com os servidores municipais.

Unidade na luta

O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, conclamou a unidade de todos os segmentos da sociedade. “Mais do que nunca a unidade dos diferentes segmentos tem colocado nas ruas um poderoso movimento contra os atos do governo federal. Bolsonaro tem destruído o presente e o futuro da população. É urgente exigirmos seu impeachment.”

“Eduardo Leite tem massacrado os servidores, especialmente da educação e da saúde. Ao mesmo tempo temos um governo federal comandado por um genocida. A CPI mostrou que Bolsonaro cometeu crimes contra a humanidade. Ele é o responsável pelas mortes de mais de 600 mil brasileiros”, destacou a deputada Luciana Genro (PSOL).

A deputada Sofia Cavedon (PT) enfatizou a necessidade da luta contínua contra a destruição dos direitos do funcionalismo e dos serviços públicos. “Esse país está sendo saqueado. Melo, Leite e Bolsonaro não cansam de nos atacar. Quando nos atacam, atingem aqueles que mais precisam dos serviços que prestamos.”

“Bolsonaro tem seu representante estadual aqui no Piratini. E o governador tem sua representação no paço municipal. Todos defendem o projeto neoliberal, que na prática é o fascismo. Agora é o momento exato de lutarmos contra isso”, disse o vereador Pedro Ruas (PSOL).

Jeferson Fernandes, deputado pelo PT, destacou que o corte de direitos historicamente conquistados como a retirada do plano de carreira do magistério estadual, é um projeto desumano. “É um projeto cruel. Eduardo Leite é o Bolsonaro de sapatênis. Estamos juntos na resistência pelos direitos dos trabalhadores e pela preservação dos serviços públicos.”

A manifestação encerrou em frente ao paço municipal cm todos entoando os parabéns a todo o funcionalismo e exigindo a saída do presidente.

 

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Uma das escolas mais antigas da capital, com 152 anos de história, o Instituto de Educação General Flores da Cunha, localizado na Avenida Osvaldo Aranha, em Porto Alegre, passa pelo momento mais crítico de toda a sua trajetória.

Desassistidos pelo governo, ainda em 2016, os estudantes foram obrigados a migrar para quatro espaços diferentes para a realização da reforma da escola. O governo havia prometido devolver o prédio em 18 meses, mas já se passaram cinco anos.

Agora, a instituição de ensino é atacada novamente. Sem qualquer diálogo com a comunidades escolar, o governo Eduardo Leite (PSDB) anunciou, em live, um projeto megalomaníaco de construir museu privado, nos moldes do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e de um centro tecnológico de formação de professores(as) dentro da escola.

O CPERS visitou, na manhã desta quarta-feira (27), um dos quatro complexos cedidos pelo governo, situado na Rua José Bonifácio, 497, que atende os anos iniciais do ensino fundamental do IE.

Descaso, desrespeito, desvalorização, indignação e abandono. Esses são os sentimentos de toda a comunidade.

“Saímos há cinco anos do nosso prédio para o restauro. Mas o nosso retorno estava garantido após 18 meses. Em  30 de setembro de 2019, a segunda empresa contratada parou, não pagava, eram atrasos e atrasos. O Estado não cumpriu contrato mesmo a firma cumprindo o seu cronograma de obra. Ninguém trabalha sem receber”, destaca a vice-diretora da escola, Heloiza Rabeno.

Com o objetivo de levar apoio e solidariedade aos educadores(as) e estudantes, a presidente Helenir Aguiar Schürer afirmou que o Sindicato está acompanhando intensamente todas as ações que envolvem a escola, que incluem a reforma, a conservação e também, agora, o projeto do governo Leite de construir um museu privado e de um centro tecnológico de formação de professores(as) dentro da instituição.

“Há uma grande possibilidade do governo colocar uma empresa privada dentro do Instituto e nós somos totalmente contrários. Estamos apoiando a comunidade do Instituto, porque escola pública é o tema mais marcante neste momento de tanto ataque ao serviço público. A manutenção da instituição pública é fundamental neste momento”, destacou.

Helenir também ressaltou que o CPERS está à disposição da escola. “Estamos juntos nessa luta. Estamos acompanhando, estamos juntos nas fileiras de resistência de toda a comunidade do Instituto. Qualquer coisa que precisar, podem nos procurar”, destacou.

A vice-diretora Heloiza conta que a escola atendia 2 mil alunos. Com a mudança para as outras unidades, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) orientou que não recebessem mais matrículas. “Então, nós tínhamos que estar reduzindo o número de alunos, pois não poderíamos abarcar todos esses estudantes que desejam estudar no Instituto”, afirma.

Dos 50 anos no Magistério, 21 Heloiza atua no Instituto. Ela desabafa sobre o sentimento de repulsa pela situação dramática que a escola enfrenta.

“Meu sentimento é enorme de indignação. É uma falta de respeito, de consideração com toda a comunidade escolar. Eu gostaria muito que o governo olhasse para o nosso projeto de escola, o nosso projeto é realmente para uma escola que já teve 3.500 alunos e nós podemos resgatar dada a localização desse prédio”, destaca a vice-diretora.

O empreendimento anunciado por Leite e a Secretária de Educação, Raquel Teixeira, ocuparia cerca de 25% da área construída pelo Instituto. A expectativa é de que a primeira fase de implementação seja iniciada já no primeiro semestre do próximo ano.

Para o projeto milionário, o governador anunciou recursos de R$ 59,3 milhões no orçamento de 2022 para a conclusão da reforma do prédio, implantação do museu e dos centros de formação. Só para concluir a reforma capaz de abrigar o museu serão R$ 25 milhões.

“Ele deu um novo destino para a escola como se aqui estivesse abandonado, sem projeto nenhum. Vai descaracterizar o projeto que a gente fez, teria que fazer um novo projeto. Esse espaço do museu não foi nos mostrado, mas a área que a secretária fala é muito grande e nós temos todas as áreas preenchidas em nosso projeto”, explica Maria da Graça Ghiggi, membro da Comissão do Restauro do Instituto e mãe de ex-alunos.

“Nosso projeto foi construído com a comunidade escolar. Esse projeto de restauro tem um sentido, com laboratório de química, física, português, ginásio, auditório, biblioteca, sala cultural, museu. Para uma  escola com dinâmica e movimento muito grande. O nosso projeto é sim de uma escola pública. Pensando em oferecer o melhor para os nossos estudantes”, defende a vice-diretora Heloiza.

Maria da Graça conta que após a live de Eduardo Leite foi feita uma reunião online com a Secretária de Educação .

“Ela nos disse, vocês me desculpem mas eu não sabia que ali tinha uma escola em funcionamento. Eu passei na frente do prédio com o meu motorista e ele que me disse que ali era uma escola que formou lideres. Ela nos disse que desceu do carro e ficou encantada com o prédio e pensou que ali poderia fazer o seu projeto. Se eu soubesse que lá tinha uma escola, uma direção eu tinha chamado para conversar ”, explica Graça.

“Meu sentimento nesse momento é de descredito, uma falta de consideração com a educação no Estado, a educação dos nossos jovens, dos nossos estudantes. Tu acha que uma escola com toda modernidade, funcionando para os estudantes, num ponto central como o Farroupilha, bem estruturada, composta de professores e funcionários para prover isso. Tu acha que não teria alunos querendo estudar ali. Eu acho que a melhor busca e aplicação do dinheiro é pra isso, e não ficar buscando tecnologicamente por plataformas e outros programas. Temos que pensar em nossos estudantes no agora”, reforça Maria da Graça.

Estudantes, pais e comunidade escolar em defesa do Instituto de Educação

Luciana Assis Brasil, mãe do estudante João Pedro, 13 anos, do 7º ano, e presidente do Circulo de Pais e Mestres (CPM), relata que a luta pela escola é constante e que a comunidade está engajada para mudar essa realidade momentânea da instituição.

“Ficamos desgastados, porque estamos nessa luta um bom tempo. Primeiro era pela reforma que o prédio que estava precisando, precisava de um restauro. Nos fizeram uma promessa de 18 meses. E isso nunca aconteceu, a gente nunca mais voltou e agora vem a notícia que o prédio pode ter outro fim. E a comunidade escolar é completamente ignorada, desprezada e não querem nem saber de conversar conosco. Não sabemos se toda a comunidade volta, com o projeto do governo,  e  queremos que todos estudantes voltem”, reforça Luciana.

Pais, mães, responsáveis e amigos do IE fizeram um movimento em defesa da escola. Trata-se de um abaixo-assinado, que exige do governo a garantia da continuidade do restauro e o retorno da comunidade escolar para o prédio histórico do Instituto.

“Estamos com com quase 7 mil assinaturas. A nossa intenção é ter uma reunião com a secretária ou até com o governador e levar até eles essa assinaturas e até o Ministério Público. Estamos engajados nessa luta, e iremos lutar até o fim”, destaca Luciana.

“É muito triste, dói bastante no coração. Eu fiquei somente meio ano lá no prédio da Osvaldo Aranha. E quando a gente teve que sair de lá, eu estava perdendo a minha segunda casa. É triste, é um descaso com a gente como ser humano e como cidadão de Porto Alegre”, desabafa Laura Gomes Oliveira de Souza, 16 anos, estudante do 1º ano do ensino médio e do magistério.

Laura ainda destaca a insatisfação com o governo de Eduardo Leite. “É um descaso muito grande com os funcionários públicos, com os professores, com a escola, com os alunos  e com o funcionalismo que é muito importante para o Rio Grande do Sul. É deprimente ver tudo o que está acontecendo em nosso Estado.”

Mas apesar da estudante ver toda a desvalorização dos professores no Rio Grande do Sul, com salários congelados há 7 anos, mesmo assim Laura sonha em ser professora e poder colocar em prática essa linda e necessária profissão.

“Eu acredito que a educação transforma as pessoas. Na sala de aula é possível fazer qualquer coisa. Tu me ensina qualquer coisa, tu cria, tu transforma as pessoas dentro da sala de aula. Isso me fascina”, conclui a futura professora.

Ato Público em Defesa do IE

No dia 6 de novembro, o Instituto realizará um Ato Público com a comunidades escolar, estudantes, pais, educadores e convidados de diversas entidades.

A mobilização acontecerá às 15h30, em frente à escola. O objetivo é chamar atenção da sociedade para o descaso do governo Leite  com a instituição.

“Todos educadores de Porto Alegre estão convidados a participar desta importante mobilização, que visa a defesa do Instituto de Educação, e também a defesa da Educação Pública”, destaca Helenir.

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