No primeiro dia de Caravana por #ReposiçãoJá, o CPERS constatou o que já vem denunciando: o descaso do governo Eduardo Leite (PSDB) com a educação pública. Escolas sucateadas e educadores(as) angustiados diante dos sete anos de arrocho salarial foi o cenário que predominou nas visitas feitas às escolas da capital, nesta quinta-feira (11).

“Eu me sinto miserável, trabalho 40 horas e ganho R$ 2,800. E isso tendo 19 anos de magistério”, disse a vice-diretora do Colégio Florinda Tubino Sampaio, Cátia Barletta. O desabafo da educadora traduz a situação de miserabilidade em que a categoria se encontra.

Sem aumento desde 2014, os educadores amargam as consequências de salários extremamente defasados, perda de direitos, redução de adicionais, sucessivos descontos e custos extras com o trabalho remoto.

“Estamos na luta por reposição para toda a categoria. Não adianta o governo prometer só o piso do Magistério, a categoria toda está sofrendo com a defasagem dos nossos salários. Os funcionários não recebem nem o suficiente para adquirir a cesta básica”, destacou a diretora Carla Cassais.

Esta semana, a direção central do CPERS entregou à Casa Civil e aos(as) deputados(as) uma minuta de Projeto de Lei (PL) pelo ressarcimento dos gastos extras que os educadores(as) tiveram com o trabalho remoto durante a pandemia.

“Nesse momento é muito importante que façamos forte pressão nos deputados para que votem e aprovem a proposta”, ressaltou a diretora Suzane Lauermann.

O diretor do 39º núcleo, Pedro Jacobs, convidou os colegas para integrarem o Sindicato. “É muito importante que vocês se filiem, se organizem e escolham o Representante de Escola. Só teremos vitórias se tivermos organização de base e fortalecermos o CPERS.”

Abandono: escolas extremamente precarizadas

Além da falta de valorização profissional, professores(as) e funcionários(as) de escola precisam driblar a falta de estrutura.

Na escola EEEF Luiz de Azambuja Soares, os diretores Leonardo Echevarria, Amauri Rosa e a diretora geral do 39º núcleo, Neiva Lazzarotto, verificaram problemas na rede elétrica, muro com risco de desabamento e paredes com marca de infiltrações.

A instabilidade elétrica, além de comprometer a segurança, queimou estabilizadores e cinco computadores foram para manutenção.

“Precisamos urgentemente que o governo arrume, principalmente, a parte elétrica. Nossa comunidade sempre foi solidária, já cortaram a grama e pintaram a parede, mas o governador precisa fazer a parte dele”, enfatizou a diretora Katia Laner.

Para a diretora do 39° Núcleo, Cecília Santana, a união na luta contra os descontos no contracheque também é imprescindível. “Precisamos nos unir para não permitir, que agora, o governo Leite nos tire mais o vale-transporte de 2020. Não podemos deixar”.

Neiva Lazzarotto agradeceu a dedicação da direção e também ressaltou que com a proposta de contingenciamento do orçamento, o governo ficará limitará ainda mais os investimentos em serviços públicos.

“Precisamos nos mobilizar junto à comunidade para tentar impedir a votação, agora, em regime de urgência, do PL do Teto de Gastos, que irá congelar os já poucos recursos da educação, da saúde e outros”, convocou.

Estruturas comprometidas colocam em risco comunidade escolar

Parte do prédio da EEEF Dr. José Carlos Ferreira corre o risco de desabar. Entre os problemas há ainda infiltrações pela parede, risco de desabamento da fachada, falta de funcionários para a limpeza e não há vice direção.

Conforme a direção da escola, foi feita vistoria e licitação em 2019. A obra foi orçada em R$ 120 mil e segue no setor de obras do governo. “O processo continua moroso e não há previsão para o iniciar as reformas”, detalhou a diretora Denise Farias Mansur.

“Temos falta de material para a limpeza e também de profissionais. No laboratório de informática são poucos computadores que funcionam. É lamentável”, relatou o professor Cláudio Cuttim.

Na EEEF Eva Carminatti, as diretoras Carla Cassais e Suzana Lauermann, junto com o representante do 39º núcleo, Pedro Miguel Jacobs, constataram problemas como a terceirização dos trabalhadores em educação.

 

“Nossas funcionárias são todas terceirizadas. Sem elas, não temos como abrir a escola e manter os alunos seguros. O governo exigiu o retorno presencial, mas não deu garantias”, observou a vice-diretora, Katia Amorim Macedo.

O diretor da instituição, Geraldo Onézio Fonseca, espera que o governo cumpra com a promessa da destinação dos recursos do Programa Avançar. “Esperamos que o investimento prometido realmente venha. Além do salário defasado, estamos com muita carência para cumprir com o nosso trabalho”, afirma Fonseca.

“Nossa escola tinha 60% de Difícil Acesso e com o governo Eduardo Leite perdemos tudo. Para chegar aqui não tem calçada, nem asfalto. O ônibus para longe, não há segurança”, relatou a diretora da EEEF Onofre Pires, Bruna Ruiz dos Santos.

Tentativa de fechamento

A EEEF Imperatriz Leopoldina, no bairro Petrópolis, está sob ameaça de fechamento desde 2019, ano em que o governo excluiu o turno da manhã. Recentemente a instituição foi avisada pela secretária estadual de educação, Raquel Teixeira sobre a possibilidade de o terreno da escola ser vendido para uma instituição privada de ensino.

“Essa insistência em fechar a escola nos deixa profundamente tristes. Defendemos que nossa escola não só se mantenha aberta como também amplie seu atendimento à comunidade através da implantação do ensino em tempo integral”, destaca a diretora Marília Chaves.

Diante dos relatos, os dirigentes do CPERS, Rosane Zan, Juçara Borges e Cássio Ritter orientaram a equipe diretiva. “É importante mobilizar a comunidade para fortalecer a defesa da permanência da escola”, instruiu a diretora Rosane Zan.

Um abaixo-assinado já foi estruturado pela direção. Para assinar, acesse aqui: https://peticaopublica.com.br/?pi=BR121326

CPERS segue na estrada

Até o dia 26 de novembro, diferentes comitivas do Sindicato irão percorrer todas as 9 regiões funcionais do Rio Grande do Sul.

A direção central irá percorrer o Estado denunciando os ataques de Eduardo Leite (PSDB) à educação pública e o sucateamento das escolas gaúchas.

Nesta sexta-feira (12), seguem as visitas às escolas da capital. Confira abaixo o cronograma da próxima semana.

Agenda da Caravana:

 17/11 | Quarta-feira
Uruguaiana
Santa Rosa
Santiago
Canoas
Lagoa Vermelha
Caxias do Sul
Montenegro
Erechim

18/11 | Quinta-feira

Alegrete
Três de Maio
Santa Maria
Gravataí
Vacaria
Bento Gonçalves
São Leopoldo
Passo Fundo

19/11 | Sexta-feira

Santana do Livramento
Três Passos
Santa Cruz
Guaíba
Guaporé
Estrela
Taquara
Soledade

 

 

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A audiência pública das comissões de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia e de Segurança, Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, realizada na manhã desta quinta-feira (11), apontou o descaso do governo do Estado com a educação pública do Rio Grande do Sul e seus trabalhadores.

Durante a abertura, a deputada Sofia Cavedon (PT), proponente da atividade, lamentou a falta de perspectiva dos educadores diante de um governo que não se compromete com a educação e discorreu sobre as perdas da categoria verificadas nas duas últimas administrações no estado. “A Assembleia não pode achar que isso é normal e possível de conviver”, disse.

Antes de passar a palavra aos demais participantes, ela leu ofícios recebidos dos secretários da Educação e da Fazenda em que justificavam a ausência no debate referindo “compromissos anteriormente assumidos”.

A economista Anelise Manganelli, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), apresentou estudos feitos pelo órgão para demonstrar as perdas salariais sofridas pelos educadores ao longo dos anos. Pelo último índice da inflação divulgado ontem, segundo ela, essas perdas seriam de 51,33% de 2014 a 2021.

“Só que na verdade não é (“só) isso”, considerou. “Quando se vê a média de itens essenciais – como água, gás de cozinha, energia, combustível, alimentos –, a média da inflação no período é de 95%”, explicou, acrescentando que os trabalhadores a que se referiam eram os que menos recebiam dentro da distribuição salarial do estado e que, para esses, os alimentos, que haviam registrado aumento de 101%, tinham um peso muito maior.

Disse que, embora houvesse um auxílio-alimentação, este também estava extremamente defasado, correspondendo a menos da metade do custo real de uma refeição. Como mais um agravante da situação dos trabalhadores, citou a transferência que se dera do local de trabalho da escola para o domicílio, que teria resultado, segundo ela, em aumento nos gastos com água, luz e até mesmo transporte, uma vez que o governo teria deixado de concedê-lo em muitos casos.

Por conta desses custos, que, segundo a economista, teriam sido transferidos para os trabalhadores, o governo teria economizado R$ 240 milhões.

Ainda entre as perdas, citou as gratificações para diretores de escola, que não era atualizada desde 2010. “São diretores que precisam encontrar soluções no ambiente mais adverso possível, como é o de uma pandemia, com uma defasagem que, além de toda a perda salarial, já chega a 98%”, disse.

Também as perdas decorrentes das reformas administrativa e da previdência foram lembradas por ela. Os aposentados, conforme Anelise, teriam passado a pagar o equivalente a um salário por ano. “Só com o desconto da previdência, considerando ativos e inativos, o governo teria arrecadado R$ 295 milhões”, disse.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, disse que o descaso com os trabalhadores da educação está conduzindo a categoria à miséria. “E não é retórica”, disse, relatando situações como a de uma professora que lhe telefonou chorando porque “há uma semana comia apenas pipoca, que era o que o seu salário permitia”.

Ela criticou o governo do Estado e convocou a população a participar das caravanas que iniciariam a partir de hoje pelo estado com o mote #ReposiçãoJá. “A gestão de Eduardo Leite (PSDB) para educação levou professores a terem a luz cortada, escolhendo entre comer e pagar as contas, aposentados sem recursos para comprar sequer os remédios e funcionários a recebem os piores salários do Rio Grande do Sul. Não podemos mais aceitar este descaso”.

Para 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt, era preciso lutar contra o projeto que, no país, havia se instalado “com tintas fascistas”, mas que no Rio Grande do Sul, embora com fala mais suave, também massacrava os trabalhadores.

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, reforçou o mote da campanha da entidade, #ReposiçãoJá, lembrando que o percentual exigido não era de aumento, mas referente apenas a perdas inflacionárias, que haviam reduzido o poder de compra e estancado a economia. Edson também trouxe a importância da pauta do mês da consciência negra.

“A população negra no Brasil e no Rio Grande do Sul é a mais atingida pelas políticas de morte dos governos. O sucateamento da educação pública e o arrocho salarial dos trabalhadores nos atinge diretamente”.

Os deputados presentes se manifestaram em defesa dos professores e funcionários de escola. Pepe Vargas (PT) explicou que havia recém saído de uma outra audiência pública que se realizava naquele momento na Comissão de Finanças da Casa, onde o governo estadual reportava aumento de receita em relação a anos anteriores.

Segundo o deputado, a despeito dos números favoráveis, a despesa com pessoal estava em 40%, quando o limite prudencial era de 46%. “Digo isso porque se o governo tivesse uma proposta de reajuste, já a teria enviado”, considerou. “Na realidade, há um descaso profundo com a educação”. Ele classificou como demagogia ações como a de premiar escolas por seu desempenho ou de criar “escolas-modelo”, quando “na realidade eram só laranjas de amostra”.

 

Jeferson Fernandes (PT) criticou o governo por arrecadar recursos às custas dos trabalhadores. “O Avançar (programa do governo estadual) é, na verdade, um avançar no bolso, principalmente dos aposentados”, disse.

O deputado federal Elvino Bohn Gass (PT), trouxe um comparativo entre os governos federal e estadual. “Não resta nenhuma dúvida: Eduardo Leite e Jair Bolsonaro fazem a MESMA política. Reformas antipovo, arrocho salarial e privatizações são agendas da cartilha destes representantes. Seremos resistência destas gestões perversas que pioram a vida da população”.

Também estavam presentes representantes das entidades CNTE, CUT, CSP Conlutas e INTERSINDICAL.

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Viver com pouco dinheiro, driblar a inflação, deixar de comprar alimentos e remédios, não ter como pagar o aluguel, luz, água e gás. Ter que trocar hábitos rotineiros por não ter mais como mantê-los financeiramente. Essa é a realidade dos funcionários de escola e professores da rede pública estadual do Rio Grande do Sul.

Educadores(as) seguem nas ruas, mobilizados na luta por 47,82% de reposição salarial e denunciando os incessantes ataques de Eduardo Leite (PSDB) aos trabalhadores(as) da educação da ativa e aposentados(as).

Durante o ato do Sindicato realizado na última terça-feira (9), o CPERS entrevistou trabalhadores(as) da educação que enfrentam esta situação desesperadora.

Leia o relato de sete educadores(as) que clamam pela reposição salarial e sonham com dias melhores para a categoria.

Clarisse Kaefer, professora de matemática e física de São Luiz Gonzaga  

“Esses 7 anos têm sido muito complicados, ainda mais para quem tem filhos na escola.  Alimentação, deslocamento, tudo aumentou. O difícil acesso foi praticamente extinto. Quase não conseguimos pagar as nossas despesas básicas. O nosso salário está cada vez menor, mas o trabalho só aumenta. Vivemos uma miséria que é resultado do descaso com a educação pública. Trabalhamos manhã, tarde e noite para atender nossos estudantes e Leite não vê nosso esforço. O governador só retira mais e mais nossos direitos.”

Eduardo Revelante Netto, professor de história e filosofia de São Luiz Gonzaga  

“Nosso salário não supre mais nossas necessidades para sobreviver. Vemos muitos colegas fazendo outras coisas para ter uma renda extra, e não podendo se concentrar na profissão. Muito estão dependendo da ajuda dos familiares e isso é revoltante. Leite é o pior governo, porque além de não valorizar a categoria está destruindo a educação pública. Ele declaradamente é nosso inimigo.”

Eloir Godoy Pinheiro, professora aposentada de educação física de Soledade 

“Os aposentados estão esquecidos nesse governo. Tudo que está acontecendo conosco é uma injustiça. Nós contribuímos uma vida toda e agora voltamos a pagar a previdência. Estamos na miséria. Quanto mais envelhecemos, mais precisamos de dinheiro para comprar remédios e nos mantermos. Temos que cada vez mais ir para as ruas para denunciar para a sociedade o que estamos passando.”

Fernando da Silva Lopes, professor de história e filosofia de Caxias do Sul

“O reajuste salarial é importante pela valorização da educação pública. E passa pela saúde mental de nós professores. Como estaremos bem dando a aula que os nossos alunos merecem se estamos preocupados em como pagar as contas no final do mês? Nós não temos o mínimo para pagar as contas básicas. Nós amamos nossa profissão, mas precisamos de reconhecimento e valorização profissional.”

Nilza de Souza Schebella, orientadora educacional aposentada de Santa Rosa

“Hoje pra nós é imprescindível o reajuste salarial. Vivemos uma época de miserabilidade. Vi o governador falando que tem 110 mil aposentados e por isso não dá reajuste para a categoria, mas ele esquece que esse grupo já pagou a sua aposentadoria e está pagando duplamente agora. Foi nos tirado o direito de viver uma aposentadoria, estamos pagando novamente o que já pagamos para a previdência, e isso é criminoso.”

Joice Netto, professora dos anos iniciais de Porto Alegre 

“Além de nossos salários estarem congelados há 7 anos, ainda temos que conviver com os inúmeros descontos do governo, agora o desconto do vale-transporte. A inflação está cada vez pior, vamos no supermercado e não compramos mais nada, porque o nosso salário não comporta. Tudo sobe e o nosso salário continua estagnado.”

Sônia Terezinha Silva da Silva, funcionária de escola aposentada de Uruguaiana 

“Precisamos urgentemente do nosso reajuste salarial. Já tive que cortar um pouco das despesas na alimentação, sonho com a reforma da minha casa. Mas com o salário que estamos recebendo não tenho como fazer. Nós funcionários e professores temos muito trabalho e pouco dinheiro e isso tem que mudar.”

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O CPERS conclama a todos(as) educadores(as) a participarem da pesquisa a pesquisa “Saúde Mental de Trabalhadores em Educação Filiados à CNTE”, lançada em outubro, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB).

O objetivo é investigar as relações entre trabalho e saúde dos trabalhadores, mapear os riscos psicossociais e subsidiar os dirigentes para propor políticas preventivas de saúde, sintonizando o chão da escola com as políticas propostas pelas Secretarias de Educação.

Os vários levantamentos já feitos, antes e durante a pandemia, mostram o crescimento de distúrbios como ansiedade, estresse e depressão, entre outros, causados por jornadas extenuantes, a necessidade de trabalhar em duas ou até três escolas, salários muito baixos, assédio moral, perseguição, entre outros fatores extenuantes.

É essencial a participação de toda a categoria para fortalecer a luta por melhores condições de trabalho, através de jornadas de trabalho adequadas, salários dignos, trabalho decente e investimentos massivos em educação. para os(as) trabalhadores(as) em educação.

Com a contribuição de todos(as) será possível  obter um resultado que propicie o aprofundamento dos conhecimentos sobre a saúde de quem trabalha em educação.

Participe aqui

 

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Nesta quinta-feira (11), às 10h, a Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa do RS vai realizar audiência pública sobre a reposição salarial dos educadores(as), funcionários(as) de escola e aposentados(as).

O encontro, de iniciativa da deputada estadual Sofia Cavedon (PT), será no modo híbrido com participação presencial no Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa, e pela internet através do link:

Na entrada do Teatro estará a exposição “A Educação exige Respeito!”. A exposição mostra a realidade desafiadora de 21 escolas da rede estadual de Educação.

A audiência pública será realizada em conjunto entre as Comissões de Educação e a de Segurança e Serviços Públicos e será transmitida pelo canal do youtube da TV AL: https://www.youtube.com/user/tvalrs

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A partir desta quinta-feira (11), o CPERS pega a estrada e dá início a Caravana por #ReposiçãoJá para professores e funcionários de escola.  A direção central do sindicato irá percorrer o Estado denunciando os ataques de Eduardo Leite (PSDB) à educação pública e o sucateamento das escolas gaúchas.

Até o dia 26 de novembro, diferentes comitivas do Sindicato irão percorrer todas as 9 regiões funcionais do Rio Grande do Sul.

“Vamos mostrar a realidade de quem está no chão da escola e fortalecer a nossa luta pela justa reposição salarial para toda a categoria”, afirma a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Sem reajuste desde novembro de 2014, os profissionais da rede estadual amargam perdas que equivalem à redução de quase metade do salário.

A significativa diminuição do poder aquisitivo é ainda mais grave quando se considera a alta nos preços de produtos e serviços essenciais, como gás de cozinha, luz e alimentos.

Além da defasagem, os educadores amargam as consequências de retiradas de direitos, redução de adicionais e descontos.

Fiscalização e denúncia da falta de estrutura das escolas públicas

A Caravana também atuará na fiscalização da situação das escolas. Muitas não têm estrutura adequada nem profissionais suficientes para atender a todos os alunos de forma presencial.

O Decreto 56.17, emitido pelo governo estadual no último dia 29, torna obrigatório o retorno às aulas presenciais.

O sindicato cobrará condições de segurança nas instituições de ensino, acesso à testagem gratuita e seguirá acompanhando os índices do quadro epidemiológico estadual para reivindicar a adoção de medidas sanitárias de abrangência regional ou estadual.

“Estamos no limite. O que pedimos é o mínimo: que o governo leve a educação a sério, valorize os educadores e dê condições para que todas as escolas tenham a segurança sanitária que o momento exige”, destaca Helenir.

O CPERS lançou um canal de comunicação para que a comunidade escolar denuncie casos problemáticos neste retorno presencial. Acesse neste link:

Fique atento(a) ao calendário da Caravana, mobilize-se e participe.

11/11 | Quinta-feira
Porto Alegre

12/11 | Sexta-feira
Porto Alegre

17/11 | Quarta-feira
Uruguaiana
Santa Rosa
Santiago
Canoas
Lagoa Vermelha
Caxias do Sul
Montenegro
Erechim

18/11 | Quinta-feira

Alegrete
Três de Maio
Santa Maria
Gravataí
Vacaria
Bento Gonçalves
São Leopoldo
Passo Fundo

19/11 | Sexta-feira

Santana do Livramento
Três Passos
Santa Cruz
Guaíba
Guaporé
Estrela
Taquara
Soledade

24/11 | Quarta-feira

Frederico Westphalen
São Borja
Cruz Alta
Bagé
Rio Grande
Porto Alegre
Osório

25/11 | Quinta-feira

Palmeira das Missões
São Luiz Gonzaga
Ijuí
São Gabriel
Pelotas
Porto Alegre
Osório

26/11 | Sexta-feira

Carazinho
Cerro Largo
Santo Ângelo
Cachoeira do Sul
Camaquã
Porto Alegre
Osório

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Na manhã desta terça-feira (9/11), educadores de todo estado realizaram marcha pelas ruas da capital para exigir a reposição de 47,82%, o fim dos descontos nos contracheques e segurança sanitária nas escolas.

A manifestação iniciou em frente ao Instituto de Educação General Flores da Cunha (IE) para cobrar do governo a conclusão da obra e o respeito ao projeto decidido pela comunidade escolar.

A professora Maria Aparecida relatou a surpresa ao saber que parte da escola abrigará um museu. “Há 5 anos saímos daqui com a promessa de um restauro e da devolução em plenas condições para a comunidade escolar. O governo não garante o retorno da comunidade escolar para a sua casa.”

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, lembrou que o Instituto é referência na formação de professores. “Simbolicamente saímos daqui da frente para destacar a importância desta instituição e o descaso do governo, que não garante o retorno da comunidade escolar.”

Durante a abertura do ato, a presidente do CPERS Helenir Aguiar Schürer manifestou seu apoio à comunidade do IE e reforçou a urgência da valorização salarial dos trabalhadores(as) da educação. “O nosso salário está extremamente defasado. Queremos reposição já para toda a categoria: professores(as), funcionários(as) e aposentados(as). 90% dos piores salários do Rio Grande do Sul são de servidores de escolas. É desumano receberem R$ 620,00”, destacou.

Do local, os manifestantes saíram em marcha até o Palácio Piratini onde uniram-se aos representantes das centrais sindicais que reivindicavam o reajuste de 10,3% para o salário mínimo regional.

“O CPERS marcha com convicção porque a luta é justa. São sete anos de omissão. Um terrorismo que atinge a sobrevivência dos educadores(as) e acaba com os sonhos dos nossos alunos”, destacou o vice-presidente do CPERS, Alex Saratt.

Diante da casa do governo, a categoria reafirmou a necessidade urgente de reposição salarial para professores(as) e funcionários(as) de escola.

“Não aguentamos mais tanto descaso. A miséria está grande em nossa categoria. Precisamos urgentemente desse reajuste”, enfatizou o diretor Cássio Ritter.

A diretora Alda Bastos Souza, ressaltou a importância de seguir pressionando o governo pela valorização da categoria. “O governador precisa olhar para os professores e funcionários de escola e perceber as dificuldades que estão tendo para sobreviver. Nossa reposição é justa.”

A diretora Carla Cassais frisou que para se ter uma educação de qualidade é necessário que haja investimentos na valorização dos educadores e na estrutura de todas as escolas. “ O governo fala em reformar apenas 56 escolas que, na verdade, vão servir para ele usar no programa eleitoral, pois quer ser presidente. Enquanto isso, deixa os professores e funcionários de escola na miséria.”

“Temos que ser contemplados na Lei Orçamentária Anual para receber o que temos direito. Queremos o ressarcimento pelos gastos que tivemos, pois retirou dinheiro do nosso salário, defasado há sete anos”, observou a diretora Suzana Lauermann.

Nem um desconto a mais e ressarcimento dos gastos extras durante a pandemia

Sem reposição e com os descontos contínuos do governo, os educadores trouxeram estudo do DIEESE sobre suas perdas durante o trabalho remoto.

Ao chegarem em frente ao Palácio Piratini, representantes da direção central do CPERS entregaram ao chefe de gabinete da Casa Civil, Jonatan Brönstrup, e aos(as) deputados(as) uma minuta de Projeto de Lei (PL) pelo ressarcimento dos gastos extras que os(as) educadores(as) tiveram com o trabalho remoto durante a pandemia.

Após os diretores realizarem a entrega, grupos de professores e funcionários visitaram os gabinetes dos(as) deputados(as) para cobrar o compromisso com a proposição do Sindicato. “Vamos pedir que apoiem a nossa proposta e se comprometam a enviar para a votação na Assembleia Legislativa”, frisou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Na proposta, o CPERS ressalta que o Estado economizou com o trabalho remoto dos servidores. Conforme análise feita pelo Dieese, considerando os gastos de luz, água e transporte a redução para o Executivo foi de R$ 242 milhões .

As despesas ligadas ao trabalho remoto chegam a representar 35% do orçamento familiar, conforme análise do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O levantamento também aponta que trabalhar em casa pode provocar um salto nos gastos de 25% e que os preços de artigos para escritório, por exemplo, aumentaram até 20 vezes, em 2020, devido à pandemia.

Pesquisa do Sinpro/RS sobre as condições do trabalho remoto dos professores, indicou que a aquisição de computadores, smartphones e mobiliário teve o maior peso no desembolso dos docentes, em média R$ 3.143,02.

Pedido de Audiência com secretária de Educação e governador do Estado

Com o ato finalizado, fica a reivindicação de audiência com a secretária Raquel Teixeira e com o governador Eduardo Leite (PSDB) sobre as pautas da educação: retorno obrigatório, sucateamento das escolas, novo ensino médio e valorização dos trabalhadores.

O Sindicato aguarda ser recebido pelos gestores que até o momento preferem seguir sem ouvir as necessidades da categoria.

 

 

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Com menos de um mês para o final do ano letivo, o CPERS Sindicato se posiciona contrário a obrigatoriedade do retorno presencial, anunciada pelo governo Leite na última semana.

A ação do governo do Estado foi realizada sem diálogo e planejamento com a comunidade escolar, sem universalização da vacinação para crianças menores de 12 anos e sem um plano de melhorias em infraestrutura nas escolas públicas.

Após grande pressão, o decreto publicado no dia 29 de outubro, prevê a permanência no regime híbrido ou virtual aos alunos que, por razões médicas comprovadas mediante a apresentação de atestado, não possam retornar integral ou parcialmente ao regime presencial e o revezamento dos estudantes em instituições que não tiverem condições de garantir o distanciamento mínimo de 1 metro entre os estudantes no espaço físico do ambiente escolar.

Atuaremos na fiscalização, cobrando condições de segurança nas instituições de ensino, acesso à testagem gratuita e acompanhando os índices do quadro epidemiológico estadual para reivindicar a adoção de medidas sanitárias de abrangência regional ou estadual.

Em novembro, realizaremos caravana por todo o Rio Grande do Sul com o objetivo de denunciar a falta de estrutura da grande maioria das escolas públicas gaúchas.

Lançamos este canal de comunicação para que a comunidade escolar denuncie casos problemáticos neste retorno presencial, participe!

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Nesta terça-feira (9),  educadores de diversas regiões do estado realizam ato público estadual para exigir reposição salarial, manutenção dos protocolos de segurança nas escolas e o fim dos descontos nos contracheques.

A concentração será às 9h, em frente ao Instituto de Educação General Flores da Cunha (Osvaldo Aranha, 527). Do local, a categoria seguirá em caminhada até o Palácio Piratini.

São sete anos sem nenhum centavo de reajuste, deixando os educadores em situação de miserabilidade. Como se não bastasse, o governo Eduardo Leite (PSDB) segue realizando incontáveis descontos nos contracheques.

“Faremos uma forte pressão para que o governo reserve recursos para pagar nosso reajuste. Também vamos deixar claro que não aceitaremos mais descontos em nossos contracheques. O governo ameaça novamente meter a mão em nossos salários, que já estão esvaziados”, destaca a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Ainda em outubro, o CPERS protocolou junto à Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa uma proposta de emenda ao texto da Lei Orçamentária Anual (LOA), enviado pelo governador.

A emenda busca inserir a recomposição salarial de 47,82% para os servidores ativos, inativos e pensionistas vinculados à rede estadual de ensino, na previsão orçamentária de 2022.

Nesta semana deve ser entregue o parecer do relator da LOA à Comissão de Finanças da Assembleia.

Quanto ao retorno obrigatório das aulas presenciais, que ocorre a partir desta segunda-feira (8), o sindicato exigirá estrutura adequada nas escolas, número suficiente de funcionários e EPIs para cumprir os protocolos sanitários.

 

 

 

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