Nesta quinta-feira (11), às 10h, a Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa do RS vai realizar audiência pública sobre a reposição salarial dos educadores(as), funcionários(as) de escola e aposentados(as).

O encontro, de iniciativa da deputada estadual Sofia Cavedon (PT), será no modo híbrido com participação presencial no Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa, e pela internet através do link:

Na entrada do Teatro estará a exposição “A Educação exige Respeito!”. A exposição mostra a realidade desafiadora de 21 escolas da rede estadual de Educação.

A audiência pública será realizada em conjunto entre as Comissões de Educação e a de Segurança e Serviços Públicos e será transmitida pelo canal do youtube da TV AL: https://www.youtube.com/user/tvalrs

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A partir desta quinta-feira (11), o CPERS pega a estrada e dá início a Caravana por #ReposiçãoJá para professores e funcionários de escola.  A direção central do sindicato irá percorrer o Estado denunciando os ataques de Eduardo Leite (PSDB) à educação pública e o sucateamento das escolas gaúchas.

Até o dia 26 de novembro, diferentes comitivas do Sindicato irão percorrer todas as 9 regiões funcionais do Rio Grande do Sul.

“Vamos mostrar a realidade de quem está no chão da escola e fortalecer a nossa luta pela justa reposição salarial para toda a categoria”, afirma a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Sem reajuste desde novembro de 2014, os profissionais da rede estadual amargam perdas que equivalem à redução de quase metade do salário.

A significativa diminuição do poder aquisitivo é ainda mais grave quando se considera a alta nos preços de produtos e serviços essenciais, como gás de cozinha, luz e alimentos.

Além da defasagem, os educadores amargam as consequências de retiradas de direitos, redução de adicionais e descontos.

Fiscalização e denúncia da falta de estrutura das escolas públicas

A Caravana também atuará na fiscalização da situação das escolas. Muitas não têm estrutura adequada nem profissionais suficientes para atender a todos os alunos de forma presencial.

O Decreto 56.17, emitido pelo governo estadual no último dia 29, torna obrigatório o retorno às aulas presenciais.

O sindicato cobrará condições de segurança nas instituições de ensino, acesso à testagem gratuita e seguirá acompanhando os índices do quadro epidemiológico estadual para reivindicar a adoção de medidas sanitárias de abrangência regional ou estadual.

“Estamos no limite. O que pedimos é o mínimo: que o governo leve a educação a sério, valorize os educadores e dê condições para que todas as escolas tenham a segurança sanitária que o momento exige”, destaca Helenir.

O CPERS lançou um canal de comunicação para que a comunidade escolar denuncie casos problemáticos neste retorno presencial. Acesse neste link:

Fique atento(a) ao calendário da Caravana, mobilize-se e participe.

11/11 | Quinta-feira
Porto Alegre

12/11 | Sexta-feira
Porto Alegre

17/11 | Quarta-feira
Uruguaiana
Santa Rosa
Santiago
Canoas
Lagoa Vermelha
Caxias do Sul
Montenegro
Erechim

18/11 | Quinta-feira

Alegrete
Três de Maio
Santa Maria
Gravataí
Vacaria
Bento Gonçalves
São Leopoldo
Passo Fundo

19/11 | Sexta-feira

Santana do Livramento
Três Passos
Santa Cruz
Guaíba
Guaporé
Estrela
Taquara
Soledade

24/11 | Quarta-feira

Frederico Westphalen
São Borja
Cruz Alta
Bagé
Rio Grande
Porto Alegre
Osório

25/11 | Quinta-feira

Palmeira das Missões
São Luiz Gonzaga
Ijuí
São Gabriel
Pelotas
Porto Alegre
Osório

26/11 | Sexta-feira

Carazinho
Cerro Largo
Santo Ângelo
Cachoeira do Sul
Camaquã
Porto Alegre
Osório

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Na manhã desta terça-feira (9/11), educadores de todo estado realizaram marcha pelas ruas da capital para exigir a reposição de 47,82%, o fim dos descontos nos contracheques e segurança sanitária nas escolas.

A manifestação iniciou em frente ao Instituto de Educação General Flores da Cunha (IE) para cobrar do governo a conclusão da obra e o respeito ao projeto decidido pela comunidade escolar.

A professora Maria Aparecida relatou a surpresa ao saber que parte da escola abrigará um museu. “Há 5 anos saímos daqui com a promessa de um restauro e da devolução em plenas condições para a comunidade escolar. O governo não garante o retorno da comunidade escolar para a sua casa.”

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, lembrou que o Instituto é referência na formação de professores. “Simbolicamente saímos daqui da frente para destacar a importância desta instituição e o descaso do governo, que não garante o retorno da comunidade escolar.”

Durante a abertura do ato, a presidente do CPERS Helenir Aguiar Schürer manifestou seu apoio à comunidade do IE e reforçou a urgência da valorização salarial dos trabalhadores(as) da educação. “O nosso salário está extremamente defasado. Queremos reposição já para toda a categoria: professores(as), funcionários(as) e aposentados(as). 90% dos piores salários do Rio Grande do Sul são de servidores de escolas. É desumano receberem R$ 620,00”, destacou.

Do local, os manifestantes saíram em marcha até o Palácio Piratini onde uniram-se aos representantes das centrais sindicais que reivindicavam o reajuste de 10,3% para o salário mínimo regional.

“O CPERS marcha com convicção porque a luta é justa. São sete anos de omissão. Um terrorismo que atinge a sobrevivência dos educadores(as) e acaba com os sonhos dos nossos alunos”, destacou o vice-presidente do CPERS, Alex Saratt.

Diante da casa do governo, a categoria reafirmou a necessidade urgente de reposição salarial para professores(as) e funcionários(as) de escola.

“Não aguentamos mais tanto descaso. A miséria está grande em nossa categoria. Precisamos urgentemente desse reajuste”, enfatizou o diretor Cássio Ritter.

A diretora Alda Bastos Souza, ressaltou a importância de seguir pressionando o governo pela valorização da categoria. “O governador precisa olhar para os professores e funcionários de escola e perceber as dificuldades que estão tendo para sobreviver. Nossa reposição é justa.”

A diretora Carla Cassais frisou que para se ter uma educação de qualidade é necessário que haja investimentos na valorização dos educadores e na estrutura de todas as escolas. “ O governo fala em reformar apenas 56 escolas que, na verdade, vão servir para ele usar no programa eleitoral, pois quer ser presidente. Enquanto isso, deixa os professores e funcionários de escola na miséria.”

“Temos que ser contemplados na Lei Orçamentária Anual para receber o que temos direito. Queremos o ressarcimento pelos gastos que tivemos, pois retirou dinheiro do nosso salário, defasado há sete anos”, observou a diretora Suzana Lauermann.

Nem um desconto a mais e ressarcimento dos gastos extras durante a pandemia

Sem reposição e com os descontos contínuos do governo, os educadores trouxeram estudo do DIEESE sobre suas perdas durante o trabalho remoto.

Ao chegarem em frente ao Palácio Piratini, representantes da direção central do CPERS entregaram ao chefe de gabinete da Casa Civil, Jonatan Brönstrup, e aos(as) deputados(as) uma minuta de Projeto de Lei (PL) pelo ressarcimento dos gastos extras que os(as) educadores(as) tiveram com o trabalho remoto durante a pandemia.

Após os diretores realizarem a entrega, grupos de professores e funcionários visitaram os gabinetes dos(as) deputados(as) para cobrar o compromisso com a proposição do Sindicato. “Vamos pedir que apoiem a nossa proposta e se comprometam a enviar para a votação na Assembleia Legislativa”, frisou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Na proposta, o CPERS ressalta que o Estado economizou com o trabalho remoto dos servidores. Conforme análise feita pelo Dieese, considerando os gastos de luz, água e transporte a redução para o Executivo foi de R$ 242 milhões .

As despesas ligadas ao trabalho remoto chegam a representar 35% do orçamento familiar, conforme análise do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O levantamento também aponta que trabalhar em casa pode provocar um salto nos gastos de 25% e que os preços de artigos para escritório, por exemplo, aumentaram até 20 vezes, em 2020, devido à pandemia.

Pesquisa do Sinpro/RS sobre as condições do trabalho remoto dos professores, indicou que a aquisição de computadores, smartphones e mobiliário teve o maior peso no desembolso dos docentes, em média R$ 3.143,02.

Pedido de Audiência com secretária de Educação e governador do Estado

Com o ato finalizado, fica a reivindicação de audiência com a secretária Raquel Teixeira e com o governador Eduardo Leite (PSDB) sobre as pautas da educação: retorno obrigatório, sucateamento das escolas, novo ensino médio e valorização dos trabalhadores.

O Sindicato aguarda ser recebido pelos gestores que até o momento preferem seguir sem ouvir as necessidades da categoria.

 

 

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Com menos de um mês para o final do ano letivo, o CPERS Sindicato se posiciona contrário a obrigatoriedade do retorno presencial, anunciada pelo governo Leite na última semana.

A ação do governo do Estado foi realizada sem diálogo e planejamento com a comunidade escolar, sem universalização da vacinação para crianças menores de 12 anos e sem um plano de melhorias em infraestrutura nas escolas públicas.

Após grande pressão, o decreto publicado no dia 29 de outubro, prevê a permanência no regime híbrido ou virtual aos alunos que, por razões médicas comprovadas mediante a apresentação de atestado, não possam retornar integral ou parcialmente ao regime presencial e o revezamento dos estudantes em instituições que não tiverem condições de garantir o distanciamento mínimo de 1 metro entre os estudantes no espaço físico do ambiente escolar.

Atuaremos na fiscalização, cobrando condições de segurança nas instituições de ensino, acesso à testagem gratuita e acompanhando os índices do quadro epidemiológico estadual para reivindicar a adoção de medidas sanitárias de abrangência regional ou estadual.

Em novembro, realizaremos caravana por todo o Rio Grande do Sul com o objetivo de denunciar a falta de estrutura da grande maioria das escolas públicas gaúchas.

Lançamos este canal de comunicação para que a comunidade escolar denuncie casos problemáticos neste retorno presencial, participe!

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Nesta terça-feira (9),  educadores de diversas regiões do estado realizam ato público estadual para exigir reposição salarial, manutenção dos protocolos de segurança nas escolas e o fim dos descontos nos contracheques.

A concentração será às 9h, em frente ao Instituto de Educação General Flores da Cunha (Osvaldo Aranha, 527). Do local, a categoria seguirá em caminhada até o Palácio Piratini.

São sete anos sem nenhum centavo de reajuste, deixando os educadores em situação de miserabilidade. Como se não bastasse, o governo Eduardo Leite (PSDB) segue realizando incontáveis descontos nos contracheques.

“Faremos uma forte pressão para que o governo reserve recursos para pagar nosso reajuste. Também vamos deixar claro que não aceitaremos mais descontos em nossos contracheques. O governo ameaça novamente meter a mão em nossos salários, que já estão esvaziados”, destaca a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Ainda em outubro, o CPERS protocolou junto à Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa uma proposta de emenda ao texto da Lei Orçamentária Anual (LOA), enviado pelo governador.

A emenda busca inserir a recomposição salarial de 47,82% para os servidores ativos, inativos e pensionistas vinculados à rede estadual de ensino, na previsão orçamentária de 2022.

Nesta semana deve ser entregue o parecer do relator da LOA à Comissão de Finanças da Assembleia.

Quanto ao retorno obrigatório das aulas presenciais, que ocorre a partir desta segunda-feira (8), o sindicato exigirá estrutura adequada nas escolas, número suficiente de funcionários e EPIs para cumprir os protocolos sanitários.

 

 

 

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O CPERS manifesta a sua irrestrita solidariedade à professora da rede estadual, Carla de Moura, que, corajosamente, transformou seu pedido de exoneração em ato de denúncia diante do descaso do governo Eduardo Leite (PSDB) aos educadores(as) e à educação pública gaúcha.

Aprovada em primeiro lugar no Programa de Pós-Graduação em História na UFRGS, Carla teve os pedidos de Licença Qualificação Profissional e Licença para Tratar de Interesse Particular negados pela Seduc.

Para seguir sua formação e titulação como doutora, a educadora foi obrigada a se exonerar no mesmo dia em que entregou à escola na qual trabalhava, a EEEF Santa Luzia, 5 mil reais em materiais pedagógicos.

Estes foram comprados com dinheiro de seu projeto, reconhecido como o melhor de Ensino de História do país no Prêmio de Ensino de História Déa Fenelon da Associação Nacional de História (ANPUH).

O que aconteceu com Carla é espelho da destruição programada da escola pública estadual, de um governo cruel e incoerente, que propôs alteração no plano de carreira do magistério afirmando que estaria incentivando a formação continuada de educadores(as), mas nega licença para uma professora fazer o doutorado.

Trata-se, portanto, do aperfeiçoamento de métodos de destruição da coisa pública por meio da implosão de qualquer caminho legal para a qualificação dos profissionais.

Esse triste episódio, denunciado pela professora com dor e indignação, revela muito da verdadeira face de Eduardo Leite (PSDB). O programa “Avança Educação”, lançado com pompas de redenção dos problemas educacionais não passa de mais uma jogada de marketing eleitoreiro de um governador que não possui nenhum compromisso com a educação.

No primeiro semestre de 2020, Leite ainda diminuiu os investimentos em educação de 29,56% para 25,03%.

Ao invés de investir no que é prioridade, o governo Leite massacra educadores(as) e impõe sepultamento da educação pública e o futuro do Rio Grande do Sul.

Professores(as) e funcionários(as) dão o seu melhor para garantir ensino de qualidade. Mas a política de morte de Eduardo Leite (PSDB) coloca educadores(as) na miséria.

Sobrecarregada, endividada e adoecida, a categoria está há sete anos com salários congelados e incontáveis descontos no contracheque.

A rede física da grande maioria das nossas escolas está completamente sucateada, com salas de aula com goteiras, paredes rachadas, infiltrações, janelas e vidros quebrados em decorrência dos violentos cortes de recursos que esse governo impôs.

Na pandemia, educadores(as) foram obrigados a comprar notebooks e internet para cumprir com seu compromisso com a educação, já que nem isso o governo garantiu.

Durante todo esse tempo, mais de 100 professores(as) e funcionários(as) foram vitimados pela covid-19, vidas que poderiam ter sido protegidas se Eduardo Leite (PSDB) não jogasse educadores(as) aos plantões presenciais sem segurança alguma.

A precarização do trabalho e os constantes ataques do governo obrigam profissionais altamente qualificados a desistirem do Magistério. O que Carla viveu não é um fato isolado e precisa ser devidamente esclarecido.

Não existe justificativa plausível em negar licença para tratar de interesse particular. A garantia de formação é um direito dos servidores(as) públicos e deveria ser ainda mais valorizada no caso dos educadores(as).

A Licença Qualificação Profissional e a Licença para Tratar de Interesse Particular são instrumentos que permitem essa formação, mas não servem para nada se o governo seguir barrando a concessão.

O CPERS se soma à denúncia e à pressão diante do desprezo do governo Eduardo Leite (PSDB) com a categoria e a educação pública. Esperamos que a decisão seja revista e revertida. Somos todos(as) Carla!

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O retorno obrigatório às aulas presenciais, a partir de segunda-feira (8), diante do aumento de casos de Covid-19 em Pelotas tem preocupado educadores(as) e famílias. A decisão, imposta pelo Decreto 56.171,  emitido pelo governador Eduardo Leite (PSDB) no último dia 29, desconsidera a realidade de cada escola e o cenário da pandemia na cidade.

No final de outubro, o Gabinete de Crise do Executivo divulgou um aviso para a região, que recebeu a notificação pela segunda semana consecutiva. O aviso integra o Sistema 3As de Monitoramento, com o qual o governo do Estado gerencia a pandemia no Rio Grande do Sul.

Pelotas apresentou piora em alguns indicadores em relação à semana anterior, por isso recebeu novamente a notificação.

O painel Covid estruturado pela prefeitura municipal demonstrava, nesta sexta-feira (5), a ocupação de 57,6% dos 118 leitos hospitalares disponíveis na cidade, 144 casos novos confirmados e dois óbitos.

 

Planos de contingência: escolas estaduais aguardam vistoria

Segundo o diretor do 24º Núcleo (Pelotas), Mauro Rogério da Silva Amaral, muitas escolas estaduais não receberam a aprovação dos Planos de Contingência,  elaborados pelos Comitês Operacionais de Emergência (COEs). “As escolas estaduais, principalmente de Pelotas, não receberam vistoria técnico sanitária para certificação de que estão em conformidade com os protocolos de segurança sanitária”, alerta.

O núcleo solicitou à 5ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) o acesso aos Planos de Contingência e aos pareceres, de aprovação ou não, bem como a data em que foram realizados.

A coordenadora da 5ª CRE, Alice Maria Souza Szezepanski, argumenta que as escolas não têm que receber a aprovação, visto que quem constrói os planos são os COEs das instituições junto com a equipe diretiva. “Não tem como um COE externo fazer essa validação, que é feita à medida que a fiscalização é realizada”, afirma.

Segundo ela, a vigilância sanitária do município é quem tem feito a fiscalização nas escolas.

No entanto, Amaral ressalta que especificamente no município de Pelotas, a vigilância sanitária não fez a fiscalização nas escolas estaduais. “Nós inclusive cobramos isso da prefeitura, mas até agora não ocorreu”, garante.

Quanto a vistoria ser feita pelos COEs das instituições, o diretor esclarece: “entendemos que os COEs das escolas não têm conhecimento técnico sanitário para dizer se os planos de contingência estão em conformidade com as exigências dos protocolos. Por isso seguimos cobrando a vistoria técnica nas escolas estaduais.

Casos são confirmados em escolas

Michele Silveira Azevedo, diretora da escola EEEM Santa Rita conta que na semana passada três estudantes testaram positivo para a Covid e três professores estavam com suspeita de contaminação. “Foi a primeira vez que isso ocorreu conosco. Antes tínhamos casos isolados ou suspeitas que necessitavam de atenção.”

Segundo ela, a obrigatoriedade do retorno presencial está deixando pais e alunos aflitos. Muitos estudantes, ao longo da pandemia, apresentaram problemas psicológicos. “Acredito que será mais um fator de afastamento das comunidades e de desgaste para as gestões. Não será possível a rede de proteção dar conta de todas as crianças que não vão retornar”, avalia.

A diretora da ETE Professora Sylvia Mello, Carla Vargas Bozzato, relata que atualmente há uma professora da escola em isolamento, pois testou positivo para a Covid. “Até o dia 28 de outubro tivemos quatro professores e duas funcionárias esperando resultado do exame e uma professora positivada.”

A instituição não possui funcionários suficientes para seguir as regras previstas no Plano de Contingência. “Mas aos olhos da mantenedora está ok. Nos desdobramos para fazer a higienização dos ambientes e obras que estavam comprometendo a segurança das pessoas”, observa.

A escola também enfrenta problemas na estrutura como rede elétrica deteriorada e muro desmoronando.

A direção do 24º Núcleo reafirma a posição do sindicato, que é contrário ao retorno presencial obrigatório, principalmente diante do aumento considerável de casos de Covid na região. “Temos taxa elevada de contaminação, inclusive com a presença variante Delta e falta de recursos humanos para cumprir os protocolos de segurança sanitária”, salienta Amaral.

Famílias repudiam decreto 

O Decreto do Executivo permite que apenas alunos que apresentarem atestado médico sigam no regime híbrido ou virtual.

 

Carla destaca que a maioria dos pais é contra a obrigatoriedade do retorno presencial neste momento. “A maioria não quer voltar agora. Importante observar que o decreto não esclarece aos responsáveis quais são as implicações se não levarem os filhos para a escola.”

“Não aprovo esta volta. Já perdi dois familiares para a Covid. E querem voltar logo agora que aumentaram os casos aqui na cidade? É um absurdo”, desabafa Vera Lúcia Pereira, mãe da Amanda, de oito anos, que cursa a terceira série.

Rosiane da Cunha Corrêa, mãe do Miguel, oito anos, avalia como absurda a decisão do governo sem que as escolas tenham as condições necessárias para um retorno seguro. “Não têm funcionários suficientes, nem material adequado. A pandemia ainda não acabou. Estão brincando com a vida dos nossos filhos e dos profissionais da educação”, preocupa-se.

A proximidade do término do ano letivo é outro ponto apontado por ela. “Depois de dois anos sem aula presencial, vão para a escola por 30 dias? Vi uma entrevista com a secretária de Educação falando que esse um mês de aula é imprescindível para o aprendizado das crianças. Na minha opinião é uma enorme hipocrisia”, desabafa.

A não vacinação das crianças também deixa os pais temerários. Muitos jovens ainda não receberam a primeira dose e outros estão com a imunização incompleta. Para a faixa etária abaixo dos 12 anos, não há data prevista para a vacina.

“A saúde de nossos filhos é mais importante do que um ano perdido. Estamos retirando material impresso na escola e é bem melhor assim”, observa Vera.

Cristiane Souza, avó da Vitória, de nove anos, considera o Decreto uma irresponsabilidade. “Essa doença está aí ainda. Já perdemos muitos familiares, não deixarei minha filha ir para a escola sem ter pelo menos a primeira dose da vacina”, afirma.

Defesa intransigente da vida

O CPERS atuará na fiscalização, cobrando condições de segurança nas instituições de ensino, acesso à testagem gratuita e acompanhando os índices do quadro epidemiológico estadual para reivindicar a adoção de medidas sanitárias de abrangência regional ou estadual.

Em novembro, o sindicato realizará caravana por todo o Rio Grande do Sul com o objetivo de denunciar a falta de estrutura da grande maioria das escolas públicas gaúchas.

O CPERS lançou um canal de comunicação para que a comunidade escolar denuncie casos problemáticos neste retorno presencial, através deste link:

 

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O CPERS destaca a importância da categoria estar atenta à homologação das chapas para a eleição de diretores de escola e alerta para o prazo para recursos.

No dia 2 de novembro encerrou o período de inscrições e a homologação das candidaturas está acontecendo nesta quinta-feira (4/11).

Caso sua chapa não seja homologada,  não deixe de recorrer nas próximas 24h:

1. Solicite o retorno da Comissão Eleitoral da escola sobre a causa da não homologação;
2. Paralelamente encaminhe o questionamento para a  Comissão Regional da CRE e também para a Comissão Eleitoral estadual.

Não deixe passar o prazo de 24h. Caso a Comissão Eleitoral da escola não retorne, tire foto da lista de homologação, para incluir no recurso.

O CPERS e sua assessoria jurídica estão à disposição para auxiliar em dúvidas e encaminhamentos. Contate o nosso representante na Comissão Eleitoral estadual, o diretor Edson Garcia pelo telefone (51) 9819-2900, ou o escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, pelo telefone (51) 3073-7512 e e-mail atendimento@buchabqui.adv.br

O processo eleitoral ocorrerá simultaneamente em todas as escolas nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro deste ano.

Portaria 203/2021

A portaria 203/2021, publicada recentemente pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), estabelece os procedimentos e as orientações para a realização do processo de indicação para as funções de diretor e vice-diretor das escolas.

> Confira a íntegra da portaria e o calendário oficial

Cartilha da Lei da Gestão Democrática

O sindicato lançou uma cartilha para informar e mobilizar a categoria sobre a Gestão Democrática e a importância das eleições de diretores e vice-diretores que de fato defendam os interesses da comunidade e uma educação pública de qualidade para todas e todos.

> Veja aqui a Lei de Gestão Democrática

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Os membros do Conselho Geral do CPERS Sindicato apoiam a resistência organizada pela Associação Memorial Luís Carlos Prestes em defesa do Memorial. A vereadora Comandante Nádia (DEM) ingressou com uma indicação ao Executivo para que envie um projeto propondo a supressão do nome d0 local, que homenageia uma das personalidades políticas mais influentes no país durante o século XX, mudando para “Memorial Cidade de Porto Alegre”.

O prédio foi projetado por Oscar Niemeyer para homenagear a vida de Luís Carlos Prestes, que nasceu em Porto Alegre, no dia 3 de janeiro de 1898, foi perseguido e preso durante a ditadura e é referência mundial na luta pelos direitos humanos e pela soberania do Brasil.

A obra arquitetônica de Niemeyer, grande arquiteto brasileiro, faz referencia, unicamente, ao “Cavaleiro da Esperança” e foi um presente dele à capital.

Para a construção da estrutura não foi usado, em nenhum momento, recursos públicos.

“O Memorial homenageia o legado de Prestes. Ele é um espaço não de um grupo de político, mas da cidade de Porto Alegre”, explica Edson Ferreira dos Santos, vice-presidente do Memorial Prestes, que participou das discussões sobre o projeto desde o início.

O local tem recebido diversas atividades comprometidas com a história da classe trabalhadora, a justiça social, a vida, a luta antifascista, a fraternidade internacional, a exemplo da vida de Prestes.

Repudiamos o projeto de lei que pretende descaracterizar a obra de Niemeyer e apagar a memória da contribuição de Luís Carlos Prestes para a democracia brasileira.

Conselho Geral do CPERS/Sindicato

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