No mês em que comemoramos no Brasil a memória de Joaquim da Silva Xavier, popularmente conhecido como Tiradentes, nunca é demais lembrar que, se hoje este homem é por todos nós reverenciado como herói nacional, um dia foi morto, esquartejado e, as partes de seu corpo, exibidas em praça pública para que sua rebeldia não servisse de exemplo para ninguém. Assim acontece, não raro, com as grandes lideranças sociais e populares de nosso povo. As elites sempre criminalizam e perseguem os verdadeiros heróis do nosso povo, ontem e hoje.

Paulo Freire também foi perseguido pelas elites políticas de seu tempo, obrigado ao exílio e ao distanciamento forçado do povo que sempre tanto amou. Assim como Tiradentes, Paulo Freire só conseguiu ser reconhecido por suas contribuições ao povo brasileiro tempos depois de ser caluniado pelo governo militar. Coincidentemente, o mesmo governo restabeleceu Tiradentes como herói nacional. O motivo dessa releitura histórica por parte dos militares brasileiros em 1965 não se deu somente pelo fato de Tiradentes ter sido um militar, mas, sobretudo, porque a memória desse inconfidente mineiro passou a representar a luta pela própria independência do Brasil da Coroa Portuguesa, que veio a ocorrer quase 100 anos depois.

A educação libertadora de Paulo Freire também foi caluniada e difamada. Ele mesmo sofreu as piores acusações dos poderosos de então. Anos mais tarde, foi reconhecido como o maior pedagogo brasileiro no mundo, lido e citado nas faculdades de pedagogia de todo o planeta. A sua proposta por uma educação emancipadora também convergia com o propósito de independência de nosso povo: só a educação poderia nos libertar do jugo dos tiranos. Assim como a luta anticolonial de Tiradentes forjou, anos mais tarde, a própria independência brasileira, a educação libertadora pensada por Freire inspirou nossos sentimentos mais generosos na redemocratização brasileira ao final da ditadura militar que se iniciou em 1964 no Brasil.

Fortemente influenciado pelo pensamento de Amílcar Cabral, líder revolucionário da luta anticolonial da Guiné-Bissau e de Cabo Verde contra o colonialismo português, Freire bebeu na fonte da luta independentista desses dois países irmãos da África. Chegou a comparar Cabral com Che Guevara, indicando os dois como sendo “duas das maiores expressões do século XX”.

A Inconfidência Mineira de Tiradentes, portanto, representou para a independência do Brasil o mesmo que Amílcar representou para a independência e luta anticolonial daqueles dois países irmãos. A educação libertadora só seria realmente emancipadora, criadora de autonomias políticas e subjetivas do ser humano, se estiver inscrita em um paradigma de luta permanente pela independência e soberania dos nossos povos. Paulo Freire atuou como consultor militante de projetos educacionais na África quando da independência de várias ex-colônias portuguesas na África, à época quando fez parte de uma equipe do Instituto de Ação Cultural do Departamento de Educação do Conselho Mundial de Igrejas.

Se Tiradentes foi considerado um “inconfidente” pelos poderosos de seu tempo, Freire também o foi quando se alinhou na luta anticolonial na África e também no esforço de forjar um Brasil verdadeiramente independente e soberano. O projeto libertador de sua concepção pedagógica é o caldo para uma verdadeira independência que virá a acontecer no Brasil quando nosso povo tiver acesso pleno a uma educação de qualidade. E isso não cairá dos céus: será fruto de nossa luta diária por uma educação inspirada em Freire e que tenha como exemplo também nosso herói nacional Tiradentes.

(Brasil de Fato, Heleno Araújo, 25/04/2022)

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Nesta terça-feira (26), o CPERS, juntamente com representantes das demais esferas do funcionalismo, realizou ato público unificado em defesa do IPE Saúde, por salário digno e pela revisão do valor do Salário Mínimo Regional.

Em frente à sede do Instituto, na capital, centenas de manifestantes ressaltaram a importância de manter o IPE público, solidário e de qualidade, bem como a urgente e justa reposição salarial para todos os servidores(as).

Nas falas das entidades foi destacado que o pagamento patronal – do governo – tem sido repassado com atrasos consecutivos. Diante disso, a autarquia sobrevive com os 3,1% da participação do funcionalismo, que já amarga oito anos de salários defasados.

Como consequência, a arrecadação do IPE Saúde fica estagnada, o que reflete diretamente na falta de recursos para atualizar o valor repassado aos médicos, honorários hospitalares e prestadores de serviço. Ou seja, precariza ainda mais os atendimentos.

“São quase um milhão de usuários do IPE. Se hoje o SUS, em alguns lugares, já está oferecendo um atendimento deficitário, imaginem com mais esta demanda. Então, lutar pelo IPE é defender a saúde de toda a população gaúcha”, observou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

“O novo governador, na prática, segue a política de Leite e Sartori. Arrocha nossos salários e deixa a população sem os serviços a que tem direito. Sucessivamente, os governos sucateiam o IPE com a finalidade de privatizá-lo. Seguiremos lutando pelo direito a um atendimento de qualidade e defendendo o SUS, para que não fique sobrecarregado”, afirmou o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt.

A diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador e representante do Sindicato no Conselho de Administração do IPE Saúde, Vera Lessês, enfatizou que a responsabilidade pelo sucateamento da autarquia é do governo. “Em 2018 criaram a autarquia e abandonaram. Em quatro anos, já é o 6º presidente. Não estão comprometidos com uma gestão séria. Queremos médicos, hospitais e clínicas credenciadas que ofereçam um serviço de qualidade.”

“O IPE é um patrimônio da sociedade gaúcha. O governo se diz preocupado com o Instituto, mas afirma que vai diminuir milhões do orçamento. A verdade é que quer privatizar”, expôs a representante do Fórum em Defesa do IPE, Marcia Eliza Trindade

Do local, os manifestantes seguiram em caminhada até o Palácio Piratini.

10,06% é justo e urgente!

No último dia 20, diante da cobrança dos servidores(as) para que o governo conceda a justa reposição de 10,06% para todos(as) os servidores(as), o governador Ranolfo Vieira Júnior afirmou não haver condições de conceder qualquer correção acima dos 6% (PLC 42/2022).

Um estudo do Dieese, já de posse do governador, desmente a justificativa. A análise mostra que o atingimento dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal não depende apenas do reajuste aos servidores(as), como alega o governo.

O documento ressalta ainda as perdas salariais dos servidores(as) públicos – da ativa e aposentados(as) – desde o último reajuste, em 2014.  De acordo com o INPC/IBGE, a inflação acumulada entre novembro de 2014 e março de 2022 chega a 58,96%, o que representa, portanto, a perda de mais da metade do poder aquisitivo do funcionalismo.

“Nós merecemos, trabalhamos muito, não paramos nem no pior momento da pandemia.  Já são oito anos sem reposição. O estudo do Dieese, que entregamos nas mãos do governador, deixa claro que é possível sim conceder 10,06%”, frisou a presidente Helenir.

“O governo sempre demonstrou um descompromisso com a categoria e os serviços públicos, além de não valorizar o IPE. Hoje, temos muitos bens do Instituo vendidos e o dinheiro colocado em caixa único. Isso é imoral”, denunciou o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia.

A diretora do Departamento dos Funcionários(as) de Escola do CPERS, Juçara Borges, ressaltou que o índice de 6% proposto pelo governo não trará nem um centavo a mais para os funcionários(as) que recebem o salário base de R$ 620,72. “A maioria tem este salário miserável. Se ficar só nesse percentual, o completivo sugará os míseros reais de aumento e ficará tudo igual. É um absurdo.”

“A defesa do IPE é imprescindível para os aposentados, pois é o momento em que mais precisam. Mas a realidade que enfrentamos é a de total precariedade. E quanto ao reajuste, é uma questão de sobrevivência, de humanidade”, destacou a diretora do Departamento dos Aposentados(as), Glaci Weber.

Sempre presente nas lutas da categoria, a professora aposentada Jussara Domingues, de 81 anos, levou sua indignação para o ato. “Eu não consigo deixar de vir, pois esses governos nos desrespeitam de forma absurda. Só trabalham para beneficiar os empresários. Está mais do que na hora da população aprender a votar naqueles que nos apoiam”, acentuou.

“Não podemos mais eleger esse partido para administrar o nosso estado. Não vamos nos enganar com as propagandas, basta olhar os nossos contracheques para ver como foram sanadas as contas do estado do Rio Grande do Sul”, acrescentou a presidente Helenir.

Unidade na luta

Ao final do ato, todos os representantes das entidades representativas do funcionalismo público gaúcho deram as mãos simbolizando a força da unidade em defesa do IPE e da valorização dos servidores(as).

“Apesar do governo dizer que se reunirá com cada categoria em separado, nós estamos aqui hoje demonstrando que temos unidade na defesa do IPE e na valorização dos servidores públicos”, conclamou Helenir.

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Já está disponível em PDF o dossiê da #CaravanaDaVerdade do CPERS.

Durante cinco semanas, o Sindicato pegou a estrada com o desafio de cruzar o Rio Grande do Sul. Foram 31,8 mil quilômetros rodados, 430 escolas de 160 municípios gaúchos percorridos em todos os seus 42 núcleos.

A publicação traz as principais dificuldades encontradas nas escolas visitadas, atestando a incompetência do governo Eduardo Leite/Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) ao escancarar problemas não resolvidos em instituições visitadas na Caravana anterior do CPERS, realizada em 2021.

Leia abaixo ou baixe o arquivo do dossiê aqui!

Leia também o dossiê da Caravana do CPERS de 2021

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Começa nesta segunda-feira (25) a 23ª edição da Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, que conta com uma programação formada por atividades diárias até o dia 29 de abril. As lives serão transmitidas pela página da CNTE no Youtube.

>> CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O LIVRETO COM A PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

O tema “Reforma do Ensino Médio versus Currículo Integral” foi escolhido para iniciar a semana. Dentre as atividades sugeridas, está enviar e-mails para os Deputados Federais e Senadores pedindo a revogação da lei do Novo Ensino Médio. Também será promovido, a partir das 10h, um tuitaço com o mesmo tema.

Um debate com os estudantes, pais, mães e responsáveis, a partir da live produzida pela CNTE, também faz parte da sugestão de atividades. Para a live, marcada para 19h, foi convidado o professor de políticas educacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC), Fernando Cássio. Ele integra a Rede Escola Pública e Universidade (REPU) e o comitê diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. A mediação fica por conta de Guelda Andrade, Secretária de Assuntos Educacionais da CNTE.

O tema “A educação no centro do projeto de Nação: Um outro Brasil é possível!” promove a reflexão de que a soberania nacional e popular exige um projeto educacional articulado, construído em bases sólidas e democráticas, considerando que uma nação soberana deve estar vinculada a um Projeto Emancipador de Educação.

>> CLIQUE AQUI PARA BAIXAR OS CARDS DA PROGRAMAÇÃO DIÁRIA DAS LIVES E TEMAS

>> BAIXE O MATERIAL DE DIVULGAÇÃO (CARDS DO TEMA GERAL PARA REDES SOCIAIS)

 

 

 

 

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A 23ª edição da Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública conta com uma programação formada por atividades diárias de 25 a 29 de abril de 2022, que serão realizadas de modo virtual, ainda devido aos cuidados decorrentes da pandemia do covid-19. Confira os palestrantes e mediadores já confirmados:

25/04 – Reforma do Ensino Médio versus Currículo Integral
Palestrante: Fernando Cássio
Professor de políticas educacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC). Integra a Rede Escola Pública e Universidade (REPU) e o comitê diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Mediação: Guelda Andrade – Secretária de Assuntos Educacionais da CNTE

26/04 – Piso e Carreira decentes para os profissionais da educação
Palestrante: Heleno Araújo
Presidente CNTE. Professor da Educação Básica da rede pública do Estado de Pernambuco e da rede municipal de Paulista.
Mediação: Girlene Lázaro – Secretária Executiva da CNTE

27/04 – O Papel do Estado na Garantia do Direito à Educação Pública, Gratuita e de Qualidade
Palestrante: Luiz Fernandes Dourado
Professor Emérito da UFG. Doutorado em Educação pela UFRJ e Pós-doutorado na EHESS/Paris. Dirigente da Anped e Anpar.
Mediação: Valéria Silva – Secretária Executiva da CNTE

28/04 – Um Projeto de Educação que garante uma Nação Soberana
Palestrante: Celi Taffarel
Mediação: Antônio Marcos R. Gonçalves

29/04 – Paulo Freire Vive em cada Educador Brasileiro que Luta por Educação e Qualidade, no chão da Escola Pública
Palestrante: Carlos Rodrigues Brandão
Psicólogo, doutor em ciências sociais pela Universidade de São Paulo (1980) e livre docente em antropologia do simbolismo pela Universidade Estadual de Campinas.
Mediação: Guilherme Mateus Bourscheid – Secretário Executivo da CNTE

O tema “A educação no centro do projeto de Nação: Um outro Brasil é possível!” promove a reflexão de que a soberania nacional e popular exige um projeto educacional articulado, construído em bases sólidas e democráticas, considerando que uma nação soberana deve estar vinculada a um Projeto Emancipador de Educação. As lives serão transmitidas pela página da CNTE no Youtube.

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Na manhã desta quarta-feira (20), entidades representativas do funcionalismo público reuniram-se com o governador, Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), para apresentar a insatisfação com o projeto encaminhado à Assembleia Legislativa de 6% de reajuste e cobrar reposição de 10,06% para todos(as) os servidores(as).

Desde que assumiu o cargo, esse foi o primeiro encontro do novo governador com as entidades. Durante a reunião, Ranolfo garantiu estar aberto ao diálogo e às necessidades das categorias.

“Todos conhecem a minha história como servidor público e não vai ser diferente na condição de governador do Estado. Vamos primar pelo diálogo e pela transparência”, garantiu.

Apesar da receptividade, o governo insiste em não haver condições de conceder qualquer correção acima dos 6%, levando em consideração as limitações da legislação eleitoral e de responsabilidade fiscal.

Na ocasião, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, entregou ao governante um estudo elaborado pelo Diesse, que aponta, entre outras ponderações, as perdas salariais dos servidores(as) públicos – da ativa e aposentados(as) – desde o último reajuste, em 2014, e ainda ressalta que, o atingimento dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal não depende apenas do reajuste aos servidores(as), como alega o governo.

“Esse estudo do Dieese comprova que sim, é possível avançarmos nessa proposta. Esses 6% não recuperam sequer 1% de cada ano em que não tivemos reajuste. O ataque às nossas carreiras também fizeram com que o governo confiscasse o dinheiro que agora nos falta. Estamos aqui, com a pauta unitária dos servidores, exigindo uma reposição de, no mínimo, 10,06%”, destacou a presidente Helenir.

Também foi entregue a Ranolfo o dossiê com o levantamento da #CaravanaDaVerdade do CPERS, realizada neste ano, sobre a real situação das escolas estaduais.

Ao fim do encontro, ficou firmado o compromisso de uma reunião exclusiva do CPERS com o governo para tratar de pautas especificas da categoria, como o desconto da greve, o necessário reajuste dos funcionários(as) de escola e o reenquadramento de aposentadorias.

Na próxima terça-feira (26), a partir das 9h, os servidores(as) públicos reúnem-se novamente para um ato em defesa do IPE Saúde, por salário digno e pela revisão do valor do Salário Mínimo Regional.

Além do governador, participaram da reunião:

O secretário chefe da Casa Civil, Artur Lemos, o procurador-geral do Estado, Eduardo da Costa, o secretário de Planejamento, Governança e Gestão, Claudio Gastal, o subsecretário do Tesouro, Eduardo Lacher, a subsecretária adjunta do Tesouro, Juliana Debaquer, e o líder do governo, Frederico Antunes (PP).

Entidades presentes:

CPERS
Sindicato dos Servidores de Nível Superior (Sintergs)
União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (União Gaúcha)
Sindicato dos Servidores da Procuradoria-Geral do Estado (SindisPGE)
Sindicato dos Servidores da Caixa Econômica Estadual (Sindicaixa)
Sindicato dos Servidores Públicos Estado (Sindsepe)
Sindicato dos Técnicos Tributários da Receita Estadual (Afocefe)
Sindicato dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas do Estado (Sinapers)
Associação dos Técnicos Administrativos (Astap)
Associação dos Servidores do Quadro dos Técnico-científicos do Estado (Asters)
Associação dos Analistas de Planejamento, Orçamento e Gestão do Estado (Aapog-RS)

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ATENÇÃO: alerta de golpe!

Desde o lançamento do edital de antecipação dos precatórios, os golpistas estão tentando roubar dinheiro da categoria.

O golpe se dá da seguinte forma: eles entram em contato com os clientes por WhatsApp, se passando por advogados(as) ou servidores(as) do Judiciário, apresentando até documentos.

Em seguida, comunicam uma liberação antecipada e mais rápida no valor do precatório mediante pagamento por Pix. NÃO CAIA NESSA!

A assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, jamais solicitará qualquer transação. Se estiver em dúvida, contate o seu núcleo ou o jurídico pelo telefone (51) 3073-7512.

Para se informar sobre os precatórios, procure fontes de confiança, como o nosso site.

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Proporcionar vivências de forma lúdica para qualificar o aprendizado. É assim que a professora Alveni Teresinha dos Santos, da EEEF Eveline de Oliveira, em Candelária, costuma trabalhar com seus alunos(as). Nesta semana, em que se celebra a luta dos povos originários, estudantes do 3º ano, sob sua orientação, conheceram, na prática, a história e os costumes da cultura indígena.

Os hábitos, a localização em mapas das diferentes tribos, a confecção de objetos em argila, palha, penas e pedras foram algumas das atividades realizadas. Além disso, ocorreram momentos dedicados a experienciar costumes como o hábito do chimarrão, saborear o milho e a batata assada e o abraço à mãe terra.

“Todos os dias são para pensar o povo indígena. Porém, diante da data, a sensibilização e o olhar para a sua cultura, contextualizando com a forma que vivem atualmente e os problemas que enfrentam, tornou-se necessária a abordagem”, observou a educadora, que em 2021 realizou o curso Pedagogias Indígenas.

O objetivo, de acordo com a professora, foi de explorar diferentes habilidades e competências, ir além da leitura e da cópia de textos. “Além de conhecerem a cultura indígena, busquei sensibilizá-los com a realidade de hoje para que percebessem que trazemos conosco heranças desses povos. Tudo em uma linguagem própria para a faixa etária deles.”

“Estas práticas pedagógicas são possíveis porque a escola está organizada para isso. É um trabalho de equipe”, ressalta Eveline.

A experiência pode ser apreciada pelos estudantes do 1º, 2º e 4º ano ao visitarem as instalações.

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Enquanto o governo Bolsonaro usa o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para liberar verba para aliados, o Ministério da Educação (MEC) trava a liberação de R$ 434 milhões a prefeituras de todo o país e deixa parada obras de creches, escolas, salas de aulas e quadras.

De acordo com levantamento da Folha de S. Paulo, os valores referem-se a 1.369 prefeituras. No total, 1.780 obras que já estavam firmadas entre municípios e o governo federal, a partir de 2012, estão aptas a receber dinheiro federal, porém, o governo Bolsonaro não realiza as transferências.

Do total de processos vinculados a recursos atrasados do FNDE, transformado em balcão de negócios pelo governo Bolsonaro, há casos em que os municípios já concluíram as obras por conta própria – o que representa 43% do total. Outros 45% constam como obras em execução e 12% como paralisadas.

No entanto, o atraso do repasse de verba que já estava firmada, ocorre ao mesmo tempo em que há prioridade nos pagamentos de recursos da educação de interesse de aliados do presidente Bolsonaro.

Um dos casos que mais chama a atenção diz respeito a compra de kits de robótica. O governo de Jair Bolsonaro (PL) destinou R$ 26 milhões de recursos do MEC (Ministério da Educação) para a compra de kits de robótica para escolas de pequenas cidades de Alagoas. As escolas, de acordo com reportagem da Folha, têm problemas de infraestrutura básica, como falta de salas de aula, de computadores, de internet e até de água encanada.

Os municípios contemplados com os tais kits têm contratos com uma mesma empresa de aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Os recursos para os equipamentos de robótica vieram das emendas de relator do Orçamento, controladas em parte por Lira.

O estado de Alagoas, colégio eleitoral de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, é o mais beneficiado. Somente 1,4% dos recursos atrasados do FNDE são relacionados a prefeituras de Alagoas. Mas, chama atenção que 26% de tudo o que foi pago em 2021 foi para lá. Principalmente para as prefeituras comprarem os kits de robótica da Megalic. A empresa é do pai do vereador de Maceió João Catunda e ambos são aliados de Lira. O vereador, a empresa e o presidente da Câmara negam irregularidades.

Atualmente o FNDE é controlado por indicações do centrão. O presidente, Marcelo Lopes da Ponte, era assessor de Ciro Nogueira (PP-PI), atual ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro e um dos líderes do bloco de apoio à atual gestão federal.

À Folha, a secretária de Educação da cidade de Flexeiras (AL), Maria José Gomes afirmou que Arthur Lira atuou para liberar os recursos federais para a compra de equipamentos de robótica. Além disso, a prefeitura também contou com uma consultoria de uma assessora parlamentar ligada ao vereador João Catunda.

Ao mesmo tempo em que recebe dinheiro para comprar os kits de robótica, Flexeiras tem uma creche com as obras paralisadas na mesma rua da Secretaria de Educação. Mas, segundo dados do FNDE, não há recursos atrasados do órgão para essa prefeitura.

Se de um lado o governo Bolsonaro trava a liberação de verbas que já estavam empenhadas, por outro, o FNDE acelerou uma política de distribuir empenhos para novas obras de aliados, isso para atender aos pedidos de políticos e lobistas, como os pastores que circulavam no MEC.

De 2017 a 2019, a média de valores aprovados por ano era de R$ 82 milhões. Em 2020, saltou para R$ 229,4 milhões e, no ano passado, pulou para R$ 441 milhões.

Informações: Revista Fórum, Marcelo Hailer, 19/04/2022
Imagem destaque: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Em mais uma tentativa de cobrar do governo uma resposta sobre o reenquadramento dos professores(as) que tiveram suas aposentadorias de 40h transformadas em subsídios de 20h, dirigentes do CPERS buscaram, nesta terça (19), uma auto-agenda com a diretora do departamento de Recursos Humanos da Seduc, Cleusa Flesch.

A mudança impactou diretamente no bolso dos aposentados(as), que tiveram seu salário confiscado pelo governo Eduardo Leite/Ranolfo Vieira Júnior (PSDB).

Após quase 1h de espera, Cleusa recebeu apenas a diretora do departamento de Aposentados(as) do Sindicato, Glaci Weber. A imprensa e os diretores(as) Amauri Pereira e Juçara Borges ficaram de fora do debate.

No dia 14 de fevereiro, o Sindicato já havia encaminhado ofício para a Seduc solicitando a reunião; no dia 31 de março, buscou uma auto-agenda. Em ambos os casos, não obteve nenhum retorno da Seduc. No dia 4 de abril, o CPERS havia marcado uma reunião com a Secretaria, que foi desmarcada.

“Esse assunto é muito sério. Solicitamos inúmeras vezes uma reunião e não tivemos resposta alguma. Estamos sendo cobrados pela categoria e exigimos uma resposta urgente. Trata-se de uma grande injustiça com os nossos aposentados”, explanou Glaci.

Para a diretora Juçara Borges a mudança prejudicou fortemente a categoria e é imprescindível uma rápida solução. “Estamos indignados. Diminuiu o ganho de quem mais precisa e deu a vida pela educação pública. A realidade é que o governo saqueou os aposentados”.

“Não deveria ser assim. Trata-se de um total desrespeito com os nossos aposentados”, destacou o diretor Amauri Pereira

A procuradora-geral adjunta para Assuntos Administrativos, Drª Marília Vieira Bueno, em conjunto com a diretora do departamento de Recursos Humanos da Seduc, Cleusa Flesch, comprometeram-se a estudar o caso para dar uma resposta o mais breve possível.

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