“Em apenas três dias presenciamos escolas onde aluno tem aula sem luz, escola fechada há dois anos por princípio de incêndio, escola com salas interditadas pois quando chove as paredes dão choque e escola com o muro caindo. A gestão Eduardo Leite não avança, ela RETROCEDE!”.

Este é o relato da presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, no encerramento da segunda semana de Caravana do CPERS por #ReposiçãoJá, que visitou cerca de 10 municípios e diversas instituições de ensino estaduais por todo o estado nesta sexta-feira (19).

Na maioria das escolas visitadas fica nítida a morosidade do governo do Estado em resolver os problemas. O roteiro pela fronteira oeste evidenciou a realidade de falta de estrutura e abandono que as escolas públicas do Rio Grande do Sul sofrem.

A EEEM Dr. Hector Acosta em Santana do Livramento atende 890 alunos e segue em revezamento, com quatro das maiores salas interditadas há três anos por infiltração.

A diretora, Cleusa Terezinha Har Pereira, afirma que para realocar os alunos, a escola utiliza salas menores, que não têm capacidade para receber a totalidade de estudantes.

“Tivemos que interditar as salas pelos problemas elétricos e de infiltração. Estava perigoso para os alunos. Segundo a CRE não há empresas interessadas na obra, está tudo trancado e não temos mais retorno” afirma.

Em Rosário do Sul, o diretor da EEEM Plácido de Castro, Lissandro Bentes lamenta a situação do muro da escola, que está desabando.

“Este problema vem se arrastando há anos, mas quando o processo vai para Porto Alegre, paralisa. O muro fica na principal rua da cidade. Leite fala em escolas modelos, mas deveria usar os recursos para terminar as obras inacabadas há anos por todo o estado”.

Fechamento de turmas

A comunidade escolar de Livramento também luta contra o fechamento de turmas. A tradicional EEEM Professor Chaves teve seu turno da manhã fechado durante a pandemia.

A luta em defesa do Instituto Estadual de Educação Professor Liberato Salzano Vieira da Cunha foi o que garantiu a permanência do curso normal, apesar das tentativas de desmonte do governo Leite.

Na visita do sindicato, a professora Mirtha da Cunha agradeceu a resistência e lamentou a falta de valorização da categoria. “Fazemos o que é possível para manter o interesse pela profissão de educador acesa na mente dos jovens, mesmo com tanta falta de perspectiva. Lutamos porque temos paixão pela educação”.

Durante a visita, a diretora Carla Cassais, chamou a categoria para a luta. “O CPERS é mais forte com a participação ativa de todas e todos. Essa caravana também é para ouvir a base e traçar os próximos passos da nossa resistência.”

Escolas de Guaíba pedem socorro!

Os diretores diretor Cássio Ritter e Leonardo Echevarria, visitaram a região de Guaíba nesta sexta de Caravana. Durante as visitas, conversaram com a categoria sobre temas que afligem os educadores do Rio Grande do Sul.

“Entramos na justiça para que não tenhamos o desconto do vale-transporte. Nós não estávamos presencialmente na sala de aula na pandemia, mas trabalhamos todos os dias em casa, gastando e investindo muito em internet, notebook, celulares para garantir as aulas online. Não é justo que seja descontado esse dinheiro de nós”, reflete o diretor Leonardo Echevarria.  

“Nossa situação está muito difícil, a categoria está na miséria. Já são mais de 50% de perdas salariais. E os funcionários de escola que o básico para 40h é de R$620,00, imagina como sobreviver com essa miséria? Por isso, ressaltamos que a nossa luta é para reajuste para todos, para professores e funcionários de escola”, destacou o diretor Cássio Ritter.

Uma das escolas visitadas, foi a EEEF Nossa Senhora do Livramento, que convive há quase seis anos com obras inacabadas. A instituição pegou fogo em 22 de dezembro de 2016 e a construção do novo prédio, iniciada em fevereiro de 2018, foi interrompida em setembro do mesmo ano, por falta de pagamento da Seduc à empresa contratada.

Para atender os 358 alunos, divididos em 16 turmas do 1º ao 9º ano, a escola faz um revezamento em três turnos durante o dia e os estudantes vão somente três dias da semana presencialmente. O mesmo acontece com os estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no turno da noite.

Para suprir a demanda foi improvisada uma sala de aula no refeitório da instituição, os alunos pegam a merenda na cozinha e comem na sua própria classe. A sala da direção, secretaria e coordenação também estão no mesmo ambiente do refeitório.

A diretora Marisa Kaller dos Santos conta que para não danificar alguns materiais, ela mesma está finalizando a obra de algumas salas com recursos da escola.

“Alguns ambientes eu mesma estou tocando a obra, como a biblioteca. Não consigo ver os materiais se danificando e não fazer nada. É muito triste saber que já podíamos estar devidamente instalados e não estamos. São poucos os reparos que faltam, como piso, porta e instalação da rede elétrica. A Seduc só sabe dizer que o processo está em andamento, mas nada acontece”, desabafa Marisa.

Já na EEEM Izaura Ibanez Paiva, que atende 480 estudantes do 1º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio em três turnos, está faltando banheiro.

A escola possui dois prédios distintos, mas tem somente dois banheiros em um dos prédios. Já foram feitos dois projetos que fariam mais salas: laboratório de ciências, audiovisual e mais um banheiro. Mas, infelizmente, o projeto não saiu do papel. “Passa governo e vem governo e o projeto fica para trás”, explica a diretora Andréa Oliveira dos Santos.

A escola também perdeu o adicional de local de exercício (antigo difícil acesso), de 20% para 5%, sendo que o ônibus na região circula somente até às 20h e as aulas noturnas vão até às 22h45, além das brigas de gangues com tiroteios que são frequentes no bairro.

A diretora que ganhava R$ 260,00 de difícil acesso em 2020 passou a ganhar R$ 90,00, e em 2021 passou para R$ 30,00, uma perda de R$ 230,00.

“Preenchi a ficha com as mesmas coisas dos outros anos, nada mudou na região. O perigo que enfrentamos é o mesmo. Esse dinheiro faz falta para nós. Quem não tem carro tem que pegar UBER ou colocar-se em risco com as vans clandestinas. Está muito difícil a nossa situação”, conclui Andréa.

O IEE Gomes Jardim, em Guaíba, luta há 10 anos pela cobertura da quadra de esportes. A escola que atende 1.100 estudantes sonha com o projeto que não sai do papel.

“Quando chove os alunos não podem ter aula de educação física. A quadra coberta também serviria para eventos da escola”, afirma o diretor Valmir Michelon.

Escolas da região de Santa Cruz aguardam liberação de obras há mais de anos 

A diretora do CPERS, Sandra Régio, percorreu a região de Santa Cruz, acompanhada da diretora do 18° Núcleo, Cira Kaufmann, para conversar com os educadores(as) e conhecer a estrutura das escolas da região. 

Durante visita em uma das escolas, a diretora destacou a principal pauta da caravana, a justa luta por reposição salarial da categoria. 

“É inadmissível que estejamos há sete anos com salários congelados. Estamos pressionando o governo pela urgência da reposição salarial para toda a categoria, professores e funcionários da ativa e aposentados. Nesta caravana, levaremos todas as questões apresentadas pelas escolas que visitamos para a próxima reunião com o governo”, asseverou Sandra.

“A política de Eduardo Leite é de total desmonte do ensino público. Por isso, afirmamos que ele é o maior inimigo da educação”, declarou a diretora Cira.

A primeira escola visitada pela Caravana na região foi a EEEF Bruno Agnes, onde o muro da instituição está condenado há mais de dois anos. Por conta da insegurança, foi feito um isolamento de proteção com recursos próprios para evitar qualquer acidente com as crianças. 

Além do muro, há outra estrutura isolada pelo risco de cair. Trata-se da brizoleta da escola, que está deteriorada e precisa ser demolida, mas para isso é preciso autorização do governo, o problema é a morosidade do processo.

Apesar dos problemas estruturais, a Bruno Agnes é referência em Santa Cruz do Sul e atende em média 210 alunos. Em 2020, a escola foi avaliada como uma das três melhores instituições de ensino da região pelo MEC. 

Uma das escolas mais antigas de Santa Cruz do Sul – com 82 anos de história -, a EEEM José Mânica também sofre com problemas estruturais.

Tudo começou em 2012 quando o prédio que abrigava as salas de aula teve que ser demolido por rachaduras profundas que comprometiam sua estrutura.

Como medida emergencial, o governo adquiriu, no ano seguinte, quatro contêineres para que fossem transformados em salas de aula. A estrutura é muito frágil e as paredes são de gesso acartonado.

A estrutura é alugada e o governo desembolsa cerca R$ 8 mil por mês para manter o espaço. 

O refeitório da escola está improvisado em um outro contêiner, alugado em 2016. Os contêiner tinham validade até 2018. Mas já se passaram três anos e nada foi feito. A cada ano, o prédio vai entortando mais e vai cedendo.

Das sete salas, três tiveram que ser ocupadas para abrigar a sala de recursos, biblioteca, informática, supervisão e orientação. Destas, apenas quatro são, de fato, salas de aula.

Assim como em diversas outras escolas visitadas durante a caravana, a justificativa do governo para a situação é a que o projeto está parado na Secretaria de Obras.

Graças ao descaso do governo, a comunidade da José Mânica se mobiliza para cuidar da estrutura da escola. As tintas da pracinha, por exemplo, foram adquiridas através da doação de pai de aluno; a direção também comprou ar-condicionado com dinheiro da própria instituição. 

Hoje a escola atende quase 500 alunos de cinco bairros. Antes da demolição do prédio, atendia cerca de mil.

Durante a passada por Santa Cruz, a Caravana do CPERS ainda visitou as seguintes instituições: EEEM Ernesto Alves de Oliveira, EEEM Fábio Nackbar Candelaria, Escola Afonso RABUSKY e Escola Rosário.

Escolas de Taquara não podem mais esperar o descaso do governo Leite 

O segundo vice-presidente do CPERS, Edson Garcia e a diretora do 32° Núcleo (Taquara), Simone Goldschmidt, estiveram em escolas estaduais da cidade para conversar com a base e conferir como está a situação das instituições.

Na primeira escola visitada, a EEEM Dirceu Marilio Martins, o diretor Luiz Carlos Santos relatou que a principal demanda é a troca da fiação elétrica, que possui 40 anos. “Se todos os ar-condicionados forem ligados ao mesmo tempo, cai a chave. Teve tardes que chegou a cair cinco vezes”, contou.

Ao perceber a formação de bolsões de água muito próximos à fiação elétrica do teto, Luiz recorreu aos recursos da autonomia financeira. “Tive que usar esse dinheiro, que é para questões do dia a dia”, explicou.

A instituição também precisa de conserto no telhado e está sem supervisor escolar há dois anos, sem orientador e bibliotecário.

Um prédio da EEEM Felipe Marx, construído em 2001, está com a estrutura totalmente comprometida. As seis salas do local estão interditadas, pois há extensas rachaduras que chegam a expor as vigas e o piso das salas de aula está afundando. O perigo é eminente.

O diretor Januário Marques de Souza tenta desde 2015 que a Seduc faça a vistoria do local. Mas até o momento isso não ocorreu.

Depois de muita insistência, conseguiu uma reunião com a coordenação da 2° Coordenadoria Regional de Educação (CRE). “A situação ficou protocolada em regime de urgência sob análise. Mas só agora fizeram isso. Estamos pedindo desde maio do ano passado”, observou o diretor.

“Um prédio que tomba não é acidente, é negligência” alertou.

A EEEM Willibaldo Bernardo Samrsla-CIEP enfrenta um problema parecido. A caixa d’água há anos ameaça despencar. Na última conversa com a CRE, a direção ouviu como resposta que deveria conversar com a prefeitura sobre a situação.

Frente a fragilidade constatada nas escolas, a diretora Simone ressalta que a secretária de Educação, Raquel Teixeira, demonstra estar muito distante da realidade das instituições públicas gaúchas. “Ela não é da educação pública, nem conhece e parece que também não quer conhecer. Sabe bem é da educação privada.”

Sobre o anúncio do governo de que vai transformar 56 instituições em escolas modelos, o 2° vice-presidente Edson alerta: “não vão fazer. Não há tempo para isso. Estamos a menos de um mês para o final do ano letivo. Vão fazer pequenos reparos, só de fachada, para enganar.”

Além das escolas mencionadas, a Caravana do CPERS também visitou a Escola Estadual 27 de Maio durante o dia em Taquara.

#CaravanaCPERS 

Goteiras, buracos no telhado e mofo nas paredes. Essa é a realidade do IEE Fagundes Varela, em Três Passos, onde a secretária-geral do CPERS Suzana Lauermann e a diretora Vera Lessês, acompanhadas de representantes do 27° núcleo, conversaram com a comunidade escolar e constataram a realidade de abandono das escolas pelo governo Leite.

A diretora Juçara Borges visitou escolas da região de Estrela, acompanhada da diretora do 8º Núcleo do CPERS, Eloede Maria Conzatti.

As instituições visitadas foram: a EEEM Santo Antônio, o Colégio Estadual Presidente Castelo (Castelinho), o CE Barão de Antonina (Taquari), o IEE Pereira Coruja (Taquari), a EEEF Carlos Fett Filho e a EEEF São João Bosco (Lajeado).

O vice-presidente do CPERS, Alex Saratt e a diretora do 28º Núcleo (Soledade), Magale Eicheler da Rocha, visitaram escolas dos municípios de Tapera, Espumoso e Soledade.

Uma das situações mais preocupantes foi a verificada na EEEM Dionísio Lothário Chassot, em Tapera. Há mais de dez anos, a instituição aguarda pela reforma elétrica geral em suas instalações. Três equipes diretivas passaram pela escola sem que o problema fosse resolvido.

Anualmente a escola recorre a 25ª CRE na tentativa de ter a demanda atendida.

Para deixar a escola em condições de uso são realizadas manutenções com eletricistas, que sempre orientam a ter cautela quanto ao uso de equipamentos elétricos.

Após solicitação da direção da escola, um engenheiro elétrico da Coordenadoria Regional de Obras Públicas (CROP) foi até a escola e constatou a precariedade das instalações. No entanto, ainda não há previsão para a reforma ser concretizada.

“A situação é muito preocupante, pois o perigo é eminente. Por precaução, a escola precisa manter desligados equipamentos como ar-condicionado e ventiladores, o que acaba provocando desconforto e dificuldade para trabalhar e estudar”, avaliou o 1 º vice-presidente.

“Hoje vimos colegas muito interessados em fazer a luta para pressionar o governo Leite a dar a reposição salarial para a categoria. Professores e funcionários de escola estão enfrentando muitas dificuldades pelos salários defasados e pelos constantes descontos nos contracheques”, analisou a diretora Magale.

No decorrer do dia, os diretores também visitaram as escolas IEE Nossa Senhora Imaculada, EEEM José Clemente Pereira e EEEM Júlia Lopes de Almeida.

O diretor Amauri Pereira da Rosa, acompanhado da diretora Neuza Marques, esteve em escolas de Cambará do Sul, pertencente ao núcleo de Taquara.

Na EEEM Imaculada Conceição, a direção relatou a falta de professor(a) de Matemática  e de um secretário(a) de escola.

Localizada no interior do município, no bairro Santana, a EEE Raia esteve na eminência de fechar,  mas a direção mobilizou a comunidade e pressionou o poder público e a CRE para que não  fechassem a escola. No entanto, não sabem o que acontecerá no próximo ano. A diretora solicitou abertura do 6 ° ano, mas ainda não obteve resposta.

A direto Rosane Zan visitou escolas da região de Passo Fundo: EEEM Anna Luiza Ferrão Teixeira, EEEM Ernesto Tochetto, EEEM Lucile Fragoso de Albuquerque.

Na próxima semana o CPERS dá continuidade a Caravana por #ReposiçãoJá para verificar a situação das escolas e mobilizar a categoria pela justa reposição salarial. 

Confira a agenda da última semana da #CaravanaCPERS: 

24/11 | Quarta-feira

Frederico Westphalen
São Borja
Cruz Alta
Bagé
Rio Grande
Porto Alegre
Osório

25/11 | Quinta-feira

Palmeira das Missões
São Luiz Gonzaga
Ijuí
São Gabriel
Pelotas
Porto Alegre
Osório

26/11 | Sexta-feira

Carazinho
Cerro Largo
Santo Ângelo
Cachoeira do Sul
Camaquã
Porto Alegre
Osório


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O governo Eduardo Leite e sua base na Assembleia Legislativa dão mais uma demonstração do total descaso com a educação pública e com os educadores(as).

A Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle, da Assembleia Legislativa, aprovou nesta quinta-feira (18), o parecer do relator Matheus Wesp (PSDB) para a Proposta Orçamentária 2022, com a rejeição da emenda do CPERS. 

A emenda buscava inserir a recomposição salarial de 47,82% para os servidores(as) ativos, inativos e pensionistas vinculados à rede estadual de ensino.

Para a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, o descarte da proposta do Sindicato só revela ainda mais o projeto de desmonte da educação em curso.

 “O projeto da LOA para o próximo ano faz cair por terra o discurso de marketing do governador e evidencia a sua prática cruel. Dinheiro tem, mas Leite faz a escolha de ser inimigo da educação”, afirma.

No orçamento de 2022 o executivo estima um crescimento de 6,9% na arrecadação e maior receita em comparação a 2021, no entanto, o investimento em educação diminui 0,3% da sua fatia no orçamento e a previsão de gastos com pessoal também cai 3,3%. 

Confirmando que beneficia somente para os poderosos, para os altos salários do TJ, MP e Assembleia Legislativa, o governo do Estado prevê dotação de aumento.

Na votação do parecer, a bancada do PT apresentou posição contrária.

“O orçamento de 2022 agora segue para votação em plenário. O CPERS seguirá na luta por #ReposiçãoJá e conclama os deputados que apoiam a educação para apresentar nova emenda e garantir a justa valorização salarial da categoria”, declara Helenir.

Clique aqui e contate os parlamentares reivindicando apoio à #ReposiçãoJá!

A educação não pode mais esperar.

Estudo do Dieese já comprovou que DINHEIRO TEM, basta valorizar o que importa e priorizar a educação! 

  • R$ 20,1 bi é o que o Estado deixa de arrecadar ao ano por conceder isenções fiscais sem transparência.
  • R$ 9,6 bi é o que o Estado deixa de arrecadar ao ano por não combater a sonegação.
  • R$ 1,7 bi é o valor do Superávit orçamentário de 2021. Esse valor inclui as despesas da dívida junto à União (não pagas por força de liminar), portanto 4 bi.
  • Em 2021, o RS tem o menor comprometimento da receita com gasto de pessoal 40,53% já visto na última década, quando o limite é 49%.
  • Arrecadação do ICMS em 2020/2021 cresceu 28%.
  • 31,4% é o crescimento da receita tributária líquida do RS.
  • 27,7% foi o crescimento da economia gaúcha no 3º trim. de 2021 comparado com 2020.
  • R$ 340 milhões/ano é o que o governo passou a confiscar dos aposentados(as) da SEDUC após Reforma da Previdência.
  • R$ 242 milhões é o que o Estado economizou (com luz, água…) com o teletrabalho durante a pandemia.
  • 35% das receitas é o que o RS deveria investir em educação de acordo com a Constituição Estadual, mas o percentual efetivo não passa de 27% (15,7% se considerados apenas os ativos, como dita a constituição).
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Uma categoria que precisa ser ouvida e urgentemente valorizada. Esta tem sido a confirmação dos dirigentes do CPERS a cada escola em que passam com a Caravana por Reposição Já, que iniciou no último dia 11.

Nesta quinta-feira (18), representantes da direção central e dos núcleos do sindicato estiveram em escolas das regiões de Alegrete, Três de Maio, Santa Maria, Gravataí, Lagoa Vermelha, Bento Gonçalves, São Leopoldo e Passo Fundo.

Frente aos sete anos sem reajuste salarial, o esgotamento toma conta de professores(as) e funcionários(as) de escola que vêem o salário, já ínfimo, minguar diante do constante aumento de preços. Há ainda a retirada de direitos como o adicional do local de exercício (antigo difícil acesso), que fez minguar ainda mais os recursos dos educadores(as).

“Não tivemos a oportunidade de dialogar, mesmo estando há 32 anos nesta escola. Educadores(as) estão tendo que organizar caronas solidárias para conseguir vir trabalhar”, relata a diretora da EEEF Arthur Hormain, Angelina Kulmann.

Para a coordenadora pedagógica da escola, Regina Adriana Broglio, o Executivo não conhece as especificidades de cada região. “Não temos via de transporte público aqui. A estrada é difícil, sem falar no preço da gasolina”.

“O governo retirou todo o adicional, mesmo com a nossa região tendo problemas de segurança”, observou o diretor Ademir Lopes da Silva, da EE Eduardo Vargas.

Para a funcionária Elisa Barros Custódio , da EE Ecilda Alves Paim, a retirada representa uma perda de mais de R$ 200. “Perder dinheiro com tudo cada vez mais caro tem um impacto muito grande na nossa vida”.

Autoritarismo: sem diálogo, governo ataca direitos históricos

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, ressalta o fato de ser a primeira vez que um governo altera estes critérios sem dialogar com a categoria.

“O governo Leite se mostra autoritário e cruel. O sindicato sempre foi chamado para este diálogo, mas o governador retirou direitos no auge da pandemia, sem ter conversado com ninguém” alerta, ressaltando que o sindicato está reunindo estas informações para apresentar ao Executivo e rediscutir os critérios.

Junto com a diretora Carla Cassais e a diretora do núcleo 19º Rosa Maria Agostini Dotta, a presidente do CPERS esteve nas escolas: EE Marquês Alegrete, EE Arthur Hormain, EE Eduardo Vargas, EE Gaspar Martins, EE Dr. Lauro Dornelles, EE Ecilda Alves Paim, CIEP, Instituto Estadual de Educação Osvaldo Aranha. 

Escolas esquecidas: precariedade das instituições segue sem solução

Exemplos do descaso com as estruturas precárias das escolas se multiplicam a cada região visitada e nem de longe podem ser comparados com os dados ilusórios e as inverdades ditas pela secretária de educação, Raquel Teixeira.

Se o governo Eduardo Leite (PSDB) se recusa a conhecer e reconhecer o sucateamento das escolas gaúchas, o sindicato tem a responsabilidade e o compromisso de mostrar o cenário real vivido diariamente por educadores, estudantes e comunidade escolar.

Região de Santa Maria

O CE Coronel Pilar enfrenta problemas no sistema de distribuição de energia elétrica. É necessário aumentar a capacidade de carga. Por conta disso, não há como ligar ventilador e ar condicionado. Alunos têm aulas no calor.

Após um temporal que destruiu, em 2019, o telhado da escola, goteiras causam infiltração e umidade, que geram mofo pelas paredes. Quando chove, os alunos têm aulas na biblioteca e em outros espaços.

O prédio do IE Olavo Bilac é o mais antigo de Santa Maria, possui 120 anos. A instituição enfrenta sérios problemas, principalmente na parte elétrica. No ano passado, o local sofreu cinco arrombamentos.

A falta de funcionários sempre foi crítica. Hoje, o local precisaria de mais dois funcionários para a merenda e cinco para a limpeza, já que o espaço da escola é extenso.

A diretora Sandra Régio, acompanhada da diretora do 2° Núcleo, Dgenne Ribeiro além destas instituições, visitou o Colégio Manoel Ribas (Maneco) e a EEEB Profª Margarida Lopes.

“Queremos que cada professor e cada agente educacional seja devidamente valorizado. A Caravana tem denunciado todos ataques do governo. É importante a colaboração de cada um e cada uma em nosso sindicato”, ressalta Dgenne.

 Região de Gravataí

A EEEF Carlos Chagas, em Viamão, sofre ameaça de municipalização. A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) já fechou as matrículas e as rematrículas na escola. Atualmente, a instituição atende 200 estudantes, do 1° ao 5° ano, entre eles crianças especiais.

“Ficamos chateados, pois nossa escola tem toda estrutura. Temos tudo para atender bem os alunos e o governo quer entregar para o município”, lamenta a vice-diretora, Lúcia Galant.

Os diretores Cássio Ritter e Leonardo Echevarria, acompanhados da diretora do 22º núcleo, Leticia Coelho Gomes e do tesoureiro, Jussemar da Silva, estiveram também no IEE Isabel de Espanha, na EEEM Ponche Verde, na Escola Brigadeiro Antônio Sampaio, na EEEB Gentil Viegas Cardoso e na EEEM Professora Sônia Maria Rangel Paim.

“A situação é tão triste, as escolas estão abandonadas. Nossa situação também não está fácil, são 7 anos sem reajuste salarial. Estamos deixando claro que o reajuste é para todos”, destaca o diretor Leonardo Echevarria.

A diretora do 22° Núcleo, Leticia Coelho Gomes, distribui a Cartilha do CPERS sobre a Gestão Democrática nas escolas visitadas: “A participação de todas e todos nas decisões, na luta por condições melhores de trabalho e garantir a autonomia e a transparência nas decisões, é muito importante”.

Diante de tantos ataques, a Caravana do CPERS tem trazido esperança para a categoria. “O CPERS é um sindicato que eu bato no peito para dizer que faço parte. É muito boa essa visita de vocês. Temos que mostrar que nós somos o futuro do país e que a escola pública, mesmo precária, faz a diferença”, expôs professor Gilson Rodrigues, da escola Brigadeiro Antônio Sampaio, em Alvorada.

Região São Leopoldo

Há anos, a EEEM Olindo Flores da Silva, em São Leopoldo, enfrenta o alagamento das salas e do pátio instituição. Portas, armários e demais estruturas estão danificados por conta da água que entra em toda a escola.

“Tudo aqui tem que ser erguido para evitar transtornos ainda maiores”, explica o diretor, Silvio Nei da Silva Machado.

A escola foi contemplada, ainda em 2001, através do orçamento participativo, com a construção da quadra coberta. Porém, ainda aguarda a estrutura.

Desde 2019, a biblioteca está fechada devido à falta de bibliotecário. E não há previsão de envio deste profissional.

A instituição possui um extenso terreno que anteriormente abrigava as quadras de esporte. Atualmente o local está coberto de mato e com a pouca estrutura que possuía deteriorada. A limpeza do terreno custa em torno de R$ 5 mil, valor que a rubrica de manutenção, de aproximadamente R$ 3 mil, não cobre.

No ano passado, a escola passou por dois assaltos. Neste, um novo arrombamento deixou a instituição sem televisores e computadores.

“Não conseguimos investir o que gostaríamos porque estamos sempre tendo que repor o que estraga ou o que levaram”, desabafa o diretor.

O teto da cozinha, do refeitório e do laboratório de informática da EEEF Pedro Schuler está completamente comprometido, ameaçando desabar. O setor de obras da Seduc, esteve na instituição para verificar o problema, mas sem apresentar previsão para o conserto. “Apenas nos disseram que a escola está na fila das obras a serem feitas, que há situações mais urgentes e que o governo não tem dinheiro”, relata a diretora Jurandara Coletti.

“Todas as escolas que temos visitado precisam de manutenção. O governo não fez os reparos no período em que podia, durante as aulas remotas na pandemia e agora exigiu o retorno obrigatório ignorando a precariedade existente”, enfatiza o diretor do 14º núcleo, Luiz Henrique Becker.

Junto com o diretor Amauri Pereira da Rosa e a da professora Alessandra Haag, ele esteve nestas instituições citadas acima e também nos Colégios 8 de Setembro, em Estância Velha e 25 de Julho, em Novo Hamburgo.

Três de Maio, Lagoa Vermelha, Bento Gonçalves e Passo Fundo

No decorrer dessa quinta-feira (18), as diretoras Suzana Lauermann e Vera Lessês estiveram em escolas da região de Três de Maio. Em Lagoa Vermelha, as instituições receberam as diretoras Glaci Weber e Alda Bastos Souza.

 

Em Bento Gonçalves, a diretora Juçara Borges conferiu a situação das instituições e conversou com os educadores. O roteiro da Caravana também incluiu a região de Passo Fundo, onde estiveram os diretores Alex Saratt e Rosane Zan.

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A situação do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul – IPE Saúde, foi tema de Audiência Pública da Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, realizada na manhã desta quinta-feira (18).

O CPERS Sindicato foi um dos proponentes do encontro, juntamente ao deputado estadual Edegar Pretto, a deputada estadual Sofia Cavedon, a União Gaúcha e a FESSERGS.

Os educadores(as) estaduais, ativos e aposentados, enfrentam perdas salariais enormes e ainda lutam para assegurar um atendimento de qualidade no IPE Saúde.

O 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, demonstrou preocupação com o futuro do IPE Saúde e sobre possíveis mudanças na forma da contribuição dos servidores(as).

“Muito nos preocupa quando a gente lê um projeto com a possibilidade de uma co-participação dos contribuintes de 40%. Como uma base de trabalhadores que esta há sete anos sem aumento poderá arcar com essa participação? O sistema está muito injusto”. 

Edson ainda destaca: “Nós da educação somos um dos que mais contribuem com a receita do IPE. Mas nós percebemos, no passar dos anos, um desmonte e uma desmoralização do instituto. Não há investimento, os escritórios do interior estão fechando. Nós somos defensores e brigamos por esse instituto porque ele é nosso e ele sai do valor que recebemos, mas nós queremos justiça na hora que buscamos esses serviços”.


A deputada estadual Sofia Cavedon destacou a critica situação financeira dos servidores(as) estaduais. “Nós estamos em um momento muito delicado dos servidores e servidoras do Rio Grande do Sul, por causa do congelamento dos salários. Imagina o rombo se houver aumento de alíquota e de contrapartida do IPE? Os servidores não têm nem a cobertura da anestesia pelo plano. Não é justo que a cada vez que tem crise o servidor pagar mais pelo serviço”.

O deputado estadual, Jeferson Fernandes, ressaltou o sucateamento do IPE Saúde. “Temos ouvido muitas reclamações de pessoas que pagam e não recebem o serviço a contento. Parece que quanto mais se paga o IPE, mais desestruturado ele se apresenta”.

Desmonte intencional

O IPE Saúde vem fechando várias agências pelo interior do estado, o descredenciamento de médicos é constante e faltam profissionais qualificados. Como se isso não fosse o suficiente, o governo Eduardo Leite (PSDB) ensaia aumentar a contribuição do segurado principal de 3,1% para 3,6% ou taxar por dependentes.

Para o presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado do RS – FESSERGS, Sérgio Arnoud, esse desmonte do IPE é intencional e com objetivo muito específico.

“O Estado surrupiou tudo do IPE. O Instituto é responsável por cerca de 40% de tudo que é gasto com saúde no RS, com esse tamanho o IPE é tratado dessa forma. Esse descaso é programado, querem esvaziar o IPE para facilitar o discurso da privatização”.

Para o presidente da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública do RS, Filipe Leiria, o desmonte do IPE é um projeto governamental.

“Nós não estamos falando de números, estamos falando de vidas! É sintomática a não presença de representantes do governo nesta audiência, esse desmonte é pensando por eles”, ressaltou Felipe.


A conselheira do Conselho de Administração do IPE Saúde e Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Aposentados – SINAPERS, Katia Terraciano Moraes, acredita que está na hora de mudar também a administração do IPE Saúde.

“É angustiante tratar desse tema e termos que sempre voltar a ele. Essa crise do IPE está se refletindo de uma maneira muito cruel nos servidores. O IPE já teve três presidentes de 2018 para cá, percebe-se aí o interesse político com o Instituto. O IPE precisa de um presidente que seja servidor público, que trabalhe pelos servidores”.

Encaminhamentos

Ao fim da audiência os presentes acordaram em levar a denúncia sobre a situação do IPE Saúde para os seguintes órgãos: Casa Civil, Ministério Público e Tribunal de Contas.

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Dando início à segunda semana de roteiro, a Caravana do CPERS por #ReposiçãoJá para toda a categoria visitou oito cidades nesta quarta-feira (17). Dirigentes estaduais e dos núcleos do Sindicato concederam diversas entrevistas na imprensa local e visitaram cerca de 40 escolas, dialogando com centenas de professores(as), funcionários(as) e estudantes. 

Ao contrário do divulgado pela secretária de Educação, Raquel Teixeira, somente nas escolas visitadas hoje o sindicato verificou que bem mais do que cinco instituições precisam de reparos urgentes.

Descaso e morosidade do governo em Uruguaiana

Duas importantes escolas de Uruguaiana sofrem com a falta de capacidade do governo Leite em garantir o retorno seguro às aulas.

A Caravana do CPERS participou do ato da comunidade escolar da EEEF Hermeto José Pinto Bermudez, que está há um ano sem luz. O protesto, realizado em frente à instituição, aconteceu após o quarto projeto elaborado pela Secretaria de Obras do Estado ser rejeitado.

A diretora Marta Verônica da Silva lamenta o tempo perdido e a falta de respostas sobre a solução do problema. “Com o retorno obrigatório imposto, alunos precisam de revezamento e torcer para a luz natural do dia ajudar. Estamos pedindo socorro para as autoridades”, afirma.

A professora Isis Froehlich participou do protesto utilizando um nariz de palhaço, simbolizando o sentimento de humilhação dos trabalhadores(as) da escola.

“Não adianta a secretária de Educação ir ao Jornal do Almoço dizer que se importa com as crianças e permitir esta situação. Hoje está nublado e as crianças não enxergam o que está no quadro, pois não tem luz. Não temos condições mínimas de trabalho”.

Muitos estudantes, mães e pais estavam presentes. “Eu estudei aqui, eu amo essa escola e eu queria o mesmo para as minhas filhas, mas infelizmente nós estamos jogados, estamos desassistidos. Isso é revoltante”, declarou Maraglai Peres Kruger, mãe da aluna Eduarda Kruger.

“Essa é a realidade de muitas escolas no Rio Grande do Sul. Enquanto o governo anuncia superávit de R$ 1,7 BI, a educação pública está abandonada! Não podemos mais esperar!”, declarou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, durante o ato.

Outra grave situação no município é a da EEEF Flores da Cunha. Interditada, a escola aguarda há dois anos a entrega da obra de sua sede que teve um princípio de incêndio em 2019. Atualmente, a escola atende nas dependências de outra instituição, a EEEM Dr. João Fagundes.

A diretora Elisa Greco lamenta a situação e solicita apoio dos gestores para a reabertura do prédio. “Pela distância da sede original, a escola vem perdendo alunos. Desde 2019 já saíram 106 estudantes e seis turmas foram fechadas. Peço que o governo olhe com atenção para esta triste situação”.

“Se Eduardo Leite está preocupado com a evasão escolar, por que deixa escolas fechadas por falta de estrutura? O núcleo está junto da comunidade para fazer a luta de resistência”, afirma a diretora regional Zila Teresinha Soares Fidell.

A caravana também esteve nas escolas EEEM Dr. João Fagundes, EEEM Uruguaiana, Colégio Estadual Dr. Roberval B. de Azevedo, Instituto Estadual de Educação Elisa Ferrari Valls e EEEF Ernesto Dornelles.

Reposição, descontos e reformas 

Além de verificar a estrutura das escolas e conversar sobre a vida funcional da categoria – que amarga sete anos de salários congelados e perdas inflacionárias que chegam a mais da metade do poder de compra desde o último reajuste –, as visitas proporcionam a oportunidade de denunciar os ataques à educação de Eduardo Leite (PSDB) e Bolsonaro.

Os diretores do CPERS Cássio Ritter e Leonardo Echevarria, juntamente com a diretora do 20º núcleo (Canoas), Iara Beatriz Anziliero Nunes, visitaram cinco escolas da região: Instituto Estadual Dr. Carlos Chagas, EEEF Planalto Canoense em Canoas, EEEM Jardim Planalto, de Esteio; Colégio Estadual Guianuba e Instituto de Educação Rubén Dario, em Sapucaia do Sul.

O diretor Leonardo Echevarria destacou a importância da mobilização de toda a categoria contra a PEC 32 de Bolsonaro e Guedes.

“Se a PEC 32 passar, estamos com os dias contados. Porque vai acabar com os serviços públicos. Nas escolas só terão professores e funcionários indicados pelo diretor da escola. Por isso precisamos nos unir, ficarmos juntos na luta em defesa dos nossos direitos”.

O diretor Cássio Ritter frisou a luta da categoria por valorização e respeito. “Estamos na luta por reposição salarial, já somamos mais de 50% de defasagem. Eduardo Leite defende que ano passado nos pagou o piso, então fica ruim politicamente para ele não dar nada para a categoria em janeiro. Ele terá que nos dar algo, temos que continuar a pressão e lutarmos juntos”, defende.

“Sem luta nós não vamos conseguir nada. Se ficarmos parados o governo vai achar que está tudo bem. O CPERS é todos nós, não é só a direção central ou a direção dos núcleos. Precisamos de todos da categoria na luta”, destacou a diretora do 20º núcleo, Iara.

A diretora do CPERS Sandra Régio, acompanhada do diretor do 29° Núcleo (Santiago) Leandro Wesz Parise, visitou diversas escolas da região nesta quarta: EEEF João Eduardo Witt Schmitz, Colégio Estadual Apolinário Porto Alegre, EEEF Cândido Genro, EEEF Lucas Araújo de Oliveira, EEEF Alceu Carvalho e Instituto Estadual de Educação Professor Isaías.

“Nos reunimos com a secretária de Educação e fomos claros quanto à luta do CPERS por reposição salarial para todos os professores e funcionários da ativa e aposentados”, ressaltou a diretora.

Leandro Wesz Parise, destaca que durante a pandemia, além de não parar, a categoria teve gastos extras. “Pagamos luz, internet e equipamentos, já que o governo não garantiu nem isso. Estamos na Justiça exigindo o ressarcimento.”

Em Erechim, o 1° vice-presidente do CPERS Alex Saratt e a diretora Rosane Zan, acompanhados da diretora do 15° núcleo, Marisa Inês Betiato, visitaram as escolas: EEEF Lourdes Galeazzi, EEEF Santo Agostinho, Colégio Estadual Professor Mantovani, Colégio Estadual Haidée Tedesco Reali,  EEEF Bela Vista, EEEB João Germano Imlau, EEEB João Caruso, EEEB José Bonifácio, EEEB Erico Veríssimo e
EEEB Sidney Guerra.

“A categoria está entendendo que a crise da educação gaúcha, como diria Darcy Ribeiro, é um projeto. Não é uma crise à toa. É uma crise de concepção, de gestão e de falta de investimentos. Não é em vão que temos esses indicadores do orçamento que apontam recursos menores para o ano que vem”, avalia Alex.

Insegurança e estruturas precárias em Montenegro

O 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia e o diretor Amauri Pereira da Rosa, acompanhados da diretora do 5º Núcleo (Montenegro), Elisabete Vargas Pereira, da diretora suplente Rosane Vier da Silva e da tesoureira Cláudia Maria Rossoni, verificaram as condições de escolas da cidade.

A primeira instituição a receber os dirigentes foi o Colégio Doutor Paulo Ribeiro Campos, que está há dois anos sem energia elétrica, consequência de cinco invasões. No total, são 13 salas de aula, o laboratório de informática, o refeitório e a biblioteca sem luz, impedindo o retorno presencial às aulas.

“É lamentável termos que pedir por uma condição básica de trabalho”, lamenta o diretor da instituição, Luis Carlos Hummes. Ele relata que toda vez que busca um retorno da Secretaria Estadual da Educação (Seduc), a resposta é sempre a mesma. “Dizem que está em análise da minuta na secretaria de obras. É a mesma resposta desde o início do ano”, afirma.

A EEEF Tanac possui um amplo espaço que poderia abrigar alunos do 8° e do 9° ano, séries que a instituição ainda não contempla. Porém, a estrutura está totalmente comprometida, principalmente o chão que possui grandes buracos, rachaduras extensas e desnível.

“Temos o projeto e o orçamento, tudo certinho e já enviamos para a CRE. Ainda estamos aguardando retorno. É um desejo da comunidade que as crianças completem todo o ensino fundamental aqui”, explica a diretora Jakciana Pasini.

Nos banheiros e no refeitório, azulejos das paredes e das pias caíram. Uma das escadas de acesso à instituição está desmoronando. “Começou a ceder e está piorando, abriu inclusive umas crateras. A gente não deixa mais as crianças terem acesso porque é muito perigoso”, explica a vice-diretora, Corina Maria Garcia de Abreu.

“Conferimos exemplos concretos de descaso e da falta de investimento na educação pública. Como é que se pode ter segurança e tranquilidade para trabalhar diante das condições em que encontramos as escolas?”, questiona Edson.

Na EET São João Batista falta professor de Espanhol desde o início do ano letivo e de Matemática para as aulas do programa Aprende Mais.

Ao conferirem a estrutura da EEEF Delfina Diaz Ferraz, os dirigentes constataram que a cerca de ferro está caída há vários anos e que o refeitório e a cozinha, que fica no porão, estão em péssimas condições. “Vimos que as paredes estão mofadas e que o acesso é difícil, pois é preciso passar por baixo de uma escada”, relatou Amauri.

O muro da EEEF Adelaide de Sá Brito também foi ao chão e até hoje não houve retorno sobre o conserto. Há também número insuficiente de funcionários(as) para fazer a limpeza dos ambientes. No momento, apenas uma profissional, que é cedida de outra escola, faz a higienização.

“Convido a secretária Raquel Teixeira para vir conhecer a estrutura precária das nossas escolas. Nossa comunidade precisa de um olhar mais atento”, destacou Elisabete.

As diretoras Alda Maria Souza e Glaci Weber, acompanhadas de representantes do 30° Núcleo (Vacaria), visitaram a EEEM D. Frei Vital de Oliveira, em Muitos Capões. 

Dois anos após um ciclone que atingiu o município, a escola ainda espera pela reforma do telhado. Atualmente, quatro salas de aula estão interditadas, o que dificulta o distanciamento entre os alunos(as) em razão da pandemia. As diretoras também visitaram a EEEB Professor José Fernandes de Oliveira, em Vacaria.

Além das escolas já mencionadas, a secretária-geral do CPERS Suzana Lauermann, a diretora Vera Lessês e a diretora do 10° núcleo,  Eloisa Womer, visitaram três escolas da região de Santa Rosa: EEEF Alecrim e EEEM Assis Brasil, de Alecrim e EEEM Republica Argentina, de Porto Lucena.

A diretora do CPERS Juçara Borges, acompanhada do diretor do 1° Núcleo, David Orsi Carnizella, visitaram escolas do município de Caxias do Sul: EEEM Victorio Webber, EEEM José Generosi e IEE Cristóvão de Mendoza.

Juçara ressalta que mesmo próximo do fim do ano letivo, diversas escolas ainda sofrem com a falta de profisisonais: “Nas escolas da região de Caxias do Sul a principal queixa da categoria foi sobre a falta de professores, principalmente nas disciplinas de Português e Matemática. Mas também há falta de funcionários”.

Até o dia 26 de novembro, o CPERS irá percorrer todas as nove regiões funcionais do Rio Grande do Sul para verificar a situação das escolas e mobilizar a categoria pela justa reposição salarial. Confira o itinerário completo aqui.

Agenda dos próximos dias:

18/11 | Quinta-feira

Alegrete
Três de Maio
Santa Maria
Gravataí
Lagoa Vermelha
Bento Gonçalves
São Leopoldo
Passo Fundo

19/11 | Sexta-feira

Santana do Livramento
Três Passos
Santa Cruz
Guaíba
Guaporé
Estrela
Taquara
Soledade

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O CPERS tomou conhecimento de que o Governo do Estado pretende realizar o desconto de valores pagos a título de auxílio-transporte durante o período da pandemia.

Por entender que estes valores foram recebidos de boa-fé pelos servidores(as) durante longo período, foi ajuizada demanda judicial em 10 de novembro de 2021, postulando que a Administração Pública se abstenha de realizar qualquer desconto a este título.

O processo está tramitando na 4ª Vara da Fazenda Pública sob nº 5134059-40.2021.8.21.0001 e, no momento, aguarda manifestação do Estado do Rio Grande do Sul para que o magistrado aprecie o pedido liminar elaborado.

Durante a pandemia, educadores(as) trabalharam para além da sua carga horária; tiveram gastos com internet, luz, equipamentos e materiais didáticos, e não houve qualquer tipo de gratificação ou reposição pelo governo Eduardo Leite (PSDB). Não é possível que os trabalhadores(as) sejam penalizados dessa forma.

Assim que o processo apresentar novos andamentos a Assessoria Jurídica comunicará aos associados(as).

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O CPERS, em conjunto com várias entidades e movimentos sociais, participou, na manhã desta terça-feira (16), do ato contra a fome, em frente ao Palácio Piratini. A iniciativa teve como objetivo pressionar o governo Eduardo Leite (PSDB) por comida, trabalho, renda e apoio à agricultura familiar.

Representantes do sindicato, da Frente Nacional de Lutas (FNL), do Movimento Camponês (MPA, MST), do SEMAPI, da Frente dos Servidores Públicos e da CUT reuniram-se no Largo Glênio Peres e de lá seguiram em caminhada até o Palácio Piratini.

No local, denunciaram a falta de políticas públicas para garantir comida no prato de todos(as) trabalhadores(as), a necessidade de gerar emprego e renda e repor as perdas com a inflação no salário mínimo regional e a justa reposição salarial a todos(as) os(as) educadores(as).

O chamado piso regional está congelado desde 1º de fevereiro de 2019. O projeto de lei enviado pelo governo em 15 de julho para a Assembleia Legislativa prevê um reajuste de apenas 2,73%, que repõe somente metade da inflação do ano passado.

O CPERS somou-se a luta dos movimentos para pressionar o governo a abrir espaço no orçamento para as demandas de moradia, de terra e de produção de alimentos, mas também destacou as demandas da categoria.

“Somos solidários a essas lutas, mas não deixamos de reivindicar o fim dos descontos, o ressarcimento dos gastos com o ensino remoto durante a pandemia e, principalmente, a garantia da reposição salarial que recomponha nossas condições econômicas e nos garanta um mínimo de dignidade”, destacou o vice-presidente do CPERS, Alex Saratt.

“Estamos juntos nesta luta dos pequenos agricultores. Este governo está terminando com a nossa categoria e utilizando seus poderes para investir somente nos grandes empresários agrícolas”, observou o diretor do 40° núcleo (Palmeira das Missões), Joel Oliveira.

Vigília por reposição Já 

Além do ato, o Sindicato marcou presença em frente à casa do governo, através da vigília que vem realizando desde julho para exigir a justa reposição salarial para toda a categoria.

“Mais uma vez estamos em nossa vigília. E hoje também com os movimentos sociais para denunciar que Eduardo Leite massacra os trabalhadores em geral. Nós, trabalhadores em educação, temos um arrocho salário que impede o nosso sustento”, ressaltou a diretora do 31° núcleo (Ijuí), Teresinha Mello.

O diretor 11° Núcleo (Cruz Alta), Paulo Riberto Santos Silva, destacou o abandono do governo aos educadores e a educação pública. “Leite e Bolsonaro fazem a mesma política de precarização ao serviço público e ataques aos servidores. Não podemos nos calar.”

Maria Celeste Ramos, Diretora Geral do 9° núcleo (Santo Ângelo) frisou as dificuldades dos educadores diante do arrocho salarial. “O governador faz uma política nefasta onde, a cada mês, perdemos um pouco do nosso mísero salário. Mas nossa vontade de lutar ele não vai retirar. Permaneceremos nas ruas lutando pela nossa reposição.”

“É fundamental denunciarmos os ataques do governo à educação pública. Amargamos há sete anos o congelamento dos nossos salários. A categoria se encontra em situação de miserabilidade. Precisamos denunciar esse governo neoliberal”, frisou o diretor do 33° núcleo (São Luiz Gonzaga), Joner Marchi Nascimento.

Leandro Wesz Parisi, diretor do 29° núcleo (Santiago), destacou que o governador precisa valorizar os educadores, que são os que educam os(as) filhos(as) dos trabalhadores do estado. “Somos nós que levamos a educação pública à população gaúcha. Está na hora do governador ouvir a categoria e nos conceder os 47,82% de reposição, a lei do Piso aos professores e reajuste também aos funcionários de escola.”

Maria Celeste Ramos, Diretora Geral do 9° núcleo (Santo Ângelo) frisou as dificuldades dos educadores diante do arrocho salarial. “O governador faz uma política nefasta onde, a cada mês, perdemos um pouco do nosso mísero salário. Mas nossa vontade de lutar ele não vai retirar. Permaneceremos nas ruas lutando pela nossa reposição.”

Adélia Menezes dos Santos, diretora Geral do 37° núcleo (Carazinho) ressaltou o excesso de trabalho nas escolas e falta de valorização. “O governador precisa incluir todos os trabalhadores no orçamento. Nós, professores e funcionários de escola, estamos na miséria e com sobrecarga de trabalho.”

Crédito emergencial para a agricultura familiar

A mobilização defendeu também políticas de apoio para quem trabalha no campo, como o projeto de lei (PL) nº 115/2021, que prevê um crédito emergencial para a agricultura familiar, visando a produção de alimentos e o combate à fome que assola famílias urbanas e rurais.

O projeto, protocolado pela bancada estadual do PT, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e agora está na Comissão de Agricultura aguardando parecer. Já foram realizadas audiências públicas e uma reunião com o governo do Estado na Expointer, onde a atual gestão ficou de retornar com uma contraproposta, porém nada foi feito.

A agricultura familiar no RS conta com 293.891 pequenas propriedades rurais e responde por 68,25% do pessoal ocupado no campo, produzindo a maior parte dos alimentos da cesta básica. Tem enorme importância no PIB (em 2005 as cadeias produtivas ligadas à agricultura familiar respondiam por 27% do PIB estadual).

Especialistas apontam que existe hoje a necessidade de priorizar a produção de alimentos, pois em 10 anos (2009 a 2018) a área plantada com soja no RS cresceu 48,8%, enquanto no mesmo período as plantações de milho reduziram 49% e a de feijão 50%. De 2015 a 2021, o número de produtores de leite caiu pela metade.

Existe hoje diminuição e envelhecimento da população rural, com uma grande redução de jovens. Como se não bastasse, há milhares de famílias pobres no meio rural gaúcho e os agricultores familiares foram excluídos do auxílio emergencial. Além disso, ocorreu uma drástica redução dos recursos aplicados pelo governo do Estado na agricultura familiar e no desenvolvimento rural nos últimos anos.

 

Fonte: CUT-RS com Raquel Wunsch – Assembleia Legislativa

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Em uma semana a EEEF Nossa Senhora da Conceição foi arrombada quatro vezes. Somente neste ano foram 12 arrombamentos. No último, levaram até o portão. Em junho, roubaram parte da fiação e desde então a instituição está sem luz. Os alunos estão tendo aula na penumbra. Não há merenda, pois roubaram a válvula de gás.

Esta foi apenas uma das várias situações de negligência do governo Eduardo Leite (PSDB) com a educação pública, verificadas hoje, no segundo dia da Caravana do CPERS.

“Estamos percorrendo o estado para provar ao governador e à Seduc que o mundo de fantasia deles não é real. As escolas estão sucateadas e nossos salários defasados. Vamos ouvir a base para caminharmos juntos contra esses governos”, afirma a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

A situação da escola que abre esta matéria é de conhecimento da 1ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e da Seduc. “Mandamos ofícios com a solicitação de recursos e seguimos no aguardo de uma solução urgente. Não dá mais para continuar assim”, desabafa a diretora da EEEF Nossa Senhora da Conceição, Jane Candiel.

No decorrer do dia, ao longo das visitas às escolas, situações de precariedade e descaso com os educadores(as) se multiplicaram.

Na EEEM Visconde do Rio Grande, os professores(as) lecionavam no escuro. Durante a madrugada, fios de cobre e disjuntores foram roubados.  Quatro salas interditadas, telhado quebrado e infiltrações completam o cenário de precariedade.

Integrando a caravana, a diretora geral do 39° Núcleo do CPERS, Neiva Lazzarotto, afirmou seu compromisso com a pauta da escola.   “Contem conosco para cobrar do governo o religamento urgente da luz, com a recolocação dos cabos roubados.”

Enquanto as dificuldades se agravam, a solicitação para os reparos está parada na Secretaria de Obras. “Eu acho um absurdo estarmos passando por isso. É muito descaso”, disse a vice-diretora e supervisora, Eliane Serafim.

Eterna espera por solução

A E.E.F. Santa Rita de Cássia também aguarda a recolocação da fiação elétrica que foi furtada. Enquanto isso, a instituição segue com aulas remotas, entrega e devolutivas de atividades impressas.

Além dos problemas na rede elétrica, a EEEF Venezuela está com telhado quebrado, infiltrações e vazamentos que causam mofo e rachaduras nas paredes. Há 12 salas interditadas. O auditório abriga duas turmas. Por falta de espaço adequado, os livros ficam no corredor. Salas pequenas impedem o distanciamento e faltam funcionários para fazer a merenda.

Para os reparos, o orçamento gira em torno de R$ 100 mil. A escola aguarda há um ano e meio o retorno da Secretaria de Obras. “Passei dias trancada na minha sala para resolver inúmeros problemas e o governo não vê o que acontece na nossa escola”, lastima a diretora Tânia Salles.

O diretor Cássio Ritter observa que a Caravana do Sindicato tem papel fundamental na denúncia destes cenários. “É fundamental ouvirmos nossos colegas, verificar de perto as dificuldades, denunciar e cobrar a responsabilidade do governo.”

 Diante do descaso: desânimo

“Me sinto sem voz. Além de sete anos sem aumento, gastamos trabalhando de casa. É um projeto de destruição da escola pública que está em curso”, desabafou a professora Luciana Moraes da Silva, da EEEF Profª Luiza Teixeira Lopes.

A vice-diretora da escola, Carmen Regina, compartilha do sentimento da colega e se entristece com o descaso. “Não vejo luz no fim do túnel. Tenho 27 anos de magistério e nunca estivemos em uma situação tão difícil.  Já passei por vários governos e nenhum nos valorizou”, lamenta.

Rosane Zan, dirigente do CPERS, destaca que o Sindicato entregou à Casa Civil e aos deputados(as) uma preposição de Projeto de Lei que pede o ressarcimento dos gastos dos educadores(as) com o ensino remoto. “Foram muitas as despesas com internet e equipamentos. A categoria precisa urgentemente da reposição salarial.”

Falta de funcionários dificulta efetivação dos protocolos sanitários

Se a apreensão com a falta de estrutura das escolas já é grande, o recente aumento na notificação de óbitos por Covid-19 coloca o Rio Grande do Sul em segundo lugar no ranking nacional da taxa de mortalidade semanal e amplia a preocupação dos educadores(as).

Frente a este cenário e com o agravante do encerramento do contrato dos funcionários(as) terceirizados, que deve ocorrer na primeira quinzena de dezembro, os obstáculos para efetivar os protocolos sanitários tendem a ser maiores.

“Temos três funcionárias. Uma está doente, outra é concursada e temos uma terceirizada. Quando encerrar o contrato ficaremos com apenas uma. Como dar conta dos protocolos?”, questionou a diretora da ETE José Feijó, Cleusa Terezinha Azambuja da Silva da ETE.

A EEEF Júlio Brunelli e a EEEM Mariz e Barros também estão com funcionários insuficientes para garantir a limpeza dos ambientes.

A Caravana do CPERS esteve hoje nas escolas: 

EEEF Júlio Brunelli
EEEF Eng Rodolfo Ahrons
EEEF Ministro Poty Medeiros
EEEF Bento Gonçalves
EEEM Mariz e Barros
EEEF Dr. Gustavo Armbrust
EEEM Itália
EEEF Venezuela
EEEF Santa Rita de Cássia
EEEM Visconde do Rio Grande
EEEM Alberto Torres
EEEF Jardim Vila Nova
EEEF Nossa Senhora da Conceição
EEEF Vicente da Fontoura
Colégio Estadual Dr. Glicério Alves

Direito: reposição salarial para todos os educadores

No projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2022, a função educação diminui 0,3% da fatia no orçamento e a previsão de gastos com pessoal também cai 3,3%”, deixando explícito o descaso.

O CPERS já protocolou junto à Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa uma emenda que visa inserir a recomposição salarial de 47,82% para todos os educadores.

“Precisamos pressionar os deputados para que aprovem nossa emenda. Quem não puder ir em nossas mobilizações, é importante que faça pressão nas redes”, conclama a diretora Carla Cassais.

A tesoureira do 39º Núcleo, Klymeia Nobre, também chamou atenção para a retirada de direitos em curso no governo do Estado. “Os professores e os funcionários tiveram uma perda enorme de dinheiro com a retirada de difícil acesso, e isso está esvaziando as escolas mais distantes, pois está muito pesado pra ir trabalhar, com a gasolina a um preço absurdo”.

A diretora do 39º Núcleo também pautou a questão dos descontos no contracheque da categoria. “O CPERS irá atuar na justiça e na resistência ao desconto do vale-transporte retroativo. Vamos defender as Direções das Escolas, também”, declarou Neiva Lazzarotto.

Confira a agenda da Caravana do CPERS:

Nos últimos dias a Caravana percorreu Porto Alegre, com a participação dos membros da Direção Central, Helenir Aguiar Schürer, Alex Santos Saratt, Edson Garcia, Suzana Cecilia Lauermann, Rosane Zan, Alda Maria Souza, Amauri Pereira da Rosa, Carla Cassais, Cássio Ritter, Juçara Borges, Leonardo Preto Echevarria e Vera Lessês, da direção do Núcleo 39º, Neiva Lazzarotto, Klymeia Nobre, Pedro Jacobs e Roger Pereira e da representante 1/1000, Silvana Souza.

Até o dia 26 de novembro, o CPERS irá percorrer todas as nove regiões funcionais do Rio Grande do Sul para verificar a situação das escolas e mobilizar a categoria pela justa reposição salarial.

17/11 | Quarta-feira
Uruguaiana
Santa Rosa
Santiago
Canoas
Lagoa Vermelha
Caxias do Sul
Montenegro
Erechim

18/11 | Quinta-feira

Alegrete
Três de Maio
Santa Maria
Gravataí
Vacaria
Bento Gonçalves
São Leopoldo
Passo Fundo

19/11 | Sexta-feira

Santana do Livramento
Três Passos
Santa Cruz
Guaíba
Guaporé
Estrela
Taquara
Soledade

 

 

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Sem cozinha, refeitório, pátio e com a biblioteca interditada, a escola de educação especial Recanto da Alegria, do bairro Passo d’Areia, de Porto Alegre, está completamente impossibilitada de retomar as aulas presenciais com segurança.

Aos atropelos e sem qualquer diálogo com as comunidades escolares, o governo Eduardo Leite (PSDB) impôs o retorno obrigatório das aulas presenciais a alunos(as) da Educação Básica – educação infantil, ensino fundamental e médio -, a partir da última segunda (8), por decreto.

No mesmo dia, o CPERS foi acompanhar a real situação da escola e constatou o óbvio: fruto do descaso do governo, a EEE Recanto da Alegria é uma das inúmeras instituições de ensino do Estado sem estrutura mínima para o retorno com segurança.

Para o 1° vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, que acompanhou de perto o drama vivenciado pela comunidade escolar, a pressão sobre o governo é fundamental.

“É preciso que se cobre com muita força que o governo resolva essa questão o quanto antes, seja para iniciar o ano letivo de 2021 com segurança mínima, ou para que, em 2022, se tenha atendimento adequado dessas famílias que travam tantas lutas pela qualidade de vida de suas crianças, adolescentes, jovens e adultos”, garantiu Alex.

Ao todo, 40% do espaço da escola está deteriorado. Das 18 salas disponíveis, seis precisam de reforma e uma virou biblioteca improvisada.

São cerca de 150 alunos com necessidades especiais, das regiões das ilhas e metropolitana, entre seis e 40 anos, prejudicados com a incompetência do governo Leite (PSDB) em resolver problemas básicos que se arrastam por anos.

Tudo começou a quatro anos atrás, em 2017, ainda na gestão do ex-governador, José Ivo Sartori (MDB), quando um dos prédios apresentou rachaduras no piso superior, que se estenderam até a estrutura da cozinha ruir e ter que ser interditada pelo Corpo de Bombeiros.

A Seduc e a 1ª CRE foram notificadas inúmeras vezes, mas nada foi feito. Com a inércia dos dois últimos governos, os problemas estruturais foram se alastrando.

Em março deste ano, a marquise de um dos prédios desabou, o que ocasionou a interdição de metade da estrutura, comprometendo ainda o pátio da escola, considerado área de escape em casos de desorganização (crises) de alunos com necessidades especiais, que não têm a tolerância em permanecer na sala de aula durante todo o turno.

“Em uma escola especial, a gente precisa de espaços de escape para os alunos, que, às vezes, começam a se desorganizar nas salas. A gente teria que ter esse meio ambiente para eles se acalmarem”, explicou a diretora da Recanto da Alegria, Alessandra Moreira Heck.

Um dos seis espaços importantes para a socialização e que foi comprometido pela estrutura é a sala de culinária, usada para aprendizado de receitas simples com a finalidade de dar maior autonomia aos alunos.


Havia ainda uma sala – que também foi interditada após o desabamento – onde as mães, que não tinham condições financeiras de retornar para casa, aguardavam os filhos(as), já que boa parte dos estudantes da Recanto da Alegria é de baixa renda. 

Para piorar a situação, o governo não garantiu o mínimo para uma escola de educação especial: acessibilidade, o que dificulta ainda mais o dia a dia de muitos alunos(as) cadeirantes.

“Precisamos de uma rampa de acesso para a nossa quadra esportiva, que no momento, nem isso temos”, conta Alessandra.

Os problemas estruturais também interferiram na alimentação dos estudantes. A diretora da escola especial Alessandra lamenta a impossibilidade de garantir merenda adequada, já que o governo segue sem resolver a estrutura da cozinha.

“Isso é muito ruim porque muitos dos nossos alunos apresentam seletividade alimentar e não estamos podendo fazer merenda saudável. A gente acaba dando alimentos industrializados em porções individuais, conforme as normas da Secretaria de Saúde”.

 

Comunidade pressiona; governo se compromete, mas nada faz

Preocupada com a situação, a comunidade escolar fez todos os trâmites legais para resolver os problemas estruturais em todas as oportunidades.

A Seduc e a 1ª CRE foram notificadas, que, após pressão da escola, enviou uma engenheira que emitiu laudo técnico. No documento, a muito custo repassado pela Coordenadoria à direção, um dos prédios deveria ser interditado e o outro, liberado.

O laudo também aponta que um dos agravantes das rachaduras seriam as árvores que se encontram no pátio.

Buscando celeridade para resolver os problemas, a escola fez levantamento de custos para a retirada das árvores: o governo precisaria desembolsar o valor de R$ 11 mil. Mas, até agora, nem um centavo chegou à instituição para retirá-las.

A Seduc ainda solicitou a avaliação de um engenheiro estrutural e um estudo de solo para ver se o restante do prédio não está em perigo. O processo está sob a responsabilidade da Secretaria de Obras.

Ainda neste ano, o Conselho Escolar – formado pela diretoria, funcionários(as), pais e alunos(as) – foi até a 1ª CRE e pediu para falar com o coordenador Alaor Baptista Chagas, que garantiu que iria tomar providências e assegurou que a Recanto da Alegria seria a primeira escola atendida pelo programa Avançar na Educação do governo.

Mas o programa megalomaníaco de Eduardo Leite (PSDB), que promete investimentos de R$ 1,2 bilhão para obras e qualificação do ensino, não passa de marketing eleitoreiro e nem na lista das 56 escolas contempladas a Recanto da Alegria entrou.

De acordo com a funcionária Elis Medeiros, integrante do Conselho Escolar e representante 1/1000 do 38° Núcleo, até o momento, a escola só recebeu cerca de R$ 15 mil, equivalente a 20% da verba prometida pelo governo, o que não dá para fazer quase nada.

“O coordenador não deu mais nenhuma satisfação, nem interesse”, criticou.

“Estamos nessa luta pela educação especial. São apenas três escolas em Porto Alegre; estamos aguardando que o governo faça a intervenção necessária para que possamos terminar esse ano com condições dignas de atendimento e retomar o ano que vem com a participação total dos alunos”, finalizou Elis.

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