Sobrecarga de trabalho, salário desvalorizado, falta de educadores(as) e escolas largadas. O CPERS pegou a estrada novamente e atestou a incompetência do governo Eduardo Leite (PSDB) em garantir o mínimo para a educação pública gaúcha.

Nesta terça (22), dirigentes do Sindicato desembarcaram nas regiões de Santiago (29º), Montenegro (5°) e Ijuí (31º) para desmascarar as mentiras que o governador espalha aos quatro cantos, incluindo o falso reajuste de 32%.

“Os funcionários das nossas escolas estão sobrecarregados, há uma incidência de muito trabalho em decorrência da falta de servidores. Por isso, precisamos estar nas ruas, precisamos denunciar o descaso com o salários e a saúde dos nossos funcionários”, declara a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, que estava acompanhada do diretor do 29º Núcleo, Leandro Wesz Parise.

O CE Monsenhor Assis, por exemplo, conta com somente três merendeiras no turno da manhã, duas à noite e dois funcionários durante o dia para atender cerca de 700 alunos em turno integral, do Ensino Fundamental ao Médio, em Santiago.

Para piorar, a Monsenhor Assis é uma das escolas piloto no novo Ensino Médio e está formando os primeiros alunos(as) nos novos itinerários formativos. Em conversa com os professores(as) do colégio, a opinião é unânime: os estudantes da escola pública são os mais prejudicados.

“Nós temos um sonho de ver nossos alunos na universidade, se tornando médicos, engenheiros ou o que eles quiserem ser, mas essa reforma do ensino médio não vai mais permitir. Nossos alunos estarão em desvantagem aos alunos das universidades e esse sonho vai acabar”, afirmou Helenir.

Em Montenegro, a falta de educadores(as) também é um problema. Em 17 escolas estaduais da região, 13 faltam professores(as).

Problemas na estrutura comprometem escola de Ijuí

Com rachaduras históricas e parte da estrutura interditada há cerca de dois anos, a EEEM Ruy Barbosa, Ruyzão, de Ijuí, é mais um retrato do descaso do governo Leite com a educação.


Por causa dos problemas estruturais, cinco salas de aula e mais o laboratório de Biologia foram comprometidos em um dos prédios da escola; no outro, a cozinha, o refeitório e dois banheiros estão interditados. Ainda não há previsão de quando o problema será resolvido.


“Foi aberto um processo licitatório, a primeira empresa desistiu; a segunda teve problemas com o documento. Agora, o Estado passou a verba para a escola, que está localmente fazendo o contato com a empresa para resolver o problema. A nossa angústia é que a gente não sabe quando isso vai terminar”, explicou o vice-diretor da EEEM Ruy Barbosa, Vander Samrsla.



Educadores mobilizados para a Assembleia Geral

Além de ouvir a base, a Caravana tem o propósito de mobilizar a categoria para resistir aos ataques do governo.

Não à toa, o CPERS marcou a sua Assembleia Geral em 1º de abril, Dia da Mentira, para coroar o governador Eduardo Leite (PSDB) como o maior mentiroso da história do Rio Grande do Sul.

“A última semana da Caravana mostrou-se muito satisfatória na medida em que a categoria percebe com clareza as mentiras de Leite, a necessidade de recolocar o debate à questão salarial, a luta contra o novo Ensino Médio e a defesa intransigente do IPE Saúde. O CPERS está mais vivo que nunca, iremos construir um projeto para mudar o país e o estado com a força dos trabalhadores em educação”, asseverou o 1º vice-presidente, Alex Saratt.

“Foi visível nos olhos da categoria essa necessidade de informação. Essa vontade de luta e de organização para encarar todas as nossas dificuldades. O sentimento é de que a organização para a Assembleia Geral será grande; iremos mostrar a força da categoria”, destacou a secretária-geral, Suzana Lauermann, que foi acompanhada por Daniela Marckevitz, vice-diretora do 31° Núcleo.

Para o diretor Leonardo Preto Echevarria, a Caravana serve como instrumento de luta e unidade pela valorização de todos os educadores(as), sobretudo diante da tentativa do governo em dividir a categoria.

“É muito importante a participação dos sindicalizados; filiamos algumas pessoas e percebemos uma enorme dúvida da categoria em função dessa reposição que busca dividir os educadores. Mas funcionários e professores sabem que Leite Mente e faremos uma grande mobilização na Assembleia Geral”, explicou.



“Mesmo que Leite tente, ele não irá dividir a categoria. Professores e funcionários de escola têm que estar juntos para impedir que nossos direitos, duramente conquistados, sejam exterminados por esse governo”, afirmou a dirigente Juçara Borges, acompanhada da diretora do 31º Núcleo, Teresinha Mello.

Escolas visitadas nesta terça (22):

 

> Região de Santiago (29º)
Escola Thomás Fortes
Escola João Aquino
Colégio Estadual Cristóvão Pereira
Colégio Estadual Monsenhor Assis
Escola Boqueirão
Colégio Estadual José Benincá, Nova Esperança do Sul
Escola Ijucapirama, Jaguari
Instituto Professora Guilhermina Javorski, Jaguari
Escola São Vicente, São Vicente do Sul
Escola Estadual de Ensino Médio São Vicente

> Região de Montenegro (5°)
CIEP Montenegro
EEEF Dr. Jorge Guilherme Moojen
EEEF Iara Ferraz Gaia
EEEF Álvaro de Moraes
EEEF Aurélio Porto
CE A.J. Renner
EEE Manoel de Souza Moraes
EEEM Erni Oscar Fauth, Brochier
CE Eng Paulo Chaves, Maratá
EEEM São José do Maratá, São José do Sul

 

>Região de Ijuí (31º)
EEEF Luiz Fogliatto, Ijuí
EEEM São Geraldo, Ijuí
EEEM Ruy Barbosa, Ijuí
CE Modelo, Ijuí
EEEF Alice Couto, Ijuí
EEEF Chico Mendes, Ijuí
IEE Guilherme Clemente Köehler, Ijuí
ETE 25 de Julho, Ijuí
EEEM Emil Glitz, Ijuí
CE Comendador Soares de Barros, Ajuricaba
EEEF João Carlini, Ajuricaba
EEEF Barão do Rio Branco, Catuípe
CE Catuípe, Catuípe
CE José Lange, Augusto Pestana
CE Antônio Mastella, Joia
EEEM Agostinha Dill, Condor
EEEB Poncho Verde, Panambi
EEEM José de Anchieta, Panambi
EEEM Pindorama, Panambi
EEEF Adolfo Kepler, Panambi
EEEF Hermann Faulhaber, Panambi
EEEM Paulo Freire, Panambi

 

 






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A fim de dirimir dúvidas sobre a LC 191/2022, que excepcionou os servidores públicos civis e militares da segurança pública e da saúde de efeitos da LC 173, esclarecemos o seguinte:

1. Os pagamentos de anuênios, triênios, quinquênios, licenças-prêmio e outras formas de ascensão nas carreiras, mediante critério de tempo de serviço, se mantiveram proibidos para todos os servidores públicos, inclusive das áreas da segurança pública e da saúde, durante a vigência da LC 173. E a LC 191 não alterou essa realidade.

2. O fator inovador da LC 191/2022 consiste em liberar a contagem do tempo suspenso para aquisição de vantagens nas carreiras (maio/2020 a dezembro/2021) apenas para os servidores civis e militares das áreas da segurança pública e saúde. A CNTE e outras entidades, por meio dos partidos de oposição no Congresso Nacional, lutaram para incluir os servidores da educação e da assistência social na excepcionalidade da LC 191, mas a maioria do parlamento rejeitou as emendas do Partido dos Trabalhadores – PT.

3. Importante frisar que nem a LC 173, tampouco a LC 191, congelaram os tempos funcionais de efetivo exercício nos cargos para fins de aposentadoria ou quaisquer outros fins, senão aqueles listados no art. 8º da LC 173 voltados para a obtenção de vantagens pecuniárias nas carreiras.

4. 2020, a CNTE e quase uma centena de entidades de servidores públicos ingressaram com ação no Supremo Tribunal Federal questionando o congelamento das carreiras à luz do art. 8º da LC 173 – inclusive a suspensão da contagem do tempo entre 27.05.2020 e 31.12.2021 para futuras ascensões profissionais. Porém, em decisão liminar, o ministro Alexandre de Moraes manteve a constitucionalidade da LC 173, restando pendente, até o presente momento, o julgamento de mérito no plenário do STF.

5. Em 10.02.2022 foi protocolado no Senado o PLP 04/22, de autoria do senador Alexandre Silveira (PSD-MG), o qual prevê estender para todos os servidores públicos do país os benefícios concedidos às áreas da segurança pública e da saúde pela LC 191. E a CNTE apoia o referido projeto e lutará para que o mesmo tramite em regime de urgência. Mas, até o momento, o projeto se encontra parado no Senado.

A pandemia exigiu extremo esforço de diversas categorias de servidores – sobretudo da educação –, e não é justo que apenas duas áreas sejam atendidas no pleito de recontagem do tempo suspenso pela LC 173 para obtenção de vantagens nas carreiras. Esse tipo de prioridade desmerece a maior parte dos servidores públicos e contribui para o desestímulo. Ademais, no caso da educação, a manutenção do congelamento das carreiras entre 27.05.20 e 31.12.21 depõe contra a PEC 13/2021, que trata da compensação de “sobras” de recursos vinculados à educação entre 2020 e 2021, anos em que os servidores ficaram sem reajustes e ascensões nos planos de carreira.

Brasília, 22 de março de 2022

Diretoria da CNTE

 

 

 

 

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Na manhã desta segunda-feira (21), o CPERS participou de audiência pública, no Ministério Público (MP), em Porto Alegre, para tratar da situação do transporte escolar para os estudantes e os educadores(as) das escolas do campo de Santana do Livramento, São Gabriel e Candiota.

Centenas de representantes de diversas escolas das regiões se dirigiram à capital para exigir do MP e da Seduc uma rápida resolução ao problema, que se arrasta desde o ano passado e agora, um mês após o início do ano letivo, crianças e adolescentes seguem sem aula pela morosidade do governo Eduardo Leite (PSDB).

Algumas instituições relatam que estão desde 2017 exigindo respostas sobre a situação, que se agrava pela demora nas contratações do serviço e que precisam ser renovadas a cada 180 dias.

Para a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, o não fornecimento do transporte escolar para as escolas do campo fere um direito básico de todas as crianças e adolescentes. 

“Estamos aqui hoje, por todos os pais, mães e educadores, que se deslocaram 9-10h para exigir algo tão simples e que não deveria demandar tanto esforço, que é o direito à educação, direito esse, que o governo Leite não está respeitando”.

Durante o encontro, a promotora de educação do Ministério Público do RS, Luciana Cano Casarotto, informou que conversou com a secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, e a mesma garantiu que o problema seria resolvido no máximo em 15 dias.

“A secretária me garantiu que em até 15 dias todas as empresas estarão contratadas. Eu estou aqui assumindo o compromisso de pressionar para que isso ocorra e que o problema não se repita daqui seis meses”.

Além de educadores(as), pais, mães e alunos acompanharam a audiência e relataram situações emocionantes quanto às dificuldades causadas pela falta do transporte. O principal pedido: não deixem as escolas do campo acabar!

Maria Rosane, mãe de aluno da EEEF Cláudio Moreira, de Santana do Livramento, conclamou que o governo forneça transporte para os estudantes. Confira um trecho do relato no vídeo:

Escola do interior de São Gabriel paralisa aulas por falta do transporte 

A comunidade escolar da EEEF Ataliba Rodrigues das Chagas, situada no distrito do Batovi, interior de São Gabriel, participou da audiência, nesta segunda, para pedir socorro. 

A escola, que atende majoritariamente filhos(as) de assentados, decidiu paralisar as aulas enquanto a Seduc não resolver o problema da falta de transporte escolar. Já são cinco semanas de paralisação e até o momento nenhum movimento concreto foi realizado por parte do governo. 

O presidente do Conselho Escolar da Ataliba, Claudinei Ludwig,  relata que o problema persiste desde muito antes do início do ano letivo e, até agora, só foram feitas promessas. 

“No dia 8 de novembro, a Seduc recebeu toda a documentação da licitação vinda da CRE, isso ocorreu durante reunião que nós participávamos, naquela ocasião foi prometido que em uma semana o problema seria resolvido e não foi. Se a Seduc precisa fazer dois processos licitatórios por ano e está levando quase cinco meses para fazer um, como a situação  vai ser resolvida?”, questionou.

Claudinei ainda complementa: “Nós não conseguimos entender como após dois anos de pandemia e com a insistência do retorno presencial das aulas, a Seduc não consiga garantir minimamente as condições de transporte para que os alunos possam chegar as escolas do campo. Nós estamos aqui para cobrar uma solução o mais rápido possível, porque é injusto que os nossos filhos sigam perdendo aulas dada a incompetência da Seduc”.

Transporte também para os educadores do campo

Após a audiência no MP, os representantes das escolas se deslocaram até a Seduc para exigir um posicionamento e a resolução do transtorno.

Os manifestantes foram recebidos pelo diretor-geral da Seduc, Guilherme Corte, que afirmou o mesmo prometido pela promotora do MP, em no máximo 15 dias, todas as empresas prestadoras do serviço estarão contratadas.

Além da situação dos alunos(as), os presentes também reivindicaram que professores(as) e funcionários(as) das escolas do campo tenham acesso ao transporte escolar.

Durante a reunião, foi entregue um dossiê apresentando a realidade da região e as dificuldades de acessibilidade dos servidores(as). No documento, ainda constam contracheques de educadores(as) e os valores para a realização do transporte particular. Um exemplo é o de uma funcionária contratada, que recebe cerca de R$ 1.800 e teria que desembolsar cerca de R$ 1.300 de transporte.

No entanto, Guilherme afirmou que esta demanda não é prevista em lei; portanto, não é obrigação do estado fornecer esse serviço.

A presidente Helenir destacou a incoerência do comentário, visto que, o próprio governo acabou com a gratificação de local de exercício desses educadores(as), retirando os meios para que cumpram o seu papel.

“Não vamos aceitar que professores e funcionários paguem para trabalhar, isso é escravidão. Um estado que tem 41 deputados ao seu lado só precisa ter vontade política para alterar essa realidade. É preciso ter compromisso com a educação”.

A direção do CPERS buscará junto à Assembleia Legislativa a alteração do decreto para que os professores(as) e funcionários das escolas do campo também sejam inclusos como beneficiários do transporte escolar.

Após a reunião, ficou decidido que um novo encontro será realizado na próxima segunda-feira (28), na Câmara de Vereadores de São Gabriel.

A partir dos relatos dos educadores(as), dos pais e os pedidos dos estudantes para poderem estudar, fica claro que há um projeto em curso com o único objetivo de acabar com a educação do campo.

O CPERS reafirma sua permanente luta para assegurar a existência e a ampliação das escolas e matrículas nas comunidades e pressionará para uma rápida resolução da situação do transporte escolar e a manutenção das escolas do campo e tudo o que as mesmas representam.

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No dia 21 de março de 1960, na África do Sul, 20 mil negros protestavam contra uma lei que limitava os lugares por onde eles podiam circular. A manifestação era pacífica, mas tropas do Exército atiraram contra a multidão. Nesse dia, 69 pessoas morreram e outras 186 ficaram feridas, no episódio que ficou conhecido como massacre de Shaperville.

Em memória à tragédia, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o 21 de março como o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. Trata-se de mais um marco na luta internacional contra o racismo. E deve ser lembrado sempre, pois foram corpos negros que tombaram por lutar pela liberdade e pelo fim da opressão. Desde então, a luta contra o racismo e a discriminação racial passa a ocupar a preocupação de grande parte dos países do mundo.

No Brasil, sabemos a chaga que o racismo deixa em todos nós dia após dia: o racismo que se manifesta de forma diversa, difusa e sistemática em várias esferas de nossas vidas. O extermínio e criminalização de nossa juventude negra periférica é talvez o maior exemplo e marca dessa odiosa realidade brasileira.

É tarefa do conjunto da sociedade brasileira combater o racismo que vivenciamos diariamente em nosso país. Aos educadores e às educadoras brasileiros/as, o papel que nos cabe é promover cada vez mais uma educação que não somente denuncie o racismo existente, mas que seja instrumento permanente de uma política antirracista para, só assim, pretender gestar um novo mundo. Será a partir de novos homens e novas mulheres que poderemos vislumbrar um futuro sem essa odiosa marca, herança direta da nossa própria formação enquanto país, que tanto nos envergonha e mata nosso povo.

Por um país sem racismo e sem discriminação racial, os/as professores/as e funcionários/as da educação se somam à luta antirracista e, nesse dia 21 de março, denunciam essa chaga que insiste em conviver conosco ainda nos tempos de hoje. Somos todas e todos por uma escola sem racismo!

Brasília, 21 de março de 2022
Direção Executiva da CNTE

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Prefeituras podem ser parceiras do IPE Saúde para oferecer auxílio presencial aos usuários através do Programa Facilitadores.

A ideia é que possam ser atendidos os casos de pessoas que têm dificuldades com questões digitais, para que realizem no ato o serviço junto ao facilitador ou, nas situações em que é preciso fazer análise de documentação, para que façam as digitalizações que forem necessárias e encaminhem as solicitações através dos formulários digitais.

Vale lembrar que todas as solicitações de usuários podem ser encaminhadas diretamente pelo site, através do Atendimento Digital.

Clique aqui e confira os municípios em que é possível contar com atendimento presencial através deste programa, conforme cada região do Estado.

>> IPE Saúde retoma atendimento presencial em Porto Alegre

>> Sucateamento do IPE Saúde se intensifica por incompetência do governo Leite

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O CPERS e demais entidades abaixo firmadas repudiam veementemente a precipitada e ilegal decisão do prefeito Sebastião Melo de liberação do uso obrigatório de máscara em ambientes fechados no município de Porto Alegre.

A medida é ilegal, pois contraria a Lei Federal 13.979/2020, que obriga o uso do apetrecho em lugares fechados, e atenta contra recente decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do RS em ação civil pública movida pela Associação Mães e Pais pela Democracia (AMPD), que afirmou, amparada em precedente do STF, ser ilegal norma editada por Estados e Municípios que flexibilizem medidas sanitárias de combate à pandemia da COVID19 fixadas pela União.

A medida do prefeito Melo contraria o que defendem renomados cientistas, como Pedro Hallal, Miguel Nicolelis, Lucia Pellanda, dentre outros, que consideram uma temeridade abolir as máscaras em ambientes fechados nesse momento em que a pandemia ainda não acabou.

As entidades abaixo firmadas lamentam que alguns prefeitos, como Melo, tenham se deixado seduzir pelo apelo negacionista e editado decretos que sabem ser ilegais, colocando em risco a saúde da população, especialmente das crianças que tem baixo índice de imunização, e esperam que o Poder Judiciário mais uma vez cumpra o seu papel de guardião do Estado Democrático de Direito e anule o ilegal e descabido decreto municipal.

Porto Alegre, 19 de março de 2022.

  1. Associação Mães e Pais pela Democracia – AMPD
  2. Sindicato dos Municipários de Porto Alegre – SIMPA
  3. Associação de Juristas pela Democracia – Ajurd
  4. Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre
  5. Associação de Vítimas da Covid – AVICO
  6. Sindisaúde-RS
  7. Rede Emancipa de Educação Popular
  8. Coletivo de Proteção Infância e Voz Materna
  9. Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre – ATEMPA
  10. Grupo de Apoio e Prevenção da AIDS do RS – GAPARS
  11. Associação Nacional Vida e Justiça em Apoio e Defesa dos Direitos das Vítimas da Covid
  12. Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares – RENAP
  13. Sindbancários
  14. Frente Nacional de Lutas
  15. Mães pela Diversidade
  16. Emancipa
  17. Cais Cultural Já
  18. Centro Comunitário de Desenvolvimento da Tristeza, Pedra Redonda, Vilas Conceição e Assunção
  19. Clã de Gaya
  20. Idhesca
  21. Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre – ASTEC
  22. Acesso Cidadania e Direitos Humanos
  23. CPERS Sindicato
  24. Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente – AMENCAR

Imagem destaque: Luiza Castro/Sul21

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Nesta sexta-feira (18), encerramento da quarta semana da #CaravanaDaVerdade, o CPERS percorreu escolas e rádios das regiões de Pelotas (24° Núcleo) e Caxias do Sul (1° Núcleo).

Durante a semana, foram visitadas mais de 100 escolas em diversas regiões do estado, para expor a farsa do reajuste de 32%, exigir valorização salarial para todos(as) e escancarar o descaso do governo Eduardo Leite (PSDB) com as escolas públicas estaduais.

No decorrer da caravana, os representantes da direção central e dos núcleos do CPERS comprovam novamente a negligência do governador. 

Em Caxias do Sul,  a EEEM Santa Catarina, que atende 1.100 alunos, está com falta de funcionários(as) para dar conta da demanda, principalmente pelos protocolos da pandemia.

A escola possui apenas uma merendeira, que já é idosa e está sobrecarregada; no noturno não tem funcionários(as) para a merenda. Além disso, há somente três servidores(as) para a limpeza de toda a escola.

“Por que não tem funcionário? O salário é horrível, o trabalho é muito pesado. Eu não sei nem por que eu estou aqui. Estou cansada”, desabafa a merendeira da escola, Fabiana Alves.

A diretora da escola relata que está solicitando funcionários(as) junto à Seduc desde dezembro, mas até agora, um mês após o retorno das aulas presenciais, o problema não foi resolvido. 

O 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, que visitou a escola nesta sexta, ressalta que a falta de funcionários(as) nas escolas não gera surpresa, já que esta é a realidade de todo o governo Leite.

“O que encontramos durante esta caravana e que não nos trouxe nenhum tipo de surpresa foi uma falta muito grande de funcionários e funcionárias nas escolas, tanto para trabalhar nas cozinhas, oferecendo as merendas, quanto para serviços gerais, de limpeza, manutenção e portaria. Essa é a realidade que o CPERS tem denunciado dia após dia, porém, muitos não tem conhecimento. O governo Leite diz que investe em materiais, em merenda, mas não investe em pessoas para trabalhar. É um governo que não humaniza os ambientes e faz com que cada dia mais tenhamos colegas altamente exigidos pelo excesso de trabalho”.

Para a diretora do CPERS, Vera Lessês, que também visitou escolas do município, a falta de pessoal, mesmo após o início do ano letivo, é a prova das mentiras de Eduardo Leite (PSDB).

“Durante o dia, vimos várias escolas aqui do núcleo de Caxias do Sul com falta de recursos humanos. Visitamos uma escola que não tem vice-diretores, porque não conseguiram achar pessoas que queiram fazer parte da equipe diretiva. Visitamos escolas com falta de professores de matemática, de espanhol, com falta de funcionárias. O que a gente percebe é o sucateamento das escolas públicas, esta é a prova de que o governo Leite mente, ao dizer para a sociedade que está investindo na educação”. 

Em todas as escolas visitadas nesta caravana fica evidente, além da desvalorização salarial, a sobrecarga de trabalho, com educadores(as) exaustos e tendo que segurar as pontas como podem.

Para a diretora Sandra Régio, a categoria está cansada e indignada com toda a razão: “O que percebemos nas visitas às escolas são professores e funcionários com uma ansiedade de saber o que está acontecendo, principalmente com o IPE Saúde, com o nosso reajuste e as reformas. Eles estão indignados tanto com o governo federal quanto com o governo estadual, porque ambos mentem para a sociedade dizendo que os professores ganharam o piso. Mas não é verdade e, para piorar, os funcionários ainda ficaram de fora do projeto”.

Os diretores do CPERS Leonardo Preto Echevarria, Sandra Régio e Juçara Borges acompanharam as visitas às escolas da região, juntamente com os representantes do 1° Núcleo David Orsi Carnizella (diretor-geral), Higor Campos (tesoureiro), Solange Carvalho (vice-diretora) e Lucas Santos (professor de Caxias do Sul).

Descaso também na terra do governador 

Na terra de Eduardo Leite (PSDB), Pelotas, o descaso com as instituições públicas de ensino também fica evidente. 

O CE Félix da Cunha, visitado pela caravana em novembro do ano passado, segue com os mesmos problemas estruturais gravíssimos e que colocam em risco toda a comunidade escolar.

“Será que vão esperar acontecer uma tragédia para agir? Essa situação é inconcebível. Enquanto isso, o governo gasta milhões em propaganda para mentir dizendo que mandou verbas extras para a reforma das escolas. No imaginário da sociedade isso aconteceu mesmo. Por isso, a importância da nossa Caravana da Verdade, que está desmentindo a farsa desse governo cruel”, ressalta a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, durante visita à escola.

>> Confira a matéria completa sobre a situação da escola: Em Pelotas, cidade natal de Eduardo Leite, colégio Félix da Cunha pede socorro

A EEEF Parque do Obelisco, do mesmo município, também pede socorro. Com o muro quase caindo, as crianças não conseguem aproveitar o recreio ou a aula de Educação Física, devido à falta de segurança.

A diretora do CPERS, Carla Cassais, acompanhada da representante 1/1000 do 24° Núcleo, Maria Virgínia Moreira, esteve na escola na manhã desta sexta e comprovou a ineficiência do governo Eduardo Leite (PSDB). 

“Estivemos nessa escola na outra caravana, o muro continua da mesma forma. O governo diz que tem dinheiro, mas não foi liberado, está preso na burocracia. Esta não é uma área totalmente segura para as crianças soltas no pátio, inclusive para fazer educação física o local apresenta risco”.

Acompanharam as visitas em Pelotas, as diretoras do CPERS Suzana Lauermann e Sonia Solange Viana e os representantes do 24° Núcleo: Mauro Amaral (diretor-geral), Renata Allemand (vice-diretora), Bernadete Ávila (representante dos aposentados), Maria Virgínia Moreira (representante 1/1000), Carla Adriane Lübke (representante municipal), Magda Lopes e Anete Peglow da Silveira.

Na próxima semana, o CPERS encerrará a #CaravanaDaVerdade com passagem por escolas e rádios dos núcleos de Santiago (29°), Santa Maria (2°), Santa Cruz do Sul (18º), Cachoeira do Sul (4º), Montenegro (5º), São Leopoldo (14º), Canoas (20º), Camaquã (42º), Ijuí (31º), Cruz Alta (11º) e Soledade (28º).

Na semana seguinte, realizaremos uma grande Assembleia Geral, no dia 1° de abril, Dia da Mentira, para coroar o governador Eduardo Leite (PSDB) como o maior mentiroso que a história do Rio Grande do Sul já viu.

Escolas visitadas nesta sexta (18):

>> Região de Pelotas (24° Núcleo)

  • CE Felix da Cunha (Pelotas)
  • EEEF Luiz Carlos Correa da Silva (Pelotas)
  • EEEF Parque do Obelisco (Pelotas)
  • EEEF Marechal Luiz Alves De Lima E Silva (Pelotas)
  • EEEM Cel. Pedro Osório (Pelotas)
  • IEE Assis Brasil (Pelotas)
  • CE Dom João Braga (Pelotas)
  • IEE Walther Tofhern (São Lourenço do Sul) 
  • EEEM Cruzeiro do Sul (São Lourenço do Sul)
  • EEEF Padre José Herbst (São Lourenço do Sul)
  • EEEF Vicente de Tolla (São Lourenço do Sul)
  • EEEF Maria Da Silva Soares (Arroio Grande) 
  • IEE Aimone  Carriconde (Arroio Grande) 

>> Região de Caxias do Sul (1° Núcleo)

  • CE Imigrante
    EEEM Victorio Webber
    EEEM Evaristo De Antoni
    EEEF Presidente Vargas
    EEEM Prof. Apolinario Alves dos Santos
    EEEM Santa Catarina
    EEEM Maria Araci Trindade Rojas
    CE Henrique Emílio Meyer
    EEEM Alexandre Zattera
    EEEM José Generosi
    EEEF José Venzon Eberle
    EEEM Profa. Ivonne Lúcia Triches dos Reis
    EEEM Dr. Assis Antônio Mariani

 

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Na terra de Eduardo Leite (PSDB), Pelotas, o CE Félix da Cunha, pode ser considerado símbolo do descaso do governo com a educação pública. Com problemas gravíssimos de estrutura, a instituição, que atende alunos do Ensino Fundamental e Médio, aguarda por reformas há mais de dez anos, sem vislumbrar uma solução.

Os dois prédios históricos que abrigam a escola apresentam graves problemas, que se agravam e se alastram por toda a estrutura devido à longa espera pelas reformas.

Os transtornos mais graves concentram-se no prédio onde ficam os setores administrativos.  O amadeiramento que sustenta toda a estrutura do hall de entrada cedeu e pode cair a qualquer momento. O acesso à instituição teve que ser transferido para o portão lateral.

No mesmo espaço, ficam o auditório, a biblioteca, a secretaria, a supervisão, a orientação escolar, a sala da direção e da vice-direção, uma sala de aula, as salas de projeto e atendimento educacional especializado e a sala dos funcionários. Alguns destes locais já apresentam sinais de comprometimento da estrutura e, por isso, estão interditados.

“Estamos sem as salas dos projetos, de recursos humanos e a recepção. Também ficamos sem o espaço de alfabetização. Um local todo pensado para as crianças, com banheiro e brinquedoteca. E não podemos usar”, lamenta o vice-diretor da instituição, Leonardo Costa de Alves.

Na sala da secretaria, o assoalho já evidencia os problemas. “Parece um tobogã. Colocamos uma cadeira de rodinhas e ela desliza. É um risco enorme as pessoas estarem trabalhando ali e atendendo a comunidade”, observa Alves.

A precariedade das estruturas também está visível nos espaços das salas da direção e supervisão, no auditório e na sala de aula do 8º ano, que apresentam problemas nas janelas e desnível no piso.

Na sala onde ficava o setor de recursos humanos, o teto caiu. “Improvisamos como foi possível os setores, realocando para o outro prédio, mas muitos atendimentos ainda seguem neste que apresenta sérios riscos para nós e a comunidade”, preocupa-se o vice-diretor.

O cenário de abandono e negligência já foi denunciado pelo CPERS na Caravana realizada em novembro de 2021. O governo é ciente da situação desde o início do problema e recebeu novo alerta sobre a urgência das reformas com a entrega do dossiê elaborada pelo Sindicato, que apresentava essa e outras situações de extrema precariedade.

“Será que vão esperar acontecer uma tragédia para agir? Essa situação é inconcebível. Enquanto isso, o governo gasta milhões em propaganda para mentir dizendo que mandou verbas extras para a reforma das escolas. No imaginário da sociedade isso aconteceu mesmo. Por isso, a importância da nossa Caravana da Verdade, que está desmentindo a farsa desse governo cruel”, ressalta a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, durante visita à escola.

Sem providências do governo, custos para reformas ultrapassam R$ 500 mil

Conforme o vice-diretor, todos os retornos da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) sobre os problemas estruturais da escola são justificados pela não aceitação das empresas que ganham as infindáveis licitações já realizadas. “É sempre a mesma resposta, que a empresa selecionada desistiu”, relata Alves.

De acordo com ele, o custo para a realização das reformas estruturais e elétrica já está em mais de R$ 500 mil. “Quanto mais tempo, maior a degradação. Desse jeito, corremos o risco de chegar a um valor incalculável de prejuízo. É decepcionante não ter a atenção devida por parte do governo, nos causa uma tristeza imensa”, preocupa-se Alves.

“Nossa escola é muito acolhedora, atendemos com muito carinho nossos alunos, a maioria da periferia. Queríamos ter todos os espaços funcionando e não vemos essa atenção do governo. E o que é pior, olhamos para frente e não conseguimos enxergar uma solução. São 108 anos de história simplesmente abandonados.”

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A #CaravanaDaVerdade vem constatando o que, infelizmente, já era esperado: Eduardo Leite (PSDB) segue fechando os olhos para a precariedade de inúmeras escolas públicas estaduais.

Ao retornar ao Colégio Estadual São Luiz Gonzaga, a maior escola pública de Veranópolis, dirigentes do sindicato constataram que a situação segue exatamente a mesma: três andares continuam bloqueados. Em 2019, uma das vigas do prédio cedeu e os bombeiros interditaram o local.

Já são quatro anos de espera e com espaços importantes fechados. Além de salas de aula, a biblioteca, o laboratório de informática e as salas temáticas seguem sem acesso.

“A nossa biblioteca é bem completa e as salas com projetor são ótimas. São locais que fazem falta. Também nos preocupa o estado em que ficarão os computadores”, lamenta a professora e integrante da direção do 12º núcleo do CPERS (Bento Gonçalves), Katiuska Izaguirry Marçal.

Segundo a educadora, desde o início do problema, a Seduc afirma fazer licitações para realizar a obra, mas garante que não há adesão de empresas. “Hoje abriram nova licitação. Vamos esperar, mais uma vez.”

“A estrutura segue ali, apenas com apoio de madeiras. Passados mais de três anos, o governo ainda não providenciou a reforma necessária. A incompetência de Eduardo Leite é visível”, ressalta o diretor Leonardo Echevarria, que esteve nesta e demais escolas da região acompanhado das diretoras Sandra Severo Régio e Vera Lessês e das representantes do núcleo, Tânia Ferronato e Lúcia Marobin.

A Caravana também retornou ao IE Juvenal Miller, em Rio Grande, e confirmou a persistência do transtorno. A escola segue com graves problemas no telhado, que geraram infiltrações nas paredes e forro, comprometendo a estrutura do prédio. Um corredor inteiro e mais três salas de aula seguem interditadas. Parte do teto praticamente caiu em cima de um estudante.

A presidente do sindicato, Helenir Aguiar Schürer, viu de perto que o cenário segue o mesmo. “Em nossa caravana realizada em novembro do ano passado já apresentamos, em nosso dossiê, a deterioração desta e de outras escolas. O governo propagandeou que distribuiria verbas para a recuperação das escolas e hoje constatamos mais uma mentira de Eduardo Leite, pois as escolas seguem pedindo socorro.”

“Também não podemos esquecer que as escolas do campo, de 27 cidades, ainda estão sem transporte escolar. Onde está o discurso do governo de que toda criança deveria estar na escola?”, questionou Helenir.

As diretoras Carla Cassais, Sonia Solange Viana e Suzana Lauermann acompanharam a presidente na visita às escolas da região, juntamente com os representantes do núcleo Sônia Tissot, Isabel Veleda, Gilda Amaral, Sandra Cunha, Arlete da Rosa, Elida Schoreder, Rita Gonçalves, Andrea Rosa, Sirlei Nunes, Maria do Carmo Schwab, Alberto Campos, Denise Teixeira, Julce Montiel, Cledir Lopes (diretor de Núcleo) e Doris Nogueira pela CNTE

Reajuste não linear e aquém das necessidades dos educadores

 Além do abandono das escolas, a Caravana denuncia que o governo Leite propaga inverdades. Na grande mídia, o discurso é o de que todos educadores(as) receberam 32% de reajuste. Mas a verdade é que apenas 14% da categoria recebeu o percentual, e funcionários(as) e aposentados(as) sem paridade foram excluídos.

“Nas escolas, dialogando com os colegas, percebemos que a indignação é grande porque, na verdade, a ampla maioria não conseguiu perceber nenhuma melhora no salário”, pontua a diretora Vera Lessês, que juntamente com os(as) diretores(as) Leonardo Echevarria e Sandra Severo Régio, estiveram em escolas da região de Bento Gonçalves (12º núcleo).

“Hoje, a grande maioria dos trabalhadores em educação do Estado, está com o poder de compra reduzido para mais da metade, devido a perdas inflacionárias. Não estamos exigindo aumento e sim cobrando a recomposição salarial referente a estes oito últimos anos de muito sofrimento e desvalorização”, destacou o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia que, junto com a diretora Juçara Borges e o diretor do 12° núcleo, Leonildo da Luz de Moura, visitou escolas da região de Bento Gonçalves.

Outro ponto de destaque nas conversas com a base da categoria é a necessária luta para a revogação do novo ensino médio. “Nossos estudantes não estarão preparados sequer para passar no Enem. A reforma do ensino médio aprofunda a desigualdade entres os alunos das escolas públicas e privadas. Temos que fortalecer a pressão para que seja revogada”, expôs a diretora Rosane Zan.

Ela esteve em escolas da região do 30º núcleo (Vacaria), acompanhada dos diretores da direção central, Cássio Ritter e Glaci Weber, da diretora do núcleo, Joara Dutra e dos educadores aposentados Helena Maria Caon, Neide Dutra, Nelita da Costa e Osmar Mussatto. Á tarde, na sede do núcleo, ocorreu reunião com educadores(as) da ativa e aposentados(as).

Nesta sexta-feira (18), a #CaravanaDaVerdade estará nos núcleos de Caxias do Sul (1º) e Pelotas (24º).

Escolas visitadas:

Rio Grande (6º núcleo)

  • CE Lemos Junior
  • EEEF Ernesto Pedroso
  • EEEM Brigadeiro José da Silva Paes
  • EEEM Dr. Augusto Duprat
  • EEEB Manuel Vicente do Amaral (Santa Vitória do Palmar)
  • EEEF Professor Abílio Azambuja (Santa Vitória do Palmar)
  • EEEF Wandelina Nunes (Santa Vitória do Palmar)
  • CE Santa Vitória do Palmar (Santa Vitória do Palmar)
  • EEEM Marechal Soares de Andrea (Chuí)
  • ETE Getúlio Vargas
  • EEEF Marques de Souza
  • IEE São José
  • EEEM Roberto Bastos Telechea
  • EEEF Adelaide Alvim
  • IE Juvenal Miller
  • EEEM Alfredo Ferreira Rodrigues
  • EEEM Lilia Neves
  • EEEF Marques de Souza (São José do Norte)
  • IEE São Jose do Norte (São José do Norte)

Vacaria (30° núcleo)

  • ETE Bernadina Rodrigues Padilha
  • EEEM José Fernandes de Oliveira
  • EEEM Padre Efrem
  • EEEM Padre Pacífico

Bento Gonçalves (12º núcleo)

  • EEEM Elisa Tramontina (Carlos Barbosa)
  • EEEM Mestre Santa Bárbara (Bento Gonçalves)
  • EE Onze de Agosto (Nova Prata)
  • CE São Luiz Gonzaga (Veranópolis)
  • EEEF General Bento Gonçalves da Silva (Bento Gonçalves)
  • EEEM Imaculada Conceição (Bento Gonçalves)
  • EEEM São Roque (Carlos Barbosa)
  • EEEF Carlos Barbosa (Carlos Barbosa)
  • CE Pe. Colbachini (Nova Bassano)
  • EEEF Andre Carbonera (Nova Prata)
  • IEE Tiradentes (Nova Prata)
  • CE São Luiz Gonzaga (Veranópolis)




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O CPERS vem a público conclamar que o governo Eduardo Leite (PSDB) cumpra o seu papel e não permita a fragilização do IPE Saúde.

Na noite desta quarta-feira (16), diversos hospitais do Rio Grande do Sul notificaram o Instituto sobre uma possível rescisão contratual e suspensão de atendimentos após anos de problemas históricos, como atrasos nos pagamentos e a falta de reajustes.

A rescisão contratual prejudicará milhares de sócios e sócias do CPERS, que dependem dos serviços do IPE Saúde para atendimentos básicos, mas, também, para casos mais graves e que sem o convênio sofreram consequências inimagináveis.

A diretora do Departamento de Saúde do Sindicato, Vera Lessês, que compõe o Conselho Administrativo do IPE Saúde, ressalta que não houve uma notificação oficial aos conselheiros sobre a rescisão contratual, mas que medidas estão sendo tomadas.

“Ficamos sabendo da notícia pela mídia de que houve essa reunião das entidades médicas e que oficiaram o IPE Saúde. Nós, enquanto conselheiros, nos reuniremos na próxima semana com a Casa Civil para cobrar a responsabilidade que o governo precisa ter com o plano de saúde”.

Vale ressaltar que o pagamento patronal – do governo – tem sido repassado com atrasos frequentes e que o IPE Saúde sobrevive com os 3,1% da participação dos servidores(as), que amargam quase oito anos de salários corroídos em mais de 50% da inflação, enquanto os altos salários estão debandando do Instituto. Essa falta de incremento na receita tem ingerência direta na falta de recursos para atualizar o valor repassado aos médicos, honorários hospitalares e prestadores de serviço.

Há uma clara intenção de Eduardo Leite (PSDB) em sucatear ainda mais o IPE Saúde, fragilizando o controle social da autarquia e centralizando o poder ao governo.

Essa crise está se refletindo de uma maneira muito cruel nos servidores(as). É necessário achar uma saída para que os mais de 1 milhão de beneficiários não sofram com a incompetência do governo.

O Sindicato seguirá firme e pressionando em todas as frentes para barrar mais esse ataque.

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